31 de março de 2006 às 15h50
You should be working
Idéias que habitam uma gaveta na minha bossa occipital e talvez nunca vejam a luz do dia:
1) uma série de quadrinhos estrelada por São Judas Tadeu, o santo padroeiro das causas
impossíveis, chamada “São Judas Tadeu, advogado”. Ele trabalharia na Defensoria Pública,
atuando no Tribunal de Causas Perdidas, atendendo seus clientes O.J. Simpson, Stálin,
Mark Chapman, Guilherme Fontes, etc. Tipo ele discutindo a estratégia de defesa com o Hitler:
- Adolf, você não pode mentir pro seu advogado…
- OK, vamos ficar por só seis milhões e não se fala mais nisso!
(lembrei daquela minha piada do Super Loser: “a defesa alega Genocídio, mas com atenuantes…”)
2) um monólogo – mas linha stand up, sem a obrigação de ser uma rotina de comediante, mais umas considerações escrotas (como soem ser todas as minhas considerações) sobre uma porrada de coisas. Queria fazer para o Bruce Gomlevski, um ator que gosto muito, cheguei a conversar com o cara tipo há dois anos e pareceu receptivo. Só escrevi a primeira frase:
“Hoje, excepcionalmente, gostaria de contar com a inteligência de vocês…”
3) essa tem mais chance de sair, porque o Dahmer é o pai da sinopse e sei como ele pode agulhar uma pessoa até a demência, uma novela (nome provisório “Mar de Paixão”) com personagens como esses, aspas para o criador dos Malvados:
“Lelê – Com sérios problemas de fala, usa aparelho odontológico “freio de cavalo” e um de surdez, além de um colete cervical e óculos de grossas lentes. Está entrevada numa cadeira de rodas desde o nascimento, fruto de uma grave doença degenerativa. Tem quinze anos e só enxerga o lado bom da vida. No encosto de sua cadeira de rodas estará escrito “COTA”. Em suas cenas, Lelê aparece em campanhas politicamente corretas e vai trazer todo o tipo de minorias para a novela, como por exemplo, o homossexual negro e judeu Afonso, que salvou a vida de Lelê quando ela era uma criança”
Carlos Renato Godoy – Diretor inescrupuloso da Petrolífera Natureza, só existe na trama para enganar a boa e ingênua Clara Sabatini e fazer todo o tipo de marketing acintoso em cena, de diferentes produtos ou um fictício. Quando está na praia, um barco passa ao fundo com uma propaganda. Quando entra em uma lanchonete, senta para comer em frente a um enorme painel de anúncio da loja e elogia a comida. Quando anda pela rua, está sempre em frente aos painéis com propaganda. Quando é filmado de baixo para cima, passa um avião com propaganda de um produto. Este personagem serve para transmitir ao espectador a idéia da propaganda “encaixada”, sempre presente em novelas da atualidade. O ideal seria que fossem fechados contratos com produtos reais, se possível. Mas pode ser o tempo inteiro um produto fictício, o concorrente da empresa, de nome Petrolífera Amigos da Ecologia.”
And so it goes.
21 Comentários








31 de março de 2006 às 16h25
Queremos um personagem anão, preto, pobre, padre, pedófilo e homossexual nessa novela.
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31 de março de 2006 às 17h27
Você não devia deixar suas boas idéias de bobeira por aí, garoto…
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31 de março de 2006 às 17h27
Você não devia deixar suas boas idéias de bobeira por aí, garoto…
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31 de março de 2006 às 17h33
ainda bem que as pessoas comentam no blog do allan ficam por lá.
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31 de março de 2006 às 17h45
Anônimo 1: vou responder pra vc o que disse na palestra do Salão do Humor Engraçado no FIQ. Eu tenho um cérebro, se me roubam uma idéia eu reponho o estoque.
De qualquer forma, está publicada aqui, não é? Se vc descobrir alguém fazendo uso delas por aí, dê um toque.
Anônimo 2: nah, algumas passam aqui, e aquele tal zeh até tenta comentar de vez em quando. Mas esse eu censuro, não gosto de encorajar a paixão latente que o cara evidentemente sente por mim.
E ademais, censura é uma coisa boa, vc vê como vários artistas produziram melhor durante a ditadura. Quem sabe, se censurar bastante aqui nos comentários, alguns stalkers não começam a produzir melhor tb?
Por exemplo, começando por arrumar um emprego…
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31 de março de 2006 às 18h35
Achei a primeira idéia sensacional. Só não achei que o O.J. Simpson devia estar na lista.
Aliás, a série poderia começar justamente com ele recusando o cliente: “Não, O.J., acho que você não se encaixa no perfil da minha clientela. Procure o Johnnie Cochran”. Logo depois ele virava para o lado e gritava: “Ei! Michael Jackson, não pense que eu não estou vendo, saia imediatamente de perto do São Cosme e do São Damião!!!”
No mais, eu jurava que o santo das causas perdidas era o Santo Expedito.
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1 de abril de 2006 às 2h33
eu também jurava que o santo das causas impossíveis era o santo expedito…
ei, essa tal clara sabatini tem muito jeito de ser interpretada pela regina duarte, e a filha, claro, pela gabriela duarte, a chatinha.
mas o toque de gênio é a inscrição COTAS.
excelente.
mas continue postando FFFC. ;D
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1 de abril de 2006 às 6h48
Ei, a primeira frase é o mais difícil. E tá boa.
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1 de abril de 2006 às 9h20
Expedito é o das causas urgentes. There´sa difference. São Judas é o santo padroeiro do Flamengo (causa impossível de per se), 35 milhões de torcedores não podem estar errados.
Ei, Simone, tnxs! Quis tanto ir na sua festa, não pude.
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1 de abril de 2006 às 10h47
A do São Judas Tadeu é a melhor idéi, se vc levar para o lado de defensor de políticos então, vai ter toda semana material.
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2 de abril de 2006 às 8h41
ja imaginei aqui São Judas com sua equipe: Expedito e Edwirges…
hehehe, em seu escritorio de advocacia…
Gostei muito da primeira idéia…
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2 de abril de 2006 às 10h48
São Judas Tadeu! Já! [Ele inclusive podia concorrer com o Preza à Presidência...]
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3 de abril de 2006 às 10h00
“De qualquer forma, está publicada aqui, não é?”
Pelo menos até o Gardenal dar outro piripaque…
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3 de abril de 2006 às 13h52
o do “sao judas tadeu, advogado” ficaria MUITO show…
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3 de abril de 2006 às 14h51
Será que se todo mundo pedir, o Arnaldo toca a idéia do São Judas Tadeu, advogado?
- Poderia colocar o Santo Expedito de estagiário, ou de office-boy (“causas urgentes”)… tá, é por conta de piadas assim que eu NÃO sou humorista.
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4 de abril de 2006 às 9h54
Eu tinha um bom personagem, mas ele não passou da primeira tirinha.
Ele salva o universo.
Ele combate o crime.
Ele regata gatinhos que subiram na árvore.
Ninguém mais agüenta olhar pra cara do Super-Exposição.
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5 de abril de 2006 às 23h00
Não tou afim de comentar nada por enquanto. Só gostaria de ser approved by the site owner porque ultimamente eu tou com um pobrema de rejeição.
Me aceita, vai.
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6 de abril de 2006 às 4h01
personagens gays estão em falta…
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6 de abril de 2006 às 12h29
Personagens gays estão em falta?
Look again… Vocês andam frequentando pouco o Rio de Janeiro, hein?
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7 de abril de 2006 às 19h20
Porra, estudei com o Bruce na UFRJ. Certo, foi só uma cadeira, Sociologia da Comunicação e mesmo assim acho que ele não fez tudo pois foi tentar a carreira.
Mas concordo com você, Arnaldo. O Bruce é um ator de quem eu gosto muito…
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Pingback por Mega teaser multiplus - Mau Humor - OESQUEMA
24 de julho de 2009 às 11h08
[...] Já falei desse roteiro de curta metragem (que pretende dar origem à série) que o Dahmer bolou e eu desenvolvi; é uma paródia de novela que está pronta há uns três anos e sempre rodou nesses editais de incentivo à cultura – muito justo, porque é um puta desestímulo à mesma. Mas agora deve sair, na munheca e em animação (elenco mais barato). A apresentação dos personagens e o trecho incial. [...]