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Arquivo: Jorge Drexler

Jorge Drexler + Noctilucas

Lá nos confins da faixa 11 de Amar La Trama, último disco do Jorge Drexler, vive uma colônia de protozoários diplóides unicelulares também chamados de noctilucas. Além de habitar canções bonitas, as noctilucas também costumam viver simbioticamente com algas e, quando estão a fim, fazem brilhar o mar por onde navegam, protagonizando cenas mágicas que inspiram compositores que estão perdidos na vida e nas ruas de uma praia no Uruguai.

As noctilucas que aportaram em Cabo Apolônio enquanto Jorge Drexler compunha 12 Segundos de Oscuridad mal sabiam que seriam misturadas a uma guitarra semiacústica, a uma crise existencial e a um filho a caminho, indo parar na tal faixa 11 do disco Amar La Trama. Menos ainda esperavam que fossem comentadas em entrevistas e shows do bardo uruguaio, que sabe como poucos cativar uma platéia munido de tanto e de tão pouco ao mesmo tempo.

Domingo à noite, em Porto Alegre, com em tantas outras noites e tantos outros lugares, Jorge Drexler cantou “Hay tantas cosas / Yo sólo preciso dos: / Mi guitarra y vos / Mi guitarra y vos.” Mas uma colônia de noctilucas sempre ajuda, né Jorge?

“La noche estaba cerrada.
Y las heridas abiertas.
Y yo que iba a ser tu padre buscaba sin encontrarme,
En una playa desierta.
Tenía la edad aquella en que la certeza caduca,
Y de pronto al mirar el mar vi que el mar brillaba con un brillar de noctilucas.
Algo de aquel asombro debió anunciarme que llegarías,
Pues yo desde mis escombros al igual que el mar sentí que fosforecía.
Supe sin entenderlo de tu alegría anticipada,
Un dia entenderás que habla de ti esta canción encandilada.
Brilla noctiluca,
Un punto en el mar oscuro,
Dónde la luz se acurruca.”

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Jorge Drexler mandando um Radiohead

É o meu Feliz Natal a vocês.

***

Ah: tem esse show inteiro pra assistir aqui.

***

Segunda que vem eu escrevo um pouco mais antes do final do ano.

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From dust till ‘dawn

Vale
Una vida lo que un sol
Una vida lo que un sol
Vale
Se aprende en la cuna,
se aprende en la cama,
se aprende en la puerta de un hospital.
Se aprende de golpe,
se aprende de a poco y a veces se aprende recién al final
Toda la gloria es nada
Toda vida es sagrada
Una estrellita de nada
en la periferia
de una galaxia menor.
Una, entre tantos millones
y un grano de polvo girando a su alrededor
No dejaremos huella,
sólo polvo de estrellas.

Vale
Una vida lo que un sol
Una vida lo que un sol
Vale

Se aprende en la escuela,
se olvida en la guerra,
un hijo te vuelve a enseñar.
Está en el espejo,
está en las trincheras, parece que nadie parece notar
Toda victoria es nada
Toda vida es sagrada
Un enjambre de moléculas
puestas de acuerdo
de forma provisional.
Un animal prodigioso
con la delirante obsesión de querer perdurar
No dejaremos huella,
sólo polvo de estrellas.

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Músicas de Verão: Polvo de Estrellas

“¿Que hay en una estrella? Nosotros mismos.
Todos los elementos de nuestro cuerpo y del planeta
Todos los elementos de nuestro cuerpo y del planeta
estuvieron en las entrañas de una estrella.
Somos polvo de estrellas.”
ERNESTO CARDENAL, “Cántico Cósmico”

Essa é a inspiração para a linda canção do Jorge Drexler, perfeita para um sábado de verão pela manhã. Ou para outro momento. Baixe a música e escolha o seu hoje mesmo!

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Shows que eu vou perder, sugiro q vc vá

Rock viajante na beira do Guaíba. Vai ser bonito. Mas eu não vou estar na cidade.
E o Jorge Drexler? Na real não tem mais como ir. Os ingressos pro primeiro show (segunda) evaporaram em uma hora. Diz que os da sessão extra, no domingo, também. Porto Alegre tem essa pilha pelos cantores mais pro sul. Eu nunca compartilhei isso, até ver o Jorge Drexler tocando Al Otro Lado del Rio ao vivo (coincidentemente no festival de cannes em 2005). Também 12 Segundos de Oscuridad é um dos 3 discos que mais ouvi em 2007. Me inspirou em várias músicas ao violão. Ainda vou escrever sobre esse disco.

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