Se o In-Edit (Festival Internacional do Documentário Musical) faz uma versão mais enxuta no Rio, deixando o filé pra São Paulo, os cariocas podemos (e devemos) comemorar a existência do Rock & Totem. Em sua quinta edição (gente, parece que foi ontem que postei sobre a primeira em uma encarnação anterior do blog), a mostra produzida pelo Fred D'Orey, cabeça da marca e paladino do roquenrou, vai promover uma semana de sessões de docs bacanas no Estação Ipanema. E com entrada franca (mas leva um livro infantil pra doar, tá, muquirana?).

A programação é aberta com "Ray Charles America", considerado o registro definitivo sobre o músico (hoje, às 21h). Amanhã é dia do IMPERDÍVEL (assim mesmo, em caps) e premiadíssimo "Anvil! The story of Anvil", que narra da trajetória da banda de metal canadense que quaaaase estourou, mas nunca chegou lá. Vocês viram o "Some kind of monster", festival de lavagem de roupa suja documentário do Metallica? Então, o filme do Anvil é um "SKOM" de pobre. Bem nessas. Se em alguns momentos você acha que está vendo alguma espécie de laboratório pra "This is Spinal Tap", em outros bate uma vontade de chorar copiosamente.

Até o dia 23 ainda rola exibição de doc sobre o histórico Glastonbury, um dos principais festivais de música do mundo, que completa 42 anos com corpinho de 20 ("Glastonbury - The mud, the music, the madness", dia 18, às 21h), a história de Harry Nilson ("Who is Harry Nilson", dia 20, 21h) e registro de turnê lendária do Alice Cooper ("Good to see you again", dia 21, às 19h). Pra quem é de outras praias, tem show de James Brown ("James Brown, Live at the Olympia Theatre", dia 18, às 19h) e a história de Glenn Gould, um dos pianistas mais aclamados do último século.

A programação completa você vê no site do evento.