• Ava Rocha.

  • Amor.

    Eu te amo de bêbado não tem dona.

  • A arte inútil de espantar fantasmas.

    Fantasmas são assim: chegam sempre sem avisar. Jamais tocam a campainha – simplesmente porque nunca devolveram as chaves. (E você pediu?) Tem em comum a irritante falta de cerimônia: botam o pé no sofá até mesmo de sapatos, nome sofisticado que damos aos tênis. Sempre vem cheios de saudades. Perguntam pela cerveja gelada e pedem para ver aquela velha caixa de fotografias. Uns te levam logo pra cama e sussurram os bilhetes de amor colecionados durante anos. Outros são apenas o espelho do que há de pior em você. Não peça, educadamente, que eles se retirem. Seria idiota da sua parte. Eles estarão sempre com você.

    Como tentar não custa, mude de endereço de tempos em tempos.

  • eu acho é pouco eu quero é mais.

    Só me dê tudo, pão com manteiga, café-com-leite, abacaxi. De cada, outro, sorvete, bala, carinho, foda, suor, amor. Eu quero o excesso, até que entorne, cigarro, sonho, maracanã. Eu acho é pouco, fumar maconha, brincar na areia, comer quindim. Dançar descalça, deitar na rua, perder a hora, constelação. Eu sou é pipa, cabelo solto, batata-frita, colesterol. Lambe o meu rosto, bagunça a sala, tira minha roupa, catupiry. Eu quero é mais, furar a onda, sumir do mapa e repetir.
    Morrer de novo e de novo e de novo e ainda mais uma vez.
    A baleia, maior criatura dos mares e oceanos.
    Todos os bilhões de seres microscópicos que moram dentro do corpo humano.
    Conquistar 24 territórios da minha preferência.
    E todas as mulheres do mundo.
    Todos os homens do presidente.
    Escrever todas as cartas de amor que são ridículas.

    E quando eu não der mais conta, convulsão.
    E se doer o vazio, existir.

  • A arte de não tomar cuidado.

    Os fios de cabelos entrelaçados, os cabelos longos já davam um nó naqueles cachinhos. “A gente tem que tomar cuidado para não se apaixonar.” Disse isso porque tinha acabado de se apaixonar. Ou porque ela ia acabar se apaixonando. Cuidado a gente toma na hora de atravessar a rua, sempre é bom olhar para os dois lados e utilizar a faixa de pedestres. Cuidado para não se apaixonar? Seje frouxo não, homem.

  • Onde queres o cool… sou pomba-gira.

  • A idade, por Yoko Ono.

    Eu acordei com tudo mundo falando da Patricia Arquette no Oscar e aí, tropecei nesta Yoko Ono genial. Quando eu tiver 80 anos eu quero ser a Yoko. Na verdade, eu quer ser a Yoko exatamente agora, aos 44.

    “Eu tenho medo de uma coisa só . Que este preconceito sobre a idade acabei me influenciando, eu sucumba a ele e envelheça. Por isso, estou tapando os meus ouvidos para não ouvir vocês. Porque dançar em uma sociedade que tem preconceito com a idade é uma viagem solitária. Não me jogue pedras! Deixe-me ser! Me ame por tudo que eu sou!”

    Na íntegra, aqui!

/ Defeito
por Jô Hallack
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