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Data Visualization

Também chamam de Infoviz ou Infoesthetics. Mas, independente do rótulo, a base é a mesma: tomar uma antipática massa de dados e dar um jeito de transformá-la em amiga, algo raro em se tratando de dados. Quantas pessoas você conhece que tomariam uma cerveja ou passariam uma noite de bom grado com uma pilha de lâminas do Excel?

Por outro lado, os projetos mais arrojados de Data Visualization não são um extreme makeover de relatórios, mas sim obras em si que oferecem portas de entrada mais intuitivas na geração de insights, na busca por inspiração ou no mero ato de comunicar o que quer que seja.

Há pouco, a Slate largou um slideshow bastante instrutivo a respeito desse assunto, fazendo o que eu já tinha pensado mas deu preguiça: construiu uma linha do tempo colocando o Treemap do Ben Shneiderman como big bang (deve existir algo mais antigo, mas enfim) e abriu uma série de caminhos para os que quiserem se aprofundar.

Esse é um assunto que sempre cortejei, uma vez que eu adoro sistemas de organização, ainda mais quando acompanhados de senso estético. Por conta disso, ano passado resolvi entrevistar o Jonathan Harris para o número inaugural da +Soma, um dos nomes mais citados quando o assunto é a alquimia dos dados em poesia visual. A entrevista começa aqui, continua aqui e termina aqui.

Obviamente estava há horas tentando emplacar uma idéia na área para algum cliente da agência, mas dois projetos saíram na frente aqui no Brasil: O Rio Está Feliz e Ame Seu Coração (que em setembro teve até instalação no vão livre do Masp). São duas iniciativas bem interessantes e fico feliz de estarem sendo feitos tentativas comerciais de Data Visualization, mas também parece um prato cheio para piadas de cartunistas, especialmente a ação no Rio, não?

Aqui na agência, fizemos uma experiência. Ao longo de um mês, um grupo de pessoas acessou quase que diariamente o Emotional Cities, que cataloga o humor de cada pessoa e junta em sets visuais por cidades, países ou grupos que você monta. No meio dessa história me caiu uma ficha muito grande que a questão do Data Visualization não diz respeito só à facilidade de leitura de dados. Por ter uma interface amigável e uma proposta simpática, o Emotional Cities obriga a pessoa a parar por alguns minutos que seja e refletir a respeito do seu estado de espírito – algo que poucos fazem na correria do dia-a-dia. Isso fecha com o que o Jonathan Harris me falou na entrevista, que ele não vê problema em uma interface que exija um pouco mais envolvimento porque um maior envolvimento oferece uma maior recompensa interna ao usuário. Bom design, menos velocidade, mais recompensa. Uma equação valiosa em termos humanos.

Agora… você quer ver um cara que REALMENTE se puxou no assunto? Então dá uma olhada no Visualizing The Bible do Chris Harrison. Em parceria com um pastor, o cara transformou várias referências cruzadas da Bíblia em imagens. Beira o TOC, mas é isso aí, vam’bora. Que atire a primeira pedra…

4 Comentários
por: Gustavo Mini postado em: Arte, Design, Publicidade tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

4 Comentários

Comentário por Jajá
23 de outubro de 2008 às 10h41

Mini, tudo bem?

Te vendo falar sobre o Emotional Cities, lembrei de um trecho do Extremamente Alto, Incrivelmente Perto que é um livro binito que talvez tu já tenha lido.
Mas olha só e vê se não é a mesma coisa.
(Quem está falando é o Oskar, um menino de uns 8 anos.)

What if the water that came out of the shower was treated with a chemical that responded to a combination of things, like your heartbeat, and your body temperature, and your brain waves, so that your skin changed color according to your mood? If you were extremely excited your skin would turn green, and if you were angry you’d turn red, obviously, and if you felt like shiitake you’d turn brown, and if you were blue you’d turn blue.

Everyone could know what everyone else felt, and we could be more careful with each other, because you’d never want to tell a person whose skin was purple that you’re angry at her for being late, just like you would want to pat a pink person on the back and tell him, “Congratulations!”

Another reason it would be a good invention is that there are so many times when you know you’re feeling a lot of something, but you don’t know what the something is. Am I frustrated? Am I actually just panicky? And that confusion changes your mood, it becomes your mood, and you become a confused, gray person. But with the special water, you could look at your orange hands and think, I’m happy! That whole time I was happy! What a relief!

Responder

Comentário por Jajá
23 de outubro de 2008 às 10h46

Mini, tudo bem?

Te vendo falar sobre o Emotional Cities, lembrei de um trecho do Extremamente Alto, Incrivelmente Perto que é um livro binito que talvez tu já tenha lido.
Mas olha só e vê se não é a mesma coisa.
(Quem está falando é o Oskar, um menino de uns 8 anos.)

What if the water that came out of the shower was treated with a chemical that responded to a combination of things, like your heartbeat, and your body temperature, and your brain waves, so that your skin changed color according to your mood? If you were extremely excited your skin would turn green, and if you were angry you’d turn red, obviously, and if you felt like shiitake you’d turn brown, and if you were blue you’d turn blue.

Everyone could know what everyone else felt, and we could be more careful with each other, because you’d never want to tell a person whose skin was purple that you’re angry at her for being late, just like you would want to pat a pink person on the back and tell him, “Congratulations!”

Another reason it would be a good invention is that there are so many times when you know you’re feeling a lot of something, but you don’t know what the something is. Am I frustrated? Am I actually just panicky? And that confusion changes your mood, it becomes your mood, and you become a confused, gray person. But with the special water, you could look at your orange hands and think, I’m happy! That whole time I was happy! What a relief!

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Comentário por Gustavo Mini
24 de outubro de 2008 às 9h14

Bah, muito legal o trecho, adorei a idéia da água. O Reginaldo recém me falou desse livro, vou atrás dele pra ler uma hora dessas.

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