Primeira baixa do ano, um dos irmãos que fundaram os Stooges ao lado de Iggy Pop. [Link]
Tá rolando o papo que elas vão voltar a se apresentar juntas e, quem sabe, gravar outro dueto. O primeiro, esse “Me Against the Music” é fácil uma das melhores músicas da Madonna nesse século e deu origem a um dos meus mashups favoritos… Tomara que você não seja muito ortodoxo quando o assunto é Pixies… [Link]
Curumin foto: eumemo (no celular) Que diferença dois anos podem fazer na carreira de um sujeito. Pode ser pouco, porém nesse meio tempo o trabalho do Curumin deu um belo salto. Numa das últimas vezes que esteve por aqui, no HPP de 2007, ainda a bordo do seu regular e único disco “Achados e perdidos”, o paulistano era um ex-baterista em seu primeiro trabalho como homem de frente. As referências samba-rock eram escancaradas demais e, apesar de bem feito, faltava personalidade. Veio 2008 e Curumin lançou um dos melhores discos do ano. Ao filtrar melhor suas influências, “Japan pop show” acerta onde errou na estréia. O que antes era uma coleção de referências bem marcadas — seja samba-rock, afrobeat, dub — misturou-se com classe, começando a formar uma sonoridade própria, resultado da colisão disso tudo. Faltava o bom e velho teste do palco. Disco bom é uma coisa, agora disco bom que melhora ao vivo é oooutro papo. Coisa que pouca gente dá conta de fazer. Curumin, novamente, se renovou também nesse sentido. Ao reduzir sua banda ao mínimo — agora um trio, formado por ele na bateria/vocal/MPC, um baixista/MPC e mais uma pessoa operando somente uma MPC — Curumin transformou também o seu som. Hoje em dia, quando artista nenhum pode depender da venda de discos para sobreviver, o sujeito tem que fazer shows. Muitos shows. Para conseguir fazer muitos shows num país grande como o Brasil, ajuda muito ter uma banda enxuta. Além das praticidades econômicas, o novo formato revela também outras facetas do trabalho do Curumin, como a queda para o lado eletrônico, utilizado de uma maneira diferenciada, aproximando seu trabalho do parceiro Lucas Santtana (artistas que sempre colaboram entre si). Dessa maneira, enquanto a parte rítmica (baixo e bateria) surgem ao vivo, todo os outros elementos das canções (violões, teclados, vocais de apoio, efeitos, etc) se fazem presente via recortes e colagens. Muito além de simplesmente soltar bases pré-gravadas, o que se ouve é uma reinterpretação do que foi gravado para o disco. Curumin com sua nova formação, numa gravação em estúdio para um programa de TV e, portanto, um pouquinho sem graça “Vem menina” emenda em “Turn your lights down low” (Bob Marley), uma versão de “Como é grande o meu amor por você” (Roberto Carlos) quase traz o Cinematéque abaixo, “Japanpopshow” vem inna dancehall style e “Kyoto” vira um hip hop pesadão. Sem saber o quanto o assunto funk divide opiniões no Rio, Curumin apostou que a pegada Miami de “Caixa preta” iria pegar no Rio e achou graça quando o público riu do seu sotaque (”vocês tiram onda de tudo”, disse). É verdade, carioca tira onda de tudo, frequentemente até do que não deve. São resquícios de quando isso aqui tinha mais relevância cultural e o sotaque local (não apenas o falado, mas o modo de vida) dominava o cenário. Aos poucos vai se aprendendo a receber o que vem de fora um pouco melhor, para absorver, reinterpretar e — arrá! — dominar a cena novamente (delírios de grandeza…). A favor da carioquice, enquanto Jorge Ben pode cantar sobre o Mengo e ser aplaudido em qualquer lugar do Brasil, quando Curumin puxou um Corinthians foi logo vaiado. Os risos voltaram ao som de “Magrela Fever” e “Compacto”, música que é o hit que “Vem menina” prometia ser. Com apenas dois discos, Curumin vai se transformando em Cacique. E foi só o primeiro show de 2009. Esse ano promete. [Link]
O Chernobyl mandou um email todo feliz comemorando que havia desmascarado o Justice - e mostrou que “D.A.N.C.E.” saiu de um trecho de “Me Against the Music”, aquele dueto da Madonna com a Britney. Se liga: Chernobyl - “D.A.N.C.E. Against the Music“ [Link]
E essa que o Woo levantou: saca o vídeo de “I am a Gummy Bear” (uma música do fim de 2007, criada pelo mesmo na esteira do insuportável Crazy Frog) e vê se não parece DEMAIS com “Love Lockdown” do Kanye West. Cada louco com a sua mania… [Link]
Uma turma de produtores se organizou sob o nome Canabits Records e lançou duas coletâneas de dub feito por brasileiros. Alguns dos nomes envolvidos são velhos conhecidos, como o Dubstalker (dos tempos da falecida lista de discussão do Yahoo! Groups dubbrasil) e o grande Buguinha Dub. Como sempre acontece nesses casos, ficou faltando um monte de gente que passeia pela mesma praia — Digitaldubs, Echo Sound System, Confronto Sound System, Lucas Santtana, BNegão, a turma de Pernambuco. Legal ver tanta gente nova caindo dentro e notar como o dubstep se tornou uma influência monstruosa e incontornável na produção de dub nos anos 2000. O ponto negativo disso é ver tanta gente indo para o mesmo lado, se aproximando dos ingleses, em vez de justamente usar as diferenças culturais e referenciais e retrabalhar o estilo com novas influências. Tanto a “Pac-o-Mania Vol. 1″ quanto a “Vol. 2″ estão pra jogo no MySpace dos caras. Agora, nem tenta ouvir pelas caixinhas do computador porque é perda de tempo. Os graves pesadões demandam ao menos um bom par de fones de ouvido. [Link]
Essa eu quero ver, Autoramas sem guitarra. É isso que a banda anunciou para o dia 09 de janeiro (sexta-feira), no Cinematéque, as 22h. [Link]
Desculpaê se você queria ver esse filme: você mereceu.
Vi na Thais. [Link]
Eae, vais desmontar a árvore? [Link]
Não caia nesse papo de “Cidade de Deus italiano”, não, viu… Gomorra é tão chato, mas TÃO CHATO, que nem sequer chega a ser digno de nota. Sério, não acontece NADA no filme. NADA. Duas horas e 15 minutos que parecem DOIS DIAS na fila do banco lendo a página de polícia de um jornal de uma cidade minúscula. Tem todo a onda Syriana de querer mostrar como o crime tá infiltrado em diferentes camadas da sociedade e tudo é contado de forma picada, com ações acontecendo simultaneamente, mas, sério, NADA acontece. Se o filme serve pra mostrar como é o crime organizado italiano, ele simplesmente tirou qualquer possibilidade de glamour - seja da violência, da miséria, da bandidagem, do que for - e mostrou que o crime organizado é um trabalho chato e sem graça como outro qualquer, só que inclui matar umas pessoas e infringir um monte de lei. Espere passar na TV a cabo que você vai ver… E pra esse bando de crítico de cinema que deu mais do que uma estrela pra esse filme, um conselho: vai ver Sopranos! [Link]
James Looker O bom do Metronomy é que além de eles entortarem todos os pré-conceitos sobre música eletrônica que é feita hoje em dia, eles levam essa mesma pegada pros remixes. Aqui, eles chamam uns metais meio Mark Ronson e reinventam o hit do Cansei como se eles fizessem outro tipo de new wave. Se liga: Cansei de Ser Sexy - “Move (Metronomy Remix)“ [Link]
Que tal esse remix do Metronomy pra “Into the Galaxy”? Desossou a música e mandou pro meio do deserto - que foda. Midnight Juggernauts - “Into the Galaxy (Metronomy Remix)“ [Link]
É como essa imagem que os Midnight Juggernauts recebem os visitantes de seu MySpace lado B, o /Juggertron, onde eles enfileiram a coleção de remixes que fizeram até aqui. O de “I Get Around” é conhecido e hit GB há um tempão, mas colei outros dois que fazem valer a visita no site. Mas lá tem mais: Presets - “Down Down Down (Midnight Juggernauts Remix)“ !!! - “Must Be the Moon (Midnight Juggernauts Remix)“ [Link]
Essa é a premissa de Dead Snow, olha que foda: Robert Anton Wilson sorri em algum lugar. Só a parte em que os humanos mostram as armas pra encarar os mortos-vivos já garante a minha audiência. Dica do Black Zombie. [Link]
Recriando uma cena clássica do Tom Cruise na propaganda nova do Guitar Hero, mas o ponto não é esse, perceba: [Link]
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