1 de julho de 2008 às 11h36
Comentando os comentários

Na correria de Cannes, acabei não dando muita atenção aos comentários. Mas fiz uma anotação mental de resgatar alguns dos que mais me chamaram a atenção aqui.
A Bibiana, por exemplo, comentou a foto do Napoleão que eu usei num dos primeiros posts na França. Diz ela: “Os neo-clássicos são os reis da publicidade a escolha de Napoleão por ser pintado com cara de gordinho safado assaltando a geladeira tem a ver com o fato de que ele queria ser lembrado pela eternidade como um homem que não faz nada a não ser trabalhar noite e dia por seu povo.” E digo eu: forma é conteúdo!
O Rafa Ferreti advoga que o filme é a parte principal da campanha, dando a batida. Aí eu discordo, acho que cada vez mais vamos utilizar diferentes modelos. Desde campanhas verticais, com uma peça sendo a cabeça, mas também uma cacetada de campanhas horizontais, onde é a soma de várias pequenas ações que constrói o todo. O case Year Zero do Nine Inch Nails é um exemplo disso.
Cris fala que “mesmo aqueles q tem boas idéias ainda não tem total certeza do q está acontecendo”. É verdade, vi muita gente grandona em Cannes admitindo que está testando. Aliás, falar em BETA é bem comum e provavelmente é até um jeito cool de dizer que não sei nada do que estou fazendo. Enfim, o fato é que o não-sabe é o novo saber.
***
O Fábio S me passou um link sobre Transmedia StoryTelling, que eu ainda estou por ler mas já indico a vocês.
O Gripe da Santa largou um parágrafo inteiro muito bom que cuja essência diz: “O ponto eh: de que tamanho eh a historia que vc quer contar. Se for do tamanho de um livro, nao tem como a tal midia tradicional ser mais do que a capa. Esta chamando para uma historia que se desenvolve dentro das inumeras paginas. Mas pode tambem existir o caso da sua historia ser pequeninha e poder ser contada numa tira de quadrinhos. Tentar fazer esta render um livro, com capa, sinopse, prefacio, etc vai ser inutil e vai so tirar o encanto dela.”
Pois é…
4 Comentários






Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

3 de julho de 2008 às 23h32
Ah…SAVE THE FILMS!
Responder
3 de julho de 2008 às 23h36
Bom, tomara que alguém leia o que eu escrevi. Não disse que era a principal parte da campanha. Acho que é mais um centro onde converge a proposta, o conceito, por que tem um grande poder de síntese. E acho que pra clientes que não tenham legiões de nerds dispostas a procurar um pen drive no banheiro com uma musica, ainda é bem importante.
Responder
4 de julho de 2008 às 9h10
hahahah Rafa, concordo que não vai ter legiões de nerds atrás de pen drive das Casas Bahia. Mas uma coisa é certa: o comportamento nerd de uma geração é o mainstream na outra.
Não acho q os filmes vão perder a importância, só acho q nem sempre eles vão ser o centro da ação.
Mas posso até estar errado, porque também parece que a web está virando meio videocêntrica, com muita coisa rolando ao redor dos vídeos.
Não te preocupa, tua profissão não tá extinta!!!!
Responder
7 de julho de 2008 às 2h39
Gustavo, leio seu blog há algum tempo mas nunca comentei. Estou perdendo a virgindade.
Sobre toda essa febre de storytelling, o tamanho da história, para quais mídias ela vai “transbordar”, e se a narrativa principal estará na tv ou na web são questões que refletem apenas a ponta do iceberg.
A grande revolução, na minha opinião, está na forma de conceber propaganda…ou melhor, na forma de conceber comunicação, porque a coisa a coisa é bem mais ampla. A forma de fazer com que as pessoas se conectem emocionalmente com marcas e produtos. E a forma de encarar a convergência entre entretenimento, arte e comunicação corporativa.
Mas como toda primeira vez tende a ser nervosa e mais rápida do que a média, parei por aqui. Virgindade perdida. :)
Responder