• .Medina, a mãe.

    Enquanto aguarda o filho entrar na água depois de dias na expectativa,  Simone Medina, mãe de Gabriel bateu um papo comigo. Animadíssima, porém serena em relação ao momento vivido pela família, ela disse que a calma é culpa da fé. “O Deus que eu sirvo me da paz e nós temos certeza que fizemos tudo o que poderíamos ter feito. É claro que a gente tem que correr atrás, ninguém ficou sentado no sofá esperando um milagre, mas a proteção dele é certa, tudo que aconteceu conosco foi muito certeiro desde o início”, disse.

    Antes de voltar para a areia ela desabafou: Nunca pediram para tirar uma foto comigo, sempre só do Gabriel e do Charles. Eu ia aos campeonatos e as pessoas me davam a câmera para que eu tirasse a foto dos dois. Não seja por isso, dona Simone. Depois dessa simpatia toda, claro, um registro da equipe com a mãe do fenômeno para a posteriadade. E no fim ainda foi ela quem mandou: “Obrigada, meninas”.

    Abaixo, o video exclusivo que ela fez para o Kakaos. #vaimedina

  • .vai num vai em Pipeline.

    O North Shore acordou cedo e em dúvida para conferir se aconteceria ou não mais uma etapa de um dos campeonatos mundiais de surfe mais emocionantes de todos os tempos. As 7:30 da manhã de hoje, com garoa fina e mar preguiçoso a ASP (Associação de Surfistas Profissionais) decretou ON HOLD, alerta de espera até as 11:30 (horário havaiano, 19:30 no Brasil).

    Depois de horas de sol, chuva e tempo nublado o dia foi decretado novamente ON HOLD com chamada as as 13:30 no Havaí e 21:30 da noite no Brasil.

    Se não acontecer hoje a tarde, a decisão força que o evento ocorra amanhã, pois são necessários mais dois dias de competição para que sejam realizadas todas as baterias. A previsão é de ondas melhores. O próximo round começa com o fenômeno (e um dos meus favoritos) John John Florence na água contra o australiano Adam Mellin. Gabriel Medina enfrentará na sexta bateria do dia o havaiano Dusty Payne, uma perigosa cria da casa.

    Na nona bateria o Brasil tem que torcer para o francês Jeremy Flores. É ele quem pode tirar o australiano Mick Fanning da jogada e ajudar Gabriel a levar o que seria o primeiro título mundial na história para o Brasil.

    A torcida fácil fica com Alejo Muniz. O Brasileiro está escalado para enfrentar Kelly Slater. Se ganhar, além de melhorar sua colocação no ranking ele também ajuda Gabriel a ficar mais perto do título. E já que o surfe é a arte da espera…aguardemos.

  • .Surf is up!.

    Foto: Ligia Costa

    Acordei cedo ontem e corri para Pipeline debaixo de chuva para ver se o campeonato estava ON ou OFF. Como nada estava rolando por lá voltei pra casa ainda beeeem cedinho e resolvi tirar uma soneca. Não consegui. O cel não parava de apitar porque já era tarde no Brasil. A primeira msg era do meu pai, perguntando, não se eu estava bem, mas se o Medina estava bem.

    A segunda, era um desabafo de um amigo gay, dizendo que tinha sonhado que estava pegando o…Medina (!). Meu sono se foi.

    A terceira, era uma foto da sala da casa da minha mãe com uma tv enorme e o texto escrito pela minha irmã médica (zero surf) : “Coloquei Apple TV na sala para ver o campeonato com a mamãe. Avisa quando começar.”

    Dez minutos depois, os amigos que sempre acompanharam o esporte comigo mandavam tabelas com gráficos de vento, questionavam os cancelamentos da ASP (Associação dos Surfistas Profissionais), comentavam o freesurf dos dias anteriores, enquanto eu cruzava nos cafés e foodtrucks com a imprensa não especializada morta de sono, vestindo camisa de manga longa e perambulando por aqui ainda tentando entender como tudo funciona, quem é quem.

    Com o efeito Medina, a mídia de massa que nunca deu espaço para o esporte (só eu levei OITO nãos nos últimos 4 anos ao oferecer um perfil do garoto) teve que rebolar para as coberturas e acabou realocando o pessoal especializado em futebol ou F1 para as areias. Vai ser bem ruim por um tempo, mas vai ajudar o mercado a se estruturar, assim espero.

    Mas não é só o público e a mídia que estão mudando. Pela primeira vez em muitos anos os surfistas brasileiros estão sendo tratados no mesmo nível que os gringos, seja pelo público que já acompanhava o esporte, seja pelos patrocinadores. Há pouco tempo eles tinham que dormir em sofás por aí enquanto companheiros da mesma marca dormiam em casas de frente para o mar.

    Lembro quando isso aconteceu com a Fórmula 1, e o Brasil passou a acordar mais cedo no domingo para ver Ayrton Senna. Aconteceu também com o tênis e a Globo passou a transmitir os jogos do Guga. As escolinhas ficaram cheias e o esporte ganhou outro fôlego.

    Chegou a hora do surf tupiniquim, que aliás vai além de Medina, a chamada Brazilian Storm. (Falando nisso….ainda não recuperei o folêgo daquele seu tubo no round 2, hein Jadson André)

    Seja Medina o novo Guga Kuerten ou o novo Ayrton Senna, o fato é o seguinte: surf is up! Seja você um novato ou um antigo amante do esporte, entenda que o surfe é muito mais do que saber pegar onda e seja bem-vindo.

  • .North Shore Photo Expo.

    Não é só o campeonato mundial que agita o North Shore. Todo ano, o fotógrafo brasileiro Bruno Lemos -que mora por aqui há anos- faz a North Shore Photo Expo, que premia as melhores imagens de fotógrafos conterrâneos realizadas no Hawaii. E o evento é merecido porque não é fácil ficar horas e horas sob […] >
  • .Pipe on stand by.

    Dia amanheceu cinza, chuvoso e friozinho no North Shore. Mesmo assim, foi difícil arrumar vaga para estacionar o carro próximo a Pipeline. As 7:15 da manhã já havia bastante gente querendo conferir o status do campeonato, que foi declarado ON STAND BY. A próxima chamada será divulgada as 11:45. Ansiedade a mil.

  • . JJ Florence tranquilão.

    Do alto de uma árvore que fica no quintal de sua casa, um camarote em Pipeline. É dali que o havaiano prodígio John John Florence confere as baterias do campeonato mundial. Simpático como sempre ele brincou com a minha torcida e trocamos uma farpinha amiga:

    Eu: Alivia pro Medina esse ano, John John! Pega o Fanning, sei lá.

    JJ: (risos)

    Eu: o mar ta gigante, a final está chegando, você ta sério… está nervoso?

    JJ: Eu não, mas o Medina está.

    Eu: (risos)

     

     

  • .Pipe – round 2.

    É uma mistura de medo e maravilhamento que tira aquele sorriso nervoso do rosto e dilata a pupila automaticamente. Pipeline em condições extremas como as de hoje é uma festa, mas não para a ASP, que cortou a farra ao final do round 2. A força do mar logo cedo era tão linda quanto assustadora.

    O pessoal na areia reclama, loucos pelos shows dos super herois aquáticos naquelas ondas gigantes. Em silêncio, eu sempre acho que o cara que decide isso lá do alto do palanque da associação é um tremendo big rider que não se aguenta e cancela tudo só pra correr pro mar e se jogar naquelas ondas.

    Na prática, não foi um dia de grandes embates, mas o careca ET Kelly Slater fez mais uma das dele e conseguiu um notão no final de sua bateria contra Reef Mcintosh e continua a briga pelo título no round 3.

    Com o cancelamento do dia de hoje nem os favoritos Medina e Fanning entraram na água. Quem arrancou gritos na areia foi um outro brasileiro, Jadson André, que saiu de um tubo humamente impossível de encarar e ganhou um 9.37 dos juizes.

    Depois de cancelado o campeonato foi hora de freesurf fino com direito a Jamie” O’Brien na água como você confere na foto do alto desse post captada pelas lentes da parceira desse site, a fotógrafa Ligia Costa.

    Na sexta bateria de amanhã tem Medina contra Dusty Payne. Aloha!

/ KA_KAOS
.Salvando notícias condenadas a morte desde 2007.
Share with your friends










Submit
Share with your friends










Submit
Share with your friends










Submit
Share with your friends










Submit
Share with your friends










Submit
Share with your friends










Submit
Share with your friends










Submit