1 de setembro de 2008 às 18h02
Fazendo a ronda
Nos últimos dias, nO Esquema:
1) O Mini comenta o revival dos 70, que pra mim (reitero: marco extremamente pessoal) começou em 89 com o Paul´s Boutique, dos Beastie Boys. Também não quero entender o viés psicológico da volta do veludo cotelê, mas acho curioso que a frase mais famosa sobre o período – “a década esquecida pelo bom gosto” – tenha sido dita nos anos 80 – uma época tão condenada pela posteridade que a reciclagem de seus horrores só pegou entre as vítimas (de sempre) da moda.
2) Bruno cita o Obra em Progresso, blog onde o Caetano Veloso comenta a preparação do novo disco e compra briga com dois jornalistas de São Paulo por causa do show que fez com Roberto Carlos em homenagem a Tom Jobim – com razão. Cara, com críticos desse naipe, quem precisa dos habituais bajuladores abjetos? Dois trechinhos comentados:
Na pequena série de espetáculos arrogantes e modorrentos, que começaram com as apresentações de João Gilberto (…) e terminariam (…) com o último dos concertos que reuniram os míticos Roberto Carlos e Caetano Veloso (…) Eventos elitistas, onde cantar baixinho sobre o amor, a saudade, o Corcovado e as belezas da orla carioca legitimavam o privilégio e a sofisticação de uma casta – Sylvia Colombo, Folha de São Paulo
- Só uma pergunta: o que a jornalista acha de Cole Porter?
O pianista Daniel Jobim, neto de Tom, usava o chapéu característico do avô, como que para reiterar a onipresença do compositor. Um gesto dispensável, já que o próprio repertório tinha essa função – Jotabê Medeiros, Estado de S. Paulo
- Nesse trecho, só fiquei lembrando do patrão do Michael Madsen em Kill Bill: “That hat. That FUCKIN’ hat”…
Larry Gomez: And…the hat. That fuckin’ hat. That fucking… How many times have I told you, don’t wear that fucking hat here? How many?
Budd: Customers wear hats.
Larry Gomez: Well, I’m not the boss of the customers. I’m the boss of you. And I’m telling you… that I want you to keep that shit-kicker hat at home.
3) Sobre o Matias, eu quase nunca sei muito bem do que ele está falando, mas parece que algumas festas importantes por aí estão acabando.
Nunca entendi bem essa dinâmica, esta de festas que acabam e tal, se o sucesso das festas que entram no lugar das festas que acabam geralmente tem a ver com o fato das festas que entram no lugar das festas que acabam não são mais as festas que acabam – mesmo que o som e os frequentadores sejam praticamente os mesmos.
Pros clubes, tem a ver com renovação, não exatamente do público, mas do hype; e pros frequentadores, tem a ver com nostalgia – dançando na nova festa quase igual àquela, vão poder comentar com os amigos: aquela é que era boa.
12 Comentários








1 de setembro de 2008 às 18h26
“Nunca sei do q ele ta falando” eh foda hein, haahahahahaha
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1 de setembro de 2008 às 18h31
Ah, é mashup, convergência e não seiquelá no Milo… sou velho, preciso de legenda. Ou melhor, dublagem, e aparelho de surdez… ;)
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1 de setembro de 2008 às 19h33
Porra, eh simples: a regiao da Paulista nao tinha festas, o Milo foi uma das primeiras casas a trazer festas pra lah e hj essa mesma regiao bomba. Agora, duas festas q estavam no Milo sairam pra montar sua propria casa.
Nao tem nada a ver nem com hype nem com nostalgia… A nao ser q vc queira viajar no assunto, aih sim :P
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1 de setembro de 2008 às 19h39
Calma garotão. Foi um comentário genérico inspirado pelo seu post. Sempre estranhei a dança das festas pelos clubes da cidade, e eu mesmo tenho as minhas festas extintas de predileção…
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2 de setembro de 2008 às 0h50
Acho q eu tenho editado demais, daih fico procurando chifre em testa de cavalo… ahahahahaha
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2 de setembro de 2008 às 13h37
Por que vc sabe o que é veludo cotelê?
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2 de setembro de 2008 às 13h44
Respondendo com uma pergunta: pq vc se importa?
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2 de setembro de 2008 às 23h07
Pauls Boutique é Joe Pimp
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3 de setembro de 2008 às 8h26
Resposta estilo chaves: Come torta!
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3 de setembro de 2008 às 16h48
arnaldo, eu tb não entendo muito o matias, muito menos o cara do conector, mais nóis lê pra parecer inteligente! rsrsrsrs
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5 de setembro de 2008 às 0h00
Ah!, não, não. Ficar do lado de Caetano Veloso é imperdoável. Não era pra tu ser engraçado, pô?! O último humorista que ficou do lado do Caetano foi o Chico Anísio (no tempo em que o nome dele ainda era com “í”) e olha no que deu!
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5 de setembro de 2008 às 10h08
AntiCaetanismo é um clichê bem gasto, hein. Checa aí.
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