13 de agosto de 2008 às 19h00
Ghostbikes
Estava vasculhando as lindas fotos do Takeda em NYC quando esbarrei nos comentários do Flickr dele, onde um pessoal explicou o que era essa bicicleta branca que o Tax havia fotografado. Trata-se de um memorial urbano dedicado à memória de um ciclista que morreu ali em um acidente. Em outras palavras, Ghostbikes.
De parecido por aqui, já vi nas estradas do Rio Grande do Sul cruzes de madeira enterradas ao lado da rodovia marcando o local de algum acidente, mas na cidade é raro. O que me lembro de ter visto – e achado muito interessante – são as borboletas da Fundação Thiago Gonzaga, que também marca locais de acidentes fatais.
O que me chama a atenção em tudo isso é que tanto as bicicletas quanto as borboletas (super interessantes pela simplicidade) são um tipo de apropriação espiritual do espaço urbano (artística já é mais comum), uma expressão perdida seja pela velocidade imposta às grandes metrópoles do primeiro mundo, seja pela violência e desestruturação no caso das metrópoles dos países emergentes.
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Agora, a grande questão: vão colocar uma ghostbike pro Isaac Hayes em algum lugar?
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Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
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15 de agosto de 2008 às 18h29
[...] coincidência: foi colocada em Foripa uma ghostbike pro Rodrigo Lucianetti. Ele foi um dos caras que alimentou musicalmente uma pá de gente (hoje [...]