OEsquema

Arquivo: Design

Quitutes do Finde

Começamos com Walverdes de nuevo. Quem é de Porto Alegr e arredores pode pintar no Manara que hoje tem GIG ROCK em comemoração ao Dia Mundial do Rock. Vamos tocar ao lado de um monte de bandas boas. A programação completa tá lá no fotológuio.

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Segunda à noite tava eu em SP solitário num quarto do Formule 1 quando zapeei e caí na entrevista com o Guillermo Arriaga no Roda Viva especial Flip. Pra quem não ligou o nome à pessoa, Arriaga é um dos roteiristas mais comentados do cinema atuálito, 50% da conjunção LennonMacartiana responsável por Amores Brutos, 21 Gramas e o avassalador Babel. O cara também é escritor e tudomais, mas confesso que não conheço toda a obra dele. Na real, da trilogia eu vi só Amores Brutos e Babel, e digo-lhe que me basta por enquanto, pois ainda hoje há material nos fundos da minha mente sendo digerido – especialmente no caso de Babel.

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O caso aqui é que o Arriaga se mostrou absurdamente articulado e com uma visão muito ampla enquanto fala do seu trabalho. Não dá pra reduzir tudo q ele colocou a um mero parágrafo do Conector, mas basta dizer que entendi um pouco melhor o massacre que é Babel. “Hoje nos noticiários e nos filmes a morte é banalizada, não há peso algum.” disse Arriaga. Ok, constatar isso QUALQUER zé mané constata. Mas aí vem o que separa o roteirista mexicano de nós, quaisquer zés manés. “Eu quis resgatar o peso real que a morte tem na nossa vida”. Quem viu Babel pode notar que não falta a ele a menor competência pra, de fato, conseguir resgatar o impacto reflexivo do assunto “morte”no cinema. Também podemos falar em “inevitável” ou “interdependência”. E por aí vai.

A conversa seguiu muitos rumos (e em alguns pontos achei ele um pouco moralista demais) e a minha mente ficou pensando em como faltam pessoas como ele na minha profissão, na publicidade. Desde terça que eu venho tentando levantar algum exemplo de um publicitário que inspire esse tipo de reflexão no seu meio. Mas, vamos encarar a realidade: eu acho que não há. Resgato das minhas lembranças todas as entrevistas e livros que eu já li a respeito de grandes publicitários e não encontro nada muito parecido. Sim, existem muitos publicitários inspiradores no sentido artístico, pessoas com uma massa criativa absurda, gente da maior instigências, em muitos casos menos connservadores do que muitos “artistas” mesmo…. mas me lembro de muito poucas ocasiões onde li ou ouvi algum publicitário indo um pouquinho além do seu meio com um pouco mais de profundidade, que saiba olhar o impacto da publicidade com uma visão mais ampla sem cair nos extremos da culpa católica ou da auto-indulgência absoluta.

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Há quem pense que talvez não seja papel dos publicitários fazer isso. Concordo em parte. Pode, em muitos casos, soar desnecessariamente hipócrita ter um discurso social em uma entrevista sobre as últimas tendências da publicidade. Mas não é hipócrita ressaltar contradições com um pouco mais de honestidade ou no mínimo admitir que fazemos parte de um contexto mais amplo, o que inclusive tiraria um pouco do peso da culpa que atribuem à publicidade por algumas das mazelas sociais.

Não posso deixar de citar gente como o Stalimir Vieira, um publicitário que mantém uma coluna no jornal Propaganda e Marketing com uma massa crítica rara. Confesso que já faz algum tempo que não leio os textos dele, mas durante muito tempo fui leitor regular, inspirado pela capacidade dele de ligar assuntos e contextualizar questionamentos. Às vezes exagerado, às vezes com um viés esquerdista q não bate muito com o que eu penso, mas não importa: é preciso de vez em quando.

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Falando em inspiração, achei esse filme altamente inspirador. Uma idéia simples (se não deu pra entender, dá um pulo nos comments do You Tube q tem a dica) executada com uma visão poética linda. Dá uma parada em tudo, te faz prestar atenção. Legal. Fazer dar uma parada em tudo hoje é mérito.

Espero que a empresa anunciada preste e faça jus a esse lindo filme.

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Outra boa: o episódio dirigido por Alexander Payne pro filme “Paris, Eu Te Amo”. É um dos melhores segmentos do filme, que também conta com pequenas histórias de 5 minutos inspiradas em Paris e dirigidas por gente como os Irmãos Coen, Wes Craven, Alfonso Cuarón, Tom Twiker, Gus Vant Sant… nem tudo presta, mas tem uma meia dúzia que vale o ingresso. Um deles é esse queridíssimo do Payne.

Se tu não tá a fim de pagar ingresso, tá aqui a seleção do Conector dos melhores pedaços do filme (inteiros!).

“Bastille”, uma linda história sobre amor, uma relação com a noção presente de morte e legendas em português.

“Place des Fêtes”. De novo amor e morte, dessa vez com uma narrativa circular interessante.

“Quartier Latin”. Ben Gazarra e Gena Rowlands destilando veneno entre divorciados…

“Parc Monceau”. Nick Nolte e uma mina novinha… sugestivo…

No intermediário, temos uns que são legaizitos:

- Faubourg Saint-Denis, dirigido pelo Tom Twiker (Corra Lola Corra, Paraíso). Final meio palha.
- Tullieres, dirigido pelos Irmãos Coen, com Steve Buscemi – meios anos 90 demais, mas legal. Sem legenda mesmo, de propósito.
- Les Marais, do Gus Van Sant, com um joguinho de mal entendido curioso e bem humorado.

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Tá bom?

Bom finde.

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Tá no ar finalmente o site da Mais Soma, revista do povo da Kultur e mais um bando de agregados interessantes. Ontem mesmo eu tava na Kultur batendo um papo com o Thiago e os planos pro site são massa.

É difícil rotular o recorte que a Mais Soma faz. Talvez eu possa utilizar o termo do Matias, “Novo Mainstream”, pq ao mesmo tempo que tem um viés independente, também reúne gente que trabalha de forma criativa tanto no underground quanto colaborando com grandes marcas.. Tem um pé no skate, um pé no som experimental, um pé no punk, outro pé na fotografia & design, um pé em arte urbana (seja lá o que eu queira dizer com isso), um pé na internet, é uma pá de pé…

Navegalá e vê o que eu tô falando…

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Aproveita e manda email pedindo pro pessoal botar a revista impressa em versão PDF pra baixar no site. Nela tem uma entrevista de várias páginas que eu fiz com o Jonathan Harris. Se bem que depois mais tarde achoqueu colo a entrevista aqui.

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A newravização do mundo

Continuo na minha vigilância em torno do assunto new rave.

Ouvindo muito pouco som (fora It’s Not Over Yet do Klaxons…), mas sempre ligado nas referências que surgem.

Então dá um pitoco no vídeo aí em cima, pro Sony Walkman. Vídeo lindo, lindo, a música é sensacional e a colisão de referências é incrível. Tem de tudo: Tron, Saul Bass, Kratwerk, as cores cítricas dos anos 90 nas revistas tipo Id, uma mistureba massa de décadas….

Agora se liga nessa entrevista com o Saam Faarhamand, diretor de todos os clips do Klaxons. O cara é bueno.

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Leu?

Agora prestenção noutra coisa: olha os créditos finais do Shrek 3 e vê se não tem tudo a ver com essa história também.

Isso é meio óbvio, mas eu nunca deixo de me surpreender quando encontro micro-manifestações do zetgeist atual em produtos culturais diferentes. Quando eu vi esse final do Shrek, na hora fiz o link.

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Aí caí no You Tube e fui atrás de uns troços do Altern 8, um dos ícones de todo o lance de rave no fim dos anos 80…

Eu se, é óbvio. Mas eu acho lindo esse espalhamento de referências por aí… tipo, até os DOCES japoneses tao na mesma pilha.

O Rúqui da Mearim também é total new rave. E com isso eu encerro o assunto. Por hoje.

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Type is image

Gente boa, taí um micro-documentário excelente… na verdade uma entrevista com a designer/tipógrafa Paula Scher a respeito de tipografia e essas cousas… é bem inspirador. Altamente recomendável.

Já aproveita e dá uma olhadela nesse outro vídeo com o Stefan Sagmeister, outro designer todo bad boy…

As boas dicas foram do meu colega Pedro Perurena.

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Quitutes da Ausência & o Site do Ano

Como eu falei há pouco, amanhã estou indo de novo pra SP tocar com os Walverdes. Como de hábito, deixo uma série de pequenos quitutes para o deleite daqueles que curtem vir aqui diariamente ou daqueles que vão chegar no fim de semana com algum traço de solidão. Primeiro, antes de mais nada, os shows. Vamos revisitar este lindo flyer!!!

Flyer: Gustavo Foppa

Eu devo dizer que, por uma falha total de memória, me esqueci de colocar as bandas de abertura no flyer: ZONA e Exclusives.

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Agora que vocês já viram o flyer e se informaram a respeito destes eventos, é de suma importância que vocês visitem esse site. É do lançamento do livro novo da Miranda July, a mina do Me and You And Everyone We Know. Sem dúvida, o melhor site que eu vi nesse ano disparado. E, só pra sublinhar, seguindo essa tendência que eu venho falando a respeito de coisas analógicas e manuais.

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A sempre excelente PingMag do Japão tem aí uma matéria interessante sobre a tal de New Rave. Eu sei que ando insistindo no assunto aqui e o pessoal mais indie purista da cena musical torce o nariz pra rótulos. Mas eu tenho uma fascinação especial por ver os rótulos crescendo e se desenvolvendo. No caso da New Rave, está dando pra ver um hype vazio sendo preenchido aos poucos, uma inversão interessante: primeiro criaram o nome, de uma suposta piada/picaretagem dos Klaxons e aos poucos todo mundo (imprensa, público, bandas) dá um pouco de contribuição pra fazer o caldo. Queiram ou não, o termo ganhou espaço e está sendo utilizado pra determinar parte do espírito dessa época. Repito, me agrada muito esse colorido todo. Enche os olhos.

Embora eu voltemeia dê uma olhada na PingMag, essa matéria tinha me fugido. A dica foi do Fatos Fidedignos.

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Por outro lado, se o seu interesse é ficar milionário sem muito esforço, recomendo FORTEMENTE que vocês leiam o Método Abba do meu amigo William. É garantido e genial.

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E esse comercial? Que maneira legal de vender tecnologia em tênis.

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Bom fim de semana. Se você é de SP, a gente se vê. Té logo mais.

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Mãos

Ainda nessa questão das mãos e do analógico que eu venho tratando isoladamente com um post aqui e outro ali

Esse treco aí em cima se chama Jazz Mutant e vem a ser uma interface musical com o mesmo lance de touchscreen que vem sendo aplicado em tudo que é treco hoje em dia. Fique ligado nas suas mãos… elas são valiosas… elas têm o poder de queimar uma marca como a Apple… olha só:

Mas tuvê…

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Conector em São Paulo

Flyer: Gustavo Foppa

Pois é, rapaziada. Nesse fim de semana tem show dos Walverdes aí.

E HOJE tem lançamento da revista e site +Soma no Milo. Tem uma matéria/entrevista de 6 páginas que eu fiz com o Jonathan Harris. Eu não vi toda a revista, mas a matéria tá linda. Se tu é de SP, pinta lá. Se não é, fica ligado pra ver como descolar uma revista.

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Snack Blogs

Canal Motoboy. Site massa com fotos e filmes de celular feitos por motoboys paulistas. É um lance meio mistura de ação cultural alternativa com apoio do poder público. O design semi-tosco é melhor do que grande parte dos designs mais metidos por aí. Achei massa. A explicação teórica… não precisava!

Dica roubada do Tiago Dória, cujo blog anda um primor, pra variar.

Isso tem a ver com com esse artigo da Business Week a respeito da “Twitterização dos Blogs” que eu recebi hoje do Marcello e também vi no blog do Tiago. Eu não tinha ainda ouvido falar sobre o Twitter, que eu ainda estou escarafunchando. Mas que em rápidas palavras é tipo um Snack Blog, um blog com posts extremamente curtos e rápidos. Algo bem adequado pra integração com celulares e pra falta de paciência (ou de conteúdo) de grande parte das pessoas dispostas a produzir conteúdo.

O que tem a ver com os motoboys? Também são pessoas dadas a registros rápidos, vivem correndo. O Canal Motoboy tem uma pilha assim meio snack também, de recortes rápidos e dinâmicos de uma vida passada em movimento físico constante… fui longe…

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- O Blog Ovelha Negra dá a barbada:

“Se você tem algum vídeo incrível ou engraçado e ele faz parte de sua nova campanha de marketing viral que utiliza o Youtube ou outro site de vídeos como divulgação, nós temos uma proposta boa para você angariar mais algumas centenas de cliques.”

Informações completas no supracitado blog.

Essa dica foi roubada do Matias.

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Um dos meus sonhos é conhecer o Japão, mas especificamente a doidêra tech-esquizo de Tokyo. Um artigo no site da Wired só reforçou essa caríssima vontade.

Uma dica: vasculhe os links do artigo. Tem muita coisa inspiradora em termos de arquitetura mesmo pra quem não é arquiteto.

Essa dica não foi roubada de ninguém.

Bom feriado.

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Vier 5

Com o lance todo da grande rede mundial de computadores, os designers tomaram conta do mundo. Toda a semana eu recebo um monte de links de estúdio de design. E revistas. E dou uma olhada em portfolios online. O problema é que isso deixa mais claro também como existem trabalhos muito parecidos, auto-referência no mercado e tudo mais. Como em qualquer mercado.

Mas esses dias o Renan me mandou um site que realmente me fez ter umas tremedeiras. Eu não sei quanto a vocês, mas eu achei muuuuuuito massa o trabalho desse Vier5 de Paris. Alguém aí já conhecia? Alguém aí deve conhecer.

Qual é o ponto? Pra que tremedeiras? Porque fazia tempo que eu não via trabalhos que não são baseados nos dois extremos clássicos dos últimos anos: vetores ou rabiscalhada rock. E que deram um passo à frente a essa onda toda de new rave, resgatando os anos 90 de uma forma diferente- é tudo cíclico, vai fazer o q… é punk, é clássico, é carson…

Coméquié? Alguém aí falou em David Carson?

Pois é…

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Baseman em SP

O Gary Baseman (demente mental, cartunista, produtor, “toiárter”, uma das pessoas mais criativas do mundo segundo uma revistalá) quer virar o Fatboy Slim. Ontem falou num evento da Pix e da Vinil. Gostaria muito de ter ido, mas sacumé. Porto Alegre > SP. Longe. A Fran foi e me contou o que rolou. Olhaê.

frrn diz:
ontem teve a palestra do baseman. foi insana. o cara só falou baixaria. foi a palestra do duplo sentido. era pra ser de toy art, mas foi sobre sexo, na real
Gustavo Mini diz:
como assim?
frrn diz:
todos os toys dele tem uma história de conotação sexual. o cara é um tarado. tudo se derrete, tudo jorra…. é a ode ao gozo! e ele foi mto engraçado… mostrou uma foto dele do lado de uma prima mais velha. ele com uma cara de tarado. e a prima é a cara das meninas que ele desenha repetidamente
frrn diz:
e depois mostrou uma série de fotos muito afudê, que ele coleciona e está programando uma expo e livro. fotos antigas de pessoas mascaradas
frrn diz:
e o cara tá se divorciando – isso ele não falou na palestra, um amigo que baladeou com ele me contou, foram na d-edge na segunda – e o divórcio tá custando 1 milhão de dólares. ou seja, o cara ganhou dinheiro às custas das suas perversões
Gustavo Mini diz:
mas que doença. a mulher tá querendo tirar 1 milhao dele? claro…ela deve ter servido de inspiracao…
frrn diz:
e foi interessante de ver que essa turma de artistas de LA são todos amigos, ele, o mark ryden, o tim biskup
frrn diz:
coisas de divórcio americano
frrn diz:
lá pelas tantas ele mostrou uma foto de um gato q ele tinha q levou um rato morto pra casa. colocou um toy por perto e fotografou

frrn diz:
a palestra foi basicamente em cima do arquivo de fotos q ele tinha do computador. foi praticamente um slide show
Gustavo Mini:
mas tinha uma coerencia?
frrn diz:
e tem um trabalho mto interessante, q ele mostrou também. umas telas coletivas feitas por ele, o mark, o tim, o yoshitomo/moto… que foram expostas no japão e são incríveis.
frrn diz:
uma sutil coerência
Gustavo Mini diz:
“sutil coerencia” hahahahahahahaha uma boa filosofia de vida
frrn diz:
tipo… ele mostra a foto da prima dele, mas não diz q serviu de inspiração e nada. mas meio q fica óbvio pela cara de tarado e pela similaridade dela com os desenhos. e depois mostra uma foto dos pais dele e conta que teve uma infância feliz nos eua, mas que os pais eram poloneses fugidos da segunda guerra, que perderam toda a família e foram atrás do sonho americano
frrn diz:
dizendo isso ele meio que se explica. sua liberdade de viver da arte… e suas “revoltas” expressadas através da eprversão
frrn diz:
depois mostra uma foto dele no highscool. lindo, mas com o pior cabelo do mundo. juro. mto mto bad hair day. um cabelo indescritível.
frrn diz:
ele usa essa foto pra explificar que teve uma adolescência difícil
Gustavo Mini diz:
hahahahaha

Toby

frrn diz:
ele começou a palestra dizendo que criou o tobby par ser o best friend, pra contar todos os dirty secrets dele e love him unconditionally. ou seja, teve muita coerência, na verdade
frrn diz:
bah… e uma coisa totalmente clichê. tiozinho gringo de camisa estampada curtindo muito o fato de estar no brasil. total caipirinha
frrn diz:
última coisa: a história da animação que ele fez pra disney. ele criou um personagem que é um cachorro que coloca óculos e uma calça e se transforma numa criança. ele diz que sempre achou muito idiota o fato de um cara tirar o óculos, rasgar a camisa e se transformar no super-homem. e quis criar algo muito mais idiota ainda
frrn diz:
teacher’s pet se chama
mas olha, acho que não vai faltar oportunidade pra tu ver ele. ele volta pro resfest e tbém pra lançar um toy novo na plastik. cidadão brasileiro já.

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Sorria

Mais uma vez sensacional a campanha do Sonàr, o festival de “música avançada” que rola em Barcelona no meio do ano. Os caras resgataram, nada mais natural em época de new rave, o smile. Até o Altern 8 vai tocar. Enfim. Finalmente parece que o espírito acid house está oficialmente de volta.

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E dê-lhe padrões

Sigo na minha pesquisa particular por padrões e disciplinas. Meu colega Marceleza Peresin descolou esse set de fotos no Flickr de um cara que coleciona “secutiry patterns”, que vem a ser as estampas internas de envelopes que impedem que alguém leia o conteúdo da correspondência.

É a poesia da burocracia. Devidamente recortada para tanto, claro.

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Conector Entrevista Mono

Camiseta: a mídia mais clássica e mais atualizável da história da cultura pop. Esses pedaços panos costurados de forma simples são os Ramones do vestuário: três acordes, pá-pum, duas mangas, uma estampa e era isso. Nos últimos tempos, a camiseta voltou a ocupar um espaço importante no imaginário pop graças à colisão da tecnologia (softwares gráficos, fotologs, câmeras digitais, etc) com a volta da estética punk rock de um jeito mais abrangente e aberto que na época do grunge.

Nessa batida, a Mono vem há 4 anos se estabelecendo como uma das principais marcas de camiseta no país e fluindo num jeito de trabalhar que as grandes marcas estão penando pra tentar entender. Idéias como long tail, mentalidade open source, co-creation e conteúdo gerado pelo consumidor são o dia-a-dia da Mono e não um monte de teorias espalhadas por um power point corporativo.

Por essas e por outras, Conector bateu um papo com o Patrick (que toca comigo nos Walverdes) e com a Maria, os Sócios-Diretores-Fundadores e também Empregados da Mono.

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Todo mundo tem uma missão no mundo

Conector: Qual é a missão da Mono no mundo?
Patrick: Ela se resume em 6 mandamentos: 1) Sustentar eu e a Maria. 2) Trazer alegria pra mim e pra Maria. 3) Manter nós dois sempre em “movimento criativo” 4). Garantir de alguma maneira boa o nosso futuro. 5) Alegrar as pessoas que se interessam pela Mono. 6) Infernizar a atual e a futura concorrência.

Analógico vs. Digital

Conector: A Mono consegue misturar serviços digitais e analógicos, internet com depósito em banco e Correios. Como é que isso funciona tão bem? Como vocês conseguem fazer as pessoas irem até o banco depositar a grana numa época que ninguém quer sair da frente do computador?
Patrick: Eu gosto muito de quadrinhos e fico sabendo dos lançamentos pela internet. Daí, quando tem alguma coisa que me interessa, eu tenho que ir até a Livraria Tutatis. Caminho até a Assis Brasil, pego ônibus, dou mais uma pernadinha e chego lá todo suado só pra comprar umas duas revistas. Então caminho mais uma pernada pra pegar mais um ônibus e chegar em casa… acontece que essas revistas eu só acho lá na Tutatis, então vale o “sacrificio”. Quem compra Mono sente a mesma coisa, com a vantagem que tu pode depositar em alguma lotérica depois de almoçar ou fazer transferência pela internet.
Maria Elvira: A idéia, com o tempo, é possibilitar o pagamento diretamente através do site, mas queremos fazer isso com cuidado.

Conector: Por que vender pela internet?
Maria Elvira: Com um site tu não precisa pagar aluguel, IPTU, luz, telefone, arrumar fachada de uma loja. Além disso, dá pra distribuir o produto pra todo o país sem o intermédio de um lojista. A grande maioria das confecções brasileiras é microempresa, o que deixa elas “espremidas” entre fornecedores gigantes que praticam os preços que bem entendem e lojistas que muitas vezes exigem consignação ou levam o preço do teu produto à estratosfera, sendo que não tiveram nenhuma gota de participação na criação dos produtos. Nós distribuímos o nosso produto através dos correios, que é uma instituição extremamente confiável.
Patrick: Além disso, nós adoramos a internet!

O Patrick está louco então

Conector: Uma vez a gente conversou e tu me contou que procura não tratar os clientes como idiotas. Como é isso?
Patrick: “Marca X, a melhor do mercado!! Use a marca X e fique feliz!! Chegou a marca X, compre agora a marca alternativa, fashion e roqueira X!! Muito design na marca X!! “, por exemplo. Muitos sites fazem isso, brincando de publicidade abobada. Claro que tem público pra tudo, algumas pessoas gostam, são nichos. Mas quando eu leio eu penso “acho que tão querendo me convencer….” Eu acho isso muito chato e não quero passar isso pros nossos clientes. Mesmo que isso signifique vender menos. Procuramos não “cagar regra” pros clientes (tipo COMPRE ESSA, TU VAI FICAR BEM COM ELA!!). Se o cliente pedir minha opinião, eu digo o que achei, sem mentir e sem tentar empurrar o produto goela abaixo e somos diretos ao ponto na hora de atender. Eu fiz um teste pra ser vendedor na Banana Records uma vez. Um monte de candidatos à vaga numa sala, com uma psicóloga e cada um tinha que simular a venda de um objeto qualquer. Me deram uma ESCOVA pra vender; quando chegou a minha vez, eu disse: “Essa escova custa 10 reais. Vocês precisam de mais alguma informação?” A psicóloga achou que eu tava brincando, me olhou com cara feia e tudo. Um outro cara tinha que vender uma BOTA, ele foi pro teste de terno e gravata, devia ter a minha idade… ele ficou falando uns 10 minutos sobre as vantagens daquela bota, cheio de piadas e fazia umas caras engraçadas, o cara era realmente muito criativo. Mas se EU estivesse pensando em comprar aquela bota, não ia querer ouvir aquela ladainha. A psicóloga adorou ele. Pensei: “tô louco então!!”

Wall Street – Poder e Cobiça

Conector: Como é começar a se enxergar como empresário e empreendedor? Sei que essas palavras são esquisitas, mas de onde eu olho é o que eu vejo acontecer com vocês, uma profissionalização que faz a coisa andar.
Patrick: As coisas foram acontecendo sem planos mirabolantes, tudo naturalmente. Aconteceram da necessidade. Nós estávamos desempregados, sem grana total…mas eu sempre gostei de desenhar, eu vendia desenhos do Axl Rose e do Eddie do Iron Maiden no colégio! E a Maria sempre se interessou por moda…eu me enxergo, no contexto “Mono”, da mesma maneira que eu me enxergo no contexto “Walverdes”: tô ali fazendo uma coisa que eu gosto, e se os outros gostarem, beleza!!
Maria Elvira: A gente trabalha em casa, mas não por isso deixa de ter disciplina. Dá prazer, mas não deixa de ser trabalho.

A onda das camisetas & do rock

Conector: Vocês não acham que uma hora a onda de camisetas e de rock vai passar? Se isso acontecer, o que vocês vão fazer? Ou vocês acham que sempre vai ter um nicho interessado no que vocês querem fazer?
Patrick: Cara, pessoalmente eu gostaria que essa onda rock de uma maneira geral acabasse o quanto antes! Tu vai na C&A e na vitrine tem 15 camisetas e baby looks com caveiras fofas e guitarras desbotadas estampadas escrito “Rock” em cima. Profissionalmente, isso não influi em nada na Mono, é outra praia. Quando nós começamos não existia nenhum site na nossa linha. Hoje tu chuta uma árvore caem 5 sites que copiam até nossos textos… Não me preocupa o “quando a onda acabar”, porque o nosso público não é o da “onda”, não estamos inseridos nisso. A Mono sempre teve e sempre terá um perfil “underground” e sempre vai ter pessoas interessadas nisso. São as mesmas pessoas que freqüentam shows de rock independente. E esse público sempre se renova. Nós fazemos parte desse público, desse cenário.
Maria Elvira: O negócio é se reinventar e isso nós já estipulamos há anos. Quando o primeiro site nos copiou resolvemos mudar de direção. Hoje algumas peças têm mais cara de “rock” mas a maioria foge do esteriótipo, tanto que muitos clientes compram somente pelo design.

Conector: Parece que rolou um boom da mídia camiseta nos últimos 5 ou 6 anos. Por que tu acha que isso aconteceu?
Patrick: Isso acontece por causa das facilidades do computador – um monte de gente tem, um monte de gente gosta de design e esse monte de gente cria estampas, mandam numa serigrafia e botam na internet. O fato é que hoje muita gente mexe com programas tipo corel, photoshop e criam estampas. Mas não é muita gente que cria estampas legais…
Maria Elvira: A camiseta é um ítem fácil de ser comercializado à distância pelo fato de ter um corte reto. É só disponibilizar as medidas e qualquer pessoa consegue descobrir o tamanho certo para ela e por isso está sendo a “base” do comércio virtual de confecção no Brasil, o qual certamente irá se expandir cada vez mais e oferecer produtos mais elaborados.

Conector: E por que as pessoas escolhem a Mono entre todas essas opções?
Maria Elvira: O site da Mono foi o primeiro brasileiro de camisetas no segmento rock alternativo sem ser necessariamente a tradicional camiseta preta com caveiras. Isso faz mais de quatro anos e de lá para cá inúmeras marcas de camisetas surgiram. Acredito que o fato de termos mais experiência que os concorrentes conta muito para as pessoas escolherem a Mono.

CGC: Camisetas Geradas pelo Consumidor

Conector: Como vocês fazem pra manter a integridade da marca e dos produtos Mono?
Patrick: Tudo é feito do jeito que a gente gosta, sem seguir “regras de mercado” ou “regras de design”. Evitamos massificar demais a marca. Tu não encontra “pontos de venda” da Mono pelo Brasil, só encontra no site. Podemos lançar uma estampa nova com uma tiragem de 30 camisetas, vender tudo pelo site em dois dias e re-editar aquela estampa dois ou três meses depois. Isso faz parte da proposta da Mono, da não-massificação do produto. Não queremos milhares de pessoas usando, queremos que quem usa sinta orgulho de usar.

Conector: Qual é a melhor forma de divulgação que vocês já usaram até hoje?
Patrick: Internet. É uma bola de neve, a pessoa compra, gosta e avisa os amigos, que nos procuram, e que avisam outros amigos… e essa “corrente” é feita na internet mesmo. Orkut, fotolog, blog, myspace. A marca se divulga sozinha. O Orkut ajuda muito, também. Nossa comunidade é uma grande fonte de idéias, sugeridas pelos clientes.

Conector: O que vocês têm em comum com os clientes de vocês?
Patrick: Gosto parecido pra música, cinema e, principalmente, design.
Maria Elvira: Talvez mais do que imaginamos, porque os que tivemos oportunidade de conhecer bem acabaram virando amigos.

Influenza

Conector: Fora as influências óbvias de música, moda e design, o que mais inspira vocês?
Patrick: Tudo. Nós estamos sempre de radar ligado, catando coisas que nos interessam. Uma capa de revista, um outdoor, um rótulo, um grafitti, um chão sujo, poeira em cima de móveis, fumaça de cigarro na noite… a cidade, a rua e a sujeira são influências fortes. Tudo é aproveitável, tem inspiração em tudo, tudo toma forma. Até o clima pesado ou leve das situações do dia-a-dia refletem na hora de criar.
Maria Elvira: Mais ou menos como o Patrick… o que eu crio é simplesmente uma grande colagem de tudo o que eu absorvo. Assistindo filmes, visitando brechós, admirando os ladrilhos no centro da cidade, tirando fotografias em viagens, observando o desenho, a ranhura e as folhas das árvores, olhando de novo um quadro já conhecido, vitrines, recapitulando sonhos, cheirando frutas na feira, entre milhares de outras coisas.

Conector: Que influência que tocar nos Walverdes tem no trabalho da Mono?
Patrick: Com os Walverdes eu levei a Mono pra vários festivais de rock independente pelo Brasil, que é onde o público da Mono está. É legal encontrar pessoas pra quem eu já vendi camisetas por email e conversar com elas pessoalmente. Todo o ambiente/universo em torno do Walverdes provoca influências pra Mono na hora de criar, assim como pro próprio Walverdes na hora de compor

Seguir em frente, simplesmente

Conector: Se tu começasse de novo a Mono hoje,o que faria diferente?
Maria Elvira: Hoje eu saberia lidar melhor com os fornecedores, escolher um produto de melhor qualidade, não ser enganada por costureiras duvidosas.
Patrick: Todos os erros que cometemos serviram pra nos ensinar. Tudo na Mono sempre foi muito experimental, todo os dias aprendemos algo novo.

Conector: Qual é o objetivo da Mono pros próximos anos? Tem planos de crescimento?
Patrick: Nunca tivemos muitos planos. Na verdade, as coisas foram acontecendo, fomos aprendendo na tentativa-e-erro. Nunca tivemos nenhum modelo pronto, “ah vamos fazer assim ou assado”. É tudo teste, nosso trabalho é experimental sempre. Pretendemos continuar seguindo em frente, simplesmente.

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Anemia q inspira

Trabalho do artista dinamarquês Peter Callessen. O cara tem um monte de obras em maior escala, mas vale mesmo se concentrar no que ele apronta com folhas de papel A4. Ele faz chover com uma resma dessas que a gente simplesmente enfia na impressora laser sem nem pensar. É lindo ver alguém tirar tanta poesia visual de um artigo tão comoditizado, tão infiltrado no nosso cotidiano, algo que valorizamos tão pouco, essa coisa tão anêmica e sem graça mas também tão aberta às possibilidades.

Fica a questão do Patrick: será que ele ainda tem todos os dedos?

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Feio

Campanha do Instituto Europeo de Design, que fica em São Paulo. A campanha é engraçada (meio baseada no Borat?) e bem feita, mas esse posicionamento vai contra tudo que eu já ouvi os designers falarem: que design é muito mais do que simplesmente trabalhar a forma, que design é processo e penso. É o que a publicidade pode aprender com a área de design!

Mas, enfim… esse IED faz uma comunicação meio bizarra mesmo. Essa campanha é engraçada ao menos, mas tem um outdoor que eu vi uma vez em SP que era DEVERAS bizarro. Tão bizarro que eu não consigo me lembrar.

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"olha, olha, oooolha" já dizia o Fred 04

Uma dica para deleite ocular é o álbum de viagens da Mari DeLuca que está na Europa dando uma voltinha. Fotos não óbvias, simples e beeem bonitas.

Outra é a nova invenção do Léo Lage do Bah q Teto. Eu não entendi muito bem a proposta, mas tem a ver com a aplicação sistemática de um padrão gráfico super legal. Visita lá q uma hora tu descobre qualé a parada… aí me conta.

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Mente Walverdes Design

Esse fim de semana vimos de novo Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembrança e A Scanner Darkly. Junte-se a isso a audição do podcast do Buddhist Geek com o Allan Wallace, a notícia de que cientistas descobriram o “mecanismo protéico” que fixa memórias e algumas releituras rápidas do Como Lidar com as Emoções Destrutivas e seria um crime escrever um post sobre tudo isso agora.

Ainda estou digerindo e em breve sai algo.

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Enquanto isso… dá um pulo no blog dos Walverdes e olha o que eu descobri com algum atraso: fizeram uma versão do nosso clip pra celular e a versão ganhou um prêmio.

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Spiekermann fala sobre a Helvetica.

Erik Spiekerman, designer, criador de fontes como Meta e Officina, tem um blog (adorei o layout, super simples).

Há uns 5 anos, talvez um pouco mais, ele esteve em Porto Alegre dando uma palestra no Instituto Goethe. Foi muito massa, me marcou especialmente por dois momentos.

Primeiro quando ele mostrou toda a programação visual que o estúdio dele fez pro transporte público de Berlim. Ele ofereceu o serviço de graça pra Prefeitura desde que tivesse liberdade total no trabalho. Não pra loquear, mas pra fazer o trabalho direito sem as implicações políticas tradicionais.

Outro ponto muito interessante foi quando ele falou sobre abrir outras unidades do estúdio, em outras partes do mundo (aí já não lembro se era Meta ainda, de onde ele saiu, ou se era o escritório novo). Ele disse que as “filiais” sempre partiram de relações pessoais de amizade e nunca de necessidades comerciais de estar naquela cidade.

***

Ainda sobre design: tenho frequentado o site do Information Architets, um escritório de design e branding no Japão. Ainda que meio querendo malandrear de vez em quando com um “nós somos os caras” escondido aqui e ali, tem pequenos artigos bem legais a respeito de organização e disseminação de informações. Tudo muito claro e simples, sem grandes voltas conceituais. Como não sou diretamente do meio, agradeço.

Recomendo o texto sobre Simplicidade em Websites e também outro sobre interfaces que eu adorei por uma pequena frase ótima e que diz muito sobre muitas coisas: Interface is the brand.

Apesar de ser redator, sou sempre muito preocupado com a “cara” das campanhas nas quais eu esto envolvido porque não adianta nada, por exemplo, você dizer EU SOU SÉRIO e estar com uma camiseta verde cheia de palmeiras. Muitas vezes a interface, o comportamento, a organização das informações é muito mais discurso que o próprio discurso.

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Conector Entrevista Jeana Sohn

Esbarrei no trabalho da Jeana Sohn no ano passado lendo uma edição da Giant Robot, revista californiana dedicada à cultura pop asiática. Nas semanas seguintes à primeira leitura da revista, quase todos os dias eu abria de novo as páginas só pra curtir as pinturas dela. Dando aquela vasculhada básica na internet, não demorou muito pra que eu encontrasse o site e o blog da Jeana, de onde tirei seu contato. Depois de uma conversa preliminar com apresentações e amenidades (arte pop, Miranda July, essas coisas), voltei a me debruçar sobre o trabalho dessa artista coreana radicada em L.A pra levantar algumas questões que ela respondeu rapidamente e sem frescuras por email:

Início, influências e essa cena da Giant Robot

Conector: Como você começou a pintar?
Jeana: Dois anos e meio atrás, eu vi uma exposição na Giant Robot em L.A. e fiquei muito inspirada. Voltei pra casa e comecei a pintar no mesmo dia.

Conector: Você vê seu trabalho inserido em algum movimento?
Jeana: Sim, eu acho que as minhas coisas se encaixam nessa coisa de jovens artistas asiáticos, essa cena da Giant Robot. Acho que isso poderia ser considerado um movimento.

Conector: Quais são suas influências artísticas? E fora das artes, o que mais serve de inspiração?
Jeana: Minha família e minhas memórias da infância são minhas maiores influências. Fora isso, eu AMO o trabalho de Kiki Smith. Ela é minha maior influência na arte. Eu também gosto de Marcel Drama, Kyle Field e Mel Kadel. Filmes e músicas também me inspiram muito. Meu marido faz trilhas pras minhas exposições, é incrível!

Coelhos, bigodes, magnólias: o incrível mundo de Jeana Sohn

Conector: Que mundo é esse que se manifesta nas suas pinturas e desenhos? Parece ter um equilíbrio entre a infantilidade dos personagens e uma certa maturidade que surge talvez na paleta escura de cores, na escolha de não usar tanto cores primárias.
Jeana: Eu tento fazer com que as pessoas vejam o mundo do ponto de vista de uma criança através das pinturas. Todo mundo tem um pouco de criança dentro de si. Se eu usasse cores primárias e desenhasse crianças, acho que tudo ia parecer ilustração de livro infantil. As cores são muito importantes pra mim. Eu uso muitas cores fechadas e acho que isso ajuda a adicionar mistério à história.

Conector: Tubarões, flores de lótus, pequenos homens de bigode que você não sabe dizer se são homens ou garotos… meninas com roupa de natação, coelhos… de onde vem tudo isso? Isso tudo tem algum significado?
Jeana: Todos esses personagens infantis são meu irmão, meus amigos e eu mesma quando era criança. Os adultos são meus pais. A maior parte das histórias são minhas memórias de infância, mas em ambientes que eu crio. Por exemplo, a garota com roupa de natação sou eu num dia de verão em 1985. Nós fomos pra praia e eu estava me afogando, quando alguém me salvou. Até hoje lembro da cara da pessoa que me salvou. E eu adoro usar bigodes em garotos… bigodes têm essa coisa do disfarce, do fingimento… eu acho que coloca um pouco de sentimentos obscuros nos personagens. Quanto às flores de lótus, muita gente pensa que elas são flores de lótus, mas na verdade elas são magnólias, que são as flores prediletas da minha mãe. Havia muitas árvores de magnólias perto da casa onde eu cresci.

O processo criativo

Conector: Como a mistura de cultura coreana e americana se manifesta no seu trabalho?
Jeana: Me perguntam muito isso, mas honestamente, eu não sei como responder. Na verdade eu não acho que isso tem a ver com culturas. Pra mim, tudo vem dos meus pensamentos e das minhas experiências, não são assuntos relacionados diretamente a essa ou aquela cultura.

Conector: E o seu treinamento em design gráfico e em desenvolvimento de personagens de animação?
Jeana: Do design gráfico eu acho que aprendi composição, linhas, uso de espaço negativo e outras coisas desse tipo. Em animação, eu aprendi como contar uma história, como criar um personagens, uso de cores…

Conector: Como é o seu processo criativo? Você segue alguns pequenos rituais antes de começar a trabalhar?
Jeana: Eu geralmente passo alguns dias só sentada na minha mesa, pensando no que eu quero pintar. Depois de ter algumas idéias, eu faço alguns sketches e imagino como compôr. Então eu começo pelo fundo, depois traço e por último eu coloco as cores.

Conector: Como é a escolha dos materiais e os assuntos? Quando você decide se vai pintar um quadro ou um objeto?
Jeana: Quando eu comecei a pintar, eu não sabia o que pintar. Então eu ficava observando o trabalho de outras pessoas e tentando fazer algo grande e maravilhoso. Só que eu percebi que não estava fazendo nada meu, nada com a minha cara e eu queria fazer algo muito pessoal, com a minha personalidade. Então eu decidi pintar as histórias da minha infância

Conector: Você tem um atelier ou trabalha em casa?
Jeana: Não tenho um espaço próprio, mas gostaria de ter. Hoje eu trabalho na sala de estar do meu apartamento, só que ele é muito pequeno e eu me distraio o tempo todo com meus animais de estimação, com a internet e com os amigos que moram por perto…

Conector: Você fica pensando nos teus trabalhos quando está fazendo outras coisas que não pintando?
Jeana: Eu tento esquecer meu trabalho enquanto estou fazendo outras coisas. É muito estressante ficar só pensando nisso. Sempre que eu pinto, fico com dor de cabeça e dores no corpo…

Enfim…

Conector: Por que você tem um blog?
Jeana: Eu sempre fui super curiosa sobre a vida dos outros artistas. Então eu estou mostrando a minha: como eu trabalho, com quem eu trabalho, como vão indo meus novos trabalhos…

Conector: Falando nisso, quais são seus próximos projetos?
Jeana: Eu tenho várias exposições vindo aí. Não tenho plano algum além da arte!

Conector: Você tem alguma outra atividade ou vive das suas pinturas? No Brasil é muito comum pessoas ligadas às artes terem um outro emprego pra sobreviver.
Jeana: Sim, eu faço storyboards para animação infantil, mas isso geralmente me toma apenas 5 meses por ano. Parece não haver muito dinheiro circulando no meio artístico, mas há esperança!!!

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Conector + Léo Lage

Pisa, Itália

O Léo Lage inventou um lance interessante: ele distribui adesivos com espaço pras pessoas escreverem o que quiserem. Muitos fotografam e enviam de volta pra ele, que posta o registro no Bahqueteto. Conversei com ele pra inaugurar a seção de entrevistas do Conector.

Conector: Me explica aí essa parada dos adesivos.
Léo: O objetivo é a livre expressão e nada mais. Acho importante o povo se manifestar, dar sua opinião, falar, trocar experiências, pensar de outras formas… é isso que faz com que as coisas evoluam. O fato de ser um balão de fala, reforça que alguém realmente está “dizendo aquilo”, que uma pessoas quer ser ouvida, além de ser um icone comum para todos. O meio adesivo é usado pelo motivo de ser fácil e rápido de fazer a frase e colar. A pessoa não precisa de uma lata de spray, não precisa esperar imprimir alguma coisa pra depois colar, está ali, é só escrever e grudar onde quiser.

Conector: De onde tu tirou essa idéia? Foi pensando no quê? Pra que fazer isso?
Léo: Isso começou com essa idéia há mais ou menos 1 ano atrás. Aliás pensei que ela fosse boba, uma mera brincadeira. Criei 4 máscaras de stêncil nos formatos clássicos dos balões de fala de quadrinhos: um grito, um pensamento e dois normais (um retangular, outro oval). Eu tinha umas folhas pequenas de adesivos e fiz uns testes utilizando as máscaras sobre os adesivos. Depois que eu vi que a galera realmente entendia a idéia e curtia, então comecei a fazer mais. Os adesivos que consigo atualmente são restos de rolos de gráficas. Somente um mês atrás eu me dei conta que poderia fotografar e espalhar a idéia por aí. Então foi aí que realmente nasceu o nome do projeto: BAHQTETO. Aliás, o nome saiu de um adesivo que colei num teto de um banheiro de um bar portoalegrense. Precisava publicar as fotos, então o BAHQTETO foi abrigado dentro do flickr.

Conector: Pra onde tu já mandou adesivos? De onde já te mandaram fotos?
Léo: Eu já enviei esses adesivos pra itália, espanha e israel. No entanto só recebi fotos dos que foram pra itália. Os outros ainda não vieram e nem sei se vão vir. Esses foram endereçados para amigos que estão no exterior. A real é que dou muito mais adesivos do que realmente recebo retorno deles. Mas isso faz parte do projeto… é o risco que eu corro.

Conector: Qual teu próximo projeto?
Léo: Eu tenho pensado numa evolução para esses adesivos, e já tenho algo a ser feito. Vou achar um endereço de alguém em qualquer parte do mundo – eu não vou conhecer essa pessoa. Vou mandar uma carta escrita com a idéia do projeto, alguns adesivos e o endereço do site e espero o retorno… se ele ocorrer. A outra idéia é umas colagens grandes nas ruas… mas a idéia tu vai ver quando estiver passando pela frente… não vou contar por enquanto.

Conector: Tu costuma fazer mais coisas com adesivos?
Léo: Ah, faço sim outras coisas com adesivos. Mas também é em stencil, mas faço poucos. A produção deles ocorre quando faço uma fornada nova de balões de fala, daí sobra um espacinho em “branco” no adesivo e pinto outra coisa. Aliás, tenho mais uns aqui se quiser mais, ou se quiser distribuir por aí…

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Então é isso: envia teu endereço pro meu email que eu vou te enviar um adesivo. A única coisa que tu tem que fazer é fotografar e depois mandar pro Léo pra ele botar no Bahqueteto, beleza?

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William Gibson vem aí lálálálálálálá

Um bando de garotas, somalis num campo de refugiados no Kenya, curtem jogar seu voleizinho. Mas, sendo muslim, precisam obedecer a regras estritas no vestir. Aquela coisa, panos por tudo, que cobrem dos pés à cabeça, e podem ser práticos para esconder o corpo mas são péssimos para dar uma manchete ou uma cortada.

Nisso, a Nike entra no jogo através de um contato das Nações Unidas e se propõe a criar uniformes para as garotas do vôlei somali que respeite ao mesmo tempo as convenções religiosas das moças e a liberdade de corpo que um jogo de vôlei existe.

Reflexões políticas & econômicas à parte, isso dá margem a imagens fascinantes como essa aí de cima. Algo não muito longe do futuro imaginado na ficção científica cyberpunk: em vez de um mundo frio e padronizado a la THX 1138, cada vez mais vivemos numa bagunça cultural doente & interessante.

Fico imaginando a felicidade dos designers por pegar um trabalhinho desses.

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