1 de abril de 2009 às 9h41
Pêsames
A tosquice perde hoje um de seus mais nobres e criativos representantes. Até segunda ordem, não é primeiro de abril. Por questões logísticas, particulares ou decepção com o estado das coisas (tradução: frescura!), os Irmãos Rocha realmente estão encerrando as atividades lançando um novo disco – para o qual colaborei com uma profunda letra, Fogo no Gerador, sobre um acidente acontecido num Festival Calango em que tocaram Irmãos Rocha! e Walverdes. É minha segunda colaboração com os Rocha. Pro disco anterior eu já havia destilado poesia e sofreguidão em Meteoro 37.
Os brous podem ir tranquilos. Começaram as atividades em cima da sua tosquice mas na real mostraram, ao longo de dez anos, o refinamento pré-histórico ao despir suas músicas de tudo que é desnecessário no rock: mais do que dois minutos e meio, mais do que três acordes, mais do que uma ou duas batidas.
Relembrar os Irmãos Rocha será sempre relembrar por que bandas como Sex Pistols, Replicantes e Ramones existiram. Eu não sei bem por que, mas é bom relembrar de qualquer forma. Avohay!
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Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

1 de abril de 2009 às 13h26
Putz.
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