Fiz esse quadrinho para a Revista da Cultura. Para comentar o lançamento do sensacional livro “O pequeno livro do Rock”, de Hervé Bourhis, o amigo Pedro Jansen encomendou uma hq que falasse sobre o uso dos quadrinhos como reportagem/relato histórico. Taí, é só clicar.
Existe uma linha de abertura muito comum quando vamos expressar uma opinião que julgamos muito pessoal e controversa: “Será que só eu acho que…”. Uma variante comum: “Desculpem, mas eu acho…”. Não, não é só você.
Minha coluna Mal Necessário da semana: Não é só você.

Mundinho!
Mais alguns cartuns para o Jornal MTV na rua:

É isso, lançamento do livro do Mundinho Animal (só R$ 12,90!) no Rio de Janeiro, esta sexta (27/08) na La Cucaracha. Drinks grátis, garotas de Ipanema, todo um fim de semana pela frente. Como não ir? Será épico.

Na labuta desde (pelo menos) 1988:

Mundinho!
Mudando um pouco a frase do Oswald de Andrade: o Brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo a que ponto nós chegamos. Taí a invasão do Hotel Intercontinental inspirando vários comentários tipo classe média apavorada em vários portais de notícias.
Minha coluna Mal Necessário da semana: A que ponto nós chegamos.

Mundinho.
Minha mãe sempre odiou o PT, mas nunca soube explicar por que; tinha algo a ver com maus modos, aquelas barbas, o português truncado de sindicalista. Por isso mesmo eu gostava, pra mim eram os forasteiros de western spaguetti que já chegavam botando o pé em cima da mesa.
Minha coluna Mal Necessário da semana: Petistas do Mundo Bizarro.

Quarta-feira (18/08) vou estar em São Paulo, na Livraria Cultura (Loja das Artes - Conjunto Nacional - Av Paulista 2073) a partir das 18h30 autografando o livro com as tiras do Mundinho Animal - a propósito, é um pocket book, quero crer que bem barato ;) - que a editoria Leya (pelo selo Barba Negra), com um entusiasmo que me deixou algo perplexo, resolveu botar na rua. O lançamento faz parte de uma coleta de autores de humor e juntos nessa empreitada estão os finos Ulisses Mattos e Silvio Lach (responsáveis pelo Na_Kombi), o grande Ota e o campeão Jean. Todos estão convidados para o evento e a para a cerveja posterior, de preferência em um bar com lareira industrial.

Mais uma coluna da série para a Monet: Histórias (Inventadas) da Televisão.

Ilustração: Fernando de Almeida.
Programas do tipo cupido eletrônico, em que almas solitárias e algo desesperadas pagam mico para encontrar um par existem aos montes. Mas um programa correlato quis inovar, mostrando o doloroso processo de separação de um casal pelos números de audiência.
“Divórcio na TV”, com esse nome que parodiava um programa famoso de namoro ao vivo era uma atração bem apelativa. A produção convocava casais que estivessem pela bola sete a se apresentar na emissora (Record) com a promessa de arcar com os custos do processo legal - o que formava filas gigantescas no edifício-sede.
Detetives eram contratados para encontrar provas de infidelidade ou negligência conjugal (recibos de motéis, relatos de vizinhas fofoqueiras) que eram apresentadas em um auditório, com as câmeras filmando a reação do parceiro traído e/ou maltratado e as explicações do adúltero e/ou insensível.
Os advogados davam um espetáculo à parte, usando a mesma teatralidade que ostentam nos tribunais, com a diferença que em “Divórcio na TV” eles procuravam as câmeras para tirar mais efeito das frases em latim. Mais de um participante caiu em prantos (ou voou no pescoço do causídico) ao ouvir algum termo jurídico obscuro com pinta de xingamento.
As agressões físicas viraram marca registrada. Os cônjuges saíam tanto no braço que os criadores do programa resolveram adotar um cenário acolchoado - embora alguns membros da equipe tenham sugerido um incremento na violência criando um palco em forma de cozinha, com muitos utensílios arremessáveis e perfuro-cortantes.
O programa durou poucas edições. Foi cancelado depois que os primeiros litigantes descobriram que as decisões do juiz de mentirinha do programa não tinham realmente valor para a justiça brasileira. Alguns casais até se reconciliaram, pra não ter que passar de novo pela mesma maratona emocional.
Desenho e depoimento sobre Robert Crumb para matéria d’O Globo.

Apesar de ter se destacado no auge da era hippie graças a quadrinhos desenhados sob a influência do LSD, Crumb odiava tudo aquilo: a música, a esperança cretina na humanidade, os gurus psicodélicos. Não é a toa que a melhor parte de seu trabalho começa nos anos 70, quando assumiu sua inadequação e o seu individualismo em HQs autobiográficas. As feministas não ficaram muito satisfeitas.
Esta é a capa do livro do Mundinho Animal. Lançamento semana que vem em São Paulo, mais detalhes em um próximo post.

Cartuns que saíram no jornal MTV na rua, distribuído no metrô de São Paulo. Um cartunista por dia, de um elenco fixo com o Dahmer, Laerte, Mauro A. e Gilbert Shelton (!). Me sinto o Felipe Melo do time.

Mundinho, clicaí.
Semana passada apareceu esse manifesto separatista em São Paulo, assinado por uma organização chamada Movimento Juventude Paulistana. Sabemos por antecedentes históricos que é só botar a palavra juventude no nome de qualquer grupo manifestante que lá vem bobagem.
Minha coluna Mal Necessário da semana: Separações.

Mais uma coluna Histórias (Inventadas) da Televisão para a Monet.

Ilustração: Fernando de Almeida.
Alimentação saudável e programas de culinária estão na moda, mas não pela primeira vez. Houve uma atração televisiva que foi a primeira a exaltar as vantagens da comida natural, ensinando a prepará-la, e que fracassou por conta dos exageros de seu idealizador.
O programa “Não me coma, sou um ser vivo” surgiu no início dos anos setenta, na rebarba do movimento hippie que chegou aqui com atraso. Seu apresentador, um sujeito já um tanto entrado em anos para falar em nome da revolução jovem e com poucos cabelos para ornar com flores, se chamava Florêncio Silvestre. Ele mudou para algo que soava mais flower power, Flor Silvestre, o que lhe rendeu muitas piadas nos corredores machistas da TV Excelsior.
Tudo era muito radical. Era filmada em externas, e todos os objetos de cena eram tirados da natureza. A mesa era um tronco de árvore, os utensílios quase da pedra lascada; os produtores reclamavam que Flor levava o dobro do tempo de uma dona de casa média para picar salsinha. O patrocinador de “Não me coma…” era o Ceasa.
As receitas não pareciam muito apetitosas, mas ficavam em segundo plano em relação aos discursos de Flor contra os hábitos carnívoros. Ele fazia questão de apresentar o programa cercado de pequenos animais silvestres que interferiam comendo ingredientes. Os esquilos não raro o atacavam.
As únicas imagens feitas em estúdio, inseridas em um bloco entre duas etapas da receita do dia, eram vídeos educativos mostrando as verdades sobre o preparo de pratos convencionais: porcos sendo estripados, gansos vivos recheados por um funil inserido no tubo digestivo, o que criava o estranho efeito de um show de culinária que fazia perder o apetite.
A ruína de Flor foi o churrasco de confraternização da emissora, no fim do ano de 1972. Apesar de ter levado sua marmita de berinjela e uma braçadeira de luto pelos animais abatidos, sua pouca resistência a bebida fez com que se atracasse, delirando de prazer, com alguns quilos de picanha sanguinolenta. As fotos vazaram para a imprensa e a sua credibilidade foi a zero.
Depois entrou para a política, onde isso não faz diferença.
Mundinho!
A família é uma instituição falida, mas ainda consegue fazer vítimas, como podemos perceber nesse artigo de Cristina Grillo para a Folha de S. Paulo. A jornalista pede que pensemos no drama do pai que subornou policiais para liberar seu filho, que atropelou e matou o filho da atriz Cissa Guimarães.
Minha coluna Mal Necessário da semana: A família que atropela unida.

Mundinho.
Semana passada o Stallone fez algumas piadas sobre as gravações do seu último filme no Brasil. Parece que não gostou muito da experiência (embora os nativos que trabalharam com ele tenham mais do que reclamar) e descontou com frases espirituosas baseadas nos clichês do subdesenvolvimento que, infelizmente, ainda têm serventia para nos definir.
Minha coluna da semana: Macacos.

Mundinho, clica aí.
Semana retrasada um cartum do Nani desagradou petistas e feministas, dois grupos sociais que não são exatamente fáceis de entreter. Claro que vários dos incomodados, pegos em flagrante de tentativa de censura, se retrataram atacando a graça da piada, uma manobra diversionista clássica.
Minha coluna Mal Necessário da semana: Quer que eu desenhe?

Mundinho.
O caso Bruno ainda movimenta as multidões, como tudo que envolve nosso esporte favorito, a curiosidade mórbida. Embora todas as evidências apontem para o goleiro - e para uma impressionante multidão de oito cúmplices - os comentaristas estão fazendo um esforço impressionante para inocentá-lo. Vejamos.
Minha coluna Mal Necessário da semana: Influência do meio.

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