18 de junho de 2008 às 17h57
Why so serious?
Em outras palavras, durante muitos anos a Wieden+Kenndey vem fazendo trabalhos incríveis para a Nike e os filmes da marca eram aguardadíssimos no Festival de Cannes. Mas aí uma empresa que nasceu na pós-produção do cinema e migrou para o mundo da comunicação digital vira sinônimo de Nike graças a uma série de projetos interativos que teve no Nike Plus apenas o início da história.
“No passado, Just Do It era algo sobre o qual nós falávamos. Agora nós queremos dar poder para que as pessoas possam viver isso” disse Stefan logo no início da palestra. O discurso é manjado, mas poucas marcas tem sido tão felizes em transformar palavras em ações concretas. Como bem disse o editor da revista Contagious em outra palestra, “Invista sua verba para fazer alguma coisa em vez de só falar.” Um dos termos que eu vi ser usado para isso duas ou três vezes foi Brand Utility (ai meu deus, mais um nome).

Pregador sutil dos valores de marca da Nike, enfiando a sua filosofia goela abaixo da platéia de uma forma sedutora e muito carismática, Olander começou contando a respeito do novo nível de customização a que a Nike chegou com as novas tecnologias de produção e também de interação digital.
Nike ID é um projeto que já vinha acontecendo há muitos anos de forma rudimentar mas que chegou ao state-of-art de permitir que qualquer um possa construir na internet um Nike de acordo não só com seu gosto pra cores, mas também com as necessidades de performance. Vale a pena dar uma brincada na página que, além dessa ferramenta de customização, ainda traz a possibilidade de você navegar (e começar o seu modelo) por Nikes criados por outras pessoas ou então baixar um widget que mostra no seu desktop os modelos mais recentes da leva ID.
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O segundo projeto foi o mais legal de todos: o Ballers Network foi a resposta da Nike à necessidade de criar um nível de interação entre seus consumidores que não correrm e não estão na onda do Nike Plus. A solução foi o desenvolvimento de um aplicativo para o Facebook onde o povo pode organizar suas partidas de basquete. Pô, vai dizer, uma idéia simples, muito simples, só precisava ser bem feita. É o tipo de coisa que eu já vi alguém comentar em mesa de bar e fico me perguntando se não tem uma mesa de bar dentro de algumas empresas. Talvez devesse ter.
Enfim, o caso é que no Ballers Network, o cidadão marca sua partidinha amiga, avisa os amigos, mantém um registro das partidas, o que aconteceu e, se quiser, ainda uploadeia o lugar onde rolou a pelada num mashup do Ballers que usa o Google Maps.
Bem mais simpáticos são os Nike Plus Mini, avatares de corrida que reagem os dados que o usuário do Nike Plus carrega no computador quando chega da corrida. Tipo, se o cara deixou de correr por algumas semana, o seu avatar engorda, fica mais lento, menos ativo… se o cara corre todos os dias, o avatar responde ficando fortinho e, provavelmente, meio acelerado demais. Minha conexão aqui lentiou, então não consegui encontrar imagens dos bichinhos, mas eles estão dentro da página do Nike Plus.
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Pois bem. O que a 42 enfatizou é que eles sabem que sempre vai haver essa pirâmide com jogadores mais e menos ativos. Mas que um ARG deve ser desenhado de forma que atinja TODA a pirâmide. Ou seja, não é preciso que a sua tia de Piracicaba vá atrás de uma pen drive com uma música do Nine Inch Nails, mas o desenvolvimento do jogo tem que ser tão bom que ela acabe sendo impactada pelo Jornal Nacional.






Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

19 de junho de 2008 às 7h15
Segue um insight mais acadêmico sobre esse assunto.
http://www.henryjenkins.org/2007/03/transmedia_storytelling_101.html
O autor fala mais sobre cinema, mas é perfeitamente aplicável à publicidade.
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21 de junho de 2008 às 10h19
E ai Mini! Tenho aconpanhado atento a sua cobertura de Cannes e to gostando do aspecto menos “olimpico” dos seus textos, ou seja, sem olhar apenas para premios e rankings.
Resolvi postar pela deixa no final da parte que falava da W+K. Gostei da percepcao sua de que a midia tradicional serviria como isca para acoes maiores que estariam se dando online. Mas dai eu gostaria de voltar um pouco nos posts onde o Porter fala da importancia de contar uma historia e colocar a minha visao:
Primeiro acho que midia eh meio e talvez pelo caminho que trilhei web ja eh midia mais do que tradicional. Mas o ponto eh: de que tamanho eh a historia que vc quer contar. Se for do tamanho de um livro, nao tem como a tal midia tradicional ser mais do que a capa. Esta chamando para uma historia que se desenvolve dentro das inumeras paginas. Mas pode tambem existir o caso da sua historia ser pequeninha e poder ser contada numa tira de quadrinhos. Tentar fazer esta render um livro, com capa, sinopse, prefacio, etc vai ser inutil e vai so tirar o encanto dela. Meio loco ne? Vou converter em publicidade.
Nao adianta fazer 10 anuncios, filme de 30, hotsite, chamar blogueiros para cobrir o making-of e usar de todas taticas de social media qndo sua historia nao eh grande o suficiente.
Acredito que a preocupacao deve estar no que contar e depois achar os melhores meios pra se difundir. Tenho medo que web e midias baseadas em buzz se tornem uma rotina e que caia nos pits de criacao como uma parte integrante da campanha sem antes ser pensado se ela eh necessaria ou nao.
Prefiro continuar acreditando na inteligencia e desconfiando das formulas.
Abracos,
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8 de julho de 2008 às 19h02
Muito bem escrito o post sobre a Human Race, Gustavo.
Aliás, tá pronto para participar no dia 31/08 e correr com o mundo todo?
http://conector.blogspot.com/2008/06/tem-nike-demais-aqui-aguardo-um-depsito.html
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8 de julho de 2008 às 19h03
Muito bem escrito o post sobre a Human Race, Gustavo.
Aliás, tá pronto para participar no dia 31/08 e correr com o mundo todo?
http://www.nike10k.com.br/blog/2008/07/03/a-run-americas-agora-e-global-nike-human-race/
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9 de julho de 2008 às 11h06
Bah, não sou muito de correr… ainda mais contra toda a raça humana! Valeu!
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19 de novembro de 2008 às 18h45
Olá Gustavo. Acabei lendo esse seu post hoje, e ali no meio você se propunha a enviar os principais slides da apresentação da palestra da 42 Entertainement. Me interessei bastante sobre o assunto, e gostaria de saber se você ainda estaria disposto a fazer esse super favor de dividir esse material! Rola me enviar, por favor?
Desde já obrigado! e belo texto!
abs
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