15 de fevereiro de 2007 às 10h45
Atire no turista
A coluna da Bizz da semana. Como o site já carrega mal normalmente e hoje está particularmente impossível, vai reproduzida aqui.
Tirez sur le touriste
Rápida enquete com os leitores: o que é mais chato, quando uma pessoa nos conta um sonho ou uma viagem dela?
Poucas coisas são tão aborrecidas do que ter que ouvir o desfiar de uma experiência que, não duvidamos, teve ter sido transcendente para a pessoa que a viveu – ou sofreu, mas definitivamente faz chafurdar no tédio o ouvinte que aspira simplesmente viver a própria vida nos próximos minutos.
Alguns podem afirmar que a experiência de ouvir a descrição de um sonho é pior, porque como não tem o suporte de uma apresentação audiovisual – gravação em vídeo, registro em foto, sessão de slide (essa úlitma uma arte de que a tecnologia, às vezes tão daninha à vidas humanas e empregos, que aliás são duas coisas diametralmente opostas, piedosamente nos livrou) – obriga ao relato minucioso e demorado do seu desnrolar.
Mas creio que as viagens são piores. Sou um turista desatento e particularmente desinteressado de paisagens porque não sou dado a contemplações de qualquer tipo. Toda vez que detive minha atenção sobre uma determinada coisa muito tempo não obtive maiores resultados em compreendê-la melhor ou em guardá-la mais tempo na memória. Daí que a famosa história do turista japonês que filma e fotografa tudo e diz que mal pode esperar para ver tudo aquilo em casa para mim soa menos como piada e mais como filosofia de vida.
Sei que vou parecer superficial, até porque sou, mas pra mim a única coisa fundamental em um lugar a ser visitado é que possua um bar. Na verdade nem isso é necessário, basta que me hospede em um estabelecimento com geladeira.
Todo viajante contumaz tende à chatice. Querem a prova? Visitam museus (já falei sobre a inutilidade da contemplação), fazem caminhadas no mato (não é a toa que a modalidade esportiva derivada dessa prática se chame cross country – a presença da palavra “cruz” remete mesmo ao calvário) e – o horror – curtem falar a respeito de tudo isso.
Enfim, ninguém que admitisse na minha mesa de bar.
23 Comentários








15 de fevereiro de 2007 às 11h49
Bianco, vc deveria ser nomeado Secretário de Turismo.
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15 de fevereiro de 2007 às 13h22
Tem razão. Sonhos nunca são muito demorados, ou as pessoas nunca se lembram deles na íntegra. Já a viagem, essa pode durar meses. Com todos os detalhes pra contar.
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15 de fevereiro de 2007 às 13h42
Até que enfim encontro alguém com o mesmo pensamento!!
E se ir a um museu já é chato, imagina então ouvir a descrição detalhada de alguém que foi ao museu… com direito a fotos!
Não, obrigado… prefiro a mesa de bar :-)
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15 de fevereiro de 2007 às 14h39
Narração de sonho só vale a pena quando chega a ser engraçado. Tipo um amigo meu que sonhou que o Clodovil tava cagando no banheiro dele.
Agora, ir pra museu é dose.
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15 de fevereiro de 2007 às 15h10
Não sei pq mas td imbecil que eu conheço idolatra o bar e seu universo (a começar pela mesa). De uns tempos pra cá esse fenômeno de idiotice coletiva ampliou-se ainda mais.
E quando esse debilóide tem mais de 30, em geral é bicho-grilo ou social dependente…
FODAM-SE TODOS
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15 de fevereiro de 2007 às 15h10
Percebe-se que usas o assunto maconha apenas para ganhar dinheiro, já que nós usuários gostamos de contemplar/aplaudir o pôr-do-sol, as cachoeiras, a planície, Lumiar, o pé no chão, viva o amor
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15 de fevereiro de 2007 às 15h18
Ui, esse animal fêmea doeu-se. Chupa meu pau, embaixo da mesa. Bjs.
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15 de fevereiro de 2007 às 15h25
you say that because you can´t afford a trip, damn you pothead
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15 de fevereiro de 2007 às 15h36
Falando em viagens, hoje estréia o filme “Turistas”, que denigre a imagem do turismo em nosso País varonil.Devemos fazer uma corrente na internet para boicotar essa fita! Não à difamação internacional!
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15 de fevereiro de 2007 às 15h37
Hehe, arriscaria dizer que o cara que assinou George Soros, Ravindra e poliana é meu amigo metaleiro, se o ip não fosse diferente do dele. Já o estilo…
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15 de fevereiro de 2007 às 15h40
Acerta a mega-sena então, pôrra
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15 de fevereiro de 2007 às 15h47
Metaleiro, you can fool some of the people all of the time. You can fool all of the people some of the time. But you can’t fool all of the people all of the time.
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15 de fevereiro de 2007 às 15h55
Turista classe mérdia acha que o mundo só vai até Miami ou Universal Studios e vai a museus em qualquer outro lugar, menos na sua cidade natal
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15 de fevereiro de 2007 às 15h55
e é por isso que não sabe desenhar.
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15 de fevereiro de 2007 às 15h58
Hey Abe, I’ ve got some tickets to the opera.I’ll pick you up in Dallas.(John Fitzgerald Kennedy)
Vai viajar? Tô marcando churrasco/bar com Lobão e talvez beiçola e Leo. Se tiver espaço em sua agenda de jet-set cultural, entra em contato comigo ou lobão
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15 de fevereiro de 2007 às 16h06
Haha, metaleiro, que nem meu xará, sou velho mas gosto de viajar! Me flagrou em contradição, vou a Paraty. Mas porra, marca mais desses churrascos.
Impressionante, turista se reconhece como parte de uma espécie de classe mesmo. Abram um sindicato, porra.
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15 de fevereiro de 2007 às 16h12
Arnaldo, o que você estava fazendo no Carnaval em Paraty?
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15 de fevereiro de 2007 às 20h25
Depende da viagem, se é que me entendes.
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15 de fevereiro de 2007 às 20h56
que divagação de experiências sobrehumanas, cara! só queria vc pagasse uma birita pra mim, porra! mas blz, vou colocar umas cachaças na tua conta!
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16 de fevereiro de 2007 às 10h00
Há relatos de bad trips que são hilariantes…
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17 de fevereiro de 2007 às 18h34
paraty é ótimo, mas não no carnaval, eu avisei!!!
mas sempre há as cachaças, claro ;-))
beijos, boa viagem!
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21 de fevereiro de 2007 às 14h00
Na mesa do Arnaldo é só ele e os malucos espertos. Cada um sentado nums dos pés da mesa… Bando de baitolas!!!
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21 de fevereiro de 2007 às 15h15
Tira meu pau da boca, cara, suas piadas estão saindo truncadas, dificulta a compreensão.
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