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Strokes dá onda

Por dentro das ondas de Cape Hatteras, na Carolina do Norte, ao som dos Strokes (“Heart in a cage”, do terceiro disco da banda, o meia bomba “First impressions of earth”) . Agacha e vai

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Enquanto isso, na cabine do DJ…

Esquema DJs 1

A cabine do DJ é um dos ambientes mais divertidos do grande planeta Noite. Quem já habitou uma, certamente tem várias histórias pra contar, a maior parte delas envolvendo contatos com os selvagens habitantes da pista, entre pedidos bizarros, ofertas estranhas, ameaças ridículas, insinuações tentadoras e algum derramamento de cerveja.
O site/tumblr No Breasts, No Requests teve a boa sacada de reunir, de forma colaborativa, alguns retratos dessa calorosa relação DJ/público.

Esquema DJs 2

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Los Hermanos são techno

Gerald Mitchell 1

Nem pierrot, nem colombina e muito menos bloco do eu sozinho. Gerald Mitchell, figura premiada de Detroit, volta à ativa bem acompanhado em “Descendants of the resistance”, novo álbum do seu projeto, Los Hermanos. Ao seu lado, convidados como os vocalistas Christina Perez, Bill Beaver e J Rich dão um toque soul ao já funkeado techno produzido por esses irmãos da cartilha eletrônica.

Músico, produtor e DJ, Mitchell (o bigode grosso aí de cima) fez parte do célebre Underground Resistance e criou o Los Hermanos com os craques Mike Banks e DJ Rolando, substituídos depois por Santiago Salazar (DJ S2) e Dan Caballero (DJ Dex). Seu primeiro álbum, “On another level”, de 2004, já saudava, em sua faixa de abertura, “Welcome to Los Hermanos”, gente como Carlos Santana e o grupo War, demonstrando que o apego de Mitchell ia além do soul e do funk, abraçando também a latinidade desses pioneiros. “It´s a family affair”, como diria Sly Stone.

“Descendants of the resistance”, como indica o título, é mais uma saudação dos tempos de ouro do techno de Detroit do que um avanço ou uma ruptura musical. Mas e daí? Ouça”Keep hold tight” e repare como tradição pesa e, sinceramente, continua irresistível.

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Dias e noites de disco

Disco novo 2 (Tony Manero)

A disco ganha o embalo da nostalgia hoje, com a volta ao ar de “Dancin´ days”, a partir de meia-noite, no Canal Viva. Escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, a novela, exibida entre julho de 1978 e janeiro de 1979, mostrava a rivalidade entre as irmãs irmãs Júlia Matos (Sonia Braga) e Yolanda Pratini (Joana Fomm), mas a graça mesmo estava ambientação, centrada na discoteca que dava o nome à trama, de propriedade de Julio (Reginaldo Farias). Ela foi inspirada na Frenetic Dancin’ Days, de Nelson Motta, que ao lado da New York City Discotheque, marcou a noite do Rio na segunda metade dos anos 1970, influenciando o surgimento de diversas outras discotecas pelo país, numa época, ainda marcada pela repressão do regime militar, quando dançar parecia ser o único remédio. Um dos últimos a comandar a cabine da New York City, onde reinou o mitológico Ricardo Lamounier, foi o DJ Claudio Careca, que assina o belo set abaixo, só com pérolas da época.

É nesse tom também a mostra “A era disco no cinema”, que começa no próximo dia 16, no CCBB. Com curadoria do jornalista e crítico Mario Abbade, ela reúne 38 longas – 30 de ficção, como o drama chileno “Tony Manero” (da foto lá de cima) e oito documentários, como “The secret disco revolution” – que mostram, de uma forma ou de outra, a influência e o impacto da disco no cinema (assim como na moda, no comportamento etc). Além da vinheta abaixo, tem a programação completa aqui

E é, como sabemos, um bom momento pra se celebrar a herança disco, cujo DNA está por aí, no sucesso pop do Daft Punk, na volta à cena de um craque como Giorgio Moroder, na turnê de Nile Rodgers com o Chic, no sucesso da série “Future disco” (já no sétimo volume) e no lançamento de “It´s album time”, primeiro trabalho de Todd Terje. Aliás, vai uma camiseta do Daft Punk aí?

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‘A grande beleza’ tem a elegância italiana

Esquema - Jep 1

“A grande beleza” é o fino. Dirigido por Paolo Sorrentino, o filme acompanha o jornalista e escritor Jep Gambardella (Toni Servillo) em suas reflexões sobre a vida aos 65 anos no highlife de Roma. Sem concessões ao fator “jovem”, mostra gente adulta, grisalha, com rugas e frustrações, se jogando na pista de dança – a cena de abertura é espetacular – ou participando de afiadas discussões sobre tudo o que está aí, entre cenas de hipnótica beleza, num pacotão que remete ao supremo “A doce vida”, de Fellini.

Mas isso até a vetusta Academia de Cinema de Hollywood viu, tanto que deu à “Grande beleza” o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2014. O que extrapola o olhar cinematográfico é a elegância de Gambardella – absurdamente cool em cada entrada em cena, numa aula de bom gosto que independe da idade – que ajuda a tornar “A grande beleza” um dos filmes de visual mais classudo dos últimos tempos.
Mas também, ele é italiano.

Esquema - Jep 2

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O nome é Porras, Jon Porras

Jon Porras

Um pouco de abstração pra finalizar a semana em modo descompressão, cortesia de Jon Porras. “Apeiron” faz parte de “Light divide”, novo disco do músico de San Francisco, que a Thrill Jockey lança semana que vem. Curioso: apesar desse minimalismo subaquático, com traços de Brian Eno, Porras (guitarrista que também faz parte da dupla Barn Owl) começou tocando em uma banda de metal.

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Brujeria vai poluir o Rio hoje

Brujeria 1

Chega de dedinho pra cima. O carnaval carioca vai ser enterrado de vez hoje à noite com a passagem do trator Brujeria pelo palco do Odisseia. Brutal e poderoso, o grupo mexicano de death metal- cujos integrantes se apresentam mascarados – cospe faiscantes letras (em espanhol, claro) sobre narcotráfico, violência na fronteira EUA/México e sexo perverso.

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Nos shows, ao final de um desfile de proibidões metálicos, os bichos brabos – que costumam levantar cabeças decapitadas em suas apresentações – às vezes sacam “Marijuana”, uma versão funky e provocativa para a suprema bagaceira, “Macarena”, quebrando o clima teatral e geralmente deixando o público na dúvida se bate cabeça ou faz a coreografia da música.

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Experimentando Tóquio

Toquio Allsaints

A AllSaints vai além do corte e da costura de suas elegantes roupas e acessórios, de levada industrial/rock, quase sempre em tons preto, branco e cinza. Além de produzir sessões musicais em seus galpões, a marca britânica – já citada em letras de Tinie Tempah e Jay-Z – também produz vídeos, como a série “Music cities”. O mais recente é um rápido mergulho nos subterrâneos de Tóquio, conduzido pela voz de Gilles Peterson. O caimento ficou perfeito.

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Aquele abraço, Wayne Smith

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Morreu na segunda-feira passada o cantor jamaicano Wayne Smith, aos 48 anos, em Kingston, de causas ainda não conhecidas. Smith foi a voz do hit “Under mi sleng teng” (às vezes “Under me sleng teng), lançado em 1985 e que gerou a explosão do dancehall na ilha (e depois no mundo). Produzida por King Jammy, a música foi a primeira a ser criada por ali com a ajuda de uma bateria eletrônica (na verdade, um teclado barato, Casio MT-40). Depois dela, o reggae entrou numa batida diferente. E, como era de se esperar, nunca mais foi o mesmo.

Como a criação digital era mais barata que contratar uma banda, outros produtores abraçaram rapidamente a fórmula, criando discos com apenas uma base (o chamado “riddim”), com vários cantores e MCs (ou toasters ou deejays) cantando por cima dela. Smith foi apenas um de uma lista que incluiu canarinhos como Sanchez e Wayne Wonder, e improvisadores como Charlie Chaplin, Yellowman e Clint Eastwood.

Na sequência, porém, já nos anos 1990, vieram MCs mais cascudos como Shabba Ranks, Ninjaman, Mad Cobra e Buju Banton, a turma nervosa do ragga, de cabeças raspadas, cordões de ouro, deitando falação sobre mulheres, armas, mulheres e armas. Foi a época em que um certo pó branco entrou em cena, ocupando o lugar da erva considerada sagrada pelos rastas. Por isso mesmo, rolou forte o conflito de gerações, os mais antigos defendendo as “raízes” do reggae, os mais novos, ligados no hip hop, dizendo que a vida era outra e que esse papo de Jah e volta à Àfrica era furado.

Foi mais ou menos assim, começando com “Under mi sleng teng” (às vezes “Under me sleng teng), na voz de Wayne Smith.

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Contagem regressiva para o Boiler Room no Rio

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Algumas horas pra primeira edição do Boiler Room no Rio, que rola daqui a pouco, em uma locação de visual espetacular, como sugere a imagem acima.
A escalação, excelente, vai ser assim. Pra ver e ouvir, é aqui

17h – 17h50m – Flow & Zeo
17h50m – 18h30m – Leo Janeiro
18h30m – 19h25m – Maurício Lopes
19h25m – 20h15m – Nepal
20h15m – 20h45m – Wladimir Gasper
20h45m – 21h35m – Rodrigo S.

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