27 de março de 2008 às 10h01
Normal

“Esse culto ao normalismo tende a ficar cada vez mais explícito. Quanto mais gente se tatua e pinta o cabelo de azul, se filia a cultos estranhos e gasta seu dinheiro com passatempos sem sentido, a tendência é que o papo da família nuclear, do emprego de 9 às 6 e a casa com jogo de sofá não se torne uma minoria – e sim seja cada vez mais celebrada. Como Spielberg, cujos pais eram boêmios e isso fez com que dedicasse toda sua filmografia em busca de uma infância normal. Não está o longe o futuro em que Spielberg e o Weezer (e talvez a Miranda July, Little Miss Sunshine e os Simpsons) estejam na mesma linha evolutiva que inclua Norman Rockwell, A Feiticeira e A Família Trapo. São os mods do futuro – com roupas da C&A. ”
Observação legal do Matias a respeito do estado das coisas. Ele parte de toda uma reflexão em cima do Rivers Cuomo, do Weezer e chega na C&A. Não é pra menos que, por exemplo, os programas da MTV brasileira cada vez mais parecem ser transmitidos direto do quarto de adolescentes (ou ao menos do quarto psicológico). Demorô.
1 Comentário



Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

28 de março de 2008 às 11h20
Adorei o post.
Mas afinal de contas, o normal não é ser diferente? ;)
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