OEsquema

Comentando os comentários


Na correria de Cannes, acabei não dando muita atenção aos comentários. Mas fiz uma anotação mental de resgatar alguns dos que mais me chamaram a atenção aqui.

A Bibiana, por exemplo, comentou a foto do Napoleão que eu usei num dos primeiros posts na França. Diz ela: “Os neo-clássicos são os reis da publicidade a escolha de Napoleão por ser pintado com cara de gordinho safado assaltando a geladeira tem a ver com o fato de que ele queria ser lembrado pela eternidade como um homem que não faz nada a não ser trabalhar noite e dia por seu povo.” E digo eu: forma é conteúdo!

O Rafa Ferreti advoga que o filme é a parte principal da campanha, dando a batida. Aí eu discordo, acho que cada vez mais vamos utilizar diferentes modelos. Desde campanhas verticais, com uma peça sendo a cabeça, mas também uma cacetada de campanhas horizontais, onde é a soma de várias pequenas ações que constrói o todo. O case Year Zero do Nine Inch Nails é um exemplo disso.

Cris fala que “mesmo aqueles q tem boas idéias ainda não tem total certeza do q está acontecendo”. É verdade, vi muita gente grandona em Cannes admitindo que está testando. Aliás, falar em BETA é bem comum e provavelmente é até um jeito cool de dizer que não sei nada do que estou fazendo. Enfim, o fato é que o não-sabe é o novo saber.

***

O Fábio S me passou um link sobre Transmedia StoryTelling, que eu ainda estou por ler mas já indico a vocês.

O Gripe da Santa largou um parágrafo inteiro muito bom que cuja essência diz: “O ponto eh: de que tamanho eh a historia que vc quer contar. Se for do tamanho de um livro, nao tem como a tal midia tradicional ser mais do que a capa. Esta chamando para uma historia que se desenvolve dentro das inumeras paginas. Mas pode tambem existir o caso da sua historia ser pequeninha e poder ser contada numa tira de quadrinhos. Tentar fazer esta render um livro, com capa, sinopse, prefacio, etc vai ser inutil e vai so tirar o encanto dela.”

Pois é…

4 Comentários
por: Gustavo Mini postado em: Publicidade tags: , , , , , ,

4 Comentários

Comentário por PULP FRICTION
3 de julho de 2008 às 23h32

Ah…SAVE THE FILMS!

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Comentário por Rafael Ferretti
3 de julho de 2008 às 23h36

Bom, tomara que alguém leia o que eu escrevi. Não disse que era a principal parte da campanha. Acho que é mais um centro onde converge a proposta, o conceito, por que tem um grande poder de síntese. E acho que pra clientes que não tenham legiões de nerds dispostas a procurar um pen drive no banheiro com uma musica, ainda é bem importante.

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Comentário por Gustavo Mini
4 de julho de 2008 às 9h10

hahahah Rafa, concordo que não vai ter legiões de nerds atrás de pen drive das Casas Bahia. Mas uma coisa é certa: o comportamento nerd de uma geração é o mainstream na outra.

Não acho q os filmes vão perder a importância, só acho q nem sempre eles vão ser o centro da ação.

Mas posso até estar errado, porque também parece que a web está virando meio videocêntrica, com muita coisa rolando ao redor dos vídeos.

Não te preocupa, tua profissão não tá extinta!!!!

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Comentário por Bruno Scartozzoni
7 de julho de 2008 às 2h39

Gustavo, leio seu blog há algum tempo mas nunca comentei. Estou perdendo a virgindade.

Sobre toda essa febre de storytelling, o tamanho da história, para quais mídias ela vai “transbordar”, e se a narrativa principal estará na tv ou na web são questões que refletem apenas a ponta do iceberg.

A grande revolução, na minha opinião, está na forma de conceber propaganda…ou melhor, na forma de conceber comunicação, porque a coisa a coisa é bem mais ampla. A forma de fazer com que as pessoas se conectem emocionalmente com marcas e produtos. E a forma de encarar a convergência entre entretenimento, arte e comunicação corporativa.

Mas como toda primeira vez tende a ser nervosa e mais rápida do que a média, parei por aqui. Virgindade perdida. :)

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