21 de agosto de 2008 às 11h23
Charlie e Lola
Uma das (muitas) melhores coisas de se ter alguém pequeninha de pijama descabelada andando pela casa de manhã cedo é ser apresentado à exuberância de desenhos animados como Charlie e Lola.
Os dois são irmãos. O Charlie é o mais velho e vive tentando, sutilmente, trazer um pouco de bom senso à imaginação desenfreada da Lola, que de vez em quando passa dos limites. É um diálogo constante, a Lola tentando tirar o Charlie do mundo mais racional e o Charlie ensinando à Lola um pouco do fator “pés no chão” necessário pra convivência em sociedade.
Há um episódio ótimo no qual a Lola quer manter seu cabelo comprido e bagunçado e o Charlie passa o desenho inteiro tentando convencer a Lola a cortar o cabelo. Os exemplos que ele dá pacientemente à maninha são lindos, os contra-argumentos da Lola são melhores ainda e no final das contas eles sempre chegam a um meio termo criativo.
Mas quem curte uma estéticazita pode desfrutar de Charlie e Lola até mesmo no mute: a série é toda baseada nos livros da ilustradora inglesa Lauren Child (que também temos lá em casa!), cuja identidade gráfica é baseada em recorte, colagem e uso constante de padronagens.
Nesse site, curiosamente ela conta que essa pilha meio à mão na verdade é toda feita de forma digital: tudo começa com rascunhos feitos à lápis que são escaneados e então vai tudo pro computador pra fazer a boa salada visual que caracteriza o estilo da mulher.
Ah, uma nota interessante: Lauren já foi pintora assistente do maluquete Damien Hirst.








Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital na Rádio Oficial de Verão com o programa Minimalismo. Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
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