OEsquema

Director´s cut

versadiretcut.gif

11 Comentários
por: Arnaldo Branco postado em: Uncategorized

11 Comentários

Comentário por Arnaldo
6 de dezembro de 2006 às 11h34

Inspirado na carta que o Marcelo Santiago (diretor do filme que suscitou essa crítica engraçadíssima do KMF aí debaixo) mandou para o Globo reclamando das resenhas.

http://cf.uol.com.br/cinemascopio/criticasf.cfm?CodCritica=1347

O FOGO APAGADO

Por Kleber Mendonça Filho

Quando Sonhos e Desejos, filme de Marcelo Santiago (e com direção artística de Fábio Barreto), passou no último Festival de Gramado, a reação não foi positiva. Esse entra e sai chifrudo num aparelho guerrilheiro dos anos 70 arrancou risos involuntários de dar tapa em joelho de uma platéia que parecia identificar ali um certo aspecto brega da filmografia já consolidada de Fábio Barreto, o autor de O Quatrilho (indicado ao Oscar de filme estrangeiro), Bela Donna e A Paixão de Jacobina. Sonhos e Desejos é, ao final de tudo, um filme cujo slogan publicitário é “eles resistiram a tudo, menos ao fogo da paixão”. O filme tem estréia nacional esta semana, um não filme que ganha espaço de luxo num mercado repleto de produções brasileiras interessantes que permanecem sem distribuidor, e que certamente teriam alcance igual ou bem maior do que esse. Ou seja, mercado e bom senso são dois elementos que nem sempre andam juntos.

E o fogo da paixão é algo que o filme acredita piamente. Como se não bastasse esse slogan, há uma cena em que um casal faz amor ardente, uma fogueira brejeira em primeiro plano fazendo a comunicação de que, er…, fogo é paixão. Originalmente intitulado O Balé da Utopia, com o novo título mudado por acreditarem ser ele mais comercial (informação colhida em Gramado), temos um triângulo amoroso dentro do já citado aparelho, na cidade de Belo Horizonte.

Felipe Camargo é um professor universitário que luta contra o regime não apenas lançando idéias na sala de aula, mas também como guerrilheiro. Ele tem uma namorada (Mel Lisboa), fascinada com a idéia de guerrilha mas, suspeita-se, apenas uma burguesinha entediada. E eis que seu namorado e mentor arranja algo para ela fazer: cuidar de um tipo Malhação (Sérgio Marrone), na verdade, um bailarino (ed: péssimo) ferido na mão numa ação recente, um companheiro de causa. Há referências dolorosas a Nijinsky.

O personagem de Camargo, seguindo regras básicas do primeiro ano do curso de guerrilha, acha que o sujeito musculoso terá que ficar mascarado mesmo dentro de casa, na presença da namorada, para garantir a segurança das operações. Isso significa que esse musculoso mascarado anda pra lá e pra cá passando a sensação de que estamos diante de um número em clube de sadomasoquismo. O próprio cartaz do filme sugere algo do tipo.

O que o personagem de Camargo não pensou é que não é uma boa idéia deixar sua namorada sozinha com um bailarino (ed: péssimo) malhado e mascarado num apartamento. O inevitável acontece em cenas generosas onde Mel Lisboa mostra amor à causa (Melhor Atriz em Gramado, embora uma indicação na categoria Melhor Montagem não seria inadequada). A capacidade que alguns atores têm de se expor, não importando a qualidade do material, é algo que sempre me impressiona.

No último Festival do Rio, onde Sonhos e Desejos também foi exibido, urros da platéia foram lançados à tela, com bem humoradas chamadas em voz alta para o personagem traído de Camargo, cuja cabeça em algumas cenas não tem como passar pela porta. “O Que é Isso, Companheiro!!!????”, gritavam no escuro, provando a falta geral de eficiência desse filme, que tem ponto de partida potencialmente bom, mas uma realização dramática e narrativa totalmente flácida, torpe e brega.

É mais um de uma longa lista de filmes recentes que investigam “os anos de chumbo”, das ficções Araguaya, Cabra Cega, Zuzu Angel, o documentário O Sol e o melhor de todos eles, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, atualmente nos cinemas e indo bem

Responder

Comentário por daniel
6 de dezembro de 2006 às 13h52

perfeito o cartum!
e muito medo desse filme…
rola a mel lisboa pelada, pelo menos?

Responder

Comentário por Arnaldo
6 de dezembro de 2006 às 14h50

“O inevitável acontece em cenas generosas onde Mel Lisboa mostra amor à causa…” – por esta frase, parece que sim…

Responder

Comentário por bromco
6 de dezembro de 2006 às 15h57

http://www.pbfcomics.com/archive/PBF205-Robin_Hood.jpg

Responder

Comentário por bromco
6 de dezembro de 2006 às 15h57

http://www.pbfcomics.com/archive/PBF205-Robin_Hood.jpg

olha quem tá fazendo aquela preza, hahahah

Responder

Comentário por debora
6 de dezembro de 2006 às 22h19

Olá,

Desculpe incomodar, mas estou fazendo uma pesquisa muito importante para
a faculdade (Arquitetura e Urbanismo -UFRJ) e gostaria que você pudesse me
ajudar respondendo apenas algumas perguntas, já que você possui um blog sobre/com
quadrinhos. Será rápido. Peço que depois me envie.

Perguntas:
1. Idade, Estado e profissão
2. Por que você quis fazer um blog?
3. Por que um blog de quadrinhos?
4. O que você quer dizer para as pessoas com esse blog?
5. Prefere quadrinhos em preto e branco ou colorido? Por quê?
6. O que você gosta de fazer?

Agradeço desde já,

Débora Silva

Responder

Comentário por karla nazareth
7 de dezembro de 2006 às 0h46

director’s cut é embromação pra vender edição e$pecial de dvd.

Responder

Comentário por JOrge Wagner
7 de dezembro de 2006 às 7h24

Rola um peito básico pelo que eu sei.

Responder

Comentário por Anônimo
7 de dezembro de 2006 às 10h15

o que diacho tem a ver arquitetura com quadrinhos? e com blog?

Responder

Comentário por Daniel
7 de dezembro de 2006 às 13h30

Muito boa a charge, mas o mais impressionante nela é o “a” de “versão”.

Praticamente um monstro.

Responder

Comentário por pqp
8 de dezembro de 2006 às 10h17

O que o diretor pensa sobre a sua obra não tem muita importância. O que realmente importa é se ela presta…
Por sinal, recomendo o “O Céu de Suely” do Karim Aïnouz (tb dirigiu Madame Satã): filme foda, verossímil em todos aspectos, o oposto da maioria das merdas da Globo Filmes…

Responder

Deixe um comentário