6 de janeiro de 2009 às 2h00
Como começar um ano?
Não tenho muito bem certeza, então em vez de começar, eu continuo. Da última vez que sentei aqui para escrever eu desejei lucidez para todos, então expando um pouco mais o assunto pra deixar claro do que estou falando. Porque, afinal de contas, lucidez é como bom senso: tanto os políticos israelenses como os palestinos do Hamas acham que a sua é que é a real.
A lucidez de que eu estou falando não é a do senso comum, é outra. A lucidez em que eu acredito, de que eu tenho ouvido falar e estudado nos últimos anos diz (entre outras coisas, vou simplificar) que a nossa mente é responsável pela forma como experimentamos os ditos “fatos da vida”, seja uma gripe, uma festa, um pé na bunda ou uma guerra. Então, basicamente, essa é a lucidez que eu estou desejando: compreender como a mente experimenta o mundo, logo compreender como construímos a vida que levamos e como nos libertarmos de situações aprisionantes. Temos responsabilidade sobre o que nos acontece individual e coletivamente. Sei que essa é uma frase esquisita pra se proferir no Brasil, o país no qual a culpa é sempre DELES (sejam ELES quem forem).
A noção de que não existe uma realidade objetiva “lá fora” separada do que pensamos “aqui dentro” não é difícil de compreender e até rende boas conversas de mesa de bar. Mas se a coisa ficar nesse nível, nada muda, tudo fica na mesma. Meu desejo para dois mile nove não é, então, que a lucidez caia do céu na cabeça de todos, mas que cada um encontre exemplos vivos de lucidez (não livros ou tutoriais) que sirvam de referência (muito cuidado ao escolher as suas) para que a lucidez possa ser treinada e praticada (e não apenas lida, comentada, citada ou reclamada).
O que é lucidez pra você? Quem serve de referência? Como você a coloca em prática? Tem os comentários mas a pergunta é puramente retórica porque eu já estou quase me sentindo um escritor de auto-ajuda… não sei se é uma boa forma de começar o ano, mas enfim… vamolá…
3 Comentários




Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

6 de janeiro de 2009 às 19h02
no último nível, o mundo é criado pela nossa mente mesmo, mas a maioria das pessoas tá longe disso então o máximo de lucidez que as pessoas conseguem na maior parte do tempo é limitada, no sentido de potencial.
se é que deu pra entender.
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7 de janeiro de 2009 às 3h10
[...] os frilas pra desejar feliz ano novo; – Bruno começa o ano com um show do compadre Curumin; – E em tempos de recomeço, o Mini fala de continuidade. Postado por Alexandre Matias às 18:59 | | [...]
7 de janeiro de 2009 às 10h01
Nossa, é EXATAMENTE nisso que ando pensando ultimamente! Lucidez pra todos nós!
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