sexta-feira, 29 de janeiro, 2010

Câmeras

A câmera fotográfica é um objeto que mudou muito de status nos últimos anos. Ela surgiu na vida de nós, não-fotógrafos, como um simples capturador de momentos especiais. E as imagens que elas produziam eram guardadas com toda pompa e circunstância em álbuns super bem cuidados.

Hoje, a câmera, em sua encarnação digital, está à disposição de muito mais gente. Ela se tornou um objeto mais comum  que captura momentos também mais comuns. Ficou mais fácil registrar o dia-a-dia e ficou mais difícil selecionar (e desfrutar d’) os momentos realmente especiais no meio de tantos gigas de imagens

Esse é mais um dos paradoxos da cultura digital que não serão resolvidos por aparelhos mas pela mentalidade do usuário.

***

Post inspirado num texto que gravei pro Minimalismo da Oi FM.

Imagem: “Stairway to Nothing”, Centro Cultural Martin Cererê em Goiânia.


Por Gustavo Mini às 9:33 | | Permalink
Categorias: Cultura Digital Mente Minimalismo Pensar é de graça
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2 Comentários

bullet bruno em 8 de fevereiro, 2010 às 7:56 am

a escadinha onde todo mundo gosta de sentar pra abertar o blunt of judah.


bullet Grande Mini - Trabalho Sujo - OESQUEMA em 27 de fevereiro, 2010 às 12:39 pm

[...] mas, pelo contrário, só os aprofunda. Convido-os a ler o Mini falando do impacto da câmera digital nos não-fotógrafos e do Photoshop na vida real, da volta do relógio de bolso, de um jeito moderno de lidar com o [...]


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