• .kakaos bag.

    Toda quinta-feira, os achados que eu gostaria de jogar na minha bolsa: 1- Eu uso bastante tênis, mas tenho muitas amigas que não tem esse hábito e quando viajam, precisam caminhar bastante, não querem usar tênis de academia nem uns Nike/Adidas ostentação (aka sneakerhead) e não sabem o que calçar. Pois boa notícia, a tradicional […] >
  • “Fucking doorman”

    Há alguns anos estava precisando fazer uma pausa na vida e resolvi que queria passar dois meses em Berlim. Em uma dessas noites geladas de outubro na cidade alemã fui tomar algo quente e bater papo com o Tom, um australiano engraçado que trabalhava no balcão de um café. Em uma das mesas, uma turma parecia ter saído de um clipe glam punk  dos anos 80. Maquiagem pesada, cabelos coloridos, calças em vinil preta, jaquetas de couro detonadas. Ao reparar meu olhar curioso, Tom mandou: “Eles estão indo pro Berghain”.  O lugar é uma famosa casa noturna e conhecida como “a porta mais difícil do mundo”, por isso eu torcia um pouco o nariz. Mas Tom me encorajou a ir dizendo que sem passar por lá eu não ia ter conhecido Berlim de verdade.

    Resolvi seguir a trupe para não me perder e quando vi estava numa fila enorme (enorme mesmo entre uma cerca de metal), diante de uma antiga fabrica no meio do nada e podia ver dezenas de pessoas voltando, envergonhadas, por onde vieram. Era o povo que havia levado um “nein” na cara e teve que terminar a noite em outro lugar. “Fucking doorman, fucking doorman”, diziam.

    Conforme a fila foi diminuindo meu pânico aumentou. Consegui ver o tal “fucking doormen” que todo mundo falava. Repare na foto acima, foi aquela belezinha que eu vi. Gigante, rosto tatuado, brincos nos lábios, no nariz e cara fechada. Há uns 10 metros da porta, um dos caras que estava no café do Tom virou-se para mim e perguntou se era minha primeira vez. Disse que sim. “Posso te ajudar?” Ele então encarou meu sobretudo preto, abriu alguns botões, levantou a minha gola, rasgou os joelhos da minha meia-calça com um brinco, tirou um batom vermelho da bolsa de uma amiga e me fez um rabo de cavalo no alto da cabeça, além de bagunçar a minha franja. “Ok, nice boots”. Agarrou meu braço e disse  ”vamos ficar em dupla. Uma garota misteriosa e alta com seu amigo ‘very gay’ tem boas chances de entrar”. Enquanto o frio nos joelhos aumentava eu só pensava se tudo isso ia valer a pena e no fundo achava um pouco ridículo, mas não tinha muito mais o que fazer naquele dia.

    A turma na nossa frente foi barrada. Em seguida o “fucking doorman” fez um sinal de dois com a mão e liberou a entrada. Tudo muito rápido, ufa. A menina que emprestou o batom também passou. Fomos encaminhados para uma saleta na qual tivemos nossas câmeras e celulares confiscados e depois para outra na qual deveríamos deixar nossos casacos. Meu parceiro me ajudou a tirar o sobretudo, tirou o dele e mandou um “aproveite a sua primeira vez”. Quando virou-se para entrar na festa, gargalhei sozinha ao notar que a calça em vinil que ele usava não tinha a parte que cobre a bunda. Mais Berghain impossível.

    Captura de Tela 2014-08-27 às 19.38.14

    Não vou contar aqui tudo o que acontece lá dentro para não estragar a experiência de ninguém. Mas com um Google é fácil descobrir sobre o já famoso darkroom enorme com jaulas que lembram um labirinto, as balanças de fábrica em ferro sobre as quais as pessoas dançam até o dia seguinte e os…ai… aquários com urina que saem do banheiro masculino. Dica: há um subsolo mais restrito. Se alguém te convidar não tenha (tanto) medo. ahhahaha Depois me conta.

    Berlim realmente nunca mais foi a mesma. Nem gosto daquela música eletrônica pesada que tocava por lá, mas dancei até morrer. Não sei como está a casa hoje, porém a experiência valeu bastante. Voltei três vezes a esse lugar, a segunda com uma turma de amigos cariocas (que não foi vetada apesar de usarem camiseta Osklen, moletom e calça jeans sem nenhuma frescura) e o frio na barriga da fila nunca diminuiu.

    Lembrei de tudo isso porque soube que Sven Marquardt,  o  ”fucking doorman” acaba de contar suas memórias no livro “Die Nacht Ist Leben” (A Noite é Vida) e descobri que além de um tremendo gente fina ele também é fotógrafo.

    E se a coisa ainda for boa por lá…Boa sorte.

     

     

  • .Guerra ao Drugo.

    A Comissão Global de Política sobre Drogas (CGPD) lançou ontem, o vídeo “Guerra ao Drugo”, uma animação toda feita em stop motion, para falar sobre a Guerra às Drogas e o impacto disso na violência cotidiana. Lindo e didático o vídeo coloca o assunto sobre a legalização das drogas na roda. Poque já chega de empurrar o assunto para debaixo do tapete, né?

  • .Banda do Mar – a dança.

    Esto adorando essa Banda do Mar, que eu já contei aqui, é formada por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira. Além das músicas soltadas aos poucos na net, eles liberaram esse clipe de “Mais Ninguém”, com direção de Everton Oliveira, no qual os integrantes dão uma dançadinha. Tem também um convidado especial no gingado, Fezinho Patatyy. Olha só:

  • .Brown para Cult.

    Em junho desse ano, um dos meus jornalistas favoritos  (acho que nunca falei isso pra ele), Endrigo Chiri, conversou com Mano Brown para a revista Cult. Aqui, um vídeo dessa entrevista que eu recomendo fortemente. O papo aconteceu na Casa Azul, onde fica o estúdio do rapper, no bairro paulistano do Capão Redondo. A entrevista com o líder do Racionais MC’s foi publicada na edição 192 da CULT, como parte do Dossiê sobre os 25 anos do grupo. Olha só:

  • .kakaos bag.

    Toda quinta-feira, os achados que eu gostaria de jogar na minha bolsa. 1- Anel em prata com banho de ouro e pedras como quartzo arco-Íris e pirita da Steff. 2- A tela “Homenagem”, óleo sobre tela (50x40cm), do Tiago Tebet, da galeria Luciana Brito. 3- Dica de livro – Hoje a dica é minha mesmo, […] >
  • .3 perguntas sobre o Brasil – Metronomy.

    Você já deve estar sabendo (mas se não sabia…yay!) que a banda inglesa Metronomy toca no Brasil em novembro (datas no fim desse post) , no aguardado Popload Gig que acontecerá no Audio Club.

    Enquanto eles não chegam, aqui vão as três perguntas sobre o Brasil feitas pelo vocalista Joseph Mount:

    - Como vocês estão se sentindo depois da Copa do Mundo?
    - Qual a banda do momento no Brasil? O que eu deveria escutar?
    - Qual o estilo musical preferido do país?

    E ai? O que eu respondo?

    E para começar a esquentar os motores para essa apresentação e levar um pouco de música para o seu dia vou deixar aqui o vídeo oficial de “Love Letters” (faixa que da nome ao elogiado último disco) da banda dirigido por Michel Gondry e uma apresentações deles no Primavera Sound desse ano.

    Captura de Tela 2014-08-20 às 12.00.21

/ KA_KAOS
.Salvando notícias condenadas a morte desde 2007.
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