Conector foi um blog que criei por dois motivos. Primeiro, conectar os diferentes assuntos que me interessam e os (bem) diferentes universos que eu freqüento. Em segundo lugar, pra armazenar conteúdo mais pensado e não tão descartável mesmo quando ligados a questões pontuais e sazonais.
Por isso, convido você a explorar as categorias e a nuvem de tags em busca de posts antigos que possam ter a ver com outros conteúdo que você achou interessante quando estava passando por aqui. Uma boa parte deles, eu espero, não está com a validade totalmente vencida.
Um pequeno esclarecimento a respeito de Categorias cujo nome não se descreve naturalmente.
Pensar é de Graça: esse rótulo reúne posts com um pouco mais de reflexão sobre os mais variados assuntos.
Cultura Digital: os posts dessa retranca geralmente falam da mudança comportamental que a tecnologia está provocando na gente. Tem coisa sobre nossas reações à internet, celular, TV digital e coisa do tipo.
Mente: reúne posts sobre auto-conhecimento. O termo “auto-conhecimento” é meio tacanho, mas é mais ou menos isso aí mesmo. Tem bastante sobre budismo e alguma coisa sobre ciências da mente.
Mondo Vídeo: tudo que eu colar de vídeo tá sob esse rótulo. Ou seja, quando estiver a fim de ver uma tvzinha, é só entrar aí e explorar.
Edificantes Imagens da Vida: é um depósito de aleatoriedades fotografadas com o celular.
Biblioteca Conector: são rápidos reviews sobre livros que eu acho valiosos pra quem precisa, profissionalmente ou por interesse pessoal, pensar sobre a relação das pessoas com as mídias atuais. Na verdade é uma tag.
Acredito que as outras Categorias sejam mais ou menos explicativas. Se algo não ficou claro, basta comentar aqui que eu faço um reforço.
Boa leitura e bom penso.
PS: Também incentivo você a navegar da mesma forma nos outros blogs d’Oesquema. Você vai encontrar muita coisa interessante e perene, seja navegando pelas Categorias ou pelas Tags.
Uma das melhores coisas que me aconteceu em 2008 foi ter sido convidado pra me juntar ao projeto do Matias e do Bruno, que também inclui o Arnaldo. A idéia original, mais do que colocar todo mundo sob um mesmo teto e layout, é agremiar conteúdo por nós considerado consistente e complementar, evitando a simples linkagem descerebrada e passação de referência adiante que infelizmente é a atividade principal de muitos blogs.
A idéia original d’OESQUEMA também era nos lançarmos com um site único, mas uma série de obstáculos práticos fizeram com que abríssemos a casa do jeito que estava mesmo, os quatro cômodos ainda não tão interligados. Mas 2009 vai ser o ano em que OESQUEMA vai ser um pouco mais OESQUEMA, embora provavelmente não tão OESQUEMA como ainda virá a ser OESQUEMA. Sem querer encarnar um Arnaldo Antunes, o que quero dizer é que estamos construindo OESQUEMA ao vivo na frente de vocês e que não temos (eu, ao menos, não tenho) certeza de onde isso vai dar, a despeito de nossas debatidas aspirações. Eu só sei que está sendo massa e que estamos conversando pra tudo ser ainda melhor.
O primeiro esforço mais coletivo que vamos ter vai ser a partir da semana que vem: uma retrospectiva de 2008, sem pressa, aproveitando o janeiro pra olhar pra trás, um tipo de reflexão que eu acho que ainda rende e que não pode ser atropelada pela ansiedade do que 2009 virá a ser. Isso nós só vamos saber em janeiro de 2010. Particularmente, no meu trabalho e nas minhas reflexões pessoais, olhar para o passado recente tem sido mais útil para intuir direções futuras do que ficar chutando (ainda que cientificamente) em cima de sinais do presente, esse tempo ainda muito fresco e mais interessante de ser vivido do que analisado (um desafio constante pra mim).
Da parte do Conector, também vou reestruturar a forma de gerar e linkar conteúdo por aqui. Ainda não sei bem como vai ser, mas posso dizer que vou postar um pouco mais dos desenhos e tiras que tenho produzido e talvez apostar em textos mais enxutos, bem como trazer mais entrevistas com gente que eu conheço e curto mas que não é muito entrevistada por aí.
De resto, a gente vai vendo. Decidi este ano que minhas resoluções de 2009 vão ser formuladas só em janeiro de 2010. Assim eu vou ter a certeza de ter cumprido todas e de adequá-las perfeitamente às necessidades do ano.
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Imagem daqui.
- O Matias voltou de férias. O que significa uma quantidade absurda de informação quentinha e abalizada no Trabalho Sujo. Vai lá por sua própria conta e risco…
- O Bruno não voltou de férias porque não saiu. Pelo contrário: o Urbe tem lá cobertura do Claro Cine (com direito a entrevistas em vídeo), um post sobre marcas que tentam trabalho de graça e o impagável e excelente remix lambada do João Brasil pro CSS. Não é humor. É boa música.
- Vai lá entender essa foto aí de cima do Arnaldo no Mau Humor…
3. Bruno posta clip do Of Montreal. E eu concordo: “An Elurdian Instance” é A música do disco.
2. Arnaldo é obrigatório nos colégios. Mas não vai ficar rico como o Peninha.
1. Matias resgata a mixtape do Costa a Costa, rap cearense buscando a relevância do gênero.
Bruno registra a passagem do Roots Manuva pela Rough Trade. Diz que a coisa pegou mesmo foi com Again & Again, uma das melhores do recente e contagiante Slime and Reason. Dê um jeito de ouvir, porque são raros os discos assim. Manuva vem com um álbum gorducho, bem nutrido, radiante, dançante e não-descartável.
Arnaldo: pura psicologia.
A exemplo do Matias, eu também estou preferindo o Firefox ao Google Chrome. Gostei do design mais leve, com os menus simplificados e lá em cima à direita. Mas a falta das extensões (dicionário e delicious) e alguns problemas com plugins me fizeram voltar pro Firefox rapidinho. O Eduf fez uma análise um pouco mais detalhada do negócio.
O Matias fez uma bela análise a respeito da Mallu Magalhães. O gancho foi o último show dela com 15 anos, mas a questão não é essa e sim que ainda está por ser entendido o que é ser artista, o que é ser celebridade e o que é ser indie (existe ainda?) hojimdia. Bom ponto do Matias: o que interessa é olhar a Mallu fenômeno e não a Mallu pessoa. A segunda realmente não é problema meu (é seu?), já a primeira é uma das coisas mais interessantes que já surgiu nos últimos tempos por derrubar tantas paredes feitas de vento - mas que alguns insistem em dizer que são de concreto.
Ensaio sobre a Cegueira, Fernando Meirelles pra cá, Saramago pra lá e o Arnaldo me veio com esse cartum… muito bom, muito bom…
O Bruno vem fazendo uma série de posts dividindo com a gente sua saudade de Londres. Aí eu me lembrei uma coisa que me deixou saudoso nas vezes que voltei de lá: o design das placas de sinalização em tudo que é lugar. Pode parecer uma bobagem, mas eu continuo achando que em alguns casos isso contribui pra qualidade de vida, senão pela real eficiência de sinalização, então ao menos pela mera organização visual em um mundo cada vez mais caótico nesse sentido. Virginiano é virginiano né…
Na busca por imagens pra ilustrar esse comentário, esbarrei nesse site de um professor de design, que comenta “public letterings” em uma caminhada no centro de Londres. Vai lá.
Bom fim de semana, só sento na frente da tela na segunda agora…
O que é Oesquema? Nem a gente sabe direito. Mas o leitor Gabriel Andrade achou que esses trechos do livro que ele está lendo tinha a ver com a parada. Que cada um tire suas próprias conclusões. Valeu, Gabriel.
Matias vislumbra o que será de Mallu.
Bruno acompanha os desdobramentos do João Brasil via OESQUEMA.
Arnado consegue enxergar milhas adiante.
Pra quem não sabe.
Trabalho Sujo é um dos pouquíssimos blogs que eu sempre li diariamente e que cobre a vasta planície da cultura contemporânea a partir da ótica particular do Alexandre Matias, editor do Link (o caderno digital do Estadão), bem como co-criador/produtor/DJ da festa Gente Bonita e dono do Podcast Vida Fodona. Na real conheço o Matias de trocentos carnavais atrás, ainda em época de antigas listas de emails indie e do caderno Trabalho Sujo no Diário Popular de Campinas. Depois aquela boa e velha socialização em festivais e coisa e tal.
O Urbe é outro blog que eu vinha acompanhando com regularidade, especialmente pelo bom gosto musical e uma atenção rara ao assunto dos GRAVES no som. Acompanhei a função toda do Dub Echoes, heróico documentário sobre dub que o Bruno está apresentando aos poucos ao mundo - literalmente. Há pouco mais de um mês fomos nos conhecer pessoalmente em Londres, onde o Bruno está fazendo mestrado e dando um jeito de conseguir ingressos para o Radiohead para brasileiros em passagem rápida pela cidade. De lá o Bruno vem dividindo com todo mundo que lê o Urbe dicas valiosas que também vão pra XLR8R e pro Globo.
O Arnaldo eu não conheço pessoalmente ainda, só do Mau Humor, que comecei a acompanhar por conta dos links do blog do Allan Sieber. É do Arnaldo as tiras do Mundinho Animal que saem no G1 e eu recomendo que você acompanhe porque com poucas palavras elas falam bastante do nosso cenáro cultural.
Por essas e por outras que fiquei muito feliz de abandonar minha antiga casa solitária no blogspot e me juntar a esses três figuras nOESQUEMA. O principal ponto que concordamos foi a necessidade de colaboração natural, sem regras rígidas ou muitas leis. Uma coisa que os 4 blogs tem em comum é justamente uma espontaneidade que a criação de um “portal” ou um “coletivo” poderia matar. Talvez isso seja uma república.
Não sei com certeza, ninguém sabe bem o que vai sair daqui. Mas você pode apostar que COISAS vão sair e que os quatro olhares em alguns momentos vão convergir, um enriquecendo a perspectiva do outro em assuntos que consideramos importantes de serem explorados e cuja cobertura só nesse tipo de empreendimento você encontra, vai dizer…
Quando a página de abertura ficar pronta, você vai ter acesso a posts dos 4 blogs em uma única página. Vai poder escolher se quer entrar pel’OESQUEMA ou pela página própria de cada blog. Eu aconselho que depois você assine a home e fique ligado, porque o que é interessante aqui é a proximidade dos blogs.
Por enquanto: tá aqui o meu novo RSS.
Vamos nessa…
Já escrevi no antigo Conector a respeito das Desire Lines, mas se você não está a fim de ler o meu post anterior ou o artigo da Wikipedia, aqui vai um resumo: são aquelas trilhas que atravessam gramados em parques devido à vontade coletiva de encontrar uma alternativa mais curta ou mais agradável aos caminhos calçados. O bonito das desire lines é que elas não são combinadas, mas surgem de forma espontânea de acordo com vontades coletivas em um ambiente urbano que nem sempre consegue dialogar com as necessidades menos objetivas das pessoas.
OESQUEMA nasceu assim e, acho que pretendemos, vai permanecer assim: um parque com muitas desire lines pra gente se perder e com algumas poucas calçadas pavimentadas pra coisa não ficar riponga demais.
Vamonessa.
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Foto: daqui.
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