OEsquema

Não existe pecado do lado de baixo do Equador

E já que o assunto é racismo, republicando esse quadrinho. Ainda mais que o cara transformou a obsessão dele em livro. Nada contra obsessões, o Kamel é uma das minhas.

O livro poderia se chamar “Não somos racistas, temos preconceito de cor, é diferente”, subtítulo: “eufemismo rules, fuck yeah!”. Engraçado, tem racismo na Inglaterra, na Alemanha… enfim, em países onde o sistema de educação funciona – aqui, onde boa parte das pessoas aprende civilidade na rua, não tem. Então tá.

Sim, quem tem raça é cachorro. Mas nunca vi um cocker spaniel parar um basset para “averiguação”. Mais capaz de ficarem cheirando a bunda um do outro, democracia racial é isso aí… já sugeri o método ideal para decidir quem deve levar as vagas das cotas nas universidades: é só botar a calourada para tomar dura, polícia sabe sempre quem é preto e quem não é.

Os caras que usam o argumento “conceito de raça não existe” tinham que se apresentar como voluntários para explicar isso a sujeitos como um camarada que estudou comigo, para quem negro era “sub-raça”. Hoje opera no mercado financeiro, I´m told, espero que mais versado em biologia.

Acho que o mito da democracia racial brasileira faz parte do pacote que nos tentam empurrar sobre nossa suposta singularidade, e que se reflete naquelas piadas em que um alemão, um americano e um francês se fodem em uma situação – pra no desfecho o brasileirinho sagaz dar o jeito dele. Sim, não somos racistas, somos cordiais, temos a melhor música e futebol. Somos os maiorais.

A posição de merda que ocupamos em vários rankings por aí é um mero detalhe, como diria o Parreira…

falarehfacilrealshow.gif

Ah, continuando com a série “como fazer amigos na internet”, o Arnaldo Bloch (ou um anônimo que preencheu corretamente o cadastro, vai saber) respondeu a um comentário meu no post “Cinema Velho”. O egosurfing é livre, be welcome xará. Depois eu estranho estar sempre procurando trampo…

45 Comentários
por: Arnaldo Branco postado em: Uncategorized

45 Comentários

Comentário por Barbz
21 de agosto de 2006 às 13h58

Mto boa!
Podia ter um quadrinho com o Lula tendo que passar em algum posto do SUS (que ele considera de primeiro mundo).

abs!

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Comentário por Fábio
21 de agosto de 2006 às 14h50

Qualé Arnaldo, pensei que seu sonho- como de todo quadrin(?)ista- era derrubar um governo.

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Comentário por Vinicius Costa
21 de agosto de 2006 às 15h04

Arnaldo, você já ficou preso aqui no Ary Franco? Já é a 2ª vez que você o menciona hehehehehehe :P

Responder

Comentário por Arnaldo
21 de agosto de 2006 às 15h18

É porque a gente soube que a F. fez sucesso lá.

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Comentário por Cláudio
21 de agosto de 2006 às 15h47

O que é um negro?

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Comentário por Private Joker
21 de agosto de 2006 às 16h17

Arnaldo, um post inteiro sobre racismo e você não falou sobre nossos hermanos argentinos?

Surpresas. heh

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Comentário por Anônimo
21 de agosto de 2006 às 17h04

Arnaldo, pelo visto, a questão da miscigenação pra vc é mera retórica. Sem querer, vc tá apoiando um troço que pode instituir o ódio racial na república das bananas, que já tem n problemas de todo tipo…

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Comentário por Arnaldo
21 de agosto de 2006 às 17h35

Eu sou mulato, cara.

Lembro uma coisa que o Caetano disse: “sou um mulato branco o suficiente para ser considerado branco, e o Gilberto Gil é um mulato negro o suficiente para ser considerado negro”. E ser identificado como negro, é o que estou dizendo, vem com um ônus.

Nunca ninguém mudou de calçada por minha causa. Deve ser chato.

E não vai instituir porra nenhuma. Somos desorganizados até para nos associar em torno das nossas convicções. A gente não leva nem nosso racismo a sério. Lá nos EUA você se junta a um clube com carteirinha e tudo. Olha o que os nossos políticos fizeram conosco esses anos todos. Caçamos os caras nas ruas? Nada. Essa desculpa – que a injustiça de um sistema de cotas trará o caos não procede.

Mas a real é que disse no post anterior que não ia discutir cotas e afins, porque não tenho moral – e é totalmente inútil, esse debate tinha que ter mediação de psicólogos…

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Comentário por Arnaldo
21 de agosto de 2006 às 18h01

OK, última intervenção, só pra deixar claro que acho a lei de cotas injustíssima.

Mas lembro de uma lista de discussão em que um cara – partidário das cotas sociais ao invés das “raciais” – reagiu assim quando argumentei que o direito a cela especial para diplomados deveria ser revogado: “mas logo na minha vez?”

Ou seja, injustiça a nosso favor a gente gosta.

Responder

Comentário por Amigo da Onça
22 de agosto de 2006 às 2h14

Anonymous: de forma velada, há muito tempo estão instituídos no Brasil o racismo e o conseqüente complexo de inferioridade de muitos negros…

Responder

Comentário por Luiz Castro
22 de agosto de 2006 às 3h58

Nestes debates de internet tem muita gente que usa o espaço unicamente para ofender os que tem uma opinião diferente, ao invés de elaborar uma opinião contrária. É uma demonstração de burrice. Agora, o Arnaldo outro dia publicou uma bela tira gozando o discurso da Benedita da Silva de “Negra, mulher e favelada” e agora vem defender cotas raciais na faculdade sem perceceber que ambos partem do mesmo princípio: ‘Faço parte de uma minoria historicamente espezinhada, então agora tenho que ter minha chance’. A pessoa não fala ‘vote em mim pois eu vou lutar por melhorias…’ ou ‘deixe-me estudar, porque eu provei que sou capacitado’. Em vez disso, é um discurso ‘me indenize porque eu sou fudido’.

Responder

Comentário por Mauricio Dias
22 de agosto de 2006 às 4h17

Tenho 1,73 m de altura. Não estou em boa forma física, nem pulo muito alto. Nunca fui muito bom em basquete ou volei. Mas não acho justo que as seleções brasileiras destes esportes sejam ocupadas apenas por caras grandes, fortes, bem preparados e habilidosos. Exijo que nós, os mais baixos, despreparados e sem talento tenhamos uma cota nestes grupos, para pôr um fim a este elitismo vertical. P.S. – Arnaldo, que estória é essa de vc dizer que é mulato? Conheço teu irmão Lúcio, é mais branco que a Lucélia Santos.

Responder

Comentário por Paulo Mora
22 de agosto de 2006 às 7h34

Arnaldo, na boa: a relação de poder no país é dependente de grana (óóóó, descobri a pólvora), mais do que de cor. Pessoalmente, sou contra o conceito de cota “racial”, talvez por ignorância. Acho interessante cotas para alunos de escolas públicas. O problema é que muitos dos que defendem cotas (seja lá qual for) estão é querendo ganhar alguma vantagem ou dar uma de “ixspertus”.

Responder

Comentário por Arnaldo
22 de agosto de 2006 às 11h20

Maurício, eu e o Lúcio somos os cornos um do outro, mas ele é branco e eu moreno, puxei meu pai.

Luiz, cota não é indenização. Ninguém está garantido com um diploma na mão, não importa como vc tenha entrado na Universidade.

Boa parte dos caras que vi dizerem que cotistas (de qualquer tipo) querem moleza, que o lance é ralar mais para chegar lá, são caras que ainda estão na casa dos pais, dilapidando o patrimônio deles – isso tendo estudado em boas escolas, com todas as oportunidades.

Olha que só estou falando dos que estão empregados, sabemos que hoje em dia isso (estar empregado) não garante a ninguém que vá sobreviver sem ajuda da família, o mercado está foda.

Se esses caras (não estou dizendo que é seu caso, claro) acham que pra quem parte do marco zero, sem grana, assistência e oportunidades (e aqui estou falando de pobres brancos, pretos, cafuzos, etc.) – porque eles, que tiveram todas as condições não foram bem-sucedidos?

A gente gosta de achar que os outros é que são malandros.

O caso da Benedita é diferente. Ela exibe sua “negritude” como um mendigo mostra uma ferida para conseguir mais piedade. Não combate o racismo: se aproveita dele.

Responder

Comentário por Renton
22 de agosto de 2006 às 13h46

O engraçado dessa historia é que são sempre os brancos que dizem que não existe racismo. Então, deve ser verdade, pois estão vendo a coisa sob a perspectiva deles.
No brasil existe racismo, preconceito de cor, de sexualidade, classe social, religião e etc.
Experimente ser negro, gay, pobre e ateu para vocÊ ver.
HEHEHE
bom que nunca vai faltar material de trabalho pro mauhumor.

Responder

Comentário por Renata Paraguaçu
22 de agosto de 2006 às 15h17

Vc falou dos “caras que ainda estão na casa dos pais”, mas o que você tem isso? É um problema deles com os pais deles. Porque todos que são a favor de cotas não criam um fundo para prover bolsas escolares a pardos, negros e afins, onde eles depositariam mensalmente uma pequena quantia? Não, eles querem ‘justiça social’ , desde que aqueles que não concordam com eles sejam obrigados a contribuir também, já que o Estado não cria dinheiro, só toma, via imposto. É caridade com o dinheiro dos outros. Aquilo que o Roberto DaMatta fala, de verem o Estado como uma continuação da natureza generosa descrita por Pero Vaz de Caminha: Fonte inesgotável de recursos, onde basta colher. Só esquecem que tem um custo.

Responder

Comentário por Arnaldo
22 de agosto de 2006 às 15h34

O que tem, e sinto que você está fazendo um esforço sobrehumano para não entender, é que essas pessoas que não conseguiram sair da casa dos pais por não descolar um emprego que as permitisse, enchem a boca pra dizer que é só se esforçar que outros – sem as mesmas condições, saindo do zero – conseguem vencer na vida. E elas, o que estão esperando?

E sobre o Estado provedor: mais ou menos como em vários países desenvolvidos, não? Se descolo um seguro social e invado um apê abandonado na Dinamarca, passo o resto da vida na buena. Eu seria assim como um membro do MST e um indenizado do governo em uma só pessoa.

Ah, o maior país católico do mundo tem esse ônus: a gente sente culpa demais, ganharás o pão com o suor do seu rosto and all that shit… relax, babe.

Responder

Comentário por Luiz Castro
22 de agosto de 2006 às 15h36

A culpa de todas essas discussões é do Arnaldo, que não se contenta em ser cartunista e ficar querendo falar de temas sérios, ah, ah. E como as pessoas se empolgam nas discussões de um site de quadrinhos, até parece que é o debate aqui que vai decidir alguma coisa.
Agora, Arnaldo, se vc é mulato e seu irmão é branco, vc teria direito a cota e ele não? E numa situação hipotética, usando jogadores da seleção de futebol (apenas como referências de tons de pele), uma disputa por vaga na faculdade entre Zé Roberto, Juan e Adriano seria decidida como? O primeiro ganha nota 8 em negritude, o segundo 7 e o terceiro ficaria com um incômodo 4, por ser um mulato?
E vc disse “Ninguém está garantido com um diploma na mão, não importa como vc tenha entrado na Universidade.” Então a faculdade é uma necessidade ou apenas um luxo? Garanto que tem muito técnico em computação e eletrônica ganhando bem mais que professor de 1o. grau.
O erro da educação pública brasileira é que mais de 80% da verba é investida nas faculdades federais, e pouquíssimo vai para o ensino primário. Esses valores é que tem que ser redistribuídos.

Responder

Comentário por renataparaguacu@bol.com.br
22 de agosto de 2006 às 16h02

Não, muitas dessas pessoas que estão nas casas dos pais têm emprego; e ao ficarem na casa paterna estão apenas jogando com um recurso de que elas dispõe. Muitos podiam ir dividir um apartamento com um amigo, namorado, mas tem mais conforto, três refeições ao dia, e nenhuma cobrança na casa dos pais. O que vc quer é que eles se sintam culpados por terem este conforto.
E o que esta dado – que o Arnaldo lançou, basta olhar pra trás – tem a ver com dar cotas em faculdades?

Responder

Comentário por Arnaldo
22 de agosto de 2006 às 16h06

O problema não é esse não, Luiz, é que ninguém gosta de discutir, só de falar, por isso fazem uma leitura diagonal do que o outro escreveu e já vão digitando.

Eu não disse que não me fodo por ser mulato – como o Caetano, sou um mulato branco o suficiente para ser considerado branco?

Existe ônus em ser negro. Só o que quero dizer. Negro: aquele que toma dura de bobeira de polícia. Se vc acha que esse é um personagem de ficção, OK, taí a diferença no nosso pensamento. Em nenhum momento falei sobre diferença de matizes ou algo assim.

Tb já disse que nem tenho moral para discutir sobre a educação dos outros, minha performance como aluno não me habilita.

E concordo sobre o ensino primário.

Responder

Comentário por metaleiro
22 de agosto de 2006 às 16h10

Dinamarca,Suécia, etc: taxa tributária de 50% da economia, população com pouco ou nehum crescimento e baixa imigração-ou seja menos gente vivendo do seguro desemprego, recursos são suficientes para bancar este sistema de welfare state.
Estes países vão sofrer com o aumento das despesas com Previdência-haverá menos trabalhadores na ativa para bancar os aposentados e seguro desemprego.A concorrência com as economias Chinesas e do Leste Europeu e Índia vai acabar com essa sopa, incluindo Alemanha e França.Quanto às cotas, não tenho a menor idéia do que é melhor, cota pra negros ou pobres, só sei que temos que melhorar e muito a educação básica pública, para não precisar discutir isso no futuro

Responder

Comentário por Arnaldo
22 de agosto de 2006 às 16h13

OK, Renata, na casa dos pais contra a vontade, saca, como idéia de fracasso. Dig it?

Tipo, gente com mais de trinta e ganhando mal. Você só fala a língua do pé da letra?

Responder

Comentário por Arnaldo
22 de agosto de 2006 às 16h20

China, verdadeiro país capitalista: cobram até pela bala que usam pra te executar.

O Luiz tem razão, deixa eu fazer quadrinho.

Responder

Comentário por Mauricio Dias
22 de agosto de 2006 às 17h35

“Negro: aquele que toma dura de bobeira de polícia. Se vc acha que esse é um personagem de ficção, OK, taí a diferença no nosso pensamento.”
Vc fala agressivamente como se alguém já tivesse discordado. Mas tem um detalhe: aqui não é NY, onde 70% dos policiais são de origem irlandesa. Quando um negro leva dura, o policial que dá a dura tb é, muitas vezes, negro ou pardo. Então é uma questão unicamente racial?
Também existem ônus semelhantes em ter cabeça chata, em ter fisionomia de indígena, no cara de 1,60m de altura, em ser veado, na mulher sem peito, do sujeito que tem acne. Vamos usar o poder $$$ público para corrigir tudo?

Responder

Comentário por Arnaldo
22 de agosto de 2006 às 17h55

É mesmo! Ao ver uma mulher sem peito, tem gente que muda até de calçada.

E tem um tempinho um policial atirou em um dentista que achou suspeito, devia ter 1,60 ou algo assim.

Mesmo ônus, come on.

Gay sofre uma discriminação fodida também, de outra ordem. Mas talvez dêem graças a Deus pelo fato do gueto deles ficar na Farme de Amoedo…

E sobre dinheiro público, se todo mundo fosse tão zeloso com ele em outras situações que não nessa discussão de cotas, que maravilha viver.

Responder

Comentário por Luiz Castro
22 de agosto de 2006 às 19h57

Sinceramente, não conheço ninguém que mude de rua pelo fato de ter um negro andando nela. Não digo que não exista, mas eu não conheço. Acho que ninguém foge de um negro de cabelo curto usando calça, camisa social, aspecto classe média. O sujeito pode fugir se tiver um tipo maltrapilho, com corte de cabelo exótico ou usando aquele gorro sinistro que cobre as orelhas; mas aí independe do outro ser preto ou branco, são signos associados à marginalidade. E este medo é justificado pelas próprias atitudes de certos negros. Se já foi na arquibancada do Maracanã num Flamengo e Vasco decisivo, se já pegou um ônibus 485 num domingo de verão lá pelas 11 da manhã, viu a barbárie, e entende o que digo. Se disser que não é verdade, estará mentindo.

Responder

Comentário por Paulo Mora
22 de agosto de 2006 às 20h34

Aí, Arnaldo, tu é comunista !
Pelos meus conceitos, isso é um elogio quase similar a “rubro-negro” ou “carioca”, mas isso aqui anda muito sério, né não ? Relaxa, galera.

Responder

Comentário por mauro
22 de agosto de 2006 às 21h57

sei que a discussão já morreu, mas também quero dar meu pitaco. Sou a favor de cotas raciais. Ouço sempre o argumento “o que precisa é dar uma boa condição econômica para o negro durante a infância e adolescência, que ele entra na universidade sem precisar de cotas”. Certo, mas desde quando as condições econômicas dos negros é uma merda? Desde semana passada? Acho que faz mais tempo, não é novidade alguma. E o quê foi feito até agora a respeito? Nada. Então não venha com conversa do tipo: “espera, primeiro nós vamos arrumar isso, pra depois você ter condições iguais na concorrência.” Concordo com o Arnaldo, cotas raciais é algo injusto sim, mas para corrigir outra injustiça. E não é para sempre, apenas um paliativo.

Responder

Comentário por mauro
22 de agosto de 2006 às 22h05

outra coisa. esse tema só causa esse burburinho todo porque pega em cheio em um privilégio da classe média. nos estados unidos o cara paga caro pelas educação superior, que é de ótima qualidade, e depois de formado ainda continua ajudando a escola, com contribuições em dinheiro (vi isso em alguns filmes, não em livros, mas boto fé que é verdade). aqui, o cara estuda a vida toda em colégio particular, passa fácil em uma universidade pública, de boa qualidade, pela qual não paga um tostão, e depois de formado, não se sente em dívida nenhuma com a sociedade. então é o médico, formado na usp, ufrj ou ufg (sou de goiás) que só pensa em enriquecer, e tem horror a atender pelo sus…

Responder

Comentário por Walter Carrilho
23 de agosto de 2006 às 0h54

Discutir o conceito de raças é tão complicado como entender um filme do Gláuber Rocha. E pode levar a extremos na atitude politicamente correta. Já me falaram que a Preta Gil deveria se chamar “Afro- Brasileira Gil” para não pegar mal. Acho que era piada, não sei bem…

Responder

Comentário por Vinicius
23 de agosto de 2006 às 9h55

Brasileiro (e falo assim pq só conheço o Brasil) geralmente é assim, injustiça só pros outros, sarro só nos outros… Mexeu no meu queijo, o bicho pega, eu choro, tiro as calças e piso em cima…
O que se perde de dinheiro com empreiteiras nas obras públicas daria pra pagar faculdade pra branco, preto, verde, amarelo e azul… mas disso ninguém reclama afinal “não ta me afetando diretamente”.
Deviam existir alemães, italianos e outros tirando sarro da gente, falando que não temos políticos que preste, quem sabe formaríamos uma “torcida organizada” e daríamos uma cossa nos políticos.

Responder

Comentário por Arnaldo
23 de agosto de 2006 às 11h36

Sou comunista, nos moldes da Suécia.

Só para deixar uma coisa clara, não acho que uma pessoa defender uma determinada medida quer dizer que ela trate a coisa como A Solução Final.

Imagino que quem defenda uma lei imediatista como a das cotas, ou a da redução da idade de responsabilidade penal, também queira mudanças estruturais, mais profundas e de maior alcance.

Acho que todo mundo quer que os outros fiquem bem na vida, nem que seja para que os outros mantenham suas mãos imundas longe do nosso pára-brisa…

Eu, por exemplo, quero o bem-estar de todos para continuar sem cumprimentar ninguém no elevador.

Responder

Comentário por Juba
23 de agosto de 2006 às 13h55

Arnaldo, você já deu uma espiada debaixo da cama, dentro do armário?! Não encontrou nenhum cara pelado?! Tudo indica, que você está sendo corneado cara.

Responder

Comentário por Arnaldo
23 de agosto de 2006 às 14h35

Não, mas encontrei a sua mãe, que me pediu um autógrafo, Juba (ou Gimbo) – e disse que era pra você…

Tudo, indica, que, você, é, analfabeto, cara. E não tem grana pra pagar Velox…

Responder

Comentário por lc
23 de agosto de 2006 às 18h31

Po. Mas que pá de caras chatos pra cacete hein?!
O cara posta um troço de um bom humor (ou seria mau humor) do caralho e os manés ficam se engalfinhando…pelo jeito pra decidir quem vai se inscrever no reality show “Falar é Fácil”.
O analfabetismo funcional tá foda hein?!

Gostei pra caralho do post!

Responder

Comentário por Bárbara
23 de agosto de 2006 às 21h42

Uma vez eu vi um cara dizendo isto: “preconceito é com pobre e não com preto? então pega dois moleques na rua, veste os dois bem e solta num shopping”. Ele não completou o raciocínio, mas eu vou. Um branco bem vestido vai ser provavelmente bem tratado. Um preto bem vestido vai ser seguido por um segurança.

Responder

Comentário por João Pequeno
26 de agosto de 2006 às 17h23

O mito que nos tentam convencer é de somos um país estruturalmente racista, o que Ali desconstrói com perfeita observação. Daí a obsessão de quem gosta de crer nessa criação, alimentada por pré-conceitos rasos, de que o Brasil seria um país rcista. Ameaçado por guarda municipal, jogado dentro de carro de polícia sem ter nada (nem dinheiro) e acusado de ladrão por dono de loja de conveniência eu já fui (o velho cismou que eu tinha levado uma lata de cerveja no bolso da bermuda, o que eu jamais faria mesmo se fosse ladrão – ele é português, mas eu não). Bom, mas de repente eles todos tinham problemas de visão e, aí, pensaram que eu era preto. Vai ver foi isso… E aí, pra lutar contra (sic) o rcismo (sic), apoiemos que estudantes percam o direito alcançado por mérito e esforço de entrar numa faculdade pelo pecado de terem pele clara. Justo, justíssimo.

Anyway, querendo tentar retrucar, tem A lista e o e-mail. Por aqui, eu venho é pra rir

abs,
João Pequeno

Responder

Comentário por re
27 de agosto de 2006 às 19h28

concordo plenamente c o arnaldo e o mauro e fico abismada c gente como esse luiz castro.
típicas pessoas q acham q não têm responsabilidade alguma pelas injustiças de nossa sociedade, simplesmnete pq estão vivendo suas vidinhas pacatamente.

Responder

Comentário por Arnaldo
28 de agosto de 2006 às 15h24

Fala João Pequeno,

Na lista é muita gente olhando e a vaidade da disputa interfere, por e-mail fica muito oficial, rapidinho por aqui:

Entendo a argumentação do Kamel, discordo e tal, mas na real o que me deixa mais intrigado é o lance meio de cruzada do cara – e se tem uma coisa que aprendi é que não existe a opinião de diretor de jornalismo grátis.

Se dar ao trabalho de escrever um livro que poucos vão ler… não acredito que o cara queira um reconhecimento póstumo, canônico, uma fama naipe Gilberto Freyre.

Quando escreveu que a Rede Globo fez uma excelente cobertura das Diretas Já, não podia haver outra explicação que não a de dividendos políticos – porque a outra hipótese seria a demência mental do cara. Acho que o caso aqui também é por aí. Pelo menos desta vez ele advoga uma tese bem mais defensável.

Claro que isso não tem nada a ver com a argumentação dele, mas tem muito a ver com o porque estou sempre fazendo piadas com o Kamel…

E acho que é a primeira vez que leio um elogio seu, cara!

Abraço!

Responder

Comentário por João Pequeno
29 de agosto de 2006 às 1h27

Eis, pois, mais um pré-conceito, visto que (infelizmente) as organizações Globo não manifestam nenhum interesse especial em lutar contra as cotas, caso contrário não publicariam manchetes favoráveis às teses furadas de ultra racismo nem muito menos alçariam seu mais demente e racista defensor, frei David como um dos ’100 brasileiros geniais’. A cruzada do Ali é necessária contra esse pessoal e suas vastas campanhas de manipulações de dados para tentar justificar uma injustificável política racial

Claro que o post não tem nada a ver com a argumentação dele, visto que não rebate nada do livro

Quanto à lista, se você tivesse deixado a vaidade da disputa de lado, poderia ter aprendido quando te disse que o Kamel nunca falou que “no Brasil não existe racismo”, mas que o racismo não é um dado determinante da cultura brasileira

No mais, sempre gostei do Mau Humor, não achei que isso fosse novidade

Abs,
João Pequeno, parando por aqui de coisa séria

Responder

Comentário por João Pequeno
29 de agosto de 2006 às 1h33

PS: será que poucos vão ler?

Responder

Comentário por Arnaldo
29 de agosto de 2006 às 18h31

Bem, com isso (do racismo não ser traço determinante) já tinha concordado antes. Tanto que aqui o racismo institucional, de clube, carteira e hino, não vinga.

Acho que vende pouco porque apesar da divulgação forte – existe um regimento interno nas orgs. Globo que em tese impede a divulgação de livros, ou filmes ou o que seja de empregados da casa que só serve para o baixo escalão – o assunto não interessa as pessoas a ponto de comprar livros com poucas figuras e muitos dados do IBGE.

O que vende muito é coletânea de crônica e biografia polêmica, Jabor, Mainardi e Gaspari que o digam.

Responder

Comentário por carla
1 de setembro de 2006 às 12h36

achei seu blog muiiito interessante…ehhehe…ah passei só pra comprimentá-lo….bjxxxxx

Responder

Comentário por Samuel
20 de dezembro de 2006 às 5h00

Você podia colocar no seu currículo: Sou preto – alivio a consciência culpada de branco rico safado.

Responder

Pingback por Falar é fácil, um reality show, por Arnaldo Branco - Trabalho Sujo - OESQUEMA
18 de maio de 2011 às 11h05

[...] um clássico do Arnaldo, sem motivo específico. Vale ler o post em que ele mesmo ressuscitava esse cartum (dos tempos do Blogspot, pré-Gardenal, se não me engano), em que ele deschava sua obsessão com a [...]

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