9 de agosto de 2010 às 8h00
Não-lugares
Alguns meses atrás eu comentei no Minimalismo e aqui no blog sobre o efeito que os aeroportos têm sobre nós, de fazer a gente se sentir numa espécie de limbo, num lugar entre lugares. Uma pessoa nos comentários me alertou que o antropólogo francês Marc Augé tem toda uma teoria sobre o assunto. Ou seja, eu estava de metido no assunto.
Augé criou o conceito de não-lugares, espaços ambivalentes, de passagem, que não causam naturalmente a sensação de você fazer parte daquele lugar. Outros exemplos de não-lugares, além dos aeroportos, são os supermercados, os metrôs e os quartos de hotéis. É um conceito interessante porque é derivado e parente próximo da noção de exclusão que permeia a visão urbanista contemporânea. Na ânsia de excluir-se o diferente, o velho, o sujo e o tédio, em alguns casos acaba-se excluindo a si mesmo dos lugares. E os transformando em não-lugares.
Um outro efeito colateral é transformar lugares familiares, como a nossa casa e o nosso trabalho, em não-lugares. Mas isso é assunto pra oooutro post…




























Editor, redator e (às vezes) desenhista neste blog. Guitarrista e vocalista dos Walverdes. Comentarista de cultura digital no programa Minimalismo (em pausa!). Colunista da revista Mais Soma. Diretor de Estratégia e Inovação na Competence. Entre outras coisas.
gustavomini arroba gmail.com 


