Os artistas europeus Ronnie Yarisal e Katja Kublitz tiveram uma idéia interessante pra quem gosta de descontar suas frustrações quebrando coisas. Eles inventaram uma vending machines, essas máquinas que vendem refrigerantes, só que colocaram ali dentro objetos de porcelana. Então você chega na máquina, coloca a moeda e escolhe o objeto, ele cai na gaveta e quebra na hora.
No fundo, a máquina funciona bem como uma dupla crítica: sobre a tendência atual de transformar tudo em compras, e também sobre a digitalização das nossas vidas, de não tocarmos diretamente naquilo que estamos envolvidos emocionalmente. Ou seja: a máquina de quebrar coisas não serve só pra lidar com a raiva (um subterfúgio controverso de acordo com algumas correntes psicológicas, diga-se de passagem), mas também com outras questões mais profundas do mundo contemporâneo.
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Post inspirado num texto que gravei pro Minimalismo da Oi FM.
Anger Release Machine « L ‘ P H A N T E em 11 de fevereiro, 2010 às
10:53 am
[...] Via Conector. [...]
Grande Mini - Trabalho Sujo - OESQUEMA em 27 de fevereiro, 2010 às
12:39 pm
[...] câmera digital nos não-fotógrafos e do Photoshop na vida real, da volta do relógio de bolso, de um jeito moderno de lidar com o stress, de como a mente humana vem se tornando cada vez mais cenário de filmes, do envelhecimento da [...]
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