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Dujour, um app de look do dia

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Mais comum até que os Tumblrs com listas de 501 coisas pra fazer antes de morrer são os blogs de estilo pessoal – também conhecidos por blogs de “look do dia” – em que meninas estilosas (e vários meninos, claro!) exibem as produções que usam no dia a dia. Tem aquelas mais pé no chão, gente como a gente, tem aquelas mais it girls, com peças grifadas e muito dinheiro investido, tem gente de todos os tipos, todos os gostos, todos os estilos.

Pra suprir as necessidades desse público cada vez maior – no “Big Brother” da internet, as inibições vão se esvaindo – meu amigo Felipe Venetiglio, que entende a alma feminina (e se esforça pra entender cada vez mais), juntou os comparsas Alexandre Van de Sande e Everton Fraga pra criar o Dujour, um aplicativo/rede social para celulares e tablets que te ajuda a fotografar suas roupas e acessórios, fazer montagens com as imagens, taggear as marcas e compartilhar cazamiga tudo. O feed geral com os melhores looks publicados, o Trendsetters, acaba servindo como uma bela fonte de inspiração e radar de tendências. Ainda dá pra seguir gente bacana, dar <3 e comentar os seus looks preferidos. Como diria sua avó, uma mão na roda!

O Dujour foi lançado para testes em outubro e acabou de disponibilizar uma versão novinha em folha, toda repaginada (até o logo é novo) e já bem funcional. O mais bonito dessa empreitada é que eles são super abertos a dicas e observações do público alvo, então qualquer pitaco é sempre bem vindo. Como consultora informal da bagaça, atesto e dou fé que essa versão tá redondinha, pronta pra ser usada e abusada pelos fashionistas (por enquanto só pra quem tem iOS) desse meu país.

Pra saber mais sobre o aplicativo, baixe o aplicativo na App Store, curta a fanpage no Facebook e siga no Twitter.

Para recuperar a fé na humanidade

Há pouquíssimo tempo, geral ficou tocadíssimo com uma lista (ilustrada) compilando 26 momentos capazes de restaurar nossa fé na humanidade. A iniciativa de Matt Stopera (muso!), editor do Buzzfeed (melhor site!) às vésperas do fim do ano (época em que todo mundo fica mais sensível, aponta estudo inglês) deixou uma multidão emocionada. Foram quase 1,5 milhão de likes, 500 mil compartilhamentos, 50 mil tweets e 11 mil e-mails enviados para parentes e amigos que vivem em outra dimensão e não usam nenhum desses dois sites de relacionamento (totalizando uma audiência de quase 5,5 milhões de page views).

Essa, porém, não é nem a primeira – e nem a última vez – que a equipe do Buzzfeed tenta nos fazer acreditar que o natal existe, que ninguém é triste, que no mundo há sempre a-mor. E como votos de um ótimo 2013 pra todo mundo que eu amo, separei mais listas como aquela. Que é pra aquecer o coração e ver que dá, sim, pra melhorar. Feliz ano novo ;)

:: 17 Moments That Restored Our Faith In The Humanity Of Politicians This Year

:: Faith In Humanity Is Restored

:: Man With A Big Heart

:: 16 Unbelievable Acts Of Kindness

:: 10 Celebrities That Will Restore Your Faith In Humanity

:: 21 Pictures That Will Restore Your Faith In Eating Humanity

:: 21 Pictures That Will Restore Your Faith In Humanity

:: This Will Restore Your Faith In Humanity

 

Retrospectiva OEsquema 2012: consumo

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Em 2012, o que mudou muito foi meu modo de consumir. Não falo da política de organização e contenção de gastos que eu preciso adotar (arquivar em: metas pra 2013) e sim o modo de absorver informação: jornais, revistas, livros, música, séries, filmes. Simplesmente mudou. Eu, que sempre achei tablets desnecessários pra minha rotina, acabei me rendendo ao iPad e hoje não vivo sem. Com ele, passo menos tempo na frente do computador quando estou em casa, sem deixar de estar conectada (vício é vício, ninguém acha bonito, mas largar não é moleza).

Serviços de música e vídeo on demand também me fizeram ver muito mais filmes e séries e ouvir muito mais música do que antes. Sou preguiçosa com downloads e a praticidade de estar a um clique do que se quer assistir ou escutar, tendo um cardápio disponível pra refrescar a memória, vale o dinheiro investido em serviços do tipo e mostra que a legalidade na internet é possível (ouviu, velha indústria fonográfica?). No momento, assino Rdio, Netflix e Crackle, mas tudo pode mudar a qualquer momento, dependendo do que me for oferecido. E essa é parte da graça da coisa.

Vai um elogio aí?

Tá se sentindo mal? Tristinho? O cocô do cavalo do bandido? Pois a ideia do “Emergency compliment” é justamente tentar fazer você se sentir melhor. Como? Com elogios, claro. Só que em vez de um amigo falso ou um puxa-saco de plantão, você tem uma série de frases engraçadinhas programadas pra levantar sua moral.

Uma só não adiantou? Beleza, clica em “I still feel crappy” que ele continua tentando. Funcionou? Então você pode clicar em “thanks! I feel better” e talvez comprar um poster com a frase que te salvou desse estado terrível, seguindo a moda do design minimalista que rege o site (e metade da internet nesses tempos). Os preços variam de  US$ 14 a US$ 77, dependendo do tamanho e da moldura.

Dica da Tati.

Duplo expediente

Anunciei no Twitter e no Facebook, mas a brincadeira passou em branco neste blog: durante um mês reforcei a equipe do recém-nascido site do Caderno Ela. Além da cobertura (frenética!) de Fashion Rio e São Paulo Fashion Week, fiz umas materinhas aqui e ali, se liga:

Forneria Santa Filomena, um restaurante para também se comer com os olhos

Depois do post no blog, o casamento dos pratos artesanais com a decoração caprichada do restaurante da Praça da Bandeira ganhou uma matéria (com uma bela fotogaleria)

Conheça a estilista mineira que desbancou Armani para fazer o vestido de noiva de Camila Alves

Entrevistei a supertímida (e até então desconhecida) Ducarmo Castello Branco, estilista mineira que fez a top brasileira esnobar Giorgio Armani e Oscar De La Renta em seu enlace com Matthew McConaughey.

 

I check movies, o Foursquare de cinéfilo

Certeza que você já passou por aquela aflição de simplesmente não lembrar se viu determinado filme ou mesmo sobre o que tal produção se trata. Cer-te-za. E aí, para nós, que amamos listas, a solução ideal seria anotar tudo o que foi visto. Um jeito prático? Recorrer a ferramenta de criação de listas do IMDb ou do Mubi, mas o jeito legal mesmo é o tal do I Check Movies. Nele, além de marcar o que você viu, você acaba acumulando pontos.

Como? O site carrega listas de várias fontes diferentes e os longas que aparecem nessas listas acabam valendo mais na disputa. Tem lista pra tudo: desde melhores filmes de todos os tempos até os melhores filmes coreanos da década de 30. A partir daí você vai marcando os filmes que já viu, pontuando e cravando seu lugar num ranking entre todos os usuários do sistema. E quando você vai progredindo em uma determinada lista, você ainda ganha estatuetas (de bronze, prata e ouro)! Em resumo, é tipo um Foursquare de cinéfilo.

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Pra ficar maneiro de verdade, só falta lançarem um app pra celular e tablet pros cinefilões poderem marcar seus feitos na saída das salas de cinema.

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O meu perfil? Nah, não tenho. Não curto ser humilhada publicamente. Mas sei que o site é interessante e que vicia porque sou casada com o 673º cinéfilo do ranking mundial do site.

Entrevista com Ben Bridwell, do Band of Horses

Ben Bridwell, vocalista do Band of Horses, disse “até breve” no fim do show do Lollapalooza e eles foram LITERAIS. Pouco mais de 40 dias depois, os caras estão de volta pra shows no Rio, no sábado, e São Paulo, na segunda. Em entrevista pr’O Globo, conversamos sobre esse retorno inesperado, as impressões que eles tiveram do Brasil e sobre o quarto disco da banda, que sai em setembro. Clicaí pra ler.

Minha amada cápsula do tempo

"O que você está fazendo?", "No que você está pensando?". Nah.

O TimeHop Abe não é uma coisa nova: não é uma ferramenta recente, tampouco o conceito é novidade. Mas quem precisa de frescor quando se fala em resgatar o passado? Em resumo, o TimeHop é a adaptação virtual das boas e velhas cápsulas do tempo (assim como o Draw Something é um “Imagem & Ação” tecnológico ou o Pinterest é um moodboard de espaço infinito) . Só que em vez de você escolher apenas alguns traços do seu atual eu pra contar pro seu futuro eu e enterrar em algum quintal por aí, ele vasculha as redes sociais do seu eu passado e todo santo dia te entrega um resumo com aquilo que você espalhou por aí um ano antes.

Parece simples. E é. Pode até parecer bobo. Mas não é. Meu primeiro relatório do TimeHop me lembrou que já faz um ano que entrevistei e vi meus primeiros shows do Teenage Fanclub. Dia desses também, notei que há um ano eu assistia ao primeiro episódio de “Mad men” – e não gostei -, o que acaba sendo curioso porque só agora estou terminando a primeira temporada (e me apegando à história). Fora os comentários aleatórios, fotos que você nem lembrava que existia e momentos “caraca, isso já tem um ano!”. Mais do que um exercício de nostalgia, é um espelho do que você foi. E, consequentemente, do que você é. E tudo isso num sitezinho qualquer.

Um passeio pela coleção de discos de John Peel

Trabalhando nesse feriadão chuvoso, me animei quando vi no Guardian (e reproduzi no site da firma) a notícia de que a polpuda coleção de discos do John Peel seria “disponibilizada” online. Como alegria de pobre dura pouco, a realidade deu com os direitos autorais na minha cara e eu vi que não era bem assim. Não dá pra ouvir tudo o que o homem juntou durante seus mais de 40 anos de rádio nas costas. Até porque são mais de 65 mil itens, entre vinis (26 mil, chora, indiezão!), singles e CDs. Haja servidor, nuvem, o cacete a quatro pra organizar isso tudo.

A promessa da família e dos curadores do centro de “artes criativas” dedicado ao homem (que se não descobriu, ajudou o mundo a descobrir boa parte do que a gente ouve hoje), era selecionar e mostrar o que ele tinha em casa. E isso inclui as capas, fotos das bolachas, fichas datilografadas que ele anexava aos discos e, quando possível, links pra streaming (do Spotify, infelizmente não disponível pro Brasil) e compra do álbum em questão. Por enquanto, só a letra A foi colocada no site. De AC/DC a Abba, de The A’s a Adam & The Ants. A ideia é que a cada semana mais 100 discos sejam adicionados, chegando a 2,6 mil álbuns. Uma pequena amostragem do que o cara tinha, mas ainda assim, material pra caramba pra gente se divertir.

Além do passeio pela coleção, o John Peel Centre for Creative Arts vai abrigar material em vídeo. Entrevistas e programas com o cara e até fitas caseiras, gravadas por ele e só reveladas agora. No museu virtual ainda dá pra ouvir os programas de rádio que ele comandou na BBC, as lendárias Peel Sessions (também no Spotify) e vasculhar o arquivo de fotos.

Sobre ‘Being Elmo’

Fiz a assinatura-teste da Netflix logo que o serviço chegou ao Brasil e, como muitos, me incomodei com a quantidade de títulos dublados, além da pouca variedade disponível por aqui na época. Cancelei a assinatura depois do período de experiência gratuito e tempos depois decidi voltar movida pela curiosidade de ver “Lillyhammer” (nova série do Steven van Zandt, guitarrista do Bruce Springsteen e eterno Silvio Dante de “Sopranos” – que falo mais sobre em breve), exclusiva pra assinantes. Além disso, aproveitei a segunda chance pra testar a integração do serviço com o videogame e o tablet recém-adquiridos. Zapeando pelo serviço (que é de uma praticidade reconfortante agora que o catálogo deu uma melhorada – ainda longe do ideal – e tem muito mais material legendado), dei de cara com “Being Elmo – A puppeteer’s journey”, documentário também exclusivo do canal que conta a história do criador do simpático Elmo, da “Vila Sésamo”, premiado em Sundance em 2011.

Em resumo bem resumido, Kevin Clash começou a fazer fantoches ainda criança e, apesar de ser muito zoado por isso no colégio, chegou a programas de TV menores até parar em produções de seu ídolo supremo, o criador dos “Muppets” Jim Henson. E nessas o então rapazote participou de filmes como “Labirinto”, com David Bowie, e de programas como o saudoso “A família dinossauro”. A trajetória de Clash, pobre, negro (o primeiro a trabalhar na companhia de Henson, ainda nos 80) e a dedicação dele às marionetes é encantadora. Fora que criar a “personalidade” de Elmo, que surgiu como um reles figurante peludo na década de 70 e graças a Clash se tornou um dos bichos mais carismáticos da TV, é um baita mérito por si só. Ao fim do documentário, bateu até tristezinha por nunca ter cogitado ser MARIONETISTA na infância, de tão bacana que tudo parece ser.

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Isto posto, volto a um assunto já abordado na encarnação anterior deste blog: PRE-CI-SO de um Elmo que ri.