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R.E.M. em Porto Alegre

Vamos começar assim: do R.E.M. eu sou tipo fã de coletânea. Já esbarrei em grande parte do repertório deles por aí, mas não conheço a discografia inteira, não sei o nome de todas as músicas do set list e não sabia cantar as músicas junto. Mas, na boa, isso também não fez a menor falta.  Na última quinta, me juntei às mais de 14 mil pessoas que encheram (mas não lotaram, o que foi ótimo) o estádio do Zequinha (número 244 no ranking da CBF, porém com lugar cativo no coração de muitos portoalegrenses) na admiração por uma banda que tem como grande predicado a habilidade de tocar músicas obscuras como se fossem hits e hits como se fossem músicas obscuras.

Em pouco mais de uma hora e meia de show, começando pontualmente na hora marcada (o que me fez perder duas músicas, cresci à base de shows com atraso de hora e meia), o R.E.M. celebrou o rock em uma de suas formas mais interessantes, conseguindo conquistar o público sem os exageros geralmente utilizados para suprir a falta de consistência em muitas bandas do mesmo porte. No lugar dos refrões fáceis, melodias interessantes e por vezes inusitadas; no lugar das fórmulas, a marca registrada na voz do Michael Stipe, na guitarra ao mesmo tempo universal (meia história do rock passa pelos riffs dele) e pessoal do Peter Buck e nas linhas de baixo e backing vocals do animado Mike Mills. O R.E.M. não é uma banda óbvia, mas engana bem quase soando como uma.

O incrível telão de LED, que alternava imagens conceituais com clips da performance editadas ao vivo, deu um toque especial à noite, mas não deixou de ser em nenhum momento coadjuvante do repertório rico e da execução intensa (e vamos combinar que eles já poderiam ter se jogado nas cordas). As manifestações de alegria pela eleição do Obama vinham de ambas as partes (banda e público) e dos dois lados pareceram mais sinceras do que populistas.

Análises à parte, deixei o estádio do Zequinha com uma sensação boa, aquelas melodias e a espontaneidade da banda ecoando em mim ao longo da sexta-feira toda. Mas, acima de tudo, saí com uma certeza irregovável.

O Michael Stipe é filho do Didi.

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Fotos: Felipe Neves.

4 Comentários
por: Gustavo Mini postado em: Música tags: , , ,

4 Comentários

Comentário por Diego
8 de novembro de 2008 às 19h54

RARARARARÁ! Grand finale pro texto.

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Comentário por Kubinski
9 de novembro de 2008 às 18h59

hahahahahaha é fato. Leio mto teu blog kra, mas poucas conclusões foram tão espontâneas e sinceras. Sem o penso todo do planning.

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Comentário por michel
9 de novembro de 2008 às 23h03

E irmão do Malinoski

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12 de novembro de 2008 às 21h36

[...] Party; mas, felizmente, ele foi e viu um show bem melhor que o dos caras aqui em São Paulo; – E o Mini fez algumas considerações de não-fã sobre o show do R.E.M. em Porto Alegre. Postado por Alexandre Matias às 7:43 | | [...]

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