Categoria: Música


sexta-feira, 19 de março, 2010

Franz Ferdinand em Porto Alegre

O Matias printscreenou meus tweets. E eu printscreenei o Sujo. Vai lá que tem set list e vídeo do shows Porto Alegre.

Postado por Gustavo Mini às 15:34 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 9 de março, 2010

Walverdes: tênis, Billboard, Mais Soma, Noize

Lembra que eu comentei aqui que customizei um Converse lá no Goiânia Noise? Pois então. Não era tinta direto no tênis, e sim na matriz que vai pra fábrica. Essa semana recebi o pacote com o tênis propriamente dito. O primeiro e único Converse dos Walverdes. Já que nenhuma empresa quer fazer, eu mesmo fiz!

Também na semana passada saiu a Mais Soma 16, com capa do Gary Baseman e uma entrevista que o Mateus fez comigo e com o Nobre sobre as conexões Walverdes + MQN ao longos dos últimos dez ou quinze anos. Além de falar das nossas bandas, eu e o Fabrício damos uma geral sobre o cenário independente brasileiro e como a gente vem participando disso desde o meio dos anos 90.

Tu pode baixar a revista inteira (tem entrevista também com nosso conterrâneo Otto Guerra) aqui.

E, por fim, o recorte aí de cima é de uma pequena entrevista que o Marcelo Costa fez comigo pra Billboard desse mês. Com o The Who na capa. Nós e Who na Billboard, que beleza, hein? Pra completar, na mesma seção temos o Wado acima, as meninas do T.A.T.U. à direita e o Filipe Catto à esquerda. Excelente companhia.

Olha…


… como nós somos…

… bonitos.

Essas fotos são do Marco Chaparro pra Noize 31 que já tá online também com as imagens e uma rápida entrevista comigo e com o Patrick. Essa semana ainda sai a de papel, distribuição gratuita.

Postado por Gustavo Mini às 10:55 | 3 Comentários | Permalink

quarta-feira, 24 de fevereiro, 2010

Conector Entrevista: Andrio do Superguidis

O que seria do Superguidis se não fosse o bom humor? A expressão que dá nome ao primeiro single/videodeyoutube do novo disco do grupo guaibense é, sem dúvida, um dos pilares da sua consistência. Nascida junto com uma leva bacana de bandas do Rio Grande do Sul, como a Publica e a Stratopumas, os Superguidis se destacaram pela opção de atuar em fronteiras lodosas: a flutuação (muito bem executada) entre o som sujo e as melodias pop; e também entre as letras simpáticas, amigáveis e os temas esquisitos, que muitas vezes só eles e alguns parceiros entendem profundamente. Não fosse o bom humor (e um inegável talento para melodias), os Superguidis seriam chatos como tantas outras bandas.

A cidade dos Guidis, Guaíba, oferece uma metáfora poderosa pra singularidade do seu som. Ela fica a 40 minutos de ônibus de Porto Alegre, mas poderia ser muito mais perto caso alguma empresa de transporte fluvial conseguiu vencer o lobby rodoviário e oferecer uma barca que simplesmente atravessasse o Rio Guaíba numa linha reta. Esse distanciamento específico, geografica e socialmente falando, oferece um ângulo de visão da capital ignorado pela maior parte dos portoalegrenses, a menos que eles sejam ricos proprietários de lancha, apaixonados por vela ou pescadores pobres, estratos sociais em que 100% dos indies locais não se encaixam.

Pra completar o lado nonsense da parada toda, até hoje ninguém sabe direito se esse tal de Rio Guaíba é de fato um Rio, um Lago ou um Estuário. Volta e meia especialistas trazem a discussão aos jornais, mas a população já se acostumou com a definição de Rio e no fundo (ou na beira), tanto faz. Afinal, essa esquizofrenia combina perfeitamente com o espírito da região e, em especial, com o jeitão de ser e tocar do Superguidis.

No papo abaixo, que tive por email com o vocalista e guitarrista Andrio, você confere um pouco mais do “pensamento superguidisiano” e dos planos para o terceiro disco, já gravado e em vias de ser lançado.

Conector: Me diz uma coisa, o que é que vocês fazem entre um disco e outro? Vocês tem um esquema tradicional tipo “Ensaios-Composição-GRavação-Lançamento-Turnê”? Ou vão tocando, compondo e gravando tudo ao mesmo tempo?

Andrio: Para esse disco a gente foi ensaiando as canções e gravando demos na garagem do Marco à medida em que elas iam surgindo, testando arranjos e timbres para chegar na hora e não patinar muito. Entre um disco e outro, rola exatamente isso: shows de lançamento, turnezinha e tal. Esse ano queremos inovar, lançando singles periódicos, de repente até em versão física pras rádios. Sabe como é, os caras ainda vivem nessa de ter o CD na mão, não catam coisa nova na internet…

Conector: Em que pé está o disco novo? O que está faltando? Alguma previsão de lançamento?

Andrio: Só falta finalizar a parte gráfica. Tá uma tijolada, o som. O nascimento do filhote tá previsto pra meados de março.

Conector: Onde foram as gravações? Em quantas sessões vocês fizeram?

Andrio: Foi novamente na casa do Philippe Seabra, no Daybreak Studio. O cara deu uma mão na produça também, mais ou menos como foi o segundo. Ficamos lá todo o janeiro de 2009, matamos o disco em poucos dias. O mais demorado se deu por conta de uma troca de válvulas do Mesa Boogie do
Seabra, aí foi engraçado porque passamos a gravar o disco de trás pra frente, adicionando voz valendo e violões, por exemplo. Tive que imaginar a dinâmica das músicas para adicionar punch nos vocais… essas coisas.

(Nota do editor: a maior parte das gravações de vozes acontecem depois que toda a base - guitarras, baixos, baterias, já está gravada)

Conector: Tem alguma coisa nova nesse disco que vocês trouxeram em termos de som?

Andrio: Sim, sessões de cordas (cello, violino) em algumas músicas. Tem coisa com o violão mais na cara, também, ao mesmo tempo que há coisas bem mais pesadas (no nosso parâmetro, obviamente), com muita pressão.

Conector: O som de vocês está indo pra algum lado específico? Ou vocês não tem a menor idéia de onde vai dar?

Andrio: Sei lá, cara… ainda surge aquela vontade de fazer canções sujas com pegadas pop. Mas acho que está se expandindo, agora. Até o áudio de um show inteiro de releituras acústicas vai sair junto com o terceiro disco. Ou seja: galera aqui tá ampliando os horizontes. Talvez daqui uns anos lancemos um disco de polka.

Conector: Qual é a vantagem de ver Porto Alegre do outro lado do rio? Mesmo que alguns de vocês morem aqui, viveram muitos anos em Guaíba, então imagino que vocês tenham uma outra visão da capital, que quem vive aqui não tem. Como isso influencia as músicas?

Andrio: Acho que influencia mais na atitude. A capital hoje está muito careta, conservadora demais. O que rola de mais bacana de shows está nos arredores, na região metropolitana. E disso eu tenho um certo orgulho, dá uma cara meio outsider. O Wander Wildner falou um dia que a parte guaibense da banda é o que a salva, se referindo a essas marras portoalegrenses… hehehe…

Conector: Pois é, eu tenho a clara impressão que o Superguidis mantém há muitos anos um ar forte de gangue, de clube fechado, com piadas e uma linguagem muito própria. Sem dúvida isso contribui pra personalidade e força do som. Vocês tem noção disso? Ou só vendo de fora pra notar?

Andrio: Sim, a gente é um tanto fora da casa. eu percebo que o nível de autismo por aqui é bem elevado, e engraçado que o ápice disso é justamente quando estão os quatro reunidos. Às vezes cansa de tanta maluquice que sai do repertório de baboseiras. Também, nos conhecemos há muito tempo, temos quase a mesma visão de mundo e fazemos questão de rir da nossa própria cara, de não nos levarmos muito a sério.

Conector: Ok, voltando à questões mais práticas: vocês têm uma política econômica pra banda? Tipo, limites mínimos de cachê, de estrutura pra tocar? Ou vocês analisam caso a caso?

Andrio: Analisamos os casos. Um exemplo é uma tour de dez dias no norte que estamos fechando pra abril,
onde é possível que não haja lucro. Mas como a gente ainda não explorou horrores esta região, vale muito a pena só o fato de o cara empatar e não ter prejuízo financeiro. Vai ser divertido: guidis desbravando a floresta amazônica e arredores! Queremos fazer isso nos outros cantos do país… e com disco novo embaixo do braço este ano, vai ser supimpa.

Conector: Quem marca os shows e faz a correria da banda?

Andrio: Agora estamos trampando com um brother de longa data (Ernando Daitx, também guitarrista da ProzaK). Ele que está cuidando de marcar shows desde o ano passado. Ele também viaja junto com a gente e ataca de roadie. A gente procura articular junto com o Fernando Rosa, mas a coisa tende a se espalhar mais esse ano, fechando parcerias com gente de fora do estado para agendar coisas lá pra cima.

Conector: Como funciona a parceria com o Senhor F?

Andrio: A gente é gratíssimo em fazer parte desse cast, que nos trouxe uma grande visibilidade ao longo da metade da década passada para cá. Temos a plena certeza de que estamos no caminho certo, crescendo junto com o selo rumo a algo maior, sem abrir mão da integridade artística rumo a afobações, sabe? não queremos essa coisa de hype, de fenômeno descartável e sem consistência, sem conteúdo, e sim consolidar uma carreira construída em cima de três discos (até agora). Para o alto e avante, sem atropelos.

***

Não deixe de conferir as outras entrevistas que fiz com gente bacana como Jonathan Harris (do We Feel Fine), a artista americana Joana Sohn, o pessoal da finada Mono (hoje Sound and Vision e Needles and Pins), o André Takeda e o Léo Lage.

Postado por Gustavo Mini às 21:00 | 2 Comentários | Permalink

segunda-feira, 22 de fevereiro, 2010

Walverdes e Kung Fu Nesta Quarta no Jeckyll

Essa é a Kung Fu:

Esse somos os Walverdes:

Isso é Kung Fu + Walverdes. É quarta. É cedo. É barato.

***

Walverdes no Myspace
Walverdes no Orkut.
Walverdes no Fotolog.
Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)
Walverdes no Conector

Postado por Gustavo Mini às 18:00 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 8 de fevereiro, 2010

O mimimi sempre existiu

Em 2002 saiu uma Mixamg de verão (no verão dos ingleses) com uma coletânea que acabou me marcando muito justamente por estar lá. É um disquinho que eu ouvia bastante quando pegava ônibus e, apesar de metade das faixas não prestar muito, elas combinavam perfeitamente com o clima da época e da viagem.

Uma das mais marcantes é a que abre a coletânea. Reclamona e bizarrinha, “Do You Remember House” é basicamente um mimimi dançante que consegue a proeza de transformar um texto nostálgico e levemente ranzinza em algo divertido e extremamente funky.

Obra da dupla de produtores Josh Milan e Kevin Hedge, que assinaram muita coisa de garage e house sob o codinome Blaze (muitas vezes junto com o vocalista Chris Hebert).

I remember house
Before it was called house.
I remember house
When house respected house.
I remember house
When house groove on the roots of house.
I remember house
When house was soul music and R’n'B,
Before house was disco.

I remember house
Before the superclubs.
I remember house
When people knew the lyrics of house.
I remember house
Before recordlabels sold the house.
I remember house
When house was about love…

I remember house.

House

I remember house
When house was more then just a name to package te sound of sproove this emotion.
I remember house
When it was just one house.
I remember house
When house had artists, songwriters and personalities.
I remember house
When you didn’t have to be a DJ just to be into house.
I remember house
When house was broke.
I remember house
When house was done in the house.
I remember house
When it was a spiritual thing…

I remember house
Do you remember house
House
Do you remember house
House

I remember house
Before it was techno
I remember house before it had an afro.
I remember house
Before it was deep.
I remember house
Before it was hard.

I remember house
When house had tempels (and or tempo’s).
I remember house
Before mpc16’s.
I remember house
Before house had loots
I remember house
Before the whole world knew.

I remember house
Do you remember house
House
Do you remember house
House

I remember house
Before it was called house.
I remember house
When house respected house.
I remember house
When house groove on the roots of house.
I remember house
When house was soulmusic and R’n'B,
Before house was disco.

I remember house
Before the superclubs.
I remember house
When people knew the lyrics of house.
I remember house
Befor recordlabels sold the house.
I remember house
When house was about love

I remember house
Do you remember house
House
Do you remember house
House

***

Ps: eu catei a letra em alguns fóruns mas acho que ela tem alguns problemas…

Postado por Gustavo Mini às 9:00 | 1 Comentário | Permalink

segunda-feira, 25 de janeiro, 2010

Mulatu

Nem Bil Murray, nem Jim Jarmush. A melhor coisa pra mim no Broken Flowers sempre foi o Mulatu Astatke. Poucos sons merecem tanto a alcunha de “malemolente” e os tecladinhos hesitantes dão o tom de quase todo o filme.

Eu até já baixei outros sons dele fora da trilha sonora do filme, mas sou apaixonado e ouço hipnoticamente sempre essa Yegelle Tezetta…

… que já ganhou esse remix meio deep house super astraleza aí em cima…

… bem como essa versão com cenas do Mogli.

É ou não é borbulhante?

Postado por Gustavo Mini às 8:00 | 2 Comentários | Permalink

quinta-feira, 21 de janeiro, 2010

MESS

Como quase todas em Porto Alegre, a MESS é uma banda que nasce com pré-história. A Maria Elvira (vocal) foi sócia-fundadora da marca de camisetas rock Mono e hoje tem a Needles and Pins. O Álcio (batera) acumula passagens por bandas (Sonic Volt, Podias Erpior, Lautmusik) e a criação de um site dedicado a um gênero (Planeta Stoner). O André (guitarra) era do Irmãos Rocha! e a Letícia (baixo) toca com os Planondas.

Mas é na alquimia dos quatro que hoje rola a magia sob o nome de Maria Elvira e os Suprassumos do Swing. Vale muito prestar atenção na Mess. Não vou descrever o som. Ouva.

Ah: o vídeo dá umas engasgadas, mas passa rápido. Vai até o fim.

Postado por Gustavo Mini às 9:00 | 6 Comentários | Permalink

quarta-feira, 20 de janeiro, 2010

Wander Wildner e o espírito do produtor

Segunda feira saiu na Zero Hora uma pequena porém bastante simbólica entrevista com o Wander. O motivo era o lançamento do DVD Rodando El Mundo que rolou no opinião, mas a conversa com o Bissigo (como o DVD) acabou funcionando como uma espécie de revisão da carreira solo do nosso bardo punk brega.

O que eu queria sublinhar a respeito da conversa dos dois é o fato da maior parte dela não versar sobre composição, inspiração ou outros falatórios do tipo. O foco da fala do Wander é o seu lado produtor que, segundo ele, é o eixo do trabalho artístico que ele vem botando (literalmente) na estrada há tantos anos.

De certa forma, esse discurso espontâneo vem consolidar algo que o fim dos anos 90 cultivou com discrição e que nos últimos anos vem germinando com força pra, provavelmente, se estabelecer nos anos 10: a cultura do produtor, do cara que bota a mão na massa e faz festivais, casas noturnas, DVDs, sites, projetos culturais, acontecerem de fato. Em em muitos casos com uma senhora sensibilidade artística, mais do que a de alguns supostos artistas.

Algumas vezes, essa figura está dentro de uma banda. Em outras, está dentro de um músico. Mas cada vez mais, me parece, o produtor é um ser completo em si, que não precisa carregar o rótulo de coadjuvante. Se um dia produtor foi o cara que não sabia tocar mas queria estar envolvido na parada toda, isso parece estar ficando pra trás. O que é muito bem vindo pelo mercado e também por pessoas como eu, preguiçosas e inaptas para esse tipo de função.

Longa vida à alma e à atividade do produtor, talvez o eixo do cenário artístico na década vindoura.

Postado por Gustavo Mini às 9:00 | 3 Comentários | Permalink

quinta-feira, 7 de janeiro, 2010

A volta dos que não foram

A imagem acima eu vi num post do PSFK falando de um selo inglês que está lançando edições limitadas de seus artistas somente em fita cassete. Num primeiro e rápido olhar, a notícia tem cara de revival: “as boas e velhas fitas cassete estão de volta” (muito embora eu, como um cara prático para escutar som, não vejo muita vantagem na volta da fita cassete).

Depois do primeiro e rápido olhar, vem a pergunta: as fitas cassete estão de volta pra quem? Para os “omanenses” é que não. Pra eles, as fitinhas nunca foram embora.

Assim que botei os olhos no texto do PSFK, me lembrei desse post do Jan Chipcase, pesquisador da Nokia que anda por lugares fora dos grandes centros em busca de insighst de mobilidade. Em Oman (um sultanato árabe), diz Jan, 90% do conteúdo à venda é música local, e quase toda ela no formato de fitas cassete. Ainda. Hoje.

(E em uma rápida busca na minha memória, lembro de ver ainda muitas fitas cassete presente em vários bares de beira de estrada em várias partes do Brasil, provavelmente pra alimentar os toca-fitas dos caminhoneiros. As fitinhas disputando espaço com os CDs piratas…)

Bem… o caso é que 99% das matérias a respeito do comportamento frente às novas tecnologias tem por base o cotidiano de americanos e ingleses descolados. Que, já faz algum tempo, não têm mais o mesmo impacto no que diz respeito a exportar tendências para o resto do mundo. O trabalho de gente como Jan Chipcase, só pra dar um exemplo mais mainstream, é justamente de garimpar insights em locais e estratos sociais com necessidades muito mais variadas do que simplesmente ter o mais novo gadget à disposição. No mesmo blog, se você procurar bem, vai achar um estudo que ele fez pra Nokia em favelas de várias partes do mundo buscando um novo olhar sobre questões de mobilidade.

Enfim…

O ponto aqui é algo que me lembro de ter aprendido vendo filmes de ficção científica: o que caracteriza um determinado cenário como futurista não é o fato de haver novíssimas tecnologias bem estabelecidas e espalhadas por tudo quanto é lado. O futuro, creio, é feito da convivência (nunca bem resolvida) de novas e antigas tecnologias que insistem em não arredar o pé porque simplesmente resolvem muito bem o problema de determinados grupos sociais ou de certas regiões geográficas.

A necessidade é a mãe da invenção e madrasta da manutenção.

Postado por Gustavo Mini às 13:56 | 3 Comentários | Permalink

quarta-feira, 6 de janeiro, 2010

Hoje tem Walverdes no Jeckyll

E como quitutes especiais de verão, tem Wander Wildner e MQN incluídos no repertório do show.

Postado por Gustavo Mini às 14:07 | Sem comentários | Permalink

The Jesus Lizard

Uma das minhas bandas prediletas voltou à ativa no ano passado para alguns shows. O Jesus Lizard foi um dos pilares submersos (aqueles que não ficam aparentes…) do som dos anos 90 e chegaram a ter dois hits em programas como Lado B e Gás Total na MTV Brasil, Glamorous (a de cima) e Puss (a de baixo).

O Jesus Lizard, como bem frisou a The New Yorker, é uma das poucas bandas cujo vocalista pode realmente evocar o cajado de Iggy Pop de sua época. Mas as comparações com o rock garageiro dos Stooges é unicamente restrita à intensidade da presença de palco de David Yow, porque o som do Jesus Lizard vai bem além do rock garageiro da turma de Detroit.

Uma tal de Hand Job Films teve a generosidade de postar um show inteiro dos caras no YouTube. São 14 músicas tocadas em 2009, aparentemente com o mesmo gás e a mesma virulência de 1991. Me lembrou o show dos Pixies de Curitiba: parecia que a banda tinha se separado na semana anterior. Eu selecionei alguns sons pra embedar aqui. O show todo, você encontra lá.

O bonito de ver no Jesus Lizard é a constante tensão entre melodia e ritmo esquemático, entre contenção e esporro (uma das marcas do som dos 90), entre os instrumentos mantendo a estrutura e as histórias bizarras e erráticas contada pelo vocal detonando tudo.

Estranhamente bonito.

Postado por Gustavo Mini às 9:20 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 29 de dezembro, 2009

Conector de recesso até 4 de janeiro

Por motivos de “não estou a fim”, volto a escrever só em 2010. Feliz ano novo para todos!

PS: prestenção no solinho de guitarra dessa canção. Dois E’s: econômico e elegante.

Postado por Gustavo Mini às 14:52 | Sem comentários | Permalink

quinta-feira, 24 de dezembro, 2009

Jorge Drexler mandando um Radiohead

É o meu Feliz Natal a vocês.

***

Ah: tem esse show inteiro pra assistir aqui.

***

Segunda que vem eu escrevo um pouco mais antes do final do ano.

Postado por Gustavo Mini às 9:00 | 2 Comentários | Permalink

quinta-feira, 3 de dezembro, 2009

Documentos históricos

Quantas vezes na sua vida você já recebeu uma CARTA do Frank Jorge?

Peça fundamental do meu currículo e que também conta um pouco da história do rock no Brasil. O gap de tempo que existia na comunicação na época foi totalmente atropelado pela internet. AINDA BEM. Se tem uma coisa pela qual eu não tenho qualquer nostalgia é a necessidade de ficar indo no correio postar fita cassete ou abrir um envelope com um fanzine e caírem 345.000 flyers de outros fanzines. Foi uma época frutífera e interessante, mas ainda bem que temos a internet.

Postado por Gustavo Mini às 8:00 | 9 Comentários | Permalink

segunda-feira, 16 de novembro, 2009

Autoramas tocando Walverdes no DVD Desplugado

O vídeo, na verdade, é de uma apresentação no Oi Novo Som. Mas o fato bacana é o seguinte: os Autoramas incluíriam sua versão da nossa “Eu Vou Vivendo” no repertório do show/DVD “Desplugado”. Eles já andaram tocando esse repertório sem guitarras (mas não tão menos pesado) por aí e também na MTV esse fim de semana, tudo com sua clássica autorâmica qualidade dançante.

A “Eu Vou Vivendo” original saiu no Anticontrole (2001, Monstro Discos), mas tem uma história curiosa. Ela é, na verdade, uma versão de “Conceito/Contrato” que saiu na Demo Amarela (1996, Hipocampo). “Eu Vou Vivendo” é “Conceito/Contrato” com a mesma batida, o mesmo riff composto pelo Marcos, mas uma nova letra.

Você pode fazer o download da Demo Amarela inteira no Trama Virtual.

***

Walverdes no Myspace
Walverdes no Orkut.
Walverdes no Fotolog.
Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)
Walverdes no Conector

Postado por Gustavo Mini às 10:55 | 2 Comentários | Permalink

segunda-feira, 9 de novembro, 2009

Walverdes & Dating Robots quarta no Jeckyll (Poa)

Lista de desconto no Orkut.

A função é pra lançar o clip de Movement Talk do Dating Robots. Dá só uma olhada:

***

Walverdes no Myspace
Walverdes no Orkut.
Walverdes no Fotolog.
Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)
Walverdes no Conector

Postado por Gustavo Mini às 13:32 | 1 Comentário | Permalink

sexta-feira, 6 de novembro, 2009

Walverdes no Gig Rock neste sábado

A programação é eclética e começa cedo. O Gig está sendo criticado por abrir as portas de um festival independente pra uma banda como o Pato Fu. Mas vale lembrar 1) que o Pato Fu sempre foi uma banda com espírito independente no jeito de funcionar e 2) é sempre interessante juntar Patu Fu, Mallu Magalhães e Marcelo Camelo com gente tipo os uruguaios do Danteinferno, Hablan por La Espalda e os locais Efervescentes, Valentinos, Tonho Crocco e o Tenente Cascavel (ajuntamento dos remanescentes do TNT e do Cascavelletes). Misturinha interessante.

Dá uma olhada na…

PROGRAMAÇÃO:
14h - abertura dos portões
15h – Todo Rock - debate sobre a cena roqueira independente nacional, com curadoria de Marcelo Ferla, gerente artístico da Oi FM Porto Alegre
17h – abertura dos shows, com banda Oi Novo Som - Procura-se Quem fez Isso
17h40min – banda Oi Novo Som - Sobrado 112 (RJ)
18h – Gullivers
18h30min – Valentinos
19h – Hablan por La Espalda (Uruguai)
19h40min – Walverdes
20h20min – FENX
20h40min – Dante Inferno (Uruguai)
21h20min – Tonho Crocco
22h10min – Mallu Magalhães com participação de Marcelo Camelo
23h10min – Pato Fu
0h10min – Graforreia Xilarmônica
1h10min – Os Efervescentes
1h50min – Bidê ou Balde
2h50min – Tenente Cascavel

E ainda ver ter Mercado Lado B com as tradicionais COISAS PRA COMPRAR.

Mais informações aqui.

Postado por Gustavo Mini às 8:39 | Sem comentários | Permalink

sábado, 31 de outubro, 2009

Mondo Video: Walverdes e MQN no Experimente

O programa completo, com mais músicas e entrevistas, vai ao ar no Multishow na terça-feira. No site do Experimente tem mais vídeos de um monte de bandas bacanas.

Experimente
Toda terça às 23:00.
Horários alternativos:
Quarta - 12:00 ; Quinta - 13:30 ; Sexta - 01:30 ; Sexta - 07:30 ; Sábado - 18:30 ; Segunda - 08:30

Postado por Gustavo Mini às 19:04 | 1 Comentário | Permalink

sábado, 17 de outubro, 2009

Mondo Video: Phoenix live @KCRW

Curtiu? Tá curtindo? Não deixe de ler os posts do Bruno sobre o Phoenix. Tem remixes e incluvise uma resenha de um show recente no Central Park.

Postado por Gustavo Mini às 8:00 | 1 Comentário | Permalink

quarta-feira, 14 de outubro, 2009

Walverdes e MQN juntos no palco do Goiânia Noise (juntos mesmo, ao mesmo tempo!)

O relase diz assim:

“Duas das bandas que representam o que o rock brasileiro têm feito de melhor na última década vão duplicar seu poder de fogo no palco do Goiânia Noise Festival deste ano. Os gaúchos dos Walverdes e os goianos do MQN vão juntar todos seus músicos no palco do festival para um set especial com 3 músicas dos Walverdes, 3 do MQN e dois covers. Tudo tocado com duas baterias, três guitarras, dois baixos e dois vocais.

A idéia do supershow surgiu de forma natural, já que as bandas vem formando diversas parcerias e tocando juntas pelo circuito brasileiro de rock desde 2001. Tudo começou na época das listas de email Indie-Brasil e Poplist, um contato que se fortaleceu depois que os Walverdes se juntaram ao cast da goiana Monstro Discos (da qual Fabrico Nobre da MQN hoje é sócio), por onde foram lançados 90 Graus (1999) e Anticontrole (2001).

Walverdes e MQN também abriram os shows dos do Nebula (2001) no Brasil e estiveram lado a lado em grandes festivais (como DoSol, Calango, Goiânia Noise, Curitiba Pop Festival, Varadouro) e casas noturnas como AObra (BH), DrJekyll (Porto Alegre), Orbital, Funhouse e ClubFuzz (SP). Selando a parceria, uma das letras da série de singles Fuck CD Sessions da MQN é de autoria de Mini dos Walverdes. Marcos, baterista dos Walverdes, também produziu em Porto Alegre algumas edições da Noitada Monstro, com bandas da gravadora goiana. Pela proximidade do som pesado e pelo fato de lançarem já dois discos pela Monstro, a Walverdes já foi confundida com uma banda goiana.

O show vai acontecer no dia 29 de novembro dentro da programação do XV Goiânia Noise Festival e vai marcar também a volta dos Walverdes à Monstro Discos com o lançamento de seu novo álbum Breakdance.”

Postado por Gustavo Mini às 17:26 | 2 Comentários | Permalink

quinta-feira, 8 de outubro, 2009

Walverdes no Morrostock 2009

É nesse feriadão agora! Vão ser quatro dias e mais de 45 bandas, entre elas os lendários Mukeka di Rato, Frank Jorge, Plato Dvórak, Valentinos, Canja Rave, Replicantes, AMP, Zé do Bêlo, Tarcisio Meira’s Band, Reverba Trio, Publica, Bebeco Garcia e o Wander Widlner, que faz o convite especial do festival no YouTube:

O Morrostock rola em Sapiranga, perto de Porto Alegre no Bar do Morro, que fica em frente à pista de pouso de vôo livre do Morro Ferrabraz. A pilha é forte, com o bar aberto 24 horas de sexta até segunda-feira e uma rica programação paralela, com pocket shows, oficinas, performances e otras cositas más. Nós fechamos a noite de sábado, o que deve acontecer lá pela manhã de domingo. Programação completa:

E mais informações no blog do Morrostock!

***

Walverdes no Myspace

Walverdes no Orkut.

Walverdes no Fotolog.

Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)

Walverdes no Conector.

Postado por Gustavo Mini às 16:15 | Sem comentários | Permalink

quinta-feira, 24 de setembro, 2009

Hoje no Beco

Walverdes no Orkut.
Walverdes no Fotolog.
Walverdes no TramaVirtual (Playback inteiro pra baixar de graça, bem como a Demo Amarela e o Demasiada Sequela)
Walverdes no Conector.

Postado por Gustavo Mini às 10:13 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 22 de setembro, 2009

Over and Over

At night when the sky is clear
and the moon is shining down
My heart goes running back to you
I love the way
you open up and let me in
So I go running back to you,
Over and over again.

Over and over again my love
Over and over again with you
Over and over again my love
Over and over again with you.

Remember the nights of love
and that moment on the beach
That wasn’t really too long ago
But we paid the price of time,
[ Find more Lyrics on www.mp3lyrics.org/AmTW ]
and now it’s out of reach
And so the broken circle go,
Over and over again

Over and over again my love
Over and over again with you
Over and over again my love
Over and over again with you.

Somewhere in a fire of love,
our dreams went up in smoke
We danced beneath silver rain
Upon the fields of green,
where time was just a joke
And now the feeling’s
just the same,
Over and over again.

Over and over again my love
Over and over again with you
Over and over again my love
Over and over again with you.

“Over and Over” - Neil Young & Crazy Horse, do álbum Ragged Glory

Postado por Gustavo Mini às 7:00 | 2 Comentários | Permalink

terça-feira, 15 de setembro, 2009

Walverdes nesta quarta em Porto Alegre

Postado por Gustavo Mini às 8:00 | Sem comentários | Permalink

sábado, 5 de setembro, 2009

Videofinde: Adele at WTMD

Tem horas que não precisa mais do que um violãozinho e uma vozona.

Postado por Gustavo Mini às 8:00 | Sem comentários | Permalink


RSS URBe

RSS Mau Humor

RSS Trabalho Sujo

tags

Arquivo

Conector

OESQUEMA | Voltar a página principal © OESQUEMA/ 2008 | Reprodução permitida após consulta | Os textos desta página nem sempre são revisados | Créditos