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Barbie World

Crianças gostam de torturar Barbies, diz pesquisa
da BBC, em Londres

A boneca Barbie é normalmente objeto de tortura das crianças, segundo uma pesquisa feita por uma equipe da Universidade de Bath, na Inglaterra, e divulgada na edição desta segunda-feira do jornal britânico The Times. Os métodos de mutilação são variados e criativos, incluindo arrancar cabelos, decapitação e queimaduras. Algumas bonecas são inclusive colocadas no microondas e têm suas pernas e braços removidos.

A pesquisa foi realizada como parte de uma análise da influência das marcas na vida de crianças de 7 a 11 anos.A intenção dos estudiosos não era ter a Barbie como foco, mas eles levaram um susto ao constatar a rejeição, o ódio e a violência manifestados pelas crianças quando elas respondiam perguntas sobre o que achavam da boneca.

Atos de tortura contra a boneca foram repetidamente relatados por crianças de todas as idades envolvidas no estudo, de todos os sexos e em diferentes escolas.Nenhum outro brinquedo ou marca provocou uma reação tão adversa.

“Normalmente se espera que meninas adorem a Barbie. Mas elas sentem ódio”, disse Agnes Nairn, uma das pesquisadoras, ao The Times.”As crianças não têm uma única Barbie, uma Barbie especial. Elas têm uma caixa cheia delas. As Barbies não são especiais, elas são descartáveis. A Barbie se tornou um ser inanimado. Ela não é mais vista como uma pessoa, uma amiga.”Pesquisas anteriores sobre violência contra Barbies nos Estados Unidos sugeriam que meninas adolescentes destruíam a boneca porque ela as faziam lembrar da vida adulta em um momento em que as jovens ainda estavam apegadas à infância. Mas Nairn disse que não encontrou sinais disso.

Ela também descartou a idéia de que meninas acima do peso tinham ciúmes da Barbie.”A idade certa para se ter uma Barbie parece ser 4 anos, mesmo se o estilo da boneca não seja para crianças dessa idade”, disse a pesquisadora.

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"Deu" no Wall Street Journal

Está acontecendo um pequeno boom nas cirurgias de reconstituição de hímen nos Estados Unidos. Mais do que filhas de famílias conservadoras atrás da honra perdida antes do casamento, agora parece que virou moda mulheres maduras darem de presente a seus maridos uma “segunda primeira vez”.

Não é só a demanda dos consumidores que indica a nova onda. Cirurgiões plásticos estão anunciando a operação em outdoors, folhetos, anúncios na Bazaar e na Glamorous e oferecendo pacotes que incluem passagem aérea, hotel e traslado de limousine.

E depois os americanos acham que o resto do mundo é que é exótico.

Vai dizer, são surpreendentes as possibilidades oferecidas numa sociedade tão avançada no quesito consumo. Nessas horas deve ser até saudável (apesar dos inúmeros pesares), fazer parte de um país “em desenvolvimento”. Ainda temos alguma chance de não seguir o caminho do hiperconsumismo, nem que seja pela falta de dinheiro.

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Storymixtape #1

Saca mixtape? São as fitas que os DJs fazem caseiramente para espalhar suas habilidades nos tocadiscos.

Há algum tempo eu venho pensando como seria interessante fazer uma experiência de mixtape com literatura. Assim como os DJs, cortar e colar trechos de histórias e transformar numa coisa nova, fluída.

Bom, inspirado pelo documentário Scratch, que assisti hoje, e ouvindo o Entroducing do DJ Shadow, peguei alguns livros, separei alguns trechos e fui mixando.

O resultado está abaixo. Vamos ver se funciona…

Storymixtape #1

Eu adoro música. Música profunda e clara, música com alma e suingada, música com melodias inspiradoras e harmonias acolhedoras. Música hipnótica, cheia de elementos etéreos que te transporta para outros universos. Música dinâmica e dramática com uma orquestração rica, daquelas clássicas ou então das que fazem parte da trilha sonora de um filme.

Às vezes, é difícil definir o que é que realmente faz uma música algo tão evocativo e emocionante. Talvez seja apenas a sua honestidade, através da qual o compositor conseguiu traduzir emoção em estado puro, sentimentos ou idéias em ondas sonoras. Como ouvintes, nós re-traduzimos as ondas que saem dos alto-falantes novamente em idéias, sentimentos ou emoção em estado puro.

Cientificamente falando, isso tudo é apenas transferência de energia. Mas eu sei que é mais do que isso. No esquema de coisas de Kathy Torrance, havia um desdém especial reservado para o cantor. Ela o via como um fóssil vivo, um sobrevivente inoportuno de uma era anterior, menos evoluída. Ele era ao mesmo tempo maciça e insignificantemente famoso, dizia ela, da mesma forma que era maciça e insignificantemente rico. Kathy pensava a notoriedade como um fluido sutil, um elemento universal, como o flogisto dos antigos, algo disperso uniformemente no momento da criação por todo o universo, mas com tendência a aglutinar-se, sob condições específicas, em torno de certos indivíduos e suas carreiras.

Rez, na opinião de Kathy, havia simplesmente durado demais. À medida em que vivemos, caímos e somos destroçados por várias armadilhas. Ninguém escapa delas. Alguns até mesmo convivem com elas. A idéia é se dar conta de que uma armadilha é uma armadilha. Se você está numa e não se dá conta, você está fodido. Acho que me dei conta na maioria das minhas armadilhas e escrevi sobre elas. Ainda não encontrei um preso que não conte os dias, todos os dias, muitas vezes ao dia. Estou cansado de ouvir planos de fugas mirabolantes, estou cansado de ouvir gente dizendo que, quando sair, a primeira providência vai ser roubar um automóvel na esquina.

Cada nova linha é um começo e não tem nada a ver com as linhas que a precederam. Todos começamos como novos, a cada vez. E, é claro, isso não tem nada de sagrado. O ser humano já conseguiu ampliar bastante suas capacidades, a saber: aumentar seu tempo de vida, pulverizar sempre mais e mais suas marcas atléticas, quintuplicar os requintes de suas técnicas de extermínio mútuo, centuplicar o poder de se comunicar e outras conquistas tais que todos conhecem – tudo em progressão aritmética. Em progressão geométrica exponencial o ser humano só se ultrapassa constantemente e na capacidade de se surpreender.

Não há perdas em escrever: faz seus dedos do pé rirem enquanto você dorme, faz você andar como um tigre; ilumina seus olhos e coloca você frente a frente com a Morte. A sorte da palavra. Vá com ela, mande-a. Seja o Palhaço das Trevas. Morte é ausência definitiva. Tomei consciência desse fato aos quatro anos de idade, depois de ter ficado órfão. Estava sentado à mesa do café-da-manhã, encolhido por causa do frio; minha avó espanhola, de vestido preto, vigiava o leite no fogão de costas para mim.

Imaginar a morte como um fardo prestes a desabar sobre nosso destino é insuportável. Conviver com a impressão de que ela nos espreita é tão angustiante que organizamos a rotina diária como se fôssemos imortais e, ainda, criamos teorias fantásticas para nos convencer que a vida é eterna.

Nada transforma tanto o homem quanto a constatação de que seu fim pode estar perto. Existe acontecimento comparável? Um grande amor? O nascimento de seu filho? Pior, muito pior do que as escandalosas tempestades eram os momentos de tensão e expectativas provocados por traiçoeiras calmarias, quando as águas quietas e o vento morto traziam consigo a certeza de mudanças no tempo e de mar agitado pela frente.

Muitas pessoas me disseram que admiram Chris pelo que ele estava tentando fazer. Se tivesse sobrevivido, eu concordaria com elas. Mas isso não aconteceu e não há como traze-lo de volta. Não tem conserto. Não sei se a gente supera esse tipo de perda. O fato de que Chris se foi é uma dor aguda que sinto todos os dias. É realmente duro.

Alguns dias são menos ruins que outros, mas vai ser duro todos os dias pelo resto de minha vida. Quando a música terminar, apague a luz. Porque a música é um amigo muito especial.

Tracklist

Tom Middletom – texto do encarte do álbum The Sound of The Cosmos
William Gibson – Idoru
Charles Bukowski – O Capitão Saiu Para o Almoço…/ Pankrác EC II J.B. Gelpi
Por Um Fio – Dráuzio Varella
100 Dias Entre o Céu e o Mar – Amyr Klink
Na Natureza Selvagem – John Krakauer
When The Music is Over – Jim Morrison

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Homens

“Em busca da audiência masculina, a TV americana apresenta caras durões

Ambigüidade moral molda caráter dos heróis da atualidade

Houve um momento de cortar o coração, no final do último episódio na temporada passada da série da ABC “Lost”, quando um personagem chamado Michael tenta encontrar o filho dele, que foi seqüestrado. Michael ama de verdade seu filho; como os outros personagens de “Lost”, os dois estão isolados numa ilha tropical, depois de sobreviverem a um acidente aéreo.Quando fica sabendo da missão desesperada de Michael, Sawyer –um narcisista durão e beberrão que no passado matou um inocente– tem uma reação que você não iria considerar simpática. “Aqui cada um luta por si”, rosna Sawyer.Se fosse há algum tempo não muito distante, a insensibilidade de Sawyer faria dele um vilão, mas em “Lost” ele é um personagem simpático, um homem cuja tendência a despejar verdades darwinianas sobre a gentileza não apenas faz a trama seguir adiante como ressalta a própria idéia presente na série, de que, no caos social do mundo moderno, o único reflexo sensível é o interesse em causa própria.A Spike TV descobriu que os homens reagem positivamente não apenas a protagonistas corajosos e competentes, mas também a um tipo de personagem que manifesta tendências anti-sociais marcantes –tipos como o dr. Gregory House, médico viciado em analgésicos Vicodin na série “House”, da Fox; como Michael Scofield em “Prison Break”, que vai à luta para ajudar o irmão a fugir da cadeia; e como Vic Mackey, interpretado por Michael Chiklis em “The Shield”, um policial durão que não hesita em espancar um suspeito sem piedade. Tony Soprano é o patrono dessa turma; e como Tony, considerados os limites de seus respectivos programas, todos eles são “os caras do bem”.O código implícito desses personagens, segundo Brent Hoff, 36 anos, um fã de “Lost”, é: “A vida é dura. Homem que é homem precisa fazer o que deve fazer, e se algumas pessoas vierem a morrer nesse processo, que seja assim.”"Nós podemos nos identificar com eles”, diz Hoff, um escritor de São Francisco. “Se em `Lost’ você prestar atenção no Sawyer, que é um cara basicamente do bem mesmo quando faz coisas ruins, haverá menos motivos para se sentir culpado sobre si mesmo.”
The New York Times – 15.12.2005″

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Foie Grais


Campanha da agência belga Duval Guillame para a ong GAIA (Global Action in the Interest of Animals) a respeito do Foie Gras. Pra quem não sabe, é um patê de fígado de ganso hipertrofiado. O ganso é imobilizado e alimentando à exaustão até que o fígado fica bem “recheadinho” e disso é feito o patê.

Não sou exatamente ativista dos animais, mas achei a campanha interessante. Nunca na minha vida tinha visto um anúncio anti-foie gras.

Segundo meu colega de trabalho que enviou a notícia, “a campanha seria veiculada nas 40 maiores estações de trem da Bélgica, mas a companhia de transportes recusou os cartazes por considerarem “muito chocante” e, claro, pelo medo de perder anunciantes como McDonalds e afins. “

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Maxadu!

“Alg1 tmpo hesitei c dvia abrir stas memorias plo principio ou plo fim, i.eh, c poria em 1ro lugar o meu nasc ou minha mort. Suposto o uso vulgar sja comecar plo nasc, 2 considercoes m levaram a adotar dferent metodo: a 1ra eh n sou propriament 1 autor defunto, mas 1 defunt autor, pra kem a campa foi outro berco; a 2da eh q o scrito fikria assim + galant e + novo. Moises, q tb contou sua mort, n a pos no introlito, mas no cabo; diferenca radcal entr este livro e o pentateuco.”

Um universitário paulista está vertendo Memórias Póstumas de Brás Cubas para “ddonês”, a linguagem dos torpedos. A obra vai estar disponível aqui, onde o autor dá a real: “Naum ha regras. Eh impossivel fzer 1 “dcionario d ddones”.

Obviamente eu não vou ler isso, mas achei sensacional, muito interessante. Pena que tantas professoras de literatura vão morrer de desgosto ao longo do processo.

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