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Ela causou no Festival Loolapaloza(vide vídeo) e jajá causa por aqui também. Enquanto o TIM Festival não chega Juliette Lewis responde dez perguntas a esse blog. Mais do mesmo...na TRIP de setembro.

Você parou com o cinema?
Tenho só 34 anos. Ainda vou fazer filmes, mas espero um bom roteiro. No cinema eu não sou o chefe. Na música eu mando.

Durante os shows você parece entrar em transe. Como é estar no palco?
Me sinto um leão. O rock é espiritual. O que você vê é uma explosão de energia vital.

Existe um lado político na música ou é apenas entretenimento?
O que quero é dar ânimo para essas pessoas que se sentem outsiders.

Você escuta essas bandas novas como Arctic Monkeys?
Iggy Pop já me mostrou o som deles. Prefiro o novo CD do Queens of the Stone Age, do White Stripes e o Raconteurs.

Dave Grohl tocou bateria no seu disco. Como surgiu a parceria?
Conheci o Dave no Reading Festival. Nos identificamos imediatamente. Éramos como duas bolas de fogo juntas, uma se alimentando da outra. Ele se ofereceu para tocar bateria nas três primeiras músicas e ficou.

Como foi trocar o glamour de Hollywood pela estrada do rock?
Nunca vivi esse glamour. Acordava e ia fazer filmes. O problema da estrada é que você vive entre ônibus e hotéis. Longe da família.

Você mora sozinha?
Moro com meu irmão e meu baterista em L.A. O bom da Califórnia é que posso ir a praia e relaxar com a família em meio a natureza.

Você é adepta da cintologia?
O que as pessoas não sabem sobre a cintologia é que você também pode ser cristão, judeu, mulçumano. Entendi melhor os medos e as dores desnecessárias da vida. Descobri a compaixão. Venho de uma família de artistas liberais. Desde cedo aprendi a questionar as coisas. Eu não sou uma seguidora. Tenho opiniões muito fortes e foi por isso que me identifiquei com a cientologia. Descobri o poder natural da minha alma, sem ter que usar drogas.

Você parou com as drogas?
Não me drogo há 12 anos. Parei com um processo de autodestrução. Sem isso eu nunca teria tido coragem de cantar. Hoje gosto de sentir as emoções como elas realmente são. Não fujo mais dos problemas e sinto prazer em fazer as pessoas se sentirem vivas.

O que você espera do show no Brasil?
Musica é algo muito espiritual pra mim. Há algo de mágico nessa turnê porque eu sempre quis ir ao Brasil. Sinto como se já tivesse morado no seu país em outra vida.