16 de abril de 2009 às 8h00
Biblioteca Conector para Estudo de Mídias Variáveis – McLuhan + Fiore: The Medium is the Massage
É um tanto quanto óbvio colocar esse livro aqui e minha idéia era evitar os óbvios. Mas eu não pude resistir: ao explicar teoria da comunicação com uma linguagem gráfica fragmentada (para a época) e mais próxima da cultura pop do que da academia, Marshall McLuhan e o designer Quentin Fiore tornaram vivo o conceito apresentado no título de sua obra. Para isso, lançam mão de metáforas visuais e de citações de Bob Dylan, Montaigne, cartuns do The New Yorker e onomatopéias de quadrinhos a la Linchestein.
Mas é preciso tomar cuidado e não trocar a eloquência gráfica de Medium is the Massage pelo seu estofo. Há visões deliciosas e úteis neste volume, a maior parte delas oferecendo uma razoável retaguarda teórica para quem trabalha com as ditas “novas mídias”, elas que não têm ainda, ao menos com acesso universal, um corpo teórico que ajude a pensar trabalhos de forma mais estratégica e menos “vamos fazer assim pra rolar”.
Um desses conceitos, a respeito do ambiente invisível, eu explorei no post Quer Aparecer, Seja Invisível. Outros, como a dimensão mítica dos circuitos elétricos ou a necessidade de cultura participatória entre o público jovem, você vai ter que ler pra debulhar.
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Página 142: “A propaganda termina onde o diálogo começa”.
Ok?
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Duas curiosidades.
Uma: capa da edição que eu tenho, essa ai de cima, é do David Carson, um dos ícones dos anos 90 (será q o design a la Carson vai voltar também?)
Duas: o McLuhan é considerado o “santo patrono” da Wired.
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Pra saber mais sobre a Biblioteca Conector para Estudo de Mídias Variáveis, leia a introdução.
Para ver todos os livros, clique aqui.
Se você tem uma dica de livro interessante sobre o assunto, resenhe e publique nos comentários.
6 Comentários




Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

19 de abril de 2009 às 2h53
McLuhan é o nosso Karl Marx.
Responder
21 de abril de 2009 às 13h54
foi esse post “Quer Aparecer Seja Invisível” que me fez pensar em fazer Publicidade e Propaganda. Valeu.
:)
Responder
21 de abril de 2009 às 20h21
A-do-rei a dica!!! Vou providenciar o meu! No Santa Mercadoria, o último post tb é uma dica de livro. Quem sabe te interessa? Passa lá?
Grande abraço,
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21 de abril de 2009 às 20h22
esqueci de perguntar… in english ou já foi traduzido? acho no Brasil?
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22 de abril de 2009 às 8h32
[...] Sujo), Arnaldo Branco (Mau Humor), Bruno Natal (URBe) e Gustavo Mini (Conector) fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Pingback por Essa propaganda … « Café com Quindim
16 de março de 2010 às 18h12
[...] tem uma frase que diz “A propaganda termina onde o diálogo começa”. Gustavo Mini, do O Esquema cita essa frase em um contexto de novas mídias. Engraçado… essa frase é citada pelo [...]