14 de junho de 2007 às 12h10
Bonus extended superplus megamix track

Isenção alcóolica – Matias e Arnaldo entrevistam Rogerman (foto de Gilvan Barreto)
Essa é a extended version da matéria da Bizz sobre o Abril Pro Rock, sem aquela separação em episódios como saiu, e sem o erro de trocar o Santa Cruz pelo Náutico (mal aí, Lucio). Como deu pau nos comentários por esses dias, alguns tinham ficado por aprovar. Aqui, o direito de resposta da artista plástica citada na matéria (dê um scroll na página), que basicamente diz que nos vingamos nela porque não comemos ninguém. Também queria dizer para a Natália, que me chamou de mané porque não sabia do fim da Soparia do Rogê: infelizmente esse tipo de coisa não dá manchete no resto do país.
Eu, que vivo em uma cidade recordista em mistificação em outros estados, não consigo entender como alguém pode se sentir pessoalmente ofendido quando você não diz que o lugar onde ela mora é o paraíso na terra – que é mais ou menos como vejo Recife, e imaginava ter deixado claro na matéria.
Do diário de viagem: “Estávamos em algum lugar perto de Olinda, na fronteira do Recife Velho, quando a moqueca começou a fazer efeito…”
Vamos rebobinar a fita, ou voltar ao menu de cenas selecionadas no DVD. Arnaldo Branco, repórter da Bizz e desenhista de quadrinhos – criador do personagem Capitão Presença, o herói dos malacos que fazem uso daquele cigarro que passarinho não fuma – e Matias Maxx, repórter e fotógrafo da Bizz, inspirador do Capitão, estão chegando a Recife para cobrir o Abril Pro Rock 2007. A terra prometida dos maconheiros e seu lendário festival, que ajudou a projetar bandas como Los Hermanos e Cachorro Grande, parecem ser garantia de diversão para dois penetras bons de bico.
Mas a festa não é mais a mesma. A missão da dupla, além de dar um conferes na programação do festival (a propósito, bandas emo em excesso) para justificar o credenciamento, é se jogar em Recife atrás do que sobrou do Mangue Bit, das baladas pós-shows e dos frutos do mar para contar a quantas anda, ou se arrasta, a cena local – por uma ótica carioca-maloqueira-entorpecida. Com uma mala carregada de livros e camisetas do Capitão Presença, além de quilos da Tarja Preta, revista editada por Matias onde saem as tiras do super-anti-herói, tudo isso para garantir a grana dos aditivos, Arnaldo e Matias empreenderam uma viagem ao coração do sonho pernambucano.
xxxxxxx
Com uma pauta dessas, levantar para uma entrevista coletiva em plena sexta-feira de sol, às dez da manhã, há de se convir. Mas como disse Matias, bêbado, no trecho da fita em que deveriam estar gravadas as impressões de Arnaldo sobre o show de Lee “Scratch” Perry (a grande atração do último dia de festival): “Zornalismo! Temos um compromizo com a realidade, com a verdade, com… whatever!”
Na coletiva, quase empate por WO: não aparecem os Mutantes e parte substancial da imprensa. Lúcio Maia e Jorge Du Peixe, que acordaram cedo apesar do atraso no vôo que os devolveu a Recife alta madrugada, reclamaram da falta de perguntas: “ah, não, agora vocês vão nos entrevistar, isso aqui tá parecendo a vez que a gente foi no Serginho Groissman junto com o Babado Novo, ninguém da platéia sabia o que perguntar pra gente…”. Fala, garoto! Alguém quer saber se eles já têm casa própria. “Não, a gente não é um fenômeno de vendas”. Outro insinua que eles têm bastante espaço na mídia. “Se aparecer na TV fosse garantia de sucesso, o Max de Castro…”, deixa no ar. Outro mártir do compromisso foi Marky Ramone, que bateu ponto para dizer que, comparado a “shitty bands” de glamour metal como Mötley Crüe, o emo parece até heterossexual.
A dupla de reportagem volta para o hotel, que tem serviço britânico, da parte da Escócia – graças a um numeroso grupo de adolescentes disputando uma olimpíada de matemática que faz lembrar o esquete “Todo espermatozóide é sagrado” do Monty Phyton. Não é a toa que o controle da natalidade ganha cada vez mais entusiastas. A demora na recepção para conseguir pegar a chave do quarto dava ganas de incorporar Borat, forçar um sotaque e perguntar em voz alta pelas mundialmente famosas prostitutas de 14 anos. Mas foi bom ter segurado a grosseria, breve estariam nos braços da hospitalidade pernambucana – para cariocas por natureza desconfiados, é difícil crer que este povo não receba algum incentivo monetário pra ser tão gente boa.
O almoço à base de peixe (a reportagem de Bizz adotou a dieta dos golfinhos durante a estadia) e cerveja serve para traçar o esquema de cobertura do Festival: vender quadrinhos e camisetas do Capitão Presença para garantir uma reportagem com um mínimo de isenção alcóolica. Dali direto para o Centro de Convenções infelizmente a tempo de pegar Os Canivetes (PE), a primeira de uma série de bandas de sarau que foram a tônica do palco 3, um puxadinho do Abril Pro Rock consagrado ao amadorismo.
Tudo pela arte, e alguma coisa pelo mico jornalístico. No primeiro rolé pelos bastidores, Arnaldo é atacado por uma artista plástica que o mete em um saco idem. Helio Oiticia faz escola, e seus alunos, pastiche. O festival segue com: O Quarto das Cinzas (performance teatral, herança maldita do rock progressivo, com vocalista gata, tendência de mercado), Bonnies, de Natal (volte até o trecho sobre os Canivetes), Moptop (RJ, boquete firme nos Strokes, os carinhas na platéia com o mesmo corte de cabelo gostaram), Ronei Jorge (BA, sugestão: dosar o experimentalismo). Agora, a diversão!
O mítico Capitão Presença e seu biógrafo são admitidos no camarim da Nação Zumbi, onde por razões óbvias o herói é bem-vindo – mas, em nome de sua lenda é triste dizer, absolutamente desnecessário. Deve ter um concorrente à altura em Recife… o tempo muda de velocidade até a hora do show dos caras. A Nação é o time da casa em excelente fase e jogando um amistoso – não conta ponto mas a torcida não quer nem saber, incentiva do mesmo jeito, com senso de humor inclusive: muitos cantam a versão pornô de “Meu maracatu pesa uma tonelada”: (“Pra comer seu – deduzam – falta uma polegada…”). E olha que tentaram desagradar: não tocaram nenhuma da fase Chico e mandaram (Lúcio) o hino do Santa Cruz, time em baixa e com torcida em inferioridade numérica.
Depois, Os Mutantes. A impressão é que Zélia Duncan aproveita a comoção das pessoas assistindo o esforço do Arnaldo Baptista para sair impune, mas funciona. Ficou ruim pra carreira solo da Rita Lee, que está fazendo hora extra desde mais ou menos 1979. O som é excelente e o repertório tipo Eurocopa, só clássico: “Top top”, “Ando meio desligado”, “Batmacumba”; passa a faixa amarela em torno da cena do crime, não há mais nada para se ver aqui. Fim do show, direto para o hotel curar o jet lag e poder aproveitar o sol no dia seguinte.
Dezessete cervejas antes do almoço é muito bom – pra quê não se sabe. A dupla de reportagem exagera à beira da piscina, enquanto troca impressões sobre edições passadas do festival, ênfase nas festas. Um das evidências da queda de importância do evento é a falta de uma programação pós-show. Ninguém sabe dizer qual é a boa depois das apresentações – nem o experimentado jornalista da concorrência que divide o almoço (caldeirada) com o bonde da Bizz. É hora de estudar o adversário, que afirma estar ali para uma cobertura tipo standard do Festival, a confirmar na próxima edição, pode ser blefe.
Perdida a conta das cervejas consumidas, Matias e Arnaldo chegam daquele jeito, e quatro shows atrasados, para o dia dos camisas pretas – nenhuma comemoração nostálgica da milícia fascista, só o balaio de gatos de hardcore, emo e metal da segunda noite do Abril Pro Rock. O tempo das tretas é passado remoto, estabelecidos novos recordes de convivência pacífica. Do palco 1, João Gordo fala mal “dessas bandinhas que neguinho fica chorando, tá ligado?”. Do outro lado do Centro de Convenções, sentados de costas para o Palco 2, carinhas de rímel e franjinha acham graça.
Depois do show, tentando uma entrevista, Matias é confundido com um traficante por João Gordo; o que não é de se estranhar – seu cavanhaque ralo e as camisas havaianas traem uma vocação inexplorada. Apesar disso, ou talvez por isso, ele consegue entrar com o gravador no camarim do Ratos, transcrição desse trecho da fita: ” ‘E aí, Gordo, falou mal das bandas emo no palco…’ ‘É, acho uma merda… ó a artista plástica aí, meu’ (a mina do parangolé conceitual fazia vítimas indoors). ‘Você foi ensacado também?’ – ‘É, fui’. ‘O que você acha de neguinho que baixa música na internet?’ – ‘Não’ (?). Clique, voz do Matias: ‘O Gordo não está cooperando’”.
Arnaldo assume o gravador para registrar o inacreditável vocalista do Udora: “Essa música é sobre o suicídio do meu paaaaaiiii!!!!”, antes de sair pulando (!) pelo palco, expondo toda sua angústia em inglês. Terapia de grupo já teve sua voga, agora é a terapia de banda. Chega, geração emo, não nos conte os seus problemas. Vamos logo às atrações principais.
Na coletiva, Marky Ramone respondeu a provocação de um jornalista dizendo que continuava a tocar Ramones porque “as músicas valem a pena”. Podia passar um abaixo-assinado no Abril Pro Rock, pogaram emos, punks e metaleiros em seu show com o genérico Tequila Baby. Depois disso, o Sepultura, também bastante desfalcado, cumpriu tabela – mas a essa altura a equipe de reportagem já está mais interessada em uma dica quente sobre a balada depois do encerramento do show.
Nosso heróis se metem depois no bar Garagem, que, como muitos avisaram bastante excitados, é uma oficina mecânica de meio período em um estabelecimento caindo aos pedaços. Na verdade é muito parecido com uma escola pública carioca média, mas a dupla finge um diplomático espanto. Lá dançava a atriz-sensação Hermila Guedes, que Matias ignorava até ouvir o relato das cenas em que a mina interpreta uma profissional da cama, à caráter, em “O Céu de Suely”. Quem diria que essa viagem fosse despertar no cara o interesse pelo cinema nacional, foi na hora trocar uma idéia. Em tempo, troca justa: Hermila ganhou uma Tarja Preta, Matias não conseguiu o telefone.
No dia seguinte somos levados pelo fotógrafo Gilvan para o que batizamos Turnê Cadê Rogê: uma volta pela cidade atrás dos pontos turísticos da história do Mangue Bit. A primeira parada é ao lado do hotel, a Soparia que foi marco zero e quartel general do Estado Maior manguetrônico; agora é uma oficina de motos. No soup for you! Seguimos para Olinda, para almoçar (adivinhem o que) e conversar com uma das eminências pardas do movimento, Rogério, ex-Edie e hoje no excelente Bonsucesso Samba Clube. Ele acha que o mangue cumpriu sua função em abrir os ouvidos do Brasil para o som vindo de outras praças, embora nunca tenha emplacado como campeão de vendas. E melhor, mesmo que tenha gerado várias bandas que tentaram entrar na onda contratando um sujeito para tocar alfaia (na viagem sentimos um certo enfado dos pernambucanos com os diluidores do legado de Chico Science), a valorização dos ritmos regionais expulsou definitivamente a axé music do carnaval de Olinda.
No dia mais eclético (mais na moda dizer flex) do festival, compasso de espera para o show do Lee Perry. Teve hip hop (Êxito D’Rua), rock´n´roll básico (Monomotores), forró (Mestres do Forró), banda-ruim-de-nome-grande-com-vocalista-Avril-Lavigne-wannabe (Canto dos Malditos da Terra do Nunca), banda-ruim-de-nome-pequeno-com-vocalista-Brian-Molko-wannabe (Valentina). Ainda rolaram as atrações – nome inadequado, os quiosques de cerveja atrairam mais gente – internacionais: o Moptop francês The Film e o argentino Los Alamos, que tocaram um blues – do delta do Prata? – que parecia perfeito para um bar temático e não para um show situado nos anos 2000. Ah, se toda banda de country raiz tivesse antes que estagiar em um campo de algodão, menos e melhores blues.
The Playboys ofereceram alívio cômico em um festival de tantas bandas angustiadas. Piada interna recifense, fizeram campanha durante anos para tocar no Abril Pro Rock, além de uma música dedicada ao organizador do festival, “Paulo André não me ouve”. Tocam com instrumentos de brinquedo rock básico (punk, 50´s, surf music) e deram uma sensacional sacaneada nas bandas que misturam eletrônico e maracatu com a paródica “Monólogo aos ouvidos dos imitadores”, imitando a misancene de Chico Science. Ah, ainda rolou Rebeca da Matta – Pior cover de Vapor Barato, e olha que a concorrência não é fraca não. Ou o correto é dizer o contrário?
Arnaldo Branco: sou obrigado agora a narrar em primeira pessoa. O Matias bebeu ou fez alguma outra coisa em excesso – não devemos desprezar as reações metabólicas causadas pelo camarão – e ficou impraticável. A partir desse ponto a cobertura do show do Lee Perry é prejudicada pela minha saga para mantê-lo vivo diante da ação hostil de seguranças e de meninas pouco compreensivas. O inevitável acontece: tenta invadir o palco dançando e é expulso pela equipe de apoio. Agora calculem: se um cara naquele estado sente vontade de dançar, imagine o público que pagou e esperou pra isso – apresentação memorável. Uma carona salvadora nos deixa a salvo no hotel para a volta no dia seguinte.
xxxxxxx
“Arnaldo Branco e Matias Maximiliano! Arnaldo Branco e Matias Maximiliano! ÚLTIMA CHAMADA!”.
A voz da mina do sistema de som do aeroporto dá a entender que a última chamada foi precedida de várias outras. Lúcio Maia, recostado no balcão do bar em frente ao portão de embarque ri apontando para a dupla retardatária correndo com as bagagens de mão.
Adeus, Recife, e obrigado pelos peixes!
32 Comentários








14 de junho de 2007 às 14h53
A carona salvadora aparece por aqui. ;) Faltou colocar aí quantas vezes vocês foram abordados como ‘criador e criatura’ em relação ao capitão presença.
Responder
14 de junho de 2007 às 14h57
Fala, Ericka! Aliás, copyright para vc também ter apontado o erro do Santa Cruz…
Segundo a artista plástica ninguém nos abordou, não sabia que estávamos sendo seguidos ;)
Responder
14 de junho de 2007 às 15h20
“Moptop (RJ, boquete firme nos Strokes, os carinhas na platéia com o mesmo corte de cabelo gostaram)”
Hahahahaha… Alguém me entende!
Responder
14 de junho de 2007 às 15h58
AHahha, pelo jeito as artistas ficaram de cara mesmo.
É foda como qualquer cabuloso só pq é desajustado acha q pode ser chamado de artista.
“artista plástica e saco idem” foi pra acaba, ahahha.
Responder
14 de junho de 2007 às 17h35
ficou parecendo um daqueles “reportagens” do Hunter Thompson com o Yail Bloor, naquela compilação, “A Grande Caçada aos Tubarões” – “O Matias bebeu ou fez alguma outra coisa em excesso”… e a chamada dos nomes no aeroporto
Responder
14 de junho de 2007 às 17h49
Fala, Dennis, a idéia era fazer uma paródia, claro, tanto que abre com “Estávamos em algum lugar quando…”, que é uma brincadeira com a frase de Fear and Loathing.
Quando rolou a chamada no aeroporto falei na hora para o Matias sobre essa matéria do Thompson.
Curioso é que li o “Caçada” em um avião – quando voltava do lançamento do livro do Preza em SP – ainda meganoiado de um space brigadeiro (subestimei o bichinho e caí dentro, mais pelo chocolate mess, larica do mal). Foi bem sinistra a experiência de ler esse texto dos caras doidões no aeroporto na mesma circunstância e tb under the influence…
Responder
14 de junho de 2007 às 18h30
Tu inda lembra do brigadeiro? hahahahaha
Responder
14 de junho de 2007 às 18h32
Vou te dar um tacape e cocar para seus programas de índio.Vocês são o Cheech e Chong do jornalismo “curtural”.
Responder
14 de junho de 2007 às 19h36
gostei de tudo (sou daqueles…) mas o melhor foi “banda-ruim-de-nome-pequeno-com-vocalista-Brian-Molko-wannabe (Valentina).”
por quê? porque sou de goiânia.
Responder
14 de junho de 2007 às 21h55
Moptop = boquete firme nos Strokes foi foda.
Nunca imaginei a guria do Canto dos Malditos da pqp
com cara de Avril.
E quanto ao fechamento da Bizz?
Vai rolar ou é só conversa?
Valeu!
Responder
14 de junho de 2007 às 22h58
muito bom o texto, Arnaldo, essa visão “tudo ótimo embora uma bosta” é adorável. Podia ter umas fotos junto aí…
Responder
15 de junho de 2007 às 1h57
Se eu entendi bem a reclamação das minas artistas, elas queriam que Arnaldo Branco e Mathias Maxx tivessem feito uma reportagem séria. Arnaldo Branco, Mathias Maxx, reportagem séria, é isso? Pô, minas, se vocês são artistas, recebam de grátis essa sugestão: conheçam o seu público! Mas Arnaldo, por outro lado o direito de resposta acena, no final, com a possibilidade de, no próximo festival, vocês não ficarem sem comer ninguém! Já é um começo!
Responder
15 de junho de 2007 às 2h05
Uma vez eu fui no show do Loyd Cole and the Commotions em São Paulo. Entrando na casa, não tinha pista, só mesas cobertas de toalha e cadeiras – com garçons. O Loyd Cole tocou um monte de músicas novas que ninguém conhecia e depois chamou uma cantora de folk que ficou sozinha no palco. Demorou para a gente reclamar e para alguém soltar o indefectível “toca Raul!”. Mas o pior foi que, quando a gente falava – qualquer coisa -, a turma em volta fazia “pshhh”. “Pshhh” em show de rock!!! (Se bem que, pensando bem, era só o Loyd Cole…) Fomos embora antes do bis, que foi quando ele finalmente tocou “Jennifer She Said” e “Perfect Skin”. Essa história das artistas plásticas tem a ver: a turma vai num show tomar umas, ouvir um som e a mina vem com Oiticica? Depois reclama!
Responder
15 de junho de 2007 às 9h04
Léo, acho Lloyd Cole do caralho, mas esse show parece ter sido a maior onda errada.
Quando estava dando uma geral em blogs e alguns sites, como o portal Recife Rock, pra saber a repercussão do APR com os locais, todo mundo zoava a performance – de um jeito bem mais desrespeitoso, diga-se. Não gostei, meu direito.
Responder
15 de junho de 2007 às 16h03
“É hora de estudar o aniversário…”
Seria adversário?
Responder
15 de junho de 2007 às 16h21
Opa, consertei, beckett. Ainda bem que a versão em episódios revisei e limei isso antes de mandar, total Magda.
Responder
15 de junho de 2007 às 16h34
Massa Arnaldo.
Não entendi muito bem a razão da terceira pessoa (parece coisa do Pelé e de esquizofrênico), mas vá lá, texto bacana.
Porque Mangue Bit? Não era Beat?
Abraço.
Responder
15 de junho de 2007 às 17h18
sempre foi bit.
Responder
15 de junho de 2007 às 17h25
Miguel, juro que eu tinha um motivo, e memória também. De qualquer forma, era um texto-guia, o pra valer saiu na primeira pessoa do plural na Bizz.
Os cabeças com cérebro do movimento dizem que sempre foi mangue bit, que a imprensa se enganou e publicou a lenda.
Responder
16 de junho de 2007 às 15h23
Vou ver se posto aqui minha parte do texto tb…. ou pelo menos uma das versões… alguma que ñao renda nenhum processo ou ameaça pelo menos… hehehehehe…
Responder
16 de junho de 2007 às 20h42
massa a foto agora!
Responder
17 de junho de 2007 às 3h56
Monólogo aos ouvidos dos imitadores…hahahaha
whatever, Hunter S. Thompson é o cara
Responder
18 de junho de 2007 às 13h10
viva o lado gonzo do jornalismo!
Responder
18 de junho de 2007 às 15h09
hahaha, olha isso: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41431
Responder
19 de junho de 2007 às 12h55
Olha aí o que um jornalista local falou da cobertura de vcs :P
http://www.folhape.com.br/folhape/materia.asp?data_edicao=19/06/2007&edt=6&mat=47908
ô rapaz pra se levar a sério.
Responder
19 de junho de 2007 às 13h51
Quem é esse péla?
Pernambuco Über Alles!
Responder
19 de junho de 2007 às 17h43
Arnaldo, é o bruno nogueira. Também escreve aqui: http://www.popup.mus.br
Responder
19 de junho de 2007 às 18h00
Jeez. As pessoas tem conceitos bem diferentes sobre o que é jornalismo preguiçoso.
Se conhece o sujeito, manda um abraço pra esse enviado especial ao google.
Responder
19 de junho de 2007 às 19h39
digamos que o googlejornalismo não é o tipo de jornalismo que me atraia não, a figura citada não é meu broder :P
acho que to mais na idéia do ‘jornalismo preguiçoso’
Responder
23 de junho de 2007 às 22h43
Esse relato me fez lembrar dos tempos em que eu ia pro Abril Pro Rock como repórter de revistas de rock… Foram tantas vzs que terminei a noite totalmente estragado (bêbado, drogado e não raro vomitado), pra não dizer das vzs que literalmente apaguei, que pararam de me mandar, pq quase nunca a matéria chegava a tempo – às vzs eu nem voltava pra casa… Fui expulso do palco no show do Asian Dub Foundation, e teve até uma vez que terminei uma noite c/ duas lésbicas num bar de Olinda, o Pogo Loco, quem conheceu o lugar sabe do que eu tô falando… Bons tempos! E eu nem sabia que chamavam isso do “jornalismo gonzo”…
Responder
26 de junho de 2007 às 19h23
Porra..
Quanto a maconha ruim, nisso até a galera do nação concorda!!!
Po! Recife é mó style… esse povo não entendeu nada…
Responder
29 de junho de 2007 às 13h13
Valeu pela informação Arnaldo.
Tenho uma teoria sobre a repercussão dos seus textos: como eles são meio diferentes dos standards da mídia tradicional, muita gente não assimila direito. E esse tipo de cobertura pessoal tem muito mais a ver com todos que estiveram ou gostariam de ter estado no festival. Porque ninguém vai e ouve todas as bandas, vê todos os eventos e fica de careta o tempo todo. Acho uma impressão pessoal e autêntica muito mais válida.
Gonzo Forever !
Responder