• Cinco conteúdos sobre Robin Williams que valem a pena (em inglês)

    A essa altura do campeonato, já sabemos: mortes de figuras públicas são seguidas de intenso ruído nas mídias sociais, de forma que é preciso paciência e muito critério para escolher onde vale realmente a pena clicar e ler. Entre dezenas de links que passaram pela minha timeline na semana passada, aqui vai uma seleção do que mais me interessou em algum nível.

    1) Abaixo, o comediante inglês Russel Brand (mais para o final do vídeo) comenta que, se há alguma conclusão ou sentido a fazer do suicídio de alguém talentoso e engraçado como Robin Williams é que não devemos nos isolar uns dos outros, nos fechar para a coletividade.

    2) Maria Popova, no seu Brainpickings, ressalta a conexão entre Robin Williams, David Foster Wallace e Walth Withman. E sem deixar que o ângulo cultural faça sombra sobre o fato de que o suicídio é um problema social.

    3) Lodro Rinzler, colunista de budismo e meditação no Huffington Post, lembra: meditação não é o suficiente.

    4) O escritor Stephen Marceh ressalta: existe uma crise de suicídios nos Estados Unidos.

    5) A psicoterapeuta Katie Hurley, que escreve também no Huffington Post, destaca: não existe nada de egoísta no suicídio.

    Boa leitura.

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    PS: se alguém sentiu falta de textos em português, não é necessariamente porque esteja em falta. É que eu fiz a seleção a partir do que apareceu de mais significativo na minha própria timeline. E meus contatos de Facebook publicaram ou colunas em inglês ou muita nota de informação em português.

    ***

    Foto: Wikipedia.

  • E se as doações de campanha fossem graficamente visíveis no site dos candidatos?

    A questão da transparência no trato com as doações para campanhas eleitorais é um assunto que vem sendo repetidamente tratado pela imprensa mas que ainda tem um longo caminho a percorrer no que diz respeito à sua tradução para a cultura digital. A rigor, pela lei, os dados são públicos e estão disponíveis no site do TRE, mas na prática ainda dependem de jornalistas e ativistas para serem traduzidos em informação relevante e qualificada. Se ninguém mergulha nos dados e não traz à tona algumas conexões, eles são efetivamente um “bando de dados” e não um banco de dados como diz um ditado do mundo da pesquisa.

    Utopicamente (e talvez ingenuamente), seria interessante pensar em um caminho no qual os dados de doação de campanha se apresentassem diretamente ao eleitor com sua relevância e conexões com o candidato, sem depender exclusivamente de jornalistas e ativistas. Há algumas semanas, o Plinio Zalewski deu uma ideia interessante: deveria ser obrigatório que as doações estivessem facilmente acessíveis na primeira página do site do candidato. Você entra no site, clica numa seção e vê quem doou quanto.

    Se levarmos em consideração o avanço das tecnologias de big data, não seria maluco pensar numa evolução pra essa ideia. Por exemplo, uma barra no topo do site de cada candidato com o logotipo dos principais doadores privados. Essa barra poderia não ser apenas conectada ao sistema do TRE, mas também ao vasto mar de informações dos buscadores da internet e, a partir daí, determinar o tamanho do logotipo na barra de acordo com o volume doado e com as conexões políticas e econômicas entre empresa e políticos. Quanto maior o aporte do doador e sua intimidade com o candidato, maior o logotipo no site. Tudo muito simples e visual.

    Claro que estou aqui especulando livremente tanto do ponto de vista tecnológico quanto político. São tantas forças e estruturas precisando ser revistas (inclusive a doação privada para campanhas) que ferramentas digitais podem parecer brinquedos perto da complexidade e opacidade do sistema político atual. Mas não vamos subestimar os brinquedos. Tanto a política quanto a vida em geral hoje são fortemente influenciadas por aparelhos e sistemas criados por nerds cujo trabalho era considerado até bem pouco tempo atrás brincadeira de criança ou ideia de ficção científica.

    ***

    Leitura Complementar

    Estamos vivendo uma crise de interface com o usuário.

    - Doações de campanha e a cultura do segredo do site Repórter Brasil.

    - As quatro irmãs: a relação das grandes empreiteiras brasileiras com as campanhas eleitorais.

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    Foto: Picjumbo.

  • Quatro posts com dicas sobre financiamento do jornalismo na era digital

    Eis um assunto quente, que une diferentes hierarquias e organizações: das salas caras e bem decoradas dos executivos da grande mídia às reuniões improvisadas dos coletivos de midialivrismo, todos os que trabalham com isso ou que estão interessados em uma nova perspectiva de jornalismo ainda buscam respostas satisfatórias sobre qual o modelo comercial (ou não-comercial) […] >
  • Brands as publishers: como estruturar a publicação de conteúdo digital para marcas

    Se, por um lado, a internet bagunçou o mundo do marketing e da publicidade com a multiplicação dos canais para os quais se precisa criar conteúdo (sem o mesmo tempo e a mesma grana de antigamente), por outro quem trabalha com isso não pode reclamar da quantidade de estudos, relatórios, sistemas, frameworks e pitacos sobre como fazer um bom projeto dessa natureza no ambiente digital.

    Um ótimo exemplo é o relatório gratuito Brands as Publisher da agência digital Huge, que traz um apanhado organizadíssimo dos principais desafios de criadores de conteúdo digital para marcas bem como uma série de linhas de ação práticas para o desenvolvimento e o, mais importante, a manutenção no dia-a-dia de um projeto de qualidade.

    Dentre todos os achados, o que eu considero fundamental é a noção de que, nas palavras do relatório, “projetos de conteúdo eficientes requerem múltiplos fluxos de trabalhos com staff dedicado com sistemas e tecnologias dando suporte a cada um dos fluxos. Essa abordagem permite às organizações produzir diversos tipos de conteúdo que sustentam diferentes objetivos, como informações fresquinhas sobre produtos, ofertas promocionais e tópicos em tempo real sem precisar gerenciar conflitos de prioridade o tempo todo.”

    brand-as-publishers-huge-report-workstreams

    Em outras palavras: quem trabalha com conteúdo de marca para ambiente digital não pode viver se virando nos 30, como ainda é a regra em muitas empresas e agências digitais. O aspecto mais lúdico, horizontal e caótico da internet faz parecer que as operações relacionadas a ela também podem ou devem ser informais e soltas, quando é justamente o contrário. O único jeito de navegar de maneira mais tranquila pelas águas turbulentas da interatividade entre marcas e consumidores é sendo metódico, sistematizado e hierárquico.

    Além disso, o relatório ainda responde a cinco questões cruciais para quem opera no ramo:

    - Por que as marcas deveriam gerar conteúdo?
    - O que significa isso?
    - Quais são os drivers fundamentais de sucesso dos projetos de conteúdo?
    - Como uma marca pode gerenciar bem operações de conteúdo?
    - Quais são os investimentos chave necessários para a empreitada?

    Está tudo lá explicadinho, tim-tim por tim-tim, inclusive com fluxogramas. É só ler e aplicar. Depois, não vem reclamar.

    ***

    Aproveitando o assunto, vale a pena ler também o post de Tom Goodwin no Digigay onde ele lista os 5 grandes mitos da publicidade moderna. Em relação ao tema acima, Goodwin defende que os consumidores NÃO querem conversar com as marcas e que marcas NÃO precisam gerar conteúdo. A argumentação é curta e rápida, mas o contraponto é interessante e super válido.

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    Leia também:

    - 7 Pesquisas que Vale a Pena Você Conhecer

    - Por que você é impactado por tanta publicidade

  • Pai: vantagens e desvantagens de um dos aplicativos mais usados no mundo

    Com o Dia dos Pais se aproximando, achei que seria importante fazer uma análise crítica de um dos aplicativos mais usados em todo mundo: o app “Pai”. Utilizado diariamente, “Pai” tem centenas de milhões de usuários ativos em cerca de 6.900 línguas e é o segundo app mais baixado no planeta perdendo apenas para “Mãe”, também um grande hit universal. A popularidade do aplicativo”Pai” certamente tem a ver com sua utilidade mas também ganha cada vez mais adeptos graças a sua versatilidade. “Pai” é compatível como todos os sistemas operacionais disponíveis e funciona em absolutamente todos os países, mesmo nos regimes mais fechados como Coreia do Norte e China. Na China, por exemplo, não tem Google e Facebook, que são proibidos e bloqueados, mas tem “Pai”. Muito “Pai.” “Pai” também tem o predicado de apelar a diferentes públicos, tendo sido criado com foco nas crianças mas cativando jovens, adultos e até mesmo a terceira idade. Independente da fase de vida, “Pai” é um aplicativo considerado indispensável na maior parte das culturas.

    Apesar de tudo isso, “Pai” certamente não é perfeito. Pra começar, o download é demorado, levando cerca de nove meses pra baixar a versão básica, que mesmo assim nem sempre vem completa. “Pai” também ocupa muito espaço na memória, o que prejudica outros aplicativos e gasta muita bateria. Especialmente nos primeiros anos, é praticamente impossível abrir outros aplicativos junto com “Pai”. Outro problema é que “Pai” bagunça completamente sua agenda e seus contatos. A função Soneca de “Pai” é deficiente e o despertador então está sempre com bug, tocando em horas inconvenientes o tempo todo. Em resumo, “Pai” é um aplicativo robusto e funcional, porém vive trancando, vive caindo e vive desligando.

    Outra questão que incomoda muito os usuários é que “Pai” é gratuito na hora de baixar, mas quase tudo que se faz com ele inclui compras dentro do aplicativo, especialmente se você vive em grandes centros urbanos. Em áreas mais remotas, contudo, há diversos registros de usuários de “Pai” que conseguem se virar com pouco dinheiro ou nenhum. Ao menos nesse ponto, “Pai” é relativamente flexível. Falando em flexibilidade, um dos aspectos positivos é que “Pai” funciona mesmo sem 3G, Wi-fi ou qualquer tipo de conexão com a internet. Na verdade, ele costuma rodar melhor quando desconectado.

    De qualquer maneira, “Pai” continua sendo um grande sucesso na era digital, pois mesmo que “Mãe” seja considerado um app muito mais completo, eficiente e amado por todos, é consenso que “Pai” resolve bem as questões básicas a que se propõe. Isso vem abrindo espaço, inclusive, para inovações bem recebidas por muita famílias, como o uso apenas do app “Pai” ou do uso de dois apps “Pai” em vez do pacote tradicional “Pai” + “Mãe”. Assim como os aplicativos, os usuários também estão ficando mais flexíveis e avançados.

    De minha parte, sou um usuário satisfeito de “Pai” há 39 anos e há 2 e meio baixei meu próprio app, que ainda está com alguns bugs mas sem causar grandes transtornos ao redor. Me incomoda o fato de “Pai” não ter vindo com Manual de Instruções, mas no meu caso tive a vantagem de já ter baixado “Padrasto” há 7 anos, o que tem me facilitado na hora de operar “Pai”. Não que facilidade seja um tópico que preocupe os usuários de “Pai”. Geralmente, quem baixa “Pai” é porque gosta de aventura, desafio e fortes emoções. Até porque “Pai” não vem com serviço de atendimento ao consumidor. Depois que você baixa “Pai”, é tudo com você. E é aí, talvez, que esteja a verdadeira graça da história.

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Cultura digital, cultura pop e comunicação com um olhar humano. Por Gustavo Mini.
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