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segunda-feira, 13 de outubro, 2008

Desafiando a Inércia

Na semana passada, duas patinadoras com essas canetas nas costas percorreram 60 quilômetros em Porto Alegre sem dar nenhuma explicação. A única pista sobre o que elas estavam fazendo era a url www.desafiandoainercia.com.br escrita nas camisetas e nas canetas.

Essa noite, estamos revelando em uma festa da agência o que as minas estavam fazendo. A gente podia ter feito só um anúncio ou só a festa.

Mas foi bem mais interessante…

brincar de GPS Art.



Esse vídeo explica melhor a parada.

Postado por Gustavo Mini às 22:37 | 3 Comentários | Permalink

terça-feira, 19 de agosto, 2008

Vai, Viral!

Uma das grandes confusões em torno do tal marketing viral é que a maior parte das pessoas (sejam leigos, sejam profissionais de marketing ou publicidade) simplesmente não sabe que nenhum viral não é tããããão viral assim quanto se pensa e que existe toda uma ciência pra fazer a disseminação de conteúdos - especialmente quando as partes envolvidas não têm quinze anos de idade, não estão enfurnadas em um quarto e quando seu contato com o tecido vivo da cultura pop se dá por meio do Power Point.

Pois é justamente disso que trata The Social Metropolis, segundo livro-portfolio da Go Viral, uma das maiores (eles dizem, ao menos) empresas de disseminação online da Europa. Os caras da Go Viral estão fazendo o favor de explicar de forma didática e bastante clara (tem muitos desenhos!) como é que se faz para botar conteúdo em redes sociais sem precisar rezar pro santo pra que ele tenha chance de talvez-quem-sabe-um-dia acontecer ou então protagonizar derrapadas constrangedoras.

“The Social Metropolis” parte da premissa de que existe essa tal de Social Metropolis no mundo online e que obviamente ela não é uma cidade autônoma, descolada do mundo offline (vamos deixar essa etapa pra trás, ok?). A Social Metropolis é a cidade que nunca dorme por excelência, um local cujos cidadãos, ruas, prédios e organização hierárquica estão em constante transformação, sem referências que durem muito tempo. Esse ambiente absolutamente fluído é o campo no qual os conteúdos (de marca ou pessoais) são semeados constantemente. Alguns permanecem semente ou plantinha pra sempre. Outros brotam, crescem e se viralizam de acordo com regras dinâmicas que (não acredite se lhe disserem o contrário) ninguém domina muito bem.

O primeiro capítulo é todo dedicado a construir e sustentar a metáfora de Social Metropolis baseando seus argumentos em cases e citações que a maior parte de nós já conhece mas que faltava alguém organizar de um jeito mais decente: o gorila da Cadbury, as bolas na trave do Ronaldinho, o Ray Ban Never Hide, democratização da informação, o crescimento massivo do uso de redes sociais, a economia da atenção e a tecnologia como um facilitador da disseminação.

Na sequência, vem o conceito de Social Citzen Activation, entrando mais a fundo na questão de como engajar (ô palavrinha…) o tal do cidadão social e de como é fundamental isso em qualquer estratégia online. Se eu fosse resumir o capítulo em uma frase seria simplesmente dizendo que o furo é bem mais embaixo para quem está acostumado com publicidade interruptiva. Aqui é que começa o lado mais chato (porém necessário) do livro, porque é quando a Go Viral começa a delinear suas técnicas para planejar conteúdo para disseminação em redes sociais (sim, existe isso), planejamento de atenção (pois é… também existe), tudo embasado por cases interessantes como toda a campanha prévia do The Dark Knight.

Eu confesso que, por mais que eu ache interessante esse assunto, eu comecei a dormir na metade desse capítulo mas fui adiante meio sonolento até a metade final do seguinte: Digital Brand Activation. Aqui a Go Viral introduz os conceitos (leia-se vende seu peixe) the Big Seed e Always On.

Usando o exemplo de cases como o Fifa Street 3, Halo 3 e o Lost Experience, o livro coloca o Big Seed como uma estratégia que interliga ações online em redes sociais com publicidade interruptiva de mídia de massa. A Go Viral é esperta, sabe que o mundo hoje é complementar e que não dá pra ficar atirando pedra num segmento do mercado que lhe dá sustento: as agências de criação e as agências de mídia.

Depois do Big Seed, vem a questão do Always On, outra dificuldade pra quem tem um background de publicidade interruptiva, que é a história de se manter em diálogo constante e não entregar uma campanha, cruzar os braços e esperar a próxima.

***

Mas melhor do que eu ficar tentando resumir o calhamaço, por que não deixar que o CEO da Go Viral fale ele mesmo? Aí embaixo tem o video da apresentação do cara em Cannes. Mó pinta de fã do Smashing Pumpkins que toma um uisquinho.

Não tá a fim de ver o vídeo? Tu pode ler o livro online.

Não tá a fim de ler online? Troca teu email por um PDF.

***

Tu vê que os caras da Go Viral são muito do espertos. Enquanto tem gente que ainda pensa que precisa esconder o jogo e guardar suas ferramentas pra si, eles constróem a sua imagem gerando e dividindo (palavra da hora) conteúdo proprietário que leva o nome da empresa adiante e termina em coisas como esse post que você está lendo.

É um negócio interessante que mostra um pouco de como funciona disseminação de conteúdo online: a Go Viral me deu um livro com conteúdo relevante pra mim, me deu sua palestra inteira de Cannes em vídeo e em troca ganhou um post em um blog lido por algumas centenas de publicitários e ainda colocou três versões do conteúdo à disposição dos incautos.

Isso é post pago?

Postado por Gustavo Mini às 11:30 | 3 Comentários | Permalink

terça-feira, 8 de julho, 2008

O Viral do Ano

Eu quase postei isso ontem imaginando que o ministro Tarso Genro havia criado o maior assunto de corredor dos ultimos anos per se. Mas aa ontem um comentario do Julio (que ta produzindo o novo Walverdes) fechou todas: a Lei Seca o o viral de uma, quem sabe, candidatura para a presidencia em 2010. Tem a Dilma com o Pac e o Tarso com a Lei Seca. Noo que todo mundo esteja gostando dessa historia, mas pela primeira vez vejo gente questionando a sorio sua conduta e com as mortes por acidente caindo em quase 30% em algumas rodovias, jo viu no…

Postado por Gabriel Lupi às 17:27 | Sem comentários | Permalink

quinta-feira, 15 de maio, 2008

Esse dá gosto de passar adiante

A Levi’s me pegou.

Tudo bem que é praticamente um requentol do outro viral da Cutwater pra Ray-Ban. Mas na boa, porque é até mais divertido. Quem nunca tentou colocar calças assim? Ok, eu nunca. Mas já pensei nisso. Pois é.

Como eu disse no post da Ray-Ban, reitero que me impressiona como a estética/cultura slacker permanece reinando no mundo da publicidade. Tudo bem que os caras desse vídeo são bem menos indies que os caras do vídeo da Ray-Ban. Mas, apesar de maiores influências de break e le parkour, tudo ainda cheira a largação de quem não tem nada melhor pra fazer do que ficar dando saltos mortais pra colocar as calças.

Em um mundo que se acelera cada vez mais e que as pessoas querem acessar a internet pelo celular porque não têm paciência de esperar até chegar num computador, essa vibe largada gera uma aura altamente desejável. Ou seja: não é apenas questão de “uau, esses caras colocam as calças assim”, mas “uau, como eu queria ser como esses caras e só ter que me preocupar em inventar um jeito mutcholôco de botar as calças”.

É a minha tese.

Postado por Gustavo Mini às 16:37 | 2 Comentários | Permalink

terça-feira, 18 de março, 2008

Novos meios digitais burlam censura da China


Como a China não pensou nisso antes? Primeiro, as incontáveis capas de revistas e semanários de economia, que não páram de falar do crescimento do BRIC (Brasil, Rússia, India e China), bloco de países emergentes na economia mundial, sempre com ênfase na usina de crescimento econômico que se tornou a China. Depois, as Olimpíadas de Pequim. Terceiro, o fato das olimpíadas acontecerem no mesmo ano da “comemoração” de quase meio século do primeiro levante tibetano contra a ocupação chinesa no Tibete (já são 49 anos).

Está todo mundo de olho nos chineses e cada pequeno passo vai ser amplificado. Senão pela cobertura da grande imprensa (que, diga-se de passagem, está dando amplo destaque aos maus modos do governo chinês), ao menos pela internet. A exemplo do que aconteceu em Burma no ano passado, são os meios digitais que estão abrindo caminho para imagens censuradas pela e na China.

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Caso você não esteja acompanhando, desde a semana passada começaram a acontecer protestos em diversas partes do Tibete por causa da prisão de monges que teriam realizado uma passeata para comemorar os 49 anos do levante tibetano. O que se seguiu foi uma série de outras manifestações em diversas localidades do Tibete, rapidamente reprimidas com violência pelo exército chinês. A isso se seguiram medidas como o bloqueio do acesso de visitantes estrangeiros ao Tibete e o bloqueio de sites como YouTube, Guardian e CNN para acesso local. A China já não andava feliz com a atitude da Bjork e também anunciou medidas mais duras para trazer artistas ocidentais, o que deixou os produtores chineses de cara com a artista islandesa.

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Mais uma vez, o que está fazendo a informação circular são as inovações tecnológicas. Tibetanos estão conseguindo enviar mensagens para fora através do celular (as fotos desse post são dessa leva) e do microblogging, ferramentas ainda fora do escopo de atenção do governo chinês. O próprio porta-voz do Dalai Lama declarou, face as acusações da China de que o Dalai Lama teria planejado as ações: “Graças à tecnologia e ao boca-a-boca, a coisa se espalhou rapidamente. Foi tudo muito espontâneo.”

Eu não tenho muito a manha de acompanhar o ciberativismo, então recomendo acompanhar o Tiago Dória, que vem postando alguma coisa a respeito.

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Se você não sabe qualé a do Tibet e da China, vou resumir: há séculos existe uma disputa política acerca do território tibetano. A China advoga que o Tibete é parte do seu território, no entanto a região historicamente sempre viveu de forma absolutamente autônoma, com língua, cultura e sistema político próprios. No fim da década de 40, após a Revolução Cultural, o exército da República Popular da China marchou sobre Lhasa (capital do Tibet) e tomou conta do país à força, após uma série de manobras diplomáticas tacanhas tentando o mesmo objetivo.

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O Guardian vem publicando notícias de ambos os lados. O site do Governo Tibetano no Exílio (após a invasão chinesa, o Dalai Lama institui-o em Dharamsala, na India) também é uma fonte confiável de notícias. Embora unilateral, eu considero muito a lucidez do Dalai Lama. Sua Santidade continua insistindo na política do “Caminho do Meio”, sugerindo que manifestantes não usem métodos violentos e que não impeçam, tentem impedir ou protestem de forma a atrapalhar as Olimpíadas.


Não porque ele é “bonzinho”, mas porque isso jogaria ainda mais areia no avanço das lentas e até hoje infrutíferas negociações do Governo do Tibete no Exílio com a China. E também porque a cultura tibetana está intimamente ligada ao budismo, cuja essência são valores humanos baseados na compaixão e na não-violência (um dos ídolos do Dalai Lama é Gandhi, cujo eixo de ação na libertação da India também era ahimsa). A última coisa admissível sob esse ponto de vista seria uma espécie de guerra santa tibetana e apesar dos violentos combates ocorridos nos primeiros anos de ocupação (uma sangueira provocada pela China, muito mais preparada militarmente que as modestas guerrilhas populares tibetanas), provavelmente só a ligação a esses ensinamentos de não-violência tenham conseguido impedir o Tibete de se transformar numa Palestina ou num Iraque.

Infelizmente, nem mesmo o Dalai Lama tem conseguido controlar o ímpeto de setores mais jovens e mais e revoltados da sociedade tibetana, cansados de viver sob o domínio da China, que vem gradativamente acabando com a cultura do Tibete e substituindo-a pela cultura chinesa. Alguns até mesmo consideram a política do Caminho do Meio ineficiente.

Se você sente alguma conexão com essa história e quer ajudar de alguma forma, assine a petição da Avaaz, um site de ciberativismo que costuma recolher “assinaturas” do mundo todo em quantidades gigantescas e enviá-las a autoridades. Estão tentando conseguir que 1 milhão de pessoas assine essa petição.

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Update: há um artigo bastante completo sobre a história toda no G1, traduzido do New York Times. Dica do Trasel.

Update 2: há um post interessante no blog do Pedro Dória também.

Postado por Gustavo Mini às 10:16 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 24 de setembro, 2007

Para o crustáceo que existe em vc

O Brainstorm 9 partiu desse post do Conector sobre a dança do siri e aprofundou a discussão. Vale a pena não apenas ler o post do Merigo, mas especialmente visitar os comentários. Até a Rosana Hermann, redatora do Pânico, apareceu lá pra esclarecer algumas coisas.

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Só aí eu dei atenção ao email do Goldoni, que trabalha na Fox lá em Buenos Aires, mandando esse videozito deles… rê rê rê…

Postado por Gustavo Mini às 20:17 | Sem comentários | Permalink


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