28 de maio de 2010 às 17h17
Aeroportos
Aeroportos são lugares de ninguém. Isso não é uma crítica às companhias aéreas ou às agências federais. É só uma constatação conceitual. Fora os funcionários, pra todo o resto da população flutuante dos aeroportos, a relação com tempo e espaço é muito diferente. Porque o aeroporto é um lugar entre lugares.
Todo mundo que passa uma, duas, três, cinco, seis horas esperando vôos está passando um tempo em lugar nenhum. É daí que vem aquela sensação esquisita quando você faz muitas conexões em um mesmo dia. O problema não é você. O problema é que estar no aeroporto é estar a caminho e estar parado ao mesmo tempo.
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A imagem que eu escolhi pra ilustrar o post quase rende outro post. Ela mostra a parede luminescente do Terminal 5 do aeroporto de Heatrhow, Londres, criada pelo estúdio Troika. O horário de Londres aparece como eixo central do relógio e é ladeado pelos horários de regiões ou locais interessantes do mundo como o Museu Guggenhein, o Everest, o Canal do Panamá e a Torre Eiffel. Uma leve e divertida subversão dos tradicionais relógios de aeroporto que trazem o horário em diversas capitais financeiras ou políticas do mundo.
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O post e esse assunto todo são inspirados num dos programas Minimalismo que eu fiz pra Oi FM.
Pra ver outros textos relacionados ao programa, vá por aqui.
































Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital no programa Minimalismo (em pausa!). Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 


