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Gente Bonita… clima de paquera também

Só o Matias pra inventar um nome tão genial pra uma festa. Mas nem só de nome vive uma festa, e a GB se consolidou nesses anos como balada de primeira, boa música e diversão garantida. E agora em endereço novo, na Trackers.

É hoje, OK? Super-recomendado, inclusive por causa da discotecagem do pessoal do Veneno Soundsystem.

E se Fela Kuti morasse na rua 13 de Maio?

Faz um tempo que queria postar as coisas do Bixiga 70 aqui. Bom, a hora chegou. Bixiga 70 é uma bandona de afrobeat com vista para a rua 13 de Maio. Isso mesmo, é um combo paulistano que faz oferendas no altar de Fela Kuti, tanto que o projeto nasceu a partir de um evento em homenagem ao mestre nigeriano.

Formada pelo multiinstrumentista Maurício Fleury (também integrante do Telepathique), a Bixiga 70 vem chamando a atenção por onde passa.

Aqui Maurício conta mais sobre o Bixiga 70 no blog do Ronaldo Evangelista.

Essa aqui é “Tema Di Malaika” deles.

Agora quer ver uma coisa incrível?

Várias músicas do Bixiga 70 ganharam tratamento dub pelas mãos do produtor Victor Rice, americano radicado no Brasil. Ouve como ele transforma “Tema Di Malaika” em “Afro Dub: Dub de Malaika”.

Aqui tem outras dubificações do Bixiga 70.

Maurício Fleury é ainda integrante do coletivo 100% vinil Veneno Soundsystem, uma das atrações da festaça do parceiro Matias, Gente Bonita, que rola nessa sexta (19).

Finalizando, o Maurício toca comigo na Boogie Nights, no Caos Augusta, em 9 de setembro.

Set de perguntas: Alexandre Matias

Vai-se tempo desde que conheci o Matias. O momento exato me foge, mas lembro de ter ido com ele e o Emerson Gasperin a uma rave no fim dos anos 90. Lá ficamos até bem depois do dia nascer.

De lá para cá, ele se tornou não só um dos grandes jornalistas do pop do Brasil, mas um dos grandes especialistas em cultura digital desta terra.

O incrível trabalho jornalístico do Matias pode ser acompanhado em dois lugares principais: o caderno Link, do Estadão, que ele edita; e o seu prolífico blog Trabalho Sujo.

Matias é também um incansável garimpador musical. Isso ele traz para seus divertidos sets como DJ, o ótimo podcast Vida Fodona e as anárquicas festas chamadas Gente Bonita, Clima de Paquera (melhor nome de evento ever?).

Nesse sábado rola uma de arromba para comemorar os 15 anos do Trabalho Sujo. Discotecando tem Matias e o parceiro Luciano Kalatalo, Viscardi + Chebel (SRY), Veneno Soundsystem e Don’t Touch My Moleskine.

Informações completas do bundalelê aqui.

Oportunidade de ouro para enquadrar o homem no nosso sempre inusitado Set de Perguntas.

Sendo que você é editor do Link de dia e às vezes tá postando no Trabalho Sujo às seis da manhã, a pergunta que não quer calar é: “Quantas horas o Matias dorme por dia?”

Durmo cedo e acordo cedo, mas quase sempre consigo as seis horas de sono diárias… Eu adoro dormir e ficar sem fazer nada.

Você adiciona todo mundo que te pede no Facebook ou tem restrições?

Eu sempre pergunto “quem vem lá?”. Mas não aceito todo mundo não…

Você falou tanto da Rebecca Black que já começou até a gostar da música dela, é isso mesmo?

Não, peraê. A música dela é só chinfrim, não é propriamente uma merda. O que me impressionou foi a possibilidade de um fenômeno aparentemente online – uma grande piada interna – funcionar na pista.

Não por ser uma piada ou uma música boa, mas por permitir esta possibilidade de funcionar até para quem não a conhece.

Nos conte qual foi o seu texto que mais causou polêmica.

Uma vez escrevi sobre um festival em Maceió em que eu falava da cidade – entre outras coisas que o fantasma do Collor ainda pairava por lá. Mas o texto fugiu de controle, caiu na mão de um povo que sequer leu e começou a me achincalhar, descobriram meu Orkut e me encheram de ameaças etc. Um saco, mas no ano seguinte o Collor foi eleito senador pelo Estado…

Mas não curto ser polêmico, não… Acho muito fácil e muito fase anal. É bom pro ego do polemista e pra quem se dispõe a discutir, mas no geral a polêmica tende à chatice…

Qual é o approach de sua discotecagem?

Dance music. Tocar músicas que as pessoas gostem de dançar. Não grilo de tocar hits, tem gente que acha “menor”, porque o público já conhece, mas eu acho que a graça é justamente essa. E a equação mashup é o que me permite tocar “Crank That”, “Tainted Love”, “Sonífera Ilha” e “Billie Jean” num curto espaço de tempo.

As redes sociais melhoraram ou pioraram as baladas?

O celular é mais importante para a vida noturna do que as redes sociais. Há quem tuíte “a festa xis ta ótima”, mas um telefonema pra pessoa certa falando a mesma coisa pode ser muito mais eficaz.

Se houvesse um site tipo Wikileaks dedicado à indústria musical, que segredo ou história você mais gostaria de ver revelado?

Queria todo o circuito interno de vídeo (se existisse) de Abbey Road entre 1962 e 1970 e saber por que o Jorge Ben não virou o Bob Marley brasileiro.