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	<description>por Gustavo Mini</description>
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		<title>Blog em recesso até 15 de fevereiro por causa de uma questão legal</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 00:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é que alguém esteja me processando, é que aconteceu uma coisa LEGAL comigo e estou muito envolvido com isso.]]></description>
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<p>Não é que alguém esteja me processando, é que aconteceu uma coisa LEGAL comigo e estou muito envolvido com isso.</p>
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		<title>Hapiness is a warm cam</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[The Economist]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se chamou a atenção de vocês, mas no domingo passado, as imagens mais interessantes do Fantástico sobre o desabamento do edifício Liberdade no Rio foram feitas pelo telefone de um morador de rua. Caso você não tenha visto nada de curioso aí, eu vou repetir: as imagens mais interessantes de uma reportagem da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/02/3842587850_831c278465.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-5588" title="3842587850_831c278465" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/02/3842587850_831c278465.jpg" alt="" width="500" height="352" /></a></p>
<p>Não sei se chamou a atenção de vocês, mas no domingo passado, as imagens mais interessantes do Fantástico sobre o desabamento do edifício Liberdade no Rio foram feitas pelo telefone de um morador de rua. Caso você não tenha visto nada de curioso aí, eu vou repetir: a<strong>s imagens mais interessantes de uma reportagem da maior emissora de televisão do país, dona de um poder sem precedentes na história, foram produzidas por um mo-ra-dor-de-ru-a</strong>. Ok, eu sei que esse comentário pode parecer estranho vindo de alguém que diz acompanhar o cenário da cultura digital, mas mesmo que a tecnologia esteja cada vez mais popularizada por conta da &#8220;ascenção da classe C baseada na estabilidade econômica&#8221;, é preciso ser muito blasé pra não achar esse tipo de situação digna de negrito.</p>
<p>Na verdade, acho fundamental sublinhar casos assim pra que a gente não perca de perspectiva o tamanho da mudança que estamos vivendo. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso já percebeu o quanto os vídeo amadores são fundamentais na composição dos notíciários. E, mais do que isso, como eles têm sido peças-chave na construção do imaginário visual de momentos históricos &#8211; de um jeito que não aconteceria se dependêssemos apenas da mídia estabelecida. Não é nem uma questão ideológica, é uma questão prática e logística: um grande veículo, por mais poderoso que seja, não pode estar em tantos lugares quanto o povo, não tem nem mesmo legitimidade pra tanto em alguns casos. Exemplo recente: as imagens sobre a ação policial no Pinheirinho que correram a rede não vieram das câmeras da imprensa pois os repórteres tiveram acesso restrito. Já quem estava tomando porrada podia gravar &#8220;à vontade&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.economist.com/blogs/babbage/2012/01/technology-and-democracy" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-5590" title="Nova Imagem" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/02/Nova-Imagem.jpg" alt="" width="448" height="248" /></a></p>
<p>Dentro disso, me chamou a atenção <a href="http://www.economist.com/blogs/babbage/2012/01/technology-and-democracy" target="_blank">uma reportagem da The Economist contando sobre a preocupação de algumas instituições de ativismo social em ensinar às pessoas noções básicas de gravação e tecnologia</a> para que os vídeos amadores sejam mais eficientes e mais seguros. Por exemplo, no vídeo, um ativista da <a href="http://witness.org/" target="_blank">Witness </a>conta que capturar um acontecimento inteiro com closes, mostrando uma sequência de eventos, pode ser bem mais eficaz do que panorâmicas tremidas e desconexas. Por outro lado, planos fechados podem induzir a produção de provas contra participantes de protestos, problema abordado por um desenvolvedor do <a href="https://guardianproject.info/" target="_blank">The Guardian Project</a> que criou um aplicativo para borrar o rosto de quem aparece inadvertidamente em imagens de mobilizações.</p>
<p>Ou seja: usar ferramentas digitais pra deixar o mundo melhor exige também que a gente aprenda a usar melhor as ferramentas digitais.</p>
<p>***</p>
<p>Falando em câmera&#8230;</p>
<p><iframe width="580" height="423" src="http://www.youtube.com/embed/f7gb926Si7I" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>***</p>
<p>Post inspirado num dos programetes <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/category/minimalismo" target="_blank">Minimalismo </a>que eu faço pra <a href="http://radiooficialdoverao.com.br/" target="_blank">Rádio Oficial do Verão</a>.</p>
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		<title>Fórum Social &amp; Conexões Globais &#8211; fechando a tampa</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Então: acabei não indo no último dia do Conexões Globais, que eu estava acompanhando presencialmente (leia aqui e aqui). Mas ainda peguei alguns debates via uébi e os assuntos permaneceram comigo no fim de semana. Vamos, então, a algumas considerações finais. Não sou exatamente um conoisseur de ativismo social, mas ficou bastante clara a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/eric-cahan-sky-series-03-594x742.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-5584" title="eric-cahan-sky-series-03-594x742" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/eric-cahan-sky-series-03-594x742.jpg" alt="" width="594" height="742" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então: acabei não indo no último dia do Conexões Globais, que eu estava acompanhando presencialmente (leia <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/2012/01/26/um-outro-mundo-e-impossivel.htm" target="_blank">aqui </a>e <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/2012/01/27/as-conexoes-humanas.htm" target="_blank">aqui</a>). Mas ainda peguei alguns debates via uébi e os assuntos permaneceram comigo no fim de semana. Vamos, então, a algumas considerações finais.</p>
<p>Não sou exatamente um conoisseur de ativismo social, mas ficou bastante clara a crise no ENTENDIMENTO do desdobramento dos encontros. Não foram poucas as pessoas que ouvi e artigos que li comentando sobre uma suposta rarefação dos movimentos e dos eventos ligados ao Fórum Social Temático: tudo muito espalhado, sem uma centralização, sem  um leque de propostas finais consolidado. Particularmente, acho muito estranho isso ser considerado um problema quando me parece que é justamente essa horizontalização uma nova forma de funcionamento.</p>
<p>De minha parte, ainda que eu não seja diretamente atuante politicamente, não senti FALTA ALGUMA de um final consolidado. A mim, o que interessou, foi justamente passar pela experiência de assistir aos debates (declinei o convite para um porque queria justamente OUVIR), encontrar pessoas, respirar um ar diferente. Ninguém sai igual depois de eventos como esses e essa modificação é, por si, um produto válido. Saí dos poucos encontros que fui certo de que, sim, é preciso articulação formal, mas que a troca de experiências e o aprendizado que você leva são também vetores políticos importantíssimos. No meu caso, trouxe o que absorvi para o blog, para o meu funcionamento familiar e profissional e para algumas conversas particulares com pessoas que estão inseridas em processos sociais ativos.</p>
<p>Talvez uma boa forma de representar isso seja o comentário que ouvi uma vez de uma monja zen a respeito da dinâmica da comunidade que ela coordena. Era algo assim: uma fogueira precisa de vários elementos pra funcionar. Precisa da lenha, que vai queimar, que seriam as pessoas que se entregam de corpo e alma à &#8220;causa&#8221;. Mas uma fogueira precisa também de pessoas que fiquem ao redor alimentando o fogo, jogando gravetos, recebendo o calor. E eu adicionaria mais um elemento: tem também as histórias que as pessoas contam ao redor da fogueira. Elas também são combustível, elas também são parte do que faz a fogueira não morrer.</p>
<p>***</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2012/01/29/corra-e-olhe-o-ceu.htm" target="_blank">roubei do post do Matias.</a></p>
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		<title>As conexões humanas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 17:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguindo o espírito do texto de ontem sobre o Conexões Globais, escrevo rápida e livremente sobre o segundo dia do evento (hoje dando mais nomes aos bois). A base dessas anotações foi o debate com sobre o Occupy Wall Street com a Vanessa Zteler, Wilhemina Trout, Renato Rovai e Emiliano Bos e também o debate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/conexoesglobais01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-5572" title="conexoesglobais01" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/conexoesglobais01.jpg" alt="" width="579" height="434" /></a></p>
<p>Seguindo o espírito do texto de ontem sobre o <a href="http://conexoesglobais.com.br/" target="_blank">Conexões Globais</a>, escrevo rápida e livremente sobre o segundo dia do evento (hoje dando mais nomes aos bois). A base dessas anotações foi o debate com sobre o Occupy Wall Street com a <a href="http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9595" target="_blank">Vanessa Zteler</a>,<a href="http://www.thekuyasafund.co.za/site/about/board-of-directors" target="_blank"> Wilhemina Trout</a>, <a href="http://www.revistaforum.com.br/blog/" target="_blank">Renato Rovai</a> e Emiliano Bos e também o debate da <a href="http://www.ustream.tv/user/pos-tv" target="_blank">Pós-TV</a> com um povo ligado ao cinema que eu não sei quem são.</p>
<p>1. O que mais me chamou a atenção ontem, sendo mais específico, foi a apresentação do Emiliano Bos, esse jornalista italiano que cobriu conflitos no Oriente Médio, na África e nos Balcãs. Em um evento cujo principal foco de discussão é a conexão digital como forma de mobilização, o Emiliano falou sobre os 43 milhões de pessoas que hoje estão em fuga de países em conflito ou em condições sociais e econômicas degradadas. Na foto lá em cima, ele apresentou as rotas de fuga e imigração da África e Oriente Médio. A vida dessas pessoas depois de fugir, segundo ele, é basicamente esperar (frequentemente em um campo de refugiados) por um pedaço de papel  que lhes devolva a cidadania. Supostamente, eles não tem influência política, não se mobilizam, não tomam partido de decisões, não votam. Ao menos não formalmente, porque informalmente Bos diz que eles são &#8220;foot voters&#8221;, que suas rotas são uma forma de voto, uma forma de escolha política.</p>
<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/conexoesglobais02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-5573" title="conexoesglobais02" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/conexoesglobais02.jpg" alt="" width="573" height="430" /></a></p>
<p>2. A Vanessa Zetler participou ativamente do Occupy Wall Street. Segundo o folder do Conexões, ela foi a 19ª a acampar no Zucchotti Park. Ainda assim, abriu sua fala dizendo que não podia falar pelo movimento por ele ser descentralizado. Todos podem falar pelo movimento e ninguém pode falar pelo movimento. Ela se posicionou dizendo que estava ali falando da experiência dela durante a ocupação. É uma distinção importante em tempos de horizontalização.</p>
<p>3. O Renato Rovai trouxe uma questão interessante: a convivência entre as velhas estruturas de esquerda e os novos movimentos sociais. Do ponto de vista dele, é preciso haver um encontro, uma convergência, um aprendizado mútuo. As velhas estruturas precisam se apropriar das novas ferramentas (tecnológicas e sociais) e os novos movimentos precisam entender que estão operando em cima de uma história, eles fazem parte de uma trajetória.</p>
<p>4. O tema da sustentabilidade financeira na cultura é complexo. Algumas pessoas dizem que os empreendimentos  culturais precisam aprender a andar economicamente com suas próprias pernas, a não depender do flutuante apoio do Estado. Mas um senhor ontem disse em alto e bom som: &#8220;sustentabilidade financeira é o caralho. A indústria automobilística compra aço subsidiado desde a década de 50. Quando o mercado esfria, ganha redução de IPI ou crédito facilitado pro setor. Cultura precisa sim ser subsidiada. É política pública. É o nosso dinheiro.&#8221;</p>
<p>5. Vi agora há pouco duas coisas no debate ao vivo do <a href="http://www.ustream.tv/channel/midialivre" target="_blank">Fórum de Mídia Livre pela Pós-TV</a>:  1) &#8220;A gente precisa parar de pregar pra convertido!&#8221;. 2) &#8220;Os debates em torno da mídia livre precisam acontecer na rua.&#8221;</p>
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		<title>Um outro mundo é impossível</title>
		<link>http://www.oesquema.com.br/conector/2012/01/26/um-outro-mundo-e-impossivel.htm</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 18:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na corrida, colo aqui algumas anotações que fiz ontem durante o primeiro dia do Fórum Social Temático e do Conexões Globais em Porto Alegre. São notas esparsas tecladas no celular durante o debate de abertura do Conexões (com o Gilberto Gil, o Antônio Martins, o Vinícius Wu e a Olga Rodriguez) e o papo na Pós-TV [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/404801_2970786225290_1130776068_3150039_30581395_n.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5562" title="404801_2970786225290_1130776068_3150039_30581395_n" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/404801_2970786225290_1130776068_3150039_30581395_n-594x445.jpg" alt="" width="594" height="445" /></a></p>
<p>Na corrida, colo aqui algumas anotações que fiz ontem durante o primeiro dia do <a href="http://www.fstematico2012.org.br/" target="_blank">Fórum Social Temático</a> e do<a href="http://conexoesglobais.com.br/" target="_blank"> Conexões Globais</a> em Porto Alegre. São notas esparsas tecladas no celular durante o debate de abertura do Conexões (com o Gilberto Gil, o <a href="http://diplo.org.br/_Antonio-Martins_" target="_blank">Antônio Martins</a>, o<a href="https://twitter.com/#!/vinicius_wu" target="_blank"> Vinícius Wu</a> e a <a href="https://twitter.com/#!/olgarodriguezfr" target="_blank">Olga Rodriguez</a>) e o papo na <a href="http://www.ustream.tv/channel/conexoesglobais" target="_blank">Pós-TV</a> (com o <a href="http://www.trezentos.blog.br/?author=1" target="_blank">Sérgio Amadeu</a>, <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/claudio-prado/" target="_blank">Cláudio Prado</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivana_Bentes" target="_blank">Ivana Bentes</a>). Considerem esses parágrafos uma saladinha de fruta do que vi e ouvi lá, misturado com alguma coisa que eu mesmo pensei.</p>
<p>1. A mudança vem aos poucos. Não se pode trocar um sistema estabelecido por outro, isso não acontece. O que se faz é ir mexendo em áreas do sistema, irrigando com novas idéias, novos conceitos, novos pensamento, substituindo as peças. Por isso, a mobilização nunca pára, a mobilização é permanente.</p>
<p>2. Da mesma forma, por isso a política não pode ser algo que se faz de 2 em 2 anos com um voto numa urna eletrônica. Política é a ação do dia-a-dia, escolhas e caminhos que se faz, em casa, no trabalho, na rua, na rede.</p>
<p>3. Depois de grandes mobilizações populares, como o Occupy, é preciso ter mecanismos de &#8220;governança pós-revolta&#8221;. Porque é muito comum, na hora de resolver a crise, voltar às estruturas políticas formais tradicionais.</p>
<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/qiwkl.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5563" title="qiwkl" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/qiwkl-594x445.jpg" alt="" width="594" height="445" /></a></p>
<p>4. A troca assimétrica é um novo parâmetro. A troca simétrica é a lógica do mercado: você me diz que esse produto vale 5 patacas, eu lhe dou 5 patacas. Mas num mundo conectado em rede, as trocas começam a se tornar mais assimétricas e mais dependentes dos afetos: eu gosto desse conteúdo, então eu pago mais. Eu não gosto desse, então não pago, baixo de graça. Os laços de amizade e os laços familiares são exemplos de trocas assimétricas: você não consegue botar as relações na ponta do lápis, as contas raramente fecham. Esse tipo de conceito está migrando para o mercado e para as estruturas formais políticas e econômicas. As contas não vão mais fechar do jeito clássico.</p>
<p>Uma digressão: o mundo corporativo é falsamente baseado em trocas simétricas. Politicagem, maracutaia e joguetes emocionais são um belo exemplo de como nem sempre 5 reais vale 5 reais. Existem outros jogos envolvidos.</p>
<p>5. Não é apenas a ação que tem poder. O discurso também tem poder. A mobilização mundial em torno da questão SOPA/PIPA não envolveu tanta gente indo pra rua. Foi uma mobilização de discurso, de expor para o mundo as entranhas do projeto e suas consequências. Como todas as pessoas são hoje retransmissoras de mídia, seu discurso pode ganhar status de ação quando coordenado com o espírito do tempo.</p>
<p>6. Um outro mundo é impossível. Temos que dar um jeito nesse mesmo.</p>
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		<title>Don&#8217;t believe the hype</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 13:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[Comprar um aparelho digital é hoje uma das tarefas mais ingratas que existem. Se você não tem um amigo ou alguém na família que seja especialista vai ter que confiar em vendedores, na propaganda do fabricante ou em reportagens da mídia. Mas nem sempre essas fontes dão a dica mais essencial, que é a seguinte: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/mrcartstitchchart.jpg"><img src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/mrcartstitchchart.jpg" alt="" title="mrcartstitchchart" width="500" height="450" class="alignnone size-full wp-image-5552" /></a></p>
<p>Comprar um aparelho digital é hoje uma das tarefas mais ingratas que existem. Se você não tem um amigo ou alguém na família que seja especialista vai ter que confiar em vendedores, na propaganda do fabricante ou em reportagens da mídia. Mas nem sempre essas fontes dão a dica mais essencial, que é a seguinte: a melhor saída é sempre escolher o aparelho de acordo com a <strong>sua </strong>necessidade e não pelo que <em>ele </em>ou o mercado oferecem.</p>
<p>Muitas vezes acabamos comprando aparelhos cheios de penduricalhos só porque é o padrão do momento. Mas, diferente da retórica anti-consumista, isso não acontece por sermos todos zumbis consumistas e sim porque, no geral, não sabemos bem o que queremos e o que precisamos diante da oferta acelerada e crescente de tecnologia. Uma forma de se relacionar com isso é olhar com atenção para a situação, reduzindo a velocidade entre o impulso e a ação, e reunindo o máximo de informações antes de efetivar a compra. Pra facilitar, vale fazer uma lista escrita em papel com itens que se pretende usar, cruzar com as reais necessidades do cotidiano e definir a compra a partir disso.</p>
<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/creative-zen-micro-5gb_1.jpg"><img src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/creative-zen-micro-5gb_1.jpg" alt="" title="creative-zen-micro-5gb_1" width="440" height="330" class="alignnone size-full wp-image-5554" /></a><br />
Repito: o que você precisa nem sempre corresponde ao que o mercado está oferecendo como sendo o melhor. A melhor TV com o melhor home-theather é pra quem aprecia qualidade de som e imagem, não pra quem só gosta de se jogar no sofá pra ver uma tvzinha. O computador mais rápido e mais moderno é pra quem gosta de jogos complexos ou pretende produzir conteúdo, não pra quem só quer acessar emails e redes sociais. O celular mais avançado é pra quem vive de conexão constante. A câmera mais poderosa é pra quem tem aspirações fotográficas, ainda que amadoras. E assim por diante.</p>
<p>Outra coisa: nem sempre você precisa do modelo mais moderno. Existem versões antigas de câmeras, mp3 players ou de computadores que podem dar conta da sua necessidade. Eu vivi anos com  um Creative Zen Mini de 5GB (acima) que pra mim serviu melhor do que os iPods da época. Hoje, abri mão de ter mp3 player, uma vez que meu celular pode armazenar e tocar música. Nesse caso, pra que a sobreposição? Exemplos de sobreposição hoje podem ser encontrado em todas as áreas.</p>
<p>Em resumo, a história é bastante simples: tomar nas próprias mãos a decisão sobre o que se precisa ou não. Pode ser um pouco mais complicado, exigir um pouco mais de pesquisa. Mas vale a pena. Resistir ao hype fácil da cultura digital é ecológico e econômico.</p>
<p>***</p>
<p>Leitura Complementar</p>
<p><a href="http://boingboing.net/2011/11/02/in-praise-of-crap-technology.html" target="_blank">In Praise of Crap Technology</a> &#8211; artigo no Boing Boing sobre o valor de tecnologia não tão de ponta.</p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/link/programado-para-morrer-2/" target="_blank">Preparado para Morrer</a> &#8211; artigo sobre obsolescência programada no Estadão.</p>
<p><a href="http://boingboing.net/2011/10/21/the-unconsumption-project.html" target="_blank">The Unconsumption Project</a> &#8211; outra do Boing Boing, dessa vez sobre uma marca sem dono pra revitalizar antigos objetos.</p>
<p>***</p>
<p>Post inspirado num dos programetes Minimalismo que faço pra <a href="http://radiooficialdoverao.com.br/" target="_blank">Rádio Oficial do Verão.</a><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/category/minimalismo" target="_blank"></a></p>
<p>Imagem: logo do <a href="http://unconsumption.tumblr.com" target="_blank">unconsumption.</a></p>
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		<title>Pura poesia</title>
		<link>http://www.oesquema.com.br/conector/2012/01/24/pura-poesia.htm</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 12:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Na neblina da noite em Odessa, Ucrânia, quando um outdoor digital deu pau e mostrou uma caixa de erro flutuando no céu escuro&#8230;&#8221; Vi no The New Aesthetic via @danielgalera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_ly3qp8bzo31qjjis9o1_500.jpg"><img src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_ly3qp8bzo31qjjis9o1_500.jpg" alt="" title="tumblr_ly3qp8bzo31qjjis9o1_500" width="500" height="655" class="alignnone size-full wp-image-5543" /></a></p>
<p>&#8220;Na neblina da noite em Odessa, Ucrânia, quando um outdoor digital deu pau e mostrou uma caixa de erro flutuando no céu escuro&#8230;&#8221;</p>
<p>Vi no <a href="http://new-aesthetic.tumblr.com/post/16172688376/a-foggy-night-in-odessa-ukraine-when-a-digital" target="_blank">The New Aesthetic</a> via @danielgalera.</p>
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		<title>Google em botecos: um estrago</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[Boteco]]></category>
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		<description><![CDATA[O Google sem dúvida é um das invenções mais incríveis e úteis das últimas décadas. Mas ele também tem seu lado estraga-prazeres. Principalmente quando você junta o Google com o acesso à internet pelo celular e uma mesa de bar. Isso porque geralmente uma boa parte do tempo que se passa com os amigos no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/0caa946d744267a6351e646452402d207f6e6525_m.jpg"><img src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/0caa946d744267a6351e646452402d207f6e6525_m.jpg" alt="" title="0caa946d744267a6351e646452402d207f6e6525_m" width="480" height="263" class="alignnone size-full wp-image-5538" /></a></p>
<p>O Google sem dúvida é um das invenções mais incríveis e úteis das últimas décadas. Mas ele também tem seu lado estraga-prazeres. Principalmente quando você junta o Google com o acesso à internet pelo celular e uma mesa de bar. Isso porque geralmente uma boa parte do tempo que se passa com os amigos no boteco é investido em discussões sem sentido e sem objetivo. E, pra jogar conversa fora, é fundamental que a mesa seja <strong>ignorante</strong> em determinados assuntos.</p>
<p>Com o acesso ao Google no celular, discussões que ocupariam a noite inteira de especulação criativas podem acabar em poucos minutos quando alguém acha uma resposta lógica e exata na internet. Pior ainda: além de acabar com a criatividade na mesa, ainda tem gente que fica com a ilusão de que sabe alguma coisa só porque achou um site no Google.</p>
<p>***</p>
<p>Texto de um dos programentes <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/category/minimalismo" target="_blank">Minimalismo</a> que eu faço pra <a href="http://radiooficialdoverao.com.br/player/">Rádio Oficial do Verão</a>.</p>
<p>Imagem: <a href="uxdesign.smashingmagazine.com/wp-content/uploads/2011/11/optimal_interest_curve_large.jpg " target="_blank">daqui.</a></p>
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		<title>Galgando a hierarquia</title>
		<link>http://www.oesquema.com.br/conector/2012/01/19/galgando-a-hierarquia.htm</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Potter]]></category>
		<category><![CDATA[Meme]]></category>
		<category><![CDATA[Senhor dos Anéis]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[O comercial acima (que eu peguei no Matias) é mais um exemplo daquilo que conversamos aqui e aqui a respeito da saga do Harry Potter (também pesquei uma evidência aqui). Um comercial desses sendo criado, aprovado e veiculado é fruto do envelhecimento de toda uma geração, que agora tem alguns representantes em posição de poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/6ntDYjS0Y3w" frameborder="0" width="580" height="325"></iframe></p>
<p>O comercial acima (que eu peguei no Matias) é mais um exemplo daquilo que conversamos <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/2009/05/29/harry-potter-vai-chutar-a-sua-bunda.htm">aqui </a>e <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/2009/06/04/nao-harry-potter-nao-vai-chutar-a-sua-bunda.htm">aqui</a> a respeito da saga do Harry Potter (também pesquei uma evidência <a href="http://www.oesquema.com.br/conector/2011/10/25/comecou.htm">aqui</a>). Um comercial desses sendo criado, aprovado e veiculado é fruto do envelhecimento de toda uma geração, que agora tem alguns representantes em posição de poder (no mínimo, aqui, no marketing da indústria automobilística e, claro, em agências de propaganda). No futuro, Star Wars certamente será esquecido e conviveremos com esquetes desse tipo relacionados a novos personagens, sendo Harry Potter o mais provável e em seguida, quem sabe?</p>
<p>Ah: não sei se você tem notado, mas Senhor dos Anéis também teve um poder de gerar memes no mainstream. Agora me deu preguiça de procurar no YouTube, mas tenho visto o bordão &#8220;my precious&#8221; em diversos seriados, inclusive alguns programas de TV aberta&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Lembrando: não é a primeira vez que a VW fuça no baú de Star Wars. No ano passado rolou o premiado e comentado comercial <a href="http://www.youtube.com/watch?v=R55e-uHQna0">The Force</a> também.</p>
<p>Nerd power&#8230;</p>
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		<title>O estado das coisas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 11:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura Sugerida]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Já é Guerra pela Água. Já é. Há alguns meses, comecei a escrever uma longa matéria sobre as futuras guerras pela água. Mas vi que já não são “futuras guerras”: já estão aí, já são presentes. Se se examina bem, a guerra da Líbia foi a primeira grande guerra pela água. Haverá muitas outras no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/Infowars_Special_Report_2_3_Al_Qaeda_Takes_Libya_with_Alex_Jones_and_Pepe_Escobar.jpg"><img src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2012/01/Infowars_Special_Report_2_3_Al_Qaeda_Takes_Libya_with_Alex_Jones_and_Pepe_Escobar.jpg" alt="" title="Infowars_Special_Report_2_3_Al_Qaeda_Takes_Libya_with_Alex_Jones_and_Pepe_Escobar" width="480" height="360" class="alignnone size-full wp-image-5528" /></a></p>
<p>&#8220;Já é Guerra pela Água. Já é. Há alguns meses, comecei a escrever uma longa matéria sobre as futuras guerras pela água. Mas vi que já não são “futuras guerras”: já estão aí, já são presentes. Se se examina bem, a guerra da Líbia foi a primeira grande guerra pela água. Haverá muitas outras no Oriente Médio, no sul da Turquia, Israel-Palestina. Mas a guerra da Líbia foi a primeira. E é terrível, por causa do Projeto Great Man Made River – mais de 20 bilhões de dólares, financiados integralmente pelo estado líbio de Gaddafi, com muita tecnologia canadense.&#8221;</p>
<p>O Pepe Escobar (que há muito tempo atrás escrevia pra Bizz, lembra?) <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-geopolitica-e-os-recursos-naturais-por-pepe-escobar" target="_blank">explica o jogo de poder no mundo hoje</a>. Eu não sabia: há anos ele é articulista de geopolítica do Asian Times e colabora com a Al Jazeera, um canal de TV russo e um de Washington. A entrevista, pra uma publicação alemã, é longa e complexo (e eu teria que ler mais duas vezes pra captar toda a extensão da rede de referências). Mas o investimento de tempo e atenção, garanto, compensa.</p>
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