Do the twist
Do the fly
Do the swim
And do the bird
Well do the duck
Aaah, and do the monkey
Hey hey, watusi
And, ah, what about the frug
Do the mashed potato
What about the boogaloo
Oh, the bony marony
Come on let’s do the twist
Aaah
O trecho acima, de Apertem os Cintos o Piloto Sumiu 2, além de ser um clássico momento da comédia moderna também oferece um excelente paralelo pra responder à questão proposta no título do post. No filme, a espaçonave que faz o primeiro vôo tripulado à Lua enfrenta sérios problemas técnicos enumerados pela aeromoça: asteróides e problemas no sistema de navegação, que está levando a nave direto pro Sol. Mas o caos se instala mesmo quando um passageiro se revolta e acusa a moça de estar escondendo algo. E ela admite: “Ok… é verdade… também acabou o café.” Aaaaaaaaah!!
Bom.
Digamos, então, que um dia o Al Qaeda puxe a tomada da internet e toda rede fique desativada por uma semana. Honestamente, eu não me apavoro tanto com o provável caos no mercado financeiro ou no sistema de serviços à população, seja público ou privado.
Essa semana, o @maurodorfman comentou que o Twitter é o SAC do universo. Portanto, eu fico imaginando que o verdadeiro problema no caso de um “web blackout” (uéblecáuti) seriam os bilhões de pessoas que reclamam e desabafam no Twitter, no MSN, nos blogs e redes sociais todos os dias. Onde toda essa energia vai ser depositada? O que essas pessoas vão fazer?
Aaaaaahhhh!!!

Depois de abrir o escopo e não se restringir a livros, também trazendo artigos pra nossa coleção, a Biblioteca Conector insere o primeiro filme na sua lista de referências. E, pra surpresa de alguns, não é nenhum documentário cabeçudo sobre o cenário da comunicação (embora venha um por aí, aguarde).
Mas enfim. O que é que um filme da Nora Ephron, mais conhecida por comédias românticas como Sintonia de Amor e Mensagem para você, está fazendo aqui? Bom, eu explico direitinho e, se precisar, faço um desenho.
A publicidade, nos últimos anos, vem demandando cada vez mais dos seus profissionais a sensibilidade de uma comunicação mais próxima e menos invasiva. Em palestras e artigos, se fala muito em conversar com o consumidor em vez de tentar convencê-lo de alguma coisa a golpes de repetição intrusiva. Pra conversar, existem, sim, técnicas e tecnologias, mas muito mais eficiente e profundo do que simplesmente absorver e replicar as técnicas e as tecnologias é compreender as motivações por trás desse valioso diálogo. E, pra isso, Julie e Julia se presta muito bem.
Pra quem não sabe, o filme retrata o cruzamento de duas trajetórias: a da chef maluquete Julia Child e a da aspirante a escritora Julie Powel. A mistura realmente aconteceu na vida real em 2002 quando Julie se viu inspirada pela leitura da biografia de Julia e resolveu cozinhar as suas 524 receitas em um ano. Detalhe: Julie compartilhou sua aventura com (primeiro dezenas, depois) milhares de leitores em um diário digital, formato ainda incipiente na época mas que viria a se tornar bastante popular nos anos seguintes sob o nome de… blog.
Julie e Julia é, então, uma agradável e consistente Sessão da Tarde com um brinquedinho a la Kinder Ovo incluído pra quem se interessa por comunicação. Seus 123 minutos caem bem pra explicar a qualquer um como surge uma voz própria e relevante que cativa uma audiência de nicho na internet - e como essa autenticidade pode levar um conteúdo a conquistar espaço em outras mídias e no coração de um catatau de gente. Ver o envolvimento de Julie com seu blog, aquele derramamento de emoções em um template tosco sem garantias de qualquer retorno que não a mera expressão pessoal deve ensinar a corações duros a necessidade de vozes humanas na comunicação de marca.
Ou não. Nunca sabemos.
O mais bacana é que o blog original da Julie Powell (que depois virou livro e, mais tarde, esse filme) ainda está online, no mesmo lugar onde foi criado. Pode ser interessante vasculhá-lo, mas minhas inclinações arqueológicas não são pra tanto. O filme me parece suficiente ao menos para o ponto que eu queria estressar aqui.
***
Uma última nota.
Não sei se você notou, mas a Nora Ephron deu uma de Dangermouse e pode ser que ela tenha cometido o primeiro mashup de livros na história do cinema, ao menos em nível mainstream e de forma tão clara que podemos ver as duas tracks se alternando. Legal, né?
Tchau.
***
A Biblioteca Conector para Estudo de Mídias Variáveis reúne livros e artigos pra quem se interessa por estudas novas manifestações e usos de meios de comunicação. Em outras palavras, pra entender essa baguncinha aí. Pra saber mais, leia a introdução.
Pra ver todos as entradas, clique aqui.
Se você tem uma dica de livro interessante sobre o assunto, resenhe e publique nos comentários.
O que seria do Superguidis se não fosse o bom humor? A expressão que dá nome ao primeiro single/videodeyoutube do novo disco do grupo guaibense é, sem dúvida, um dos pilares da sua consistência. Nascida junto com uma leva bacana de bandas do Rio Grande do Sul, como a Publica e a Stratopumas, os Superguidis se destacaram pela opção de atuar em fronteiras lodosas: a flutuação (muito bem executada) entre o som sujo e as melodias pop; e também entre as letras simpáticas, amigáveis e os temas esquisitos, que muitas vezes só eles e alguns parceiros entendem profundamente. Não fosse o bom humor (e um inegável talento para melodias), os Superguidis seriam chatos como tantas outras bandas.
A cidade dos Guidis, Guaíba, oferece uma metáfora poderosa pra singularidade do seu som. Ela fica a 40 minutos de ônibus de Porto Alegre, mas poderia ser muito mais perto caso alguma empresa de transporte fluvial conseguiu vencer o lobby rodoviário e oferecer uma barca que simplesmente atravessasse o Rio Guaíba numa linha reta. Esse distanciamento específico, geografica e socialmente falando, oferece um ângulo de visão da capital ignorado pela maior parte dos portoalegrenses, a menos que eles sejam ricos proprietários de lancha, apaixonados por vela ou pescadores pobres, estratos sociais em que 100% dos indies locais não se encaixam.
Pra completar o lado nonsense da parada toda, até hoje ninguém sabe direito se esse tal de Rio Guaíba é de fato um Rio, um Lago ou um Estuário. Volta e meia especialistas trazem a discussão aos jornais, mas a população já se acostumou com a definição de Rio e no fundo (ou na beira), tanto faz. Afinal, essa esquizofrenia combina perfeitamente com o espírito da região e, em especial, com o jeitão de ser e tocar do Superguidis.
No papo abaixo, que tive por email com o vocalista e guitarrista Andrio, você confere um pouco mais do “pensamento superguidisiano” e dos planos para o terceiro disco, já gravado e em vias de ser lançado.
Conector: Me diz uma coisa, o que é que vocês fazem entre um disco e outro? Vocês tem um esquema tradicional tipo “Ensaios-Composição-GRavação-Lançamento-Turnê”? Ou vão tocando, compondo e gravando tudo ao mesmo tempo?
Andrio: Para esse disco a gente foi ensaiando as canções e gravando demos na garagem do Marco à medida em que elas iam surgindo, testando arranjos e timbres para chegar na hora e não patinar muito. Entre um disco e outro, rola exatamente isso: shows de lançamento, turnezinha e tal. Esse ano queremos inovar, lançando singles periódicos, de repente até em versão física pras rádios. Sabe como é, os caras ainda vivem nessa de ter o CD na mão, não catam coisa nova na internet…
Conector: Em que pé está o disco novo? O que está faltando? Alguma previsão de lançamento?
Andrio: Só falta finalizar a parte gráfica. Tá uma tijolada, o som. O nascimento do filhote tá previsto pra meados de março.
Conector: Onde foram as gravações? Em quantas sessões vocês fizeram?
Andrio: Foi novamente na casa do Philippe Seabra, no Daybreak Studio. O cara deu uma mão na produça também, mais ou menos como foi o segundo. Ficamos lá todo o janeiro de 2009, matamos o disco em poucos dias. O mais demorado se deu por conta de uma troca de válvulas do Mesa Boogie do
Seabra, aí foi engraçado porque passamos a gravar o disco de trás pra frente, adicionando voz valendo e violões, por exemplo. Tive que imaginar a dinâmica das músicas para adicionar punch nos vocais… essas coisas.
(Nota do editor: a maior parte das gravações de vozes acontecem depois que toda a base - guitarras, baixos, baterias, já está gravada)
Conector: Tem alguma coisa nova nesse disco que vocês trouxeram em termos de som?
Andrio: Sim, sessões de cordas (cello, violino) em algumas músicas. Tem coisa com o violão mais na cara, também, ao mesmo tempo que há coisas bem mais pesadas (no nosso parâmetro, obviamente), com muita pressão.
Conector: O som de vocês está indo pra algum lado específico? Ou vocês não tem a menor idéia de onde vai dar?
Andrio: Sei lá, cara… ainda surge aquela vontade de fazer canções sujas com pegadas pop. Mas acho que está se expandindo, agora. Até o áudio de um show inteiro de releituras acústicas vai sair junto com o terceiro disco. Ou seja: galera aqui tá ampliando os horizontes. Talvez daqui uns anos lancemos um disco de polka.
Conector: Qual é a vantagem de ver Porto Alegre do outro lado do rio? Mesmo que alguns de vocês morem aqui, viveram muitos anos em Guaíba, então imagino que vocês tenham uma outra visão da capital, que quem vive aqui não tem. Como isso influencia as músicas?
Andrio: Acho que influencia mais na atitude. A capital hoje está muito careta, conservadora demais. O que rola de mais bacana de shows está nos arredores, na região metropolitana. E disso eu tenho um certo orgulho, dá uma cara meio outsider. O Wander Wildner falou um dia que a parte guaibense da banda é o que a salva, se referindo a essas marras portoalegrenses… hehehe…
Conector: Pois é, eu tenho a clara impressão que o Superguidis mantém há muitos anos um ar forte de gangue, de clube fechado, com piadas e uma linguagem muito própria. Sem dúvida isso contribui pra personalidade e força do som. Vocês tem noção disso? Ou só vendo de fora pra notar?
Andrio: Sim, a gente é um tanto fora da casa. eu percebo que o nível de autismo por aqui é bem elevado, e engraçado que o ápice disso é justamente quando estão os quatro reunidos. Às vezes cansa de tanta maluquice que sai do repertório de baboseiras. Também, nos conhecemos há muito tempo, temos quase a mesma visão de mundo e fazemos questão de rir da nossa própria cara, de não nos levarmos muito a sério.
Conector: Ok, voltando à questões mais práticas: vocês têm uma política econômica pra banda? Tipo, limites mínimos de cachê, de estrutura pra tocar? Ou vocês analisam caso a caso?
Andrio: Analisamos os casos. Um exemplo é uma tour de dez dias no norte que estamos fechando pra abril,
onde é possível que não haja lucro. Mas como a gente ainda não explorou horrores esta região, vale muito a pena só o fato de o cara empatar e não ter prejuízo financeiro. Vai ser divertido: guidis desbravando a floresta amazônica e arredores! Queremos fazer isso nos outros cantos do país… e com disco novo embaixo do braço este ano, vai ser supimpa.
Conector: Quem marca os shows e faz a correria da banda?
Andrio: Agora estamos trampando com um brother de longa data (Ernando Daitx, também guitarrista da ProzaK). Ele que está cuidando de marcar shows desde o ano passado. Ele também viaja junto com a gente e ataca de roadie. A gente procura articular junto com o Fernando Rosa, mas a coisa tende a se espalhar mais esse ano, fechando parcerias com gente de fora do estado para agendar coisas lá pra cima.
Conector: Como funciona a parceria com o Senhor F?
Andrio: A gente é gratíssimo em fazer parte desse cast, que nos trouxe uma grande visibilidade ao longo da metade da década passada para cá. Temos a plena certeza de que estamos no caminho certo, crescendo junto com o selo rumo a algo maior, sem abrir mão da integridade artística rumo a afobações, sabe? não queremos essa coisa de hype, de fenômeno descartável e sem consistência, sem conteúdo, e sim consolidar uma carreira construída em cima de três discos (até agora). Para o alto e avante, sem atropelos.
***
Não deixe de conferir as outras entrevistas que fiz com gente bacana como Jonathan Harris (do We Feel Fine), a artista americana Joana Sohn, o pessoal da finada Mono (hoje Sound and Vision e Needles and Pins), o André Takeda e o Léo Lage.
Nem Bil Murray, nem Jim Jarmush. A melhor coisa pra mim no Broken Flowers sempre foi o Mulatu Astatke. Poucos sons merecem tanto a alcunha de “malemolente” e os tecladinhos hesitantes dão o tom de quase todo o filme.
Eu até já baixei outros sons dele fora da trilha sonora do filme, mas sou apaixonado e ouço hipnoticamente sempre essa Yegelle Tezetta…
… que já ganhou esse remix meio deep house super astraleza aí em cima…
… bem como essa versão com cenas do Mogli.
É ou não é borbulhante?
Vi no Matias os primeiros teaser/trailers do The Inception, filme novo do Christopher Nolan. E, na hora, me lembrei de como o cinema vem explorando a mente humana como cenário de narrativas, como ambiente cenográfico MESMO e não “uma história na cabeça de alguém ou do ponto de vista de alguém”. Mal puxando da memória, o primeira exemplo que me ocorre numa linha de tempo é A Cela (que eu e o Marcos vimos num intervalo de vagabundagem num dos primeiro Goiânia Noise que tocamos). Na época achei tenebroso. Talvez hoje revendo eu até goste, quem sabe? Mas aquela estética nunca me desceu… Bem… algum cinéfilo pode me ajudar a lembrar de referências mais antigas e mais consistentes?
Um pequeno salto no tempo e nos anos seguintes tivemos uma série de filme que exploravam o espaço interno da mente: Quero Ser John Malkovich enfiou o pé na porta e a seguir veio o Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança, que a meu ver é o Nevermind dessa onda (sendo o Nevermind o mínimo denominador comum entre coisas esquisitas/novas e mainstream). Adoro esse filme e acho que ele transforma em imagens alguns processos terapêuticos de forma muito interessante. E no ano passado ainda rolou o Synedoque Nova Iorque, num clima bem mais barroco e pesado, menos pop-tchuras.
Bom, o fato é que o próprio Nolan explorou bastante os recônditos da mente como plataforma de histórias: seu Memento era construído a partir de memórias desconexas (outro assunto “mental”), Insônia se segurava sobre uma mente disfuncional pela falta de sono e ninguém me tira da cabeça (olha ela aí) que a Gotham City de The Dark Night é um reflexo da mente do Batman.
A mente humana tem sido assunto frequente na mídia mais mainstream. Mas geralmente, dividida em dois terrenos: o cérebro, a máquina, a química, e a psiquê, os processos psicológicos. O leitor de Veja e a audiência do Fantástico vem sendo sistematicamente bombardeados nos últimos anos com matérias superficiais e um tanto quanto inúteis na prática sobre as últimas descobertas da neurociência, essa criança recente que também vem mexendo com as bases do marketing e começando a abrir os olhos de picaretas ávidos por ganhar dinheiro com apresentações em Power Point e frases de efeito. E vocês já viram a quantidade de revistas de psicologia e psicanálise nas bancas?
Filmes como The Inception, por outro lado, parecem explorar o assunto com uma perspectiva mais interessante (ainda que baseado na ficção): a mente humana é uma viagem e explorá-la é um assunto interno. Ao parecer misturar os dois espaços (o interno e o externo), o The Inception promete. Veremos se cumpre.
Em breve explorarei mais esse assunto em um post que estou desde abril do ano passado pra escrever. Mas o que é o tempo né?
Como quase todas em Porto Alegre, a MESS é uma banda que nasce com pré-história. A Maria Elvira (vocal) foi sócia-fundadora da marca de camisetas rock Mono e hoje tem a Needles and Pins. O Álcio (batera) acumula passagens por bandas (Sonic Volt, Podias Erpior, Lautmusik) e a criação de um site dedicado a um gênero (Planeta Stoner). O André (guitarra) era do Irmãos Rocha! e a Letícia (baixo) toca com os Planondas.
Mas é na alquimia dos quatro que hoje rola a magia sob o nome de Maria Elvira e os Suprassumos do Swing. Vale muito prestar atenção na Mess. Não vou descrever o som. Ouva.
Ah: o vídeo dá umas engasgadas, mas passa rápido. Vai até o fim.
Uma das minhas bandas prediletas voltou à ativa no ano passado para alguns shows. O Jesus Lizard foi um dos pilares submersos (aqueles que não ficam aparentes…) do som dos anos 90 e chegaram a ter dois hits em programas como Lado B e Gás Total na MTV Brasil, Glamorous (a de cima) e Puss (a de baixo).
O Jesus Lizard, como bem frisou a The New Yorker, é uma das poucas bandas cujo vocalista pode realmente evocar o cajado de Iggy Pop de sua época. Mas as comparações com o rock garageiro dos Stooges é unicamente restrita à intensidade da presença de palco de David Yow, porque o som do Jesus Lizard vai bem além do rock garageiro da turma de Detroit.
Uma tal de Hand Job Films teve a generosidade de postar um show inteiro dos caras no YouTube. São 14 músicas tocadas em 2009, aparentemente com o mesmo gás e a mesma virulência de 1991. Me lembrou o show dos Pixies de Curitiba: parecia que a banda tinha se separado na semana anterior. Eu selecionei alguns sons pra embedar aqui. O show todo, você encontra lá.
O bonito de ver no Jesus Lizard é a constante tensão entre melodia e ritmo esquemático, entre contenção e esporro (uma das marcas do som dos 90), entre os instrumentos mantendo a estrutura e as histórias bizarras e erráticas contada pelo vocal detonando tudo.
Estranhamente bonito.
Por motivos de “não estou a fim”, volto a escrever só em 2010. Feliz ano novo para todos!
PS: prestenção no solinho de guitarra dessa canção. Dois E’s: econômico e elegante.
É o meu Feliz Natal a vocês.
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Ah: tem esse show inteiro pra assistir aqui.
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Segunda que vem eu escrevo um pouco mais antes do final do ano.
Excelente invasão alien em… Montevidéu!
Então… não é que os gringos do espaço estão se ligando que tem mais o que fazer no planeta Terra do que ir pros Estados Unidos? Primeiro uns caíram na África do Sul. Agora no Uruguai. Os ets entendem as tendências terráqueas, tu vê. É que tem bastante gente indo pra Montevidéu. Sou o próximo, se sobrou algo depois da investida.
Bom, o fato é que o curta acima é produção da uruguaia Murdoc Filmes com pós-produção da também uruguaia Aparato. Que, segundo os próprios, são “los mejores directores y artistar gráficos del medio local. (…) Somos artistas, músicos, geeks y gamers compulsivos”. Não deixe de visitar os sites das duas!
O diretor do curta, Federico Alvez, curte uma bizarrice bem feita. Olha só.
Agora, na trilha do filminho bem que podia ter rolado um Hablan por La Espalda.
O vídeo, na verdade, é de uma apresentação no Oi Novo Som. Mas o fato bacana é o seguinte: os Autoramas incluíriam sua versão da nossa “Eu Vou Vivendo” no repertório do show/DVD “Desplugado”. Eles já andaram tocando esse repertório sem guitarras (mas não tão menos pesado) por aí e também na MTV esse fim de semana, tudo com sua clássica autorâmica qualidade dançante.
A “Eu Vou Vivendo” original saiu no Anticontrole (2001, Monstro Discos), mas tem uma história curiosa. Ela é, na verdade, uma versão de “Conceito/Contrato” que saiu na Demo Amarela (1996, Hipocampo). “Eu Vou Vivendo” é “Conceito/Contrato” com a mesma batida, o mesmo riff composto pelo Marcos, mas uma nova letra.
Você pode fazer o download da Demo Amarela inteira no Trama Virtual.
***
Walverdes no Myspace
Walverdes no Orkut.
Walverdes no Fotolog.
Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)
Walverdes no Conector
São peças criadas pelo Cocoe Studios pro canal de televisão La Sexta. Prova de que snack culture nem sempre significa superficialidade.
Poética e querida dica da @lu_xavier.
O programa completo, com mais músicas e entrevistas, vai ao ar no Multishow na terça-feira. No site do Experimente tem mais vídeos de um monte de bandas bacanas.
Experimente
Toda terça às 23:00.
Horários alternativos:
Quarta - 12:00 ; Quinta - 13:30 ; Sexta - 01:30 ; Sexta - 07:30 ; Sábado - 18:30 ; Segunda - 08:30
Curtiu? Tá curtindo? Não deixe de ler os posts do Bruno sobre o Phoenix. Tem remixes e incluvise uma resenha de um show recente no Central Park.
Precisando alongar? Aprende esse setzinho básico aqui que vale a pena. Usamos nas Oficinas de Shiatsu do Via Zen algo parecido.
Ah: não adianta esperar que aconteça alguma coisa bizarra no vídeo. É só o alongamento mesmo, não é viral nem nada.
Conheça os sucos Do Bem. Se o suco é bom e a história é real eu não sei. Mas os vídeos são massa.
At night when the sky is clear
and the moon is shining down
My heart goes running back to you
I love the way
you open up and let me in
So I go running back to you,
Over and over again.
Over and over again my love
Over and over again with you
Over and over again my love
Over and over again with you.
Remember the nights of love
and that moment on the beach
That wasn’t really too long ago
But we paid the price of time,
[ Find more Lyrics on www.mp3lyrics.org/AmTW ]
and now it’s out of reach
And so the broken circle go,
Over and over again
Over and over again my love
Over and over again with you
Over and over again my love
Over and over again with you.
Somewhere in a fire of love,
our dreams went up in smoke
We danced beneath silver rain
Upon the fields of green,
where time was just a joke
And now the feeling’s
just the same,
Over and over again.
Over and over again my love
Over and over again with you
Over and over again my love
Over and over again with you.
“Over and Over” - Neil Young & Crazy Horse, do álbum Ragged Glory
… fala sobre sua vida pré-monja, o casamento cedo, a gravidez, o trabalho de jornalista, o rock, o Buda…
Tem horas que não precisa mais do que um violãozinho e uma vozona.
Opressão cotidiana? Demência crônica? Encosto? Oito minutos de boas perguntas num climão meio “psicologia Cronenberg”. Grande dica do Marceleza. Produção da Spy Films.
Aí em cima: um vídeo que achei da gente (Walverdes) tocando no Gig Rock ano passado.
E dia 24 vamos pra SP gravar o novo programa novo do Edgard no Multishow (EXperimenta) ao lado da MQN! Deve rolar algum show no mesmo dia em SP, mas ainda fico de confirmar.
***
Walverdes no Orkut.
Walverdes no Fotolog.
Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)
Walverdes no Conector.
Essa é nova pra mim: o Daniel Dias botou todo Música de Trabalho pra ver no YouTube em 25 capítulos. O documentário, de 2003, é um ótimo apanhado da cena independente nacional e foi capturado na estrada, com o Daniel entrevistando bandas, produtores e jornalistas nos bastidores de shows individuais e festivais, bem como na casa de algumas figuras emblemáticas - os lugares mais adequados para tratar do assunto. O cara visitou sete cidades e acumulou 25 horas de material. Em 2003 ou 2004, aportou aqui e apresentou o filme no cinema do Gasômetro, não lembro bem se vinculado a algum festival ou não. Mas lembro que gostei e que tinha bastante gente na sala.
Hoje, o interessante é revisitar, através do Música, temas do início da década e perceber como o que está acontecendo realmente vem de sementes plantadas naquela época. Por exemplo, começa a morrer ali a fórmula energia intensa + ingenuidade dos anos 90, o que abre espaço para uma forma de trabalho mais inteligente e menos dependente do mero entusiasmo ou do “merecimento” (essa, uma dinossáurica e lisérgica linha de raciocínio indie que acreditava que “tudo que é bom merece aparecer”, como que por mágica).
Se o cenário indepentente hoje não é perfeitamente estruturado como queiram antigos sonhos dourados, ele com certeza é bem menos ingênuo e mais articulado. Entre 2003 e 2009, apareceu o Myspace, o Orkut, a Abrafin, o Circuito Fora do Eixo e o Cansei de Ser Sexy. O centro-oeste, o norte e o nordeste foram incorporados ao mapa do Brasil. Ser produtor cultural ganhou status igual ou maior do que ser guitar hero. O acesso à banda larga se ampliou, a economia do país se fortaleceu e uma mina de 15 anos sem disco emplacou músicas nos comerciais da Vivo graças ao Rossato que era da Bidê.
As coisas mudaram bastante. E, tirando-se a onda emo, pra melhor.
O resto… o resto, meu filho, é mimimi.
Sei que esse vídeo não é novidade. Mas não estou colocando aqui pra passar adiante. Você já deve ter visto. Tudo bem.
Eu só queria registrar: percebeu que é o melhor comentário político sobre o Lula ao longo de seus dois mandatos? Nenhum jornalista conseguiu resumir tão bem o ar “tô nem aí” do Lula quanto esse vídeo. Ele é, convenhamos, o símbolo da incompetência do Diogo Mainardi.
Mais do que isso. Dancing Lula é uma bela porta de entrada para um estudo do Brasil contemporâneo. É o Brasil do Cansei de Ser Sexy, do CQC, da cultura corporativa americana se estabelecendo nos trópicos, do Lula amigo do Obama, dos seguranças de terno que se acham presidentes do Brasil, do YouTube, do mashup como DNA brasileiro, da manipulação de imagens idem, do bom e velho Rio de Janeiro como cenário!
Problemas políticos, sociais ou financeiros? Coloque um TERNO, vá pra um HELIPORTO, ligue o DAFT PUNK no som, DANCE e SORRIA. A semiologia faz a festa com Dancing Lula. Todos os sinais de onde estamos e pra onde vamos estão aqui.
Aquela coisa. Fui lá no YouTube e catei pra ti cinco músicas da banda nova do Jack White com a mina do Kills, mais o cara do Raconteurs e o outro moço que toca com o Queens. E os caras tocando no From The Basement, o tal programa inglês que se preocupa com o som e não só com a maquiagem. Aquela coisa: não vai salvar o mundo, mas a estilêra e os clichês roquêro/bluesentos valem a audição.
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