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Arquivo: Lost

Autopista (24) explica Lost

Toda segunda tem Autopista. Clica na imagem pra ver maior.

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Vai, Viral!

Uma das grandes confusões em torno do tal marketing viral é que a maior parte das pessoas (sejam leigos, sejam profissionais de marketing ou publicidade) simplesmente não sabe que nenhum viral não é tããããão viral assim quanto se pensa e que existe toda uma ciência pra fazer a disseminação de conteúdos – especialmente quando as partes envolvidas não têm quinze anos de idade, não estão enfurnadas em um quarto e quando seu contato com o tecido vivo da cultura pop se dá por meio do Power Point.

Pois é justamente disso que trata The Social Metropolis, segundo livro-portfolio da Go Viral, uma das maiores (eles dizem, ao menos) empresas de disseminação online da Europa. Os caras da Go Viral estão fazendo o favor de explicar de forma didática e bastante clara (tem muitos desenhos!) como é que se faz para botar conteúdo em redes sociais sem precisar rezar pro santo pra que ele tenha chance de talvez-quem-sabe-um-dia acontecer ou então protagonizar derrapadas constrangedoras.

“The Social Metropolis” parte da premissa de que existe essa tal de Social Metropolis no mundo online e que obviamente ela não é uma cidade autônoma, descolada do mundo offline (vamos deixar essa etapa pra trás, ok?). A Social Metropolis é a cidade que nunca dorme por excelência, um local cujos cidadãos, ruas, prédios e organização hierárquica estão em constante transformação, sem referências que durem muito tempo. Esse ambiente absolutamente fluído é o campo no qual os conteúdos (de marca ou pessoais) são semeados constantemente. Alguns permanecem semente ou plantinha pra sempre. Outros brotam, crescem e se viralizam de acordo com regras dinâmicas que (não acredite se lhe disserem o contrário) ninguém domina muito bem.

O primeiro capítulo é todo dedicado a construir e sustentar a metáfora de Social Metropolis baseando seus argumentos em cases e citações que a maior parte de nós já conhece mas que faltava alguém organizar de um jeito mais decente: o gorila da Cadbury, as bolas na trave do Ronaldinho, o Ray Ban Never Hide, democratização da informação, o crescimento massivo do uso de redes sociais, a economia da atenção e a tecnologia como um facilitador da disseminação.

Na sequência, vem o conceito de Social Citzen Activation, entrando mais a fundo na questão de como engajar (ô palavrinha…) o tal do cidadão social e de como é fundamental isso em qualquer estratégia online. Se eu fosse resumir o capítulo em uma frase seria simplesmente dizendo que o furo é bem mais embaixo para quem está acostumado com publicidade interruptiva. Aqui é que começa o lado mais chato (porém necessário) do livro, porque é quando a Go Viral começa a delinear suas técnicas para planejar conteúdo para disseminação em redes sociais (sim, existe isso), planejamento de atenção (pois é… também existe), tudo embasado por cases interessantes como toda a campanha prévia do The Dark Knight.

Eu confesso que, por mais que eu ache interessante esse assunto, eu comecei a dormir na metade desse capítulo mas fui adiante meio sonolento até a metade final do seguinte: Digital Brand Activation. Aqui a Go Viral introduz os conceitos (leia-se vende seu peixe) the Big Seed e Always On.

Usando o exemplo de cases como o Fifa Street 3, Halo 3 e o Lost Experience, o livro coloca o Big Seed como uma estratégia que interliga ações online em redes sociais com publicidade interruptiva de mídia de massa. A Go Viral é esperta, sabe que o mundo hoje é complementar e que não dá pra ficar atirando pedra num segmento do mercado que lhe dá sustento: as agências de criação e as agências de mídia.

Depois do Big Seed, vem a questão do Always On, outra dificuldade pra quem tem um background de publicidade interruptiva, que é a história de se manter em diálogo constante e não entregar uma campanha, cruzar os braços e esperar a próxima.

***

Mas melhor do que eu ficar tentando resumir o calhamaço, por que não deixar que o CEO da Go Viral fale ele mesmo? Aí embaixo tem o video da apresentação do cara em Cannes. Mó pinta de fã do Smashing Pumpkins que toma um uisquinho.

Não tá a fim de ver o vídeo? Tu pode ler o livro online.

Não tá a fim de ler online? Troca teu email por um PDF.

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Tu vê que os caras da Go Viral são muito do espertos. Enquanto tem gente que ainda pensa que precisa esconder o jogo e guardar suas ferramentas pra si, eles constróem a sua imagem gerando e dividindo (palavra da hora) conteúdo proprietário que leva o nome da empresa adiante e termina em coisas como esse post que você está lendo.

É um negócio interessante que mostra um pouco de como funciona disseminação de conteúdo online: a Go Viral me deu um livro com conteúdo relevante pra mim, me deu sua palestra inteira de Cannes em vídeo e em troca ganhou um post em um blog lido por algumas centenas de publicitários e ainda colocou três versões do conteúdo à disposição dos incautos.

Isso é post pago?

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Homens

“Em busca da audiência masculina, a TV americana apresenta caras durões

Ambigüidade moral molda caráter dos heróis da atualidade

Houve um momento de cortar o coração, no final do último episódio na temporada passada da série da ABC “Lost”, quando um personagem chamado Michael tenta encontrar o filho dele, que foi seqüestrado. Michael ama de verdade seu filho; como os outros personagens de “Lost”, os dois estão isolados numa ilha tropical, depois de sobreviverem a um acidente aéreo.Quando fica sabendo da missão desesperada de Michael, Sawyer –um narcisista durão e beberrão que no passado matou um inocente– tem uma reação que você não iria considerar simpática. “Aqui cada um luta por si”, rosna Sawyer.Se fosse há algum tempo não muito distante, a insensibilidade de Sawyer faria dele um vilão, mas em “Lost” ele é um personagem simpático, um homem cuja tendência a despejar verdades darwinianas sobre a gentileza não apenas faz a trama seguir adiante como ressalta a própria idéia presente na série, de que, no caos social do mundo moderno, o único reflexo sensível é o interesse em causa própria.A Spike TV descobriu que os homens reagem positivamente não apenas a protagonistas corajosos e competentes, mas também a um tipo de personagem que manifesta tendências anti-sociais marcantes –tipos como o dr. Gregory House, médico viciado em analgésicos Vicodin na série “House”, da Fox; como Michael Scofield em “Prison Break”, que vai à luta para ajudar o irmão a fugir da cadeia; e como Vic Mackey, interpretado por Michael Chiklis em “The Shield”, um policial durão que não hesita em espancar um suspeito sem piedade. Tony Soprano é o patrono dessa turma; e como Tony, considerados os limites de seus respectivos programas, todos eles são “os caras do bem”.O código implícito desses personagens, segundo Brent Hoff, 36 anos, um fã de “Lost”, é: “A vida é dura. Homem que é homem precisa fazer o que deve fazer, e se algumas pessoas vierem a morrer nesse processo, que seja assim.”"Nós podemos nos identificar com eles”, diz Hoff, um escritor de São Francisco. “Se em `Lost’ você prestar atenção no Sawyer, que é um cara basicamente do bem mesmo quando faz coisas ruins, haverá menos motivos para se sentir culpado sobre si mesmo.”
The New York Times – 15.12.2005″

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