• eu acho é pouco eu quero é mais

    Só me dê tudo, pão com manteiga, café-com-leite, abacaxi. De cada, outro, sorvete, bala, carinho, foda, suor, amor. Eu quero o excesso, até que entorne, cigarro, sonho, maracanã. Eu acho é pouco, fumar maconha, sumir do mapa, comer quindim. Dançar descalça, deitar na rua, perder a hora, constelação. Eu sou é pipa, cabelo solto, batata-frita, colesterol. Lambe o meu rosto, bagunça a sala, tira minha roupa, catupiry. Eu quero é mais, furar a onda, sumir do mapa e repetir.
    Morrer de novo e de novo e de novo e ainda mais uma vez.
    A baleia, maior criatura dos mares e oceanos.
    Todos os bilhões de seres microscópicos que moram dentro do corpo humano.
    Conquistar 24 territórios da minha preferência.
    E todas as mulheres do mundo.
    Todos os homens do presidente.
    Escrever todas as cartas de amor que são ridículas.

    E quando eu não der mais conta, convulsão.
    E se doer o vazio, existir.

  • A arte de não tomar cuidado

    Os fios de cabelos entrelaçados, os cabelos longos já davam um nó naqueles cachinhos. “A gente tem que tomar cuidado para não se apaixonar.” Disse isso porque tinha acabado de se apaixonar. Ou porque ela ia acabar se apaixonando. Cuidado a gente toma na hora de atravessar a rua, sempre é bom olhar para os dois lados e utilizar a faixa de pedestres. Cuidado para não se apaixonar? Seje frouxo não, homem.

  • Onde queres o cool… sou pomba-gira

  • A idade, por Yoko Ono

    Eu acordei com tudo mundo falando da Patricia Arquette no Oscar e aí, tropecei nesta Yoko Ono genial. Quando eu tiver 80 anos eu quero ser a Yoko. Na verdade, eu quer ser a Yoko exatamente agora, aos 44.

    “Eu tenho medo de uma coisa só . Que este preconceito sobre a idade acabei me influenciando, eu sucumba a ele e envelheça. Por isso, estou tapando os meus ouvidos para não ouvir vocês. Porque dançar em uma sociedade que tem preconceito com a idade é uma viagem solitária. Não me jogue pedras! Deixe-me ser! Me ame por tudo que eu sou!”

    Na íntegra, aqui!

  • Assim que você se sente quando o Carnaval acaba?

    shiningshining3

  • A estranha

    Eu não sabia quem era ela e, quando fui ver, era eu. Eu, que tinha ido comprar cigarro na esquina faz um tempo e demorei pra voltar. Seja bem-vinda, a casa é sua, vou te fazer um café, um chá de hortelã gelado, um cafuné.

  • Mascarados 4: enlatados

    O Carnaval, dizem, acabou. Mas as máscaras continuam. Bloco da Latinha em Madre Deus, agreste baiano, esta semana.


    Veja mais da série “Mascarados”
    Mascarados 1: África por Phyllis Galembo
    Mascarados 2: Bertjan Pot
    Mascarados 3: Wilder Mann

/ Defeito
por Jô Hallack
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