26 de junho de 2007 às 18h56
A Origem das Espécies
Cartum da Bizz.

Também neste número, trecho da minha resenha sobre a apresentação do elenco de High School Musical no Brasil:
High School Musical, o telefilme da Disney que virou fenômeno mundial para a criançada, trouxe ao Brasil seu elenco (desfalcado do protagonista Zac Efron) no que pode ser chamada “turnê trailer de High School Musical parte 2″ – sério, o show no Morumbi terminou com o telão anunciando a esperada (pelas crianças e por pais ansiosos por mais um produto com a qualidade Disney de hipnose) sequência.
Para quem desconhece (maiores de 15 anos e adultos sem filhos) a história: em uma high school sem greve de professores, evasão escolar e outras mazelas de terceiro mundo, o multiétnico elenco não faz nada além de cuidar da vida do casal principal, Troy (Zac, caucasiano) e Gabriella (Vanessa Anne Hudgens, latina).
Os dois não querem nada além de cantar no show musical da escola, mas sofrem pressão dos grupinhos a que pertencem (time de basquete e clube de ciências) para não diversificar suas funções, em um número musical (“Stick to the Status Quo”) que pode ser o paraíso do subtexto gay para um observador mais maldoso, uma apologia do “segurar a onda” como estratégia de sobrevivência na selva da maledicência adolescente.
Depois de algumas agruras, os colegas percebem que não há nada de mal em cantar com coreografias e passam a apoiar Troy e Gabriella contra o casal rival de dançarinos-cantores (Ashley Tisdale e Lucas Grabeel) até a última música “We’re All In This Together” – uma mensagem não muito diferente da dos “Saltimbancos” e outros teatrinhos de auto-ajuda a que fomos empurrados quando crianças.
19 Comentários








26 de junho de 2007 às 23h05
Que estranho te ver no ponto de ônibus. O que você fazia na Glória? Na hora esqueci seu nome. Hilário o texto sobre o Abril pró-rock aqui embaixo. Também fui a Recife em junho e achei a (falta de) programação noturna lamentável. Mas as viagens durante a viagem devem ter valido a pena…
Responder
26 de junho de 2007 às 23h17
Oi, Marina,
Eu trabalho (difícil engolir essa, hein?) ali na rua do Russel. E não sei dirigir, mal de cartunista, daí que aquele ponto de ônibus é obrigatório…
Responder
27 de junho de 2007 às 0h05
ok, nowdo!
obrigado pela homenagem!
mas aí sou bem mais gato que esse careca aí, na verdade estou mais para a primeira opção!
abrçs
Responder
27 de junho de 2007 às 0h53
Sacanagem a comparação com os Saltimbancos…
Responder
27 de junho de 2007 às 1h22
Curto Saltimbancos, fui na famosa montagem do Canecão. Só usando como exemplo clássico de moral da história tipo União faz a Força, papo comuna meio chato, mais útil ensinar logo misantropia pra garotada – é onde todo mundo acaba chegando ao conhecer mais a fundo o ser humano.
Responder
27 de junho de 2007 às 3h09
você não dorme? nem sai do site? nunca?!
Responder
27 de junho de 2007 às 12h10
Ei, só quando estou adiando um trabalho…
Responder
27 de junho de 2007 às 14h11
Você vai vim pro Hq Mix aqui em Sampa city?
Abraço
Responder
27 de junho de 2007 às 14h12
muito boa, como sempre!
Responder
27 de junho de 2007 às 14h49
Vamos fazer assim: eu continuo vindo aqui e rindo das tirinhas mas não fico sabendo nada sobre high school musical, certo?
Responder
27 de junho de 2007 às 15h13
Utilizando um método já patenteado por você, faço minha crítica rápida a esta série:
High School – não me interessa, Musical – não me interessa, logo, nada me interessa. Engraçado que respondi isso a um amigo (playboy, filho de vó, americanófilo, disney-ofilo, jogador de criquete e bridge e outras viadagens más), que estava “ansioso por ver” isso.
Responder
27 de junho de 2007 às 16h34
Bruno, se ganhar alguma coisa – duvido – até penso no caso…
Esse método é do meu amigo Lobão, cara.
bic azul, prefiro ter tema livre… pede pra alguém te mandar as tiras.
Responder
27 de junho de 2007 às 18h43
Por falar em te ver no ponto de ônibus…
Que estranho te ver caminhando na praia…Cartunistas caminham?
(São seu leitores te perseguindo…hehehe)
Responder
27 de junho de 2007 às 18h53
O Millôr corria todos os dias em Ipanema, faço o mesmo. Literalmente seguindo os passos do mestre.
Responder
28 de junho de 2007 às 13h05
hauhauahu
Essa tira e o texto ficaram excelentes!
Responder
29 de junho de 2007 às 14h24
“e outros teatrinhos de auto-ajuda a que fomos empurrados quando crianças”
Muito boa essa, cara, tive que comentar. Acho maneiro este estilo meio despojado, meio esculhacho.
Gostei também de me ver como bloqueiro frustrado, hehehe…
Responder
29 de junho de 2007 às 14h48
huahuauahahuh
adorei a charge.
tenho mais de 15 anos, nao tenho filhos, mas tenho sobrinhos…aff
Vi o filme. Terrivel.
bjssss
Responder
30 de junho de 2007 às 20h33
Teatrinho de auto-ajuda, Os Saltimbancos? Perfeita definição! Numa montagem da escola, participei como substituto de um colega que tinha quebrado a perna. O personagem era o “dono da Galinha”. Ela não punha mais ovos e minha fala era: “Estás velha, te perdôo. Tu ficas na granja… em forma de canja.” Ator substituto do personagem dono da Galinha. Acho que ali tornei-me a pessoa que sou hoje. Mais um milagre da auto-ajuda.
Responder
25 de março de 2008 às 16h04
you are very bag
Responder