• Sabedoria na Era da Informação: um ensaio visual

    Já não é mais nenhuma novidade destacar que estamos, hoje, soterrados de informação e com grande dificuldade de processar tudo a que temos acesso. Mas, ao mesmo tempo, é justamente essa situação sufocante que torna válido chover no molhado quando o assunto é “infotoxicação”. O vídeo abaixo, um ensaio visual escrito pela Maria Popova do […] >
  • E se a abertura do Star Wars fosse dirigida por Woody Allen?

    Seria assim:

    Aliás, diga-se de passagem: o fato das aberturas dos filmes do Woody Allen nunca mudarem é um dos portos seguros estéticos da minha vida. Se ele não mexer nisso, me sinto mais tranquilo em geral.

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    Leia também: E se Woody Allen filmasse em Porto Alegre?

  • O tempo perdido do gerenciamento de mídias digitais

    Dizem, popularmente, que logo antes de morrermos passa na nossa cabeça um filmezinho que resume toda a nossa vida. Um amigo meu tinha uma teoria alternativa: nesse filme só tem os momentos mais constrangedores que passamos, como tropeçar pelado botando a calça apressadamente, cumprimentar alguém de longe e perceber que é um desconhecido, fazer um comentário desnecessário num jantar, essas coisas.

    Mas eu acho que nos últimos tempos surgiu uma terceira versão disso. O filmezinho contemporâneo que passa na cabeça de quem vai morrer e viveu imerso na cultura digital é provavelmente um compacto só com cenas de todo o tempo perdeu organizando sua vida tecnológica – arrumando a agenda do celular, organizando as fotos no computador, limpando a caixa de emails, bloqueando pessoas ou jogos no Facebook, escolhendo avatar pro What’sApp, escolhendo filme no Netflix, procurando o torrent certo, e por aí vai. Toda vez que eu me pego fazendo uma dessas coisas, não consigo evitar de pensar que “um dia eu vou morrer e estou aqui perdendo tempo com os labels do Gmail”.

    Esse é um dos golpes mais sacanas da cultura digital. A cada ano (ou mês, ou dia), somos apresentados a uma novidade que promete simplificar nossa vida e nos dar mais tempo livre. Mas o sistema no qual estamos inseridos e que produz todas essas novidades produz junto uma série de pequenas ações, conteúdos e compromissos que nos afogam ainda mais. O especialista em cultura de convergência Henry Jenkins já escreveu em Cultura da Convergência sobre o que chama de “A Falácia da Caixa Preta”, ou seja, o conceito periodicamente resgatado (e enganoso) de que “cedo ou tarde todo conteúdo de mídia vai fluir através de uma única caixinha”.  A certa altura, após algumas reflexões teóricas, ele destaca: “não sei quanto a vocês, mas eu estou vendo cada vez mais caixas pretas na minha casa”. E, completo, junto com as caixinhas vem as tarefinhas. Isso só vai acabar de fato quando estivermos dentro de outra caixa, embaixo da terra.

    Pra quem trabalha inserido em contextos digitais, não há muito o que se fazer a não ser manter uma atenção constante e uma mentalidade minimalista caso não queira ser levado pela enxurrada de atualizações, notificações e providências burocráticas disfarçadas de design fofinho dentro de caixinhas. Uma vez, ouvi o Lama Padma Samtem dizer issonuma palestra: “onde se constrói piso, as folhas se acumulam”. Enquanto não encontramos uma saída definitiva, só nos resta varrer com certa graça.

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    Leia também:

    - O app Humim quer revolucionar minha agenda? Não, obrigado.

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    Foto: Raumrot

  • Por que Richard Dawkins pisou na bola ao sugerir o aborto de fetos com Síndrome de Down

    No último dia 20 de agosto, o cientista inglês Richard Dawkins, célebre defensor do pensamento científico racional, do evolucionismo e do ateísmo, causou uma onda de revolta na internet após publicar na sua conta do Twitter uma resposta a uma seguidora que soou a muitos ouvidos como uma declaração eugenista, de alguém que prefere eliminar […] >
  • Black Mirror e o clima de raiva no Facebook das eleições

    O clima emocional que vem se tornando cada vez mais tenso no Facebook por causa das eleições está me lembrando muito os episódios mais políticos da série inglesa Black Mirror. Criada em 2011 pelo produtor e roteirista Charlie Brooker, a série tem duas temporadas de três episódios cada e trata do comportamento humano infuenciado pela […] >
  • O espaço de trabalho ideal segundo a R/GA (e Steve Johnson)

    Alguns anos atrás, passei por uma das experiências mais ricas da minha carreira ao vivenciar a mudança de endereço de uma agência em que trabalhava. Fomos, mais de 100 funcionários, de um espaço térreo, escuro, antigo, com móveis velhos, paredes desgastadas e num bairro residencial para um gigantesco conjunto comercial com tudo tinindo de novo e localizado numa das avenidas mais valorizadas da cidade. Apesar de inegavelmente bem planejado e executado, o novo espaço decepcionou uma parte da equipe, que com o tempo passou a sentir falta do velho escritório. Pouca gente articulou sua saudade e eu só fui entender mesmo o que havia acontecido quando li De Onde Vem as Boas Ideias.

    No livro, o escritor Steve Johnson explica o que caracteriza um ambiente criativo, buscando referências em recifes de corais, metrópoles e no sopão de proteínas que deu origem à vida na Terra. E defende que ambientes criativos precisam de uma mistura muito bem equilibrada de estruturação e caos. A maior parte das empresas pende para um lado ou para outro. Encontrar o ponto certo é um feito para poucos. No caso da agência que citei, vínhamos de um espaço deteriorado porém extremamente permeável à colaboração, cheio de recantos informais nos quais pessoas de diferentes áreas faziam reuniões improvisadas. A informação interna circulava de maneira muito mais livre. O que era um pouco mais difícil no espaço novo.

    O relatório Creativity for the Connected Age, da agência digital R/GA (mais conhecida pela criação do Nike Plus), tem um capítulo dedicado a espaços criativos de trabalho e traz no gráfico acima um resumo visual abertamente derivado da abordagem de Steve Johnson. Um dos trechos de “Letting the Creative Culture Flourishes” explica:

    “O Escritório Ideal combina aspectos de cafés, cidades e da Internet. Inspiradas nos cafés, as empresas devem criar um ambiente acessivo e inclusivo para que seus funcionários compartilhem ideias. Inspirados nas cidades, o Escritório Ideal deve ser projetado para combinar diferentes pontos de vista de maneira que se produza a fricção necessária para gerar melhores ideias. E da Internet, as empresas devem copiar as oportunidades que permitem aos funcionários colaborar transcendendo cargos e departamentos.”

    Claro, mais fácil falar (ou escrever) do que fazer. Mas, no caso da respeitada R/GA, trata-se de uma empresa que está desenhando um mapa a partir de um caminho que já percorreu. Dá pra confiar.

    O relatório Creativity for the Connected Age pode ser acessado a partir de inscrição gratuita na plataforma de informação Future Vision da R/GA.

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    Leia também:

    - Suas ideias não são só suas: entrevista de Steve Johnson à Época Negócios.

  • O papel do design estratégico na construção de uma cidade mais humana – e vice-versa

      A ideia de que os próprios cidadãos podem se organizar em grupos autônomos e não depender de Governos e empresas para melhorar as cidades onde vivem parece estar passando por uma segunda onda de evolução no Brasil. Após os protestos de junho de 2013, que estabeleceram um marco histórico e político junto a todo […] >
/ Conector
Cultura digital, cultura pop e comunicação com um olhar humano. Por Gustavo Mini.
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