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Pêsames

A tosquice perde hoje um de seus mais nobres e criativos representantes. Até segunda ordem, não é primeiro de abril. Por questões logísticas, particulares ou decepção com o estado das coisas (tradução: frescura!), os Irmãos Rocha realmente estão encerrando as atividades lançando um novo disco  – para o qual colaborei com uma profunda letra, Fogo no Gerador, sobre um acidente acontecido num Festival Calango em que tocaram Irmãos Rocha! e Walverdes. É minha segunda colaboração com os Rocha. Pro disco anterior eu já havia destilado poesia e sofreguidão em Meteoro 37.

Os brous podem ir tranquilos. Começaram as atividades em cima da sua tosquice mas na real mostraram, ao longo de dez anos, o refinamento pré-histórico ao despir suas músicas de tudo que é desnecessário no rock: mais do que dois minutos e meio, mais do que três acordes, mais do que uma ou duas batidas.

Relembrar os Irmãos Rocha será sempre relembrar por que bandas como Sex Pistols, Replicantes e Ramones existiram. Eu não sei bem por que, mas é bom relembrar de qualquer forma. Avohay!

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por: Gustavo Mini postado em: Música tags: ,

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Comentário por Mariana
1 de abril de 2009 às 13h26

Putz.

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