OEsquema

Vacation Report

Continuo atualizando a coluna lá no site da Bizz. Trechinho:

Sempre quis ser um Homem da Renascença, assim tipo um Miguel Falabela. Ah, escrever, desenhar, atuar. Atuar não, tive educação católica.

E também estou nesse projeto da Época, “300 Filmes para ver antes de morrer” (particularmente sugiro “O Guarani” da Norma Bengell, inclusive porque ajuda no processo – e porque diante dele, nenhuma vida parece realmente desperdiçada), com minibios espirituosas que graças a Deus foram tesouradas para coibir algumas viagens. Exemplos:

Sean Connery
25 de agosto de 1930

Descoberto para o mundo junto com o biquíni branco de Ursula Andrews em “007 contra o satânico Dr. No” (1962), Sean Connery é de Edimburgo, Escócia, e um dos raros casos de atores cinematográficos que conseguiram se livrar de papéis de heróis de seriado. Depois de seis filmes como o agente James Bond seguiu brilhante (e versátil) carreira em filmes como “O homem que queria ser rei” (1975), “Uma ponte longe demais” (1977), “O nome da rosa” (1986) e coroada com um Oscar por seu papel em “Os Intocáveis” (1987) – curiosamente votado em uma pesquisa o pior sotaque irlandês jamais levado às telas. Nada mal para um ex-leiteiro.

Oliver Stone
15 de setembro de 1946

Quando se aposentou, a implacável crítica Pauline Kael escreveu: “pelo menos não serei mais obrigada a ver mais nenhum filme de Oliver Stone”. O exagero da resenhista tem justificativa – os exageros do próprio diretor. Caso clássico de ame ou odeie, filmou com variáveis graus de arrojo sua obsessão chatinha pelo Vietnã em “Platoon” (1986), “Nascido a 4 de julho” (1989) e “Entre o Céu e a Terra” (1993); suas teorias da conspiração em “JFK” (1991) e “Nixon” (1995) e suas platitudes metidas a profundas em “The Doors” (1991) e “Um Domingo Qualquer” (1999). Mas emplacou no imaginário das platéias cenas antológicas como o fuzilamento do sargento Elias (Willem Dafoe) em “Platoon”.

E aqui um abraço para o JP Cuenca que me deu uma moral no blog dele n´O Globo.

7 Comentários
por: Arnaldo Branco postado em: Coluna, Jornalismo, Resenha tags: ,

7 Comentários

Comentário por Umino
25 de novembro de 2006 às 13h03

Sorte a dela, que escapou de ver Alexandre!

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Comentário por Diniz
26 de novembro de 2006 às 10h30

Recomendo na mesma corrente de “O Guarani” o filme de Luc Besson que, antes de se entregar ao negócio de filmes de ação, fez “The Big Blue”. Duas horas e meia sobre dois amigos que possuem uma paixão enrustida entre si mergulhando em apnéia para o fundo do mar. Assim como o interesse depois de cinco minutos de filme. Com Rosanna Arquette e Jean Reno, o Chuck Norris da França, que ironicamente faz um filme sem atirar em ninguém.

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Comentário por Arnaldo
26 de novembro de 2006 às 10h38

Exatamente. Tudo que o Tarantino falou de “Ases Indomáveis” vale para esse filme.

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Comentário por Anônimo
27 de novembro de 2006 às 18h38

The Doors talvez seja o menos pior do Oliver Stone…

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Comentário por José Carlos Pace
28 de novembro de 2006 às 0h36

Cuidado, Arnaldo! Época é coisa do Paulo Nogueira, vulgo Paulo Nojeira, um sujeito que, para ser do mal, precisava ser absolvido de uns vinte anos de escrotidão. Ele é tão ruim que até o câncer de cabeça fugiu dele, tão filho da puta que até a Veja achou que ele era too much.

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Comentário por pqp
28 de novembro de 2006 às 2h45

Não se pode esquecer de um do Oliver Stone em que há muita violência gratuita e que por isso é muito divertido: “Natural Born Killers”…Uh!

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Comentário por Ed.
29 de novembro de 2006 às 0h35

A violência de “Natural Born Killers” nem acho gratuita. O filme é bom, é do Stone mas tem o dedo do Tarantino.

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