10 de setembro de 2008 às 11h08
E.g.o.
Trabalhar com publicidade virou uma coisa bastante mais complicada do que há 10 anos. É muito comum, hoje, várias empresas com expertises diferentes (publicidade “tradicional”, promoção, interatividade, mobilidade, guerrilha) serem obrigadas a trabalhar juntas ou a disputarem espaços dentro dos clientes de um jeito absolutamente caótico, uma vez que ninguém sabe muito bem qual será o papel de cada um. Não é algo somente ligado ao mundo da publicidade, mas de toda e qualquer área que lide com questões de convergência.
De truculentas cotoveladas a acordos de cavalheiros, um comentário hipócrita mas bastante comum volta e meia surge nesse processo: a necessidade de trabalhar junto e de “não ter ego”, cada um dando o seu melhor “em busca do melhor resultado” no projeto em questão.
Eu cheguei a uma conclusão diferente: não acho que o ego de cada um deva colocado de lado, pelo contrário. Ele (e suas motivações) deveria ser claramente exposto e negociado. Na maior parte das vezes, isso é muito mais eficiente e honesto por dois motivos: 1) é muito fácil dizer “coloquei o meu ego de lado e 2) conheço pouquíssmas pessoas realmente capazes de fazer isso às ganha.
Sendo assim, o melhor é construir processos e ambientes onde seja possível expôr e negociar.
Não que seja fácil. Mas fica a anotação.
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Imagem: Tokyo Undressed.



































































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