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Celeuma


Há semanas que eu estou para linkar aqui um ótimo texto do Fernand Alphen, diretor de planejamento da F/Nazca, a respeito do conteúdo dos blogs. A crítica do cara é a respeito do excesso de regurgitação de informação: muita referência, pouca reflexão.

“Não existe nada mais infértil do que a imensa maioria dos blogs. Falo desse moto-continuo de repetição poluidora. Blogs e mais blogs que são o espelho deformado uns dos outros. Um tosco copy-paste. Um “blogo logo blogo”. “

Quando o texto parece que vai entrar numa espiral descendente de detonação, engata uma segunda e traz uma proposição:

“Talvez, no entanto, seja oportuno revelar ou ressaltar a enorme oportunidade que, a livre manifestação, através da blogosfera, suscita. Talvez seja oportuno apelar e dizer que os blogs são, antes de tudo, um fermento do raciocínio e do pensamento, das idéias, dos argumentos, da imaginação, da poesia.

Ao invés de reproduzir ad-perpetum informações, muitas das quais “anonimizadas” voluntariamente, que tal ser mais antropofágico? Digerir antes de copiar. Enfim, usar o cérebro.

Assim, talvez possamos mais frequentemente dizer “penso logo blogo”.”

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Coincidentemente (ou não, não sei) o post do Fernand acontece na mesma época em que o Edney do Interney lança o tal do “Blogagem Inédita“, que também tem por objetivo incentivar uma blogagem mais pensada e menos regurgitadora.

Tá mas e daí? E daí que é sempre bom a gente lembrar e discutir e conversar e sublinhar que a mera linkagem desenfreada não contribui muito pra melhorar o nível de informação circulante. Quantos blogs têm surgido como um simples depositório de embeds de filmes, músicas ou imagens, com nem mesmo uma linha de comentário particular, um mínimo penso em cima daquilo? Não precisa nem ser um comentário textual. Algumas pessoas editam tão bem suas escolhas que o seu critério já é uma contribuição.

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Infelizmente, reflexão não é algo muito valorizado hoje em dia porque reflexão exige tempo e não podemos perder tempo!!! Rápido, rápido!

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Em outro texto, o Fernand Alphen propôs: Vamos abolir a palavra mídia?
“Um veículo de comunicação não limita mais sua atuação ou se o faz, é uma opção poética. Dizer que O Globo é só papel é ofensa grave, gravíssima. Dizer que a Rede Globo é um entretenimento de sofá, idem. Um anunciante não é um anunciante de TV ou de Jornal. Uma agência — ainda que persistam as irritantes separações de disciplinas — não pode ser uma coisa tão pequena, terra de especialistas bitolados e caretas.”

São palavras totalmente voltadas ao novo contexto publicitário, total em crise, todo mundo muito louco no momento. Bom, mas o fato é que o texto virou uma discussão sem fim no Blue Bus, o café da esquina do mercado da publicidade. O que é ótimo, porque, como eu disse, não tem muita reflexão no mercado publicitário, essa reflexão mais solta, que você não precise terminar com uma lâmina de power point com o custo final da ação – isso é realmente enlouquecedor pra algumas pessoas.

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Qual é a conexão entre esses dois assuntos? Não sei, acho que precisamos perder mais tempo. Menos referência, mais reflexão. Puxar o freio de mão nunca foi tão necessário.

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Novos meios digitais burlam censura da China


Como a China não pensou nisso antes? Primeiro, as incontáveis capas de revistas e semanários de economia, que não páram de falar do crescimento do BRIC (Brasil, Rússia, India e China), bloco de países emergentes na economia mundial, sempre com ênfase na usina de crescimento econômico que se tornou a China. Depois, as Olimpíadas de Pequim. Terceiro, o fato das olimpíadas acontecerem no mesmo ano da “comemoração” de quase meio século do primeiro levante tibetano contra a ocupação chinesa no Tibete (já são 49 anos).

Está todo mundo de olho nos chineses e cada pequeno passo vai ser amplificado. Senão pela cobertura da grande imprensa (que, diga-se de passagem, está dando amplo destaque aos maus modos do governo chinês), ao menos pela internet. A exemplo do que aconteceu em Burma no ano passado, são os meios digitais que estão abrindo caminho para imagens censuradas pela e na China.

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Caso você não esteja acompanhando, desde a semana passada começaram a acontecer protestos em diversas partes do Tibete por causa da prisão de monges que teriam realizado uma passeata para comemorar os 49 anos do levante tibetano. O que se seguiu foi uma série de outras manifestações em diversas localidades do Tibete, rapidamente reprimidas com violência pelo exército chinês. A isso se seguiram medidas como o bloqueio do acesso de visitantes estrangeiros ao Tibete e o bloqueio de sites como YouTube, Guardian e CNN para acesso local. A China já não andava feliz com a atitude da Bjork e também anunciou medidas mais duras para trazer artistas ocidentais, o que deixou os produtores chineses de cara com a artista islandesa.

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Mais uma vez, o que está fazendo a informação circular são as inovações tecnológicas. Tibetanos estão conseguindo enviar mensagens para fora através do celular (as fotos desse post são dessa leva) e do microblogging, ferramentas ainda fora do escopo de atenção do governo chinês. O próprio porta-voz do Dalai Lama declarou, face as acusações da China de que o Dalai Lama teria planejado as ações: “Graças à tecnologia e ao boca-a-boca, a coisa se espalhou rapidamente. Foi tudo muito espontâneo.”

Eu não tenho muito a manha de acompanhar o ciberativismo, então recomendo acompanhar o Tiago Dória, que vem postando alguma coisa a respeito.

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Se você não sabe qualé a do Tibet e da China, vou resumir: há séculos existe uma disputa política acerca do território tibetano. A China advoga que o Tibete é parte do seu território, no entanto a região historicamente sempre viveu de forma absolutamente autônoma, com língua, cultura e sistema político próprios. No fim da década de 40, após a Revolução Cultural, o exército da República Popular da China marchou sobre Lhasa (capital do Tibet) e tomou conta do país à força, após uma série de manobras diplomáticas tacanhas tentando o mesmo objetivo.

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O Guardian vem publicando notícias de ambos os lados. O site do Governo Tibetano no Exílio (após a invasão chinesa, o Dalai Lama institui-o em Dharamsala, na India) também é uma fonte confiável de notícias. Embora unilateral, eu considero muito a lucidez do Dalai Lama. Sua Santidade continua insistindo na política do “Caminho do Meio”, sugerindo que manifestantes não usem métodos violentos e que não impeçam, tentem impedir ou protestem de forma a atrapalhar as Olimpíadas.


Não porque ele é “bonzinho”, mas porque isso jogaria ainda mais areia no avanço das lentas e até hoje infrutíferas negociações do Governo do Tibete no Exílio com a China. E também porque a cultura tibetana está intimamente ligada ao budismo, cuja essência são valores humanos baseados na compaixão e na não-violência (um dos ídolos do Dalai Lama é Gandhi, cujo eixo de ação na libertação da India também era ahimsa). A última coisa admissível sob esse ponto de vista seria uma espécie de guerra santa tibetana e apesar dos violentos combates ocorridos nos primeiros anos de ocupação (uma sangueira provocada pela China, muito mais preparada militarmente que as modestas guerrilhas populares tibetanas), provavelmente só a ligação a esses ensinamentos de não-violência tenham conseguido impedir o Tibete de se transformar numa Palestina ou num Iraque.

Infelizmente, nem mesmo o Dalai Lama tem conseguido controlar o ímpeto de setores mais jovens e mais e revoltados da sociedade tibetana, cansados de viver sob o domínio da China, que vem gradativamente acabando com a cultura do Tibete e substituindo-a pela cultura chinesa. Alguns até mesmo consideram a política do Caminho do Meio ineficiente.

Se você sente alguma conexão com essa história e quer ajudar de alguma forma, assine a petição da Avaaz, um site de ciberativismo que costuma recolher “assinaturas” do mundo todo em quantidades gigantescas e enviá-las a autoridades. Estão tentando conseguir que 1 milhão de pessoas assine essa petição.

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Update: há um artigo bastante completo sobre a história toda no G1, traduzido do New York Times. Dica do Trasel.

Update 2: há um post interessante no blog do Pedro Dória também.

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Parte 2 do Free por Chris Anderson por Contector

Recentemente a NET iniciou um agressivo plano de expansão da sua base de clientes oferecendo combos mais baratos para a classe C, o recorte demográfico que se tornou a menina dos olhos da economia mundial (mundial se considerarmos que os mercados emergentes são a classe C da globalização).

Se você não acompanha o noticiário de marketing e economia, eu vou dar uma palhinha: está todo mundo de olho na “classe C”, essas galera que ganhou a possibilidade de COMPRAR MUITO através da imensa oferta de crédito que temos no país devido à estabilização econômica iniciada pelo FHC e perpetuada pelo Lula (a que custo, num dia veremos…). É o fato do país ter se tornando atraente para os investidores estrangeiros (a BOVESPA vive um verdadeiro frenesi, investir em ações é até pop) que permitiu que muito mais gente comprasse geladeiras modernas, que o DVD chegasse a custar menos de cem reais, que a venda de computadores no ano passado superasse a de televisão, que a base de internautas cresça em consideráveis saltos anuais, enfim, que a casa de periferia fosse transformada em um depósito de eletrodomésticos novinhos em folha, bem como de carnês de pagamento parcelado. É assim: no tampo a TV de 28 polegadas com DVD, na gaveta o carnê.

Agora você adicione nessa equação um combo da NET com TV à cabo (por enquanto, só os canais abertos no plano mais básico), internet banda larga e telefone. De posse de banda larga e do computador comprado no ano passado com o subsídio do PAC, por que essa imensa nova base de clientes da NET, impulsionada por um hábito que já existe no país, vai assinar o pacote mais caro se pode baixar filmes, seriados e música na internet?

Entenderam? Esse vai ser o golpe final na indústria de conteúdo pago. Milhões de novos consumidores loucos para se divertir e, na medida do possível, pagar o mínimo possível por isso. Vou repetir: todos os seriados, filmes e músicas DO MUNDO, disponíveis em milhões de novos lares, DE GRAÇA através de programas de compartilhamento de arquivos, de uma banda larga mais democratizada. Tudo na mão de milhões e milhões de garotos sem grandes apegos à forma antiga de consumir conteúdo.

Ok, qual é a novidade aí? É que até então estávamos falando de um grupo social restrito que tinha acesso à banda larga. Agora estamos falando de muito, mas muito mais gente. Se isso não vai ter um impacto profundo (ainda que lento) no jeito como se consome informação e entretenimento, eu mudo meu nome pra José Guga de Arimatéia.

Qual é a saída para quem gera conteúdo? De novo aqui, caímos na velha discussão de sempre e eu tenho uma resposta pronta para isso: vão proliferar os modelos de remuneração. Cada vez mais você vai receber de jeitos esquisitos para gerar conteúdo. E vou dar como exemplo o meu blog.

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O conteúdo do Conector é relevante para um certo número de pessoas. Tenho em média 100 visitantes únicas por dia que vêm aqui se alimentar de graça. Eu não recebo nada para fazer uma espécie curadoria de conteúdo e trazer alguma reflexão. Passei minha vida lendo, ouvindo música, indo ao cinema, pensando, estudando, trabalhando, pra agora entregar alguns insights e dicas de graça pra vocês. Não só eu, gente até mais consistente, relevante e profissional do que eu faz a memsa coisa.

Bem, não é totalmente de graça, sabia?

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Se você não me paga pra ler isso, o fato de você me dar atenção faz com que alguém me pague indiretamente por isso.

Primeiro: os aumentos e promoções que eu recebi no meu dayjob nos últimos anos foram todos relacionados em algum nível à atividade que mantenho no blog, seja o raciocinar escrevendo, seja na pesquisa para postar, seja no networking formado ao me relacionar com leitores e outros blogueiros.

Segundo: a melhor proposta de emprego que eu recebi na vida (não cabe aqui explicar por que não aceitei…) aconteceu porque a pessoa que me chamou leu o blog. Não foi por causa do meu portfolio com anúncios, comerciais e spots de rádio. Só aí todo o tempo investido no blog já se pagou. Esse blog (e suas atividades relacionadas) tem sido, sem querer, meu melhor portfolio

E por que diabos eu não entro num processo de monetização do blog? Por que não coloco AdWords nele?

Primeiro: acho mais divertido trabalhar dessa forma. O descomprometimento com um retorno financeiro direto mantém um certo frescor no processo de blogar. Eu não blogo e nunca bloguei por dinheiro e as duas justificativas acima são conseqüência de uma vontade mais premente de simplesmente escrever.

Segundo: talvez eu pudesse fazer alguns reais (centavos?) a mais no mês com AdWords, mas eu acho que geralmente as páginas ficam muito feias com eles e o mundo já está cheio demais de anúncios. Gosto da idéia de que o Conector seja, dessa forma, “ad-free”. Acho saudável. Posso até mudar de idéia no futuro, mas hoje gosto que seja assim.

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Até porque, digamos que eu “monetizasse” o blog e que (hipótese remota) eu desse um jeito de ganhar dinheiro diretamente dele… tenho certeza que em poucos meses eu arrumaria um outro blog ou projeto parecido que eu fizesse “de graça”.

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Porque não adianta, me desculpem a breguice: ele é necessário, eu gosto dele, eu preciso dele, ele fornece subsídios, mas as melhores coisas da vida não envolvem ele – o dinheiro.

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Quitutes pro finde

Cloud: escultura digital do estúdio de design londrino Troika para ornar a entrada dos lounges da British Airways no aeroporto de Heathrow. Ela foi construído com o mesmo tipo de “flaps” que fazem funcionar aqueles painéis de horáros de avião e trem. Muito, muito massa. Dica do Tatu. Ou foi de outro alguém? Alguém que lê o blog me passou essa pérola.

Certo parceiro do rock é um dos responsáveis pelo 50 Graus, projeto que envolve uma série de ações descentralizadas pra chamar a atenção do aquecimento global. A ênfase é em ações de rua, como adesivagem e instalações (pinguins de gelo, por exemplo). Além disso, o site dos caras traz links e posts sobre outras ações de guerrilha similares. Meu amigo pediu pra não divulgar o nome dos envolvidos porque pode dar problema com o Kassab. Tem uma entrevista com alguém deles no site da Trip.

Vale dar uma olhada nos textos do blog Garuda Online, escrito pelo Fábio, que mora na comunidade budista do Khadro Ling. O texto sobre refúgio é muito interessante. Me fez pensar sobre a quantidade de coisas inúteis sob as quais eu já tomei refúgio.

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Por hora é isso. Até segunda. Bom finde.

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Quitutes pro finde



Vinil na cara: Sleevefaces.


Uma produtora de moda mostrando todo dia como sai de casa: Hoje eu vou assim

É bom esse disquinho, hein? Em breve um post maior sobre ele e toda a função do disco liberado, a grana direto pra banda… semana que vem, quem sabe… sem pressa…

bom finde…

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Chatos e outras criaturas vivas


Quando alguém tem muito dinheiro, tende a achar que sempre está certo porque pode fazer quase tudo, de comprar um deputado a chutar uma professora no colégio, passando por mudar um hábito de consumo de toda uma região.

Trabalhar com publicidade tem um pouco disso. Dependendo do tamanho da agência ou do cliente com que você trabalha, é muito dinheiro em jogo, são projetos que visam criar forças consideráveis. No afã de tudo dar certo, é preciso admitir: às vezes nos passamos.

O grande problema é a coletividade. Sozinho, nenhum de nós faz grandes estragos e todos temos um bom nível de consciência a respeito das coisas. Mas no coletivo, nós publicitáros temos uma grande dificuldade de refletir. Não existe o hábito da reflexão coletiva em publicidade que não seja para melhorar a performance do negócio.

Felizmente, existem forças de resistência que colocam um pouco de peso do outro lado da balança. Infelizmente, essas forças se dividem entre os chatos e os que querem construir alguma coisa.

Primeiro, os chatos.

Há de se admitir que os chatos colaboram porque seu radicalismo muitas vezes gera visões tão extremas que chegam a ser interessantes e forçam uma autocrítica. Mas o grande problema dos chatos é que eles são chatos. Então mesmo suas boas idéias podem ser simplesmente ignoradas pela maior parte das pessoas porque eles são chatos! E nem sempre dá pra confiar no seu ponto de vista porque, olha, até parece interessante, mas eles são tão chatos que sei não. É complicado você querer conscientizar alguém com um copo de cerveja numa mão e a gola de uma pessoa na outra. O estilo Adbusters vai um pouco nessa pilha.

Depois, os que querem construir alguma coisa. Que são basicamente os chatos que não enchem o saco e que sabem se comunicar com bom humor e inteligência com as outras pessoas, sem um papo tão… cabeça?

Enfim. Como classificar um chato e um não-chato? Acredito que seja uma escolha pessoal. Mas abaixo vão três projetos que combatem alguns excessos de publicidade e que eu coloquei dentro do conceito de não-chatos.

Ma tu é bonito


O You Are Beatiful é uma ação que começou em 2005 com uns artistas que resolveram lançar uma campanha pra espalhar a frase acima citada por tudo quanto é canto. No site tu vê algumas intervenções deles – super simpáticas – bem como a adesão de outras pessoas que resolveram aderir à campanha.

Add Art

O AddArt é o seguinte: uma extensão pro Firefox que substitui todos os banners e pop-ups por obras de artistas novos. Essas obras que substituem a publicidade levam todas pra um pequeno website que traz informações desses artistas e de onde encontrar o trabalho dos caras.

Ou seja, é uma evolução dos AddBlocks, extensões que já existem e que substituem os banners por espaços em branco. O AddArt é produto de uma espécie de fundação que desenvolve uma série de projetos para software livre e compartilhamento de conteúdo, alguns interessantes e outros bem palha. É a Eybeam Openlab.

O Estadão, que andou ridiculamente metendo os pés pelas mãos numa campanha questionando os blogs, tá bem no seu caderno digital, o Link. Na semana retrasada, saiu uma boa matéria a respeito de marketing viral. O grande lance é um enfoque totalmente novo que ainda não foi abordado por ninguém de forma tão explícita: o consumidor quer ser veículo de publicidade? Viral é ético? Bem interessante, vale ler tudo.

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