1 de outubro de 2008 às 16h34
Quando o “digital” sumir
“O momento ideal para a tecnologia será quando ela desaparecer para o usuário, quando elas se tornar invisível. Quando as mulheres usam um secador de cabelos, elas não dizem assim… ‘vou me conectar na rede elétrica para secar meus cabelos’. Elas simplesmente ligam um botão e secam os cabelos, sem se preocupar com como aquilo é possível.”
Trecho da entrevista com o sociólogo e pesquisador do Mit Federico Casalegno na última Meio Digital. É um raciocínio bastante simples e até disseminado entre publicitáros ligados à tecnologia. Mas também é algo que vai demorar um tempo pra acontecer e até lá temos que ter paciência e conviver com aberrações. E ser aberrações. A revista Meio Digital é uma aberração, ela não deveria existir, deveria ser parte da Meio & Mensagem. Assim como é aberração o meu cargo na agência. E o termo “agências digitais” também é uma aberração. Mas somos aberrações necessárias. Aberração de transição. Não tem outro jeito. Não dá pra ter noção de ridículo a essa altura do campeonato. Temos que ser meio palhaços. E ter dignidade de palhaço.
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Outra aberração interessante.
Esses dias alguém me contou que o nome popular do telefone móvel, “celular”, veio do jargão de engenharia. Cada célula é o raio de ação das estações base (antenas) e o desenho técnico delas se assemelha a uma coolméia. O apelido do figura foi dado por engenheiros. Imagina se publicitário ia criar o nome “celular”. Iam dizer que é “frio”.
Esse tipo de caso e exemplos tipo “Paralamas do Sucesso”, “Coca-Cola” e “Chaves” sempre me fazem pensar que o nome das coisas não influi tanto no seu sucesso.
6 Comentários




Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

1 de outubro de 2008 às 19h20
E o biquini cavadão?!
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1 de outubro de 2008 às 20h31
aaaaaaaaaaaaahhhh pois é!
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3 de outubro de 2008 às 17h22
telemóvel em Portugal. E funciona mto bem por lá (o nome).
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6 de janeiro de 2010 às 14h38
Se nome influisse, a Carmen não tava rica.
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6 de janeiro de 2010 às 16h48
Sem dúvida, tá ai o momento que será de maturação total – com isso abriá espaço para novas culturas e possibilidades.
No caso do “celular” realmente é um jargão que já perdeu sentido faz tempo, quando o usuário mais humilde estiver com um smart phone em 2 anos acho que vai se sumir o termo, sei lá.
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9 de janeiro de 2010 às 11h53
é, tem nome que influi no sucesso, mas também não acho que seja determinante.
mas marco chaparro, não concordo que celular é um jargão que perdeu sentido. afinal, o smartphone mais moderno continua usando a tal “rede celular”…
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