5 de junho de 2009 às 11h00
E um adendo ao post do Vôo 447
Como eu tava falando. Não podemos ignorar outros aspectos simbólicos desse acidente. Não foi um vôo qualquer, que caiu no interior do Brasil levando um monte de “gente comum”. Foi um vôo da Air France que ia do Rio pra Paris. O tanto de glamour envolvido no imaginário desse trajeto não é recente. A conexão Rio e Paris no início do século passado era intensa. É o ano da França no Brasil. O primeiro ministro francês vem sendo figura constante na mídia, ainda mais casado com quem é. Esse tipo de acidente acaba mexendo com uma série de ligações pouco visíveis.
1 Comentário



Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 

12 de junho de 2009 às 17h01
Interessante o aspecto “six degrees of separation” que tu deste ao episódio. Aliás, esta teoria também é chamada de “human web”. Web é o terceiro doble-u de “www”. E o teu comentário foi colocado extamante na rede. Dito isso, acho que o mais contundente de tudo isso – pois este lance da França é um aspecto mas não o cerne da questão – é realmente a “human web” que emana destas 228 vítimas e se emaranha na mídia e nas teorias internéticas que vão desde o OVNI até Lost. De repente estas pessoas, das quais a maioria passaria despercebida de todos nós, adquirem mais vida e tornam-se pop stars trágicos que precisam ser consumidos e conhecidos, cujas vidas interrompidas passam a ser patrimônio aberto – para o bem e para o mal. Triste, cruel e paradoxal.
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