Desire lines são aqueles caminhos/atalhos feitos espontaneamente por nós na grama quando as vias estabelecidas no local não são as mais curtas ou mesmo as mais inteligentes. Há um tempo eu fotografei uma “desire line” aqui do lado do trabalho e comentei o assunto (tirando algumas conclusões apressadas e também sem saber desse estilosíssimo nome).
Esse pool no Flickr agrega um monte de imagens de “desire paths” por aí. Achei muito poético e calmante. Fiquei olhando por bastante tempo. Dica do Serial Cliquer.
Na Wikipedia, encontrei dois artigos a respeito: desire lines e social trails. Em ambos, há menções sobre como esse tipo de “fenômeno” direciona o planejamento de ruas e parques.
Ou seja, você ouve a voz do povo contemplando as desire lines/paths formada em locais inusitados.
Fiquei pensando num monte de coisas. Não sei se alguma delas presta. Bom fim de semana.
Jason em 20 de março, 2008 às
6:25 pm
Tá ligado o paisagista Burle Marx? Pois é, quando ele tinha que criar uma praça, a primeira coisa que fazia era limpar bem o terreno, deixar só grama no local. Depois ele esperava um ano pra ver que caminhos as pessoas faziam naquele espaço, que são as desire lines. A partir daí ele planejava o parque, colocando os passeios nos lugares “escolhidos” pela população.
César em 21 de março, 2008 às
12:24 pm
Interessante isso ai.
Olhando esses caminhos dá pra perceber o quanto a relação do nosso corpo com o espaço urbano é forte e complexa.
© OESQUEMA/ 2008 | Reprodução permitida após consulta | Os textos desta página nem sempre são revisados | Créditos