13 de março de 2006 às 11h55
Gatão de meia-boca
Fiz toda uma série com sugestões de vocês nos comentários: Gerald Thomas, Carlinhos Brown… continuem a mandar nomes para as Entrevistas em Quadrinhos.

Fiz toda uma série com sugestões de vocês nos comentários: Gerald Thomas, Carlinhos Brown… continuem a mandar nomes para as Entrevistas em Quadrinhos.



13 de março de 2006 às 12h29
1) Eu sei que não foi só por causa do filme que o Crumb matou o Fritz, generalizei em favor da piada.
2) Saiu uma notinha na Veja Rio sobre o filme do Gatão, diz mais ou menos assim: o pior não são as piadas que vc vê atravessando a rua a duzentos metros, mas o fato de deixar a seminudez de Lavinia Vlasak, Paula Burlamaqui e Angela Vieira desinteressante.
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13 de março de 2006 às 13h29
A Thais Fersoza nao ia aparecer pelada, tambem? Tava no aguardo só por causa disso.
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13 de março de 2006 às 13h29
Entrevista o Crumb! Mas no caso, tem que fazer ele sacaneando vocês…
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13 de março de 2006 às 16h38
Que merda, ia sugerir o miguel paiva de cara…
pode das antigas? chama o maurício de souza, o ziraldo, o… aliás, chama aquela galerinha porca das tirinhas do segundo caderno toda, enfileira e pá.
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13 de março de 2006 às 16h41
Ai, Arnaldo. Ja viu o Gil Brother, o AWAY DE PETROPOLIS no Hermes e Renato?
Parece essa mesa redonda de vocês. Bem que podia rolar uma entrevista com ele numa F. Ou alguma coisa com o cara. Ele é genial.
Agora só falta esculaxar o prego do Caetano Velloso que comprou briga com a Sexy.
Mais uma parada. Que você achou do Salão de Humor do RJ? Vou lá amanhã mas não espero muita coisa. Abraços!
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13 de março de 2006 às 16h59
Mas Elton, ia ficar cartunista demais no esquema e na real: QUEM SE INTERESSA POR CARTUNISTAS? Fora que o Ziraldo já foi entrevistado na F#1, quando o chamamos de pelego e caloteiro.
Guto: Gil Brother? Porra, nunca vi, estou sem tv a cabo. Mas acho Hermes e Renato do caralho.
Ia ter uma piada pra sair na Sexy mesmo, na nossa tira (minha, Allan, Leo) “Ilha de Sexy”, mas acabou preterida por outra; basicamente a gente dizia que a fase mais legal da carreira do Caetano foi a do exílio.
Não espere mesmo.
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13 de março de 2006 às 17h24
Porra, Arnaldo! Você TEM que assistir os away de petropolis, cara.
Você tem e-mule? Procura nele por Drops Away News.
São vários episódios:
- Anabolizante
- Cirugia Plástica
- Ronaldinho
- Moda
Tem mais alguns, mas esqueci.
Assista, por favor. Você vai rir que nem um maluco.
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13 de março de 2006 às 18h01
Tenho, vou catar.
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13 de março de 2006 às 21h35
Drops Away:
http://www.ovelhaeletrica.com/blog/2006_03_10_drops-away-news.html
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13 de março de 2006 às 23h46
Ô, Arnaldo, tu já fez entrevista com a Elza Soares?
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14 de março de 2006 às 1h23
Plááááááaát !!!!
Deuzulaivre, ví o trailer esses dias… nófá finhóra!
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14 de março de 2006 às 2h54
Rita Lee. Porra, tá na hora de alguém dizer à essa velha maluca do caralho que ela num tem graça nenhuma.
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14 de março de 2006 às 6h16
Rita Lee já foi, insinuamos que ela está fazendo hora extra no mundo desde 1972, qdo saiu dos Mutantes. Saiu na F#3.
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14 de março de 2006 às 8h05
vai apanhar no cu, deves pensar que tens piada, vai-te FODERRRRRRRRRRR!!!
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14 de março de 2006 às 10h41
é isso aí, arnaldo, raiva é tudo, ficou mto bom esse com violência, haha
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14 de março de 2006 às 11h24
Tens piada? Vai-te fOder?
Caralho, acho que ofendi um fã lusitano da Radical Chic… vou apanhar de quem, de um comentarista anônimo de blog ou do Miguel Paiva? Duas perspectivas patéticas…
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14 de março de 2006 às 12h34
na boa, se vcs nao entrevistarem o cansei de ser sexy, vao perder o bonde.
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14 de março de 2006 às 12h39
Pô, Munha, who cares about cansei de ser sexy. Ademais, comia umas três ali.
Não estou falando do baterista, though.
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14 de março de 2006 às 13h17
ih, falei q ia acabar em porrada esse negócio… quem comentou em lusitanês deve ser a vó do miguel paiva, puta da vida. agora não fica de bobeira não, cara.
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15 de março de 2006 às 11h13
Faz uma entrevista com Diogo Mainardi…
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17 de março de 2006 às 19h35
Não vi e já concordei. Kleber Mendonça Filho é o melhor de todos
O HOMEM QUE ENTORTAVA AS COLHERES
Por Kleber Mendonça Filho
A crítica brasileira pode estar se repetindo, mas talvez seja ela apenas a portadora das más notícias. Em relação ao modelo que o cinema brasileiro escolheu para “ser comercial e popular”, o atual panorama é sombrio via globificação televisionada dos nossos filmes. A produção nacional seria tão mais animadora se abandonasse essa mania de fazer filmes como Gatão de Meia Idade (Brasil, 2006), sub-produto do raquitismo criativo que reflete a total influência de uma televisão de má qualidade no nosso cinema. E isso é, ao que parece, um padrão a ser seguido, vide os números de bilheteria auto-gerados de Se Eu Fosse Você, que já passaram dos três milhões de espectadores.
Gatão de Meia Idade, que não tem a carpintaria de Se Eu Fossse Você (nem terá o mesmo empurrão massificado de mídia), adapta a tirinha de jornal de Miguel Paiva para o padrão TV filmada de diversões brasileiras multiplexadas. O filme parece clamar por algum tipo de embargo federal contra comédias românticas cariocas, gênero que está virando terror.
Temos um homem de rabo de cavalo que já chegou aos 40, Cláudio (Alexandre Borges), divorciado e pai de uma filha de 12 anos (Renata Nascimento). O filme explora a relação dele com as mulheres (“comer” ou “queria comer mais”) e as conversas de macho com os amigos (“essa, eu quero comer”).
O filme de Antonio Carlos da Fontoura (que ano passado mostrou o socialmente delirante No Meio da Rua, no Cine PE) transmite a impressão de ter sido gerado a partir de anos de imersão exclusiva no filmar tosco, no falar simplório e nos conflitos pedestres que só uma produção televisiva ruim seria capaz de transmitir. Excluindo a projeção em 35mm, Fontoura conseguiu fazer um filme totalmente destituído de cinema.
Vendo esta obra, e isso talvez seja pior do que ressalvas à visão cinematográfica do todo, não há indícios de vida nessa narrativa que trata, no final das contas, de seres humanos, aborda temas como o amor e a solidão, homens e mulheres.
Cláudio, que seria nosso herói, o cara pelo qual deveríamos torcer, o cara bacana, só fala em clichês. Todos só falam em clichês, como se o elenco inteiro de personagens trabalhasse como telefonistas de 0800, transformando situações de vida em incidentes vazios, e reflexões naturais sobre as coisas em frases de cartão de aniversário.
Essencialmente, e perdoem a licença poética, é um filme não muito distante tematicamente do Truffaut de O Homem que Amava as Mulheres. O resultado, no entanto, sugere algo bem distante.
O elenco inclui Cristiana Oliveira como uma motoqueira que parece ter assistido a A Pequena Loja de Horrores, com Steve Martin, e o grupo de amigos inclui um quase mudo e perplexo Paulo Cesar Pereio. Sua expressão é a mesma do espectador.
PS: A trilha sonora deste filme é inacreditavelmente ruim.
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24 de março de 2006 às 12h56
que honra, fui eu que dei a ideia de entrevistar esse figura. Alguem poderia ter tido pena dele, sacrificando-o misericordiosamente depois que ele desenhou aquelas tirinhas do Ed Mort (que graças a deus ele não escrevia).
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