OEsquema

vídeo: LORDE canta Son Lux

Feliz 2014!

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Retrospectiva 2013

A maioria das pessoas vai dizer que 2013 foi um ano bosta, e não vão estar mentindo. Para mim, apesar de o dia-a-dia ter sido difícil e cansativo, foi um ano de grandes acontecimentos. Não necessariamente bons: uns foram claramente tristes, outros bem legais, e outros cuja importância não se reduz ao bom ou ruim. A nostalgia de dezembro me fez querer listar os melhores momentos do ano, como uma forma de não me prender às coisas difíceis e valorizar as coisas boas. Coincidentemente, OEsquema todo está selecionando os melhores momentos do ano, e aproveitei para transformar o post nos 13 melhores momentos de 2013. Que são, como vocês vão ver, extremamente pessoais. A exposição de intimidade não me agrada muito, mas acho que vale para finalizar o ano agradecendo. Um 2014 feliz e tranquilo para mim e para vocês.

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1. …and you will know us by the Trail of Dead

O tempo vai passando e a gente não tem mais dessas coisas de ter uma banda favorita. Ou mesmo de conseguir se emocionar tanto com as coisas (shows) como antigamente. Mas em agosto eu vi como é importante ter uma banda favorita e, principalmente, um momento ‘Nana Neri encontra Wilco‘. Recomendo a todos vocês ter esse tipo de ligação especial com algo. E tentar não perder totalmente isso à medida em que vai envelhecendo.

O Trail of Dead ia tocar em algumas cidades do interiorzão da Alemanha na mesma época que eu estaria em Berlim. Seria impossível ir para alguma dessas cidades, e comecei a achar que ia perder a oportunidade mais próxima que já tive de vê-los (em 2001 eu nem conhecia a banda, e com 14 anos minha mãe não deixaria eu viajar para São Paulo por causa de um show no Sesc).

Em cima da hora finalmente eles confirmaram um show em Berlim, e sim, na semana em que eu estaria lá. Desci na estação mais próxima com meu amigo Arthur e ficamos na dúvida de qual direção seguir para chegar no FluxBau. Uma alemã mal educada não soube responder, decidi atravessar a rua e tentar ver se era daquele lado. Enquanto esperava o sinal abrir, quem vejo do outro lado? O próprio (novo) Trail of Dead, à exceção do Jason Reece (que, eu saberia mais tarde, estava bebendo vinho com o fã alemão Paul e seu amigo loiro). Praticamente gelei, mas criei coragem para perguntar para eles onde ficava a casa de show.

O lugar é um dos melhores para se ver show: pequeno, aconchegante, sem aperto, e com um deck no canal, para sentar e tomar cerveja ao ar livre enquanto vê o pôr-do-sol. Fiquei hesitando por tempos até criar coragem para falar com o Conrad Keely, que estava vendendo suas artes cagadas (comprei uma delas por mais dinheiro do que eu podia gastar). E aí que, no meio da conversa, ele solta que me reconheceu (‘eu te sigo no Instagram’, informação que nem eu sabia). Mas o ápice da conversa foi interrompido pelo show, que já estava começando, e ele correu para o palco. O setlist foi maravilhoso, cheio de músicas antigas. Tinha sangue e suor do Jason Reece no meu braço. Como prometido, fiz um micro crowd surfing com as 50 pessoas que estavam ali (o moço que me ajudou a voltar para o chão sem me machucar disse que eu era louca). Jason sumiu no meio do show – o Arthur fumava no deck quando viu ele chegando, jogando uma cadeira, e depois voltando pro palco. Ganhei uma cerveja do gentil e bonito barman português. Salvei uma alemã presa no banheiro. Conrad veio falar comigo depois do show. Os dois fãs mais empolgados, Paul e o loirinho, também. De repente, todo mundo conversava como se fosse a coisa mais natural. Depois do show era como se todos fôssemos amigos. Tudo era perfeito. Foi um dos melhores dias da minha vida.

Taís Toti Taís Toti Taís Toti

Taís Toti

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2. Escandinávia

Uma das minhas viagens dos sonhos, achei que só conseguiria fazer daqui a muito tempo. Sempre quis conhecer a Suécia, e foi de Estocolmo que gostei mais quando estava lá. De fato, a capital da Escandinávia. A única com cara de metrópole, e ainda assim, sem perder o ar nórdico. E ainda reencontrei o Paulo, amigo que não via há anos, e fui na Ikea, the biggest in the world. Copenhague também me conquistou, apesar de ter ficado lá pouquíssimo tempo. Mas é da Noruega e da Finlândia, os países que, na hora, achei que não precisaria voltar, os que eu mais sinto falta. Helsinque é uma cidade pequena sem nada para fazer, e absolutamente encantadora. Saudade dos zilhões de mercados de pulgas e velharias lindas vendidas a poucos euros, dos brechós, do hipster de dentes separados do Fafa’s Falafel que conversou brevemente comigo. Curioso como uma cidade sem nada pode ser tão jovem e hipster. E a Noruega, outra roça, que lugar maravilhoso. Bergen em seus raros dias sem chuva, praticamente em Carnaval com o trote dos calouros pelas ruas, curtindo o sol e o verão. Oslo e seus lugares bonitos, florestas no meio das casas. As igrejas, queimadas ou não, em especial as stave kirkes. Até os bares indies que pareciam tão sem graça agora me parecem um ótimo lugar para fazer amigos. Que vontade de morar nesses lugares onde tudo é bonito (eu não sabia que tudo PODE ser bonito), pessoas lindas, educadas e prestativas. Só podiam parar de cuspir no chão do metrô. E peço desculpas por ter abusado da confiança de vocês e usado o transporte público gratuita e clandestinamente diversas (mas não todas) vezes.

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3. Casa

Me mudei para um novo apartamento este ano. Que ainda está um caos e não é nem 20% do que eu quero que ele seja, mas é o sonho de todo brasileiro que compra o Baú da Felicidade.

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4. Berlim

A cidade onde dá para ser pobre e feliz, e, principalmente, uma cidade jovem. Onde o verão é devidamente aproveitado. Ficou ainda melhor tendo encontrado dois grandes amigos que estavam morando lá e de quem eu morria de saudade. E que me apresentaram para novas pessoas. Foram ótimos dias de verão, club mate e cerveja. E de ser jovem.

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5. Malkmus

Stephen Malkmus é legal, engraçado, pira num pixo e é uma das pessoas mais educadas que conheci, cheio de paciência com todo tipo de mala. E é um quarentão lindo ao vivo também.

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6. Livros

Não que eu tenha lido pra caramba, e com certeza li menos do que queria. Mas mantive uma lista de livros lido no ano, o que me incentivou a ler mais este ano. E foi muito bom.

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7. Dr. Dog

O que o of Montreal me decepcionou este ano, o Dr. Dog me surpreendeu. Não ansiava por um lançamento deles depois de ‘Be The Void’. Mas em 2013 eles lançaram um disco ótimo e me parece que resgatando o velho Dr. Dog sem se esquecer do que eles foram se tornando nos últimos anos foi o melhor jeito de a banda definir o que é agora. Ficou confuso, mas minha intenção não é falar do disco. O álbum é só um coadjuvante, e falar do que o Dr. Dog representa pra mim seria falar demais. Mas acho que eles terem voltado pra minha vida foi um dos acontecimentos importantes do ano.

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8. Dança

Me matriculei na aula de dança (mais especificamente, videodance) este ano. Coisa que eu queria ter feito há tempos. Dançar te liberta de tudo. E agora, depois de ‘velha’, ando sonhando em ser bailarina. Frances Ha, um dos meus filmes favoritos do ano, não podia chegar em melhor hora.

Taís Toti

9. Bernardo falando

Sendo uma criança fofa biologicamente ligada à mim, meu sobrinho obviamente detém grande parte do meu coração. Ouvir o primeiro ‘tototi’ foi das coisas mais emocionantes. De repente, essa pessoinha que eu ansiava conhecer por não saber o que passava ali dentro agora está mantendo conversas. Com esforço dá até pra ganhar um abraço.

Taís Toti

10. Sorvete

Uma coisa que eu fiz muito este ano foi tomar sorvete. Não foi algo planejado. É claro que eu amo sorvete como qualquer pessoa normal, mas imagino que tenha gente muito mais fissurada por aí. Gostei de notar como sentir aquele doce gelado na minha boca me deixa feliz. Tomei os melhores sorvetes da vida ao redor do mundo em 2013. Pepino com limão da sorveteria de Berlim e ricota, pêra e canela da Casa Elli em São Paulo, nunca vos esquecerei. Até o sorvete espumoso gigante horrível que tomei em Estocolmo me traz boas lembranças.

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11. Solange

Gostava, mas não botava muita fé na irmã da Beyoncé ao vivo. Mas Solange é surpreendente. Linda, com ótima voz, e aquele maravilhoso jeito meio desajeitado, mas na verdade muito habilidoso, de dançar. E o show dela ainda foi uma noite ótima e feliz, dançando com as amigas e ganhando cervejas.

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12. Feminismo

Ano passado, quando entrevistei a Grimes, disse que tudo que ela fazia passava uma imagem feminista, usando a palavra com medo de ela se sentir ofendida. Ela prontamente disse que se considera feminista, sem nenhum pudor. E aí eu vi que não havia motivo para o meu pudor também. Que sim, o feminismo é o que eu penso e não o que diziam que era. Ter me envolvido tanto com o feminismo em 2013 me trouxe muitas discussões em redes sociais, raiva e decepção. Mas também me obrigou a me articular melhor, e ainda ganhei amigos! Contribuí para o Think Olga, para a Gloss, fiz textos enormes no Facebook e planos para 2014 que me empolgam muito.

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13. Flórida

Que lugar maneiro.

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mp3: St. Vincent – Birth In Reverse

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E a linda da St. Vincent, que andava meio sumida, apareceu de cabelo e música nova. ‘Birth In Reverse’ vai estar no próximo disco dela, que sai ano que vem. E é uma música maravilhosa, como tudo que ela faz. Você pode baixar ‘Birth In Reverse’ no site da St. Vincent ou apenas ouvir clicando aí embaixo.

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vídeo: Hot Chip e Yo La Tengo – Pale Blue Eyes

O Hot Chip fez uma linda homenagem a Lou Reed no Pitchfork Music Festival em Paris. Chamou o melhor casal do mundo, Ira e Georgia do Yo La Tengo, para participarem de um belíssimo cover de ‘Pale Blue Eyes’.

(se o vídeo não começar direto na música, pule para 01:00:10)

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vídeo: CHVRCHES no Jimmy Kimmel

CHVRCHES

O CHVRCHES tocou duas músicas, ‘The Mother We Share’ e ‘Lies’, no Jimmy Kimmel esta semana. E agora a gente já pode ver como ficou.

‘The Mother We Share’

‘Lies’

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clipe: Kishi Bashi – It All Began With A Burst

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Lembra daquele vídeo ridículo-maravilhoso para ‘It All Began With A Burst’? Não né? Clica aqui e relembre então. Aquela zoeira não tinha cara de clipe oficial mesmo, então o Kishi Bashi tem uma versão mais arrumadinha, feita pelo Christopher Coots. Nunca perca uma chance de ouvir essa baita música. Palminhas!

Kishi Bashi – “It All Began With A Burst” from Christopher Coots on Vimeo.

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clipe: Son Lux – Lost It To Trying

son lux

Uma coisa que você deve saber sobre mim é que eu amo clipes com coreografias. E, apesar de ser coreografado, ‘Lost It To Trying’ não é desses vídeos que te conquistam logo de cara. Mas não deixa de ser interessante e bastante bonito. Se você quiser, pode mudar a aba e ficar só ouvindo essa música maravilhosa do Son Lux. Você que sabe.

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vídeo: Beauty of Mathematics

math

Lindo esse vídeo de Yann Pineill e Nicolas Lefaucheux sobre, err, a beleza da matemática.

BEAUTY OF MATHEMATICS from PARACHUTES.TV on Vimeo.

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clipe: Dirty Projectors – Impregnable Question

Dirty Projectors by Shawn Brackbill

A obra-prima Swing Lo Magellan, lançada no ano passado pelo Dirty Projectors, continua rendendo frutos: saiu hoje o clipe da romântica e linda ‘Impregnable Question’. O melhor é que não é um clipe resgatando partes do curta Hi Custodian, como eram os outros, mas um vídeo com imagens inéditas e maravilhosas. Pena que vai ser o último deste disco.

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vídeo: The Dodos – Confidence/Substance

The Dodos by Chloe Aftel

Esse é The Dodos tocando ‘Confidence’ para a KEXP:

E aqui eles tocam ‘Substance’ junto com a Magik Magik Orchestra em São Francisco:

As duas músicas fazem parte do último disco do Dodos, ‘Carrier’, lançado este ano e ótimo como todos os outros.

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