OEsquema

Indignação seletiva

Nos últimos dias, em O Esquema:

Matias comenta a banda nova do Júnior. Espero que ninguém gaste indignação com esse tipo de coisa – trata-se de uma evidente provocação, como naquelas vezes em que você foi afastado de uma briga iminente enquanto alguém da turma do deixa-disso dizia “não liga, é isso mesmo que ele quer”. Não é possível que tudo, desde o nome até a escolha do elenco, não tenha sido pensado em função do índice de rejeição junto a pessoas de bem como eu e talvez você, leitor.

Mini fala do show do Hives, que curtiu bastante. Engraçado como é muito fácil achar defensores do cinema como puro entretenimento – e, ao mesmo tempo, não pode aparecer uma banda que não fale de problemas existenciais (levando em conta que, pra essa geração, namorada que não liga se encaixa na categoria) sem ser tirada de SubMamonas. Música é mesmo um assunto superestimado ;) Engraçado que Hives veio naquele espasmo de início do século que revelou Strokes, Vines etc, mas era bem mais ligada em bandas de garagem sessentista tipo Sonics do que na cena artsy novaiorquina/matemeporfavor dos anos 70 ou em sons pós-punk como as demais. É mais do mesmo, mas com ênfase no mais, gosto com a moderação de quem prefere os originais. E é apenas rock’n'roll, mas eu… acho essa citação deprimente.

E o Bruno escreve da gringa sobre o show do Bon Iver e a cena nu-folk (já teve alt-country, aguardo o neo-charleston). Toda vez que surge um novo carinha com violão, lembro de Talking New Bob Dylan, do Loudon Wainwright III, a música de parabéns que fez na época do cinquentenário do cara e que brinca com todos os Dylans wannabes, inclusive ele mesmo e Bruce Springsteen…

13 Comentários
por: Arnaldo Branco postado em: Música tags:

13 Comentários

Comentário por Raphael Veleda
15 de setembro de 2008 às 18h28

O Hives existe há 13 ou 15 anos. Mas, realmente, ganhou o mundo naquela época

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Comentário por Arnaldo Branco
15 de setembro de 2008 às 18h31

Por isso escrevi “revelou”, e não pariu ou outro termo…

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Comentário por Robert Snows
15 de setembro de 2008 às 23h05

Só eu acho essas bandas new-retrô todas iguais? Tem as “anos 80″, as “anos 60″ e o Strokes no meio. Chato pacaralho. Gosto do novo quando é novo. But then again… assunto superestimado…

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Comentário por Arnaldo Branco
16 de setembro de 2008 às 0h28

O novo quando é novo? E onde vc encontra? ;)

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Comentário por Ruy
16 de setembro de 2008 às 3h29

Arnaldo, se é pra chupar (epa, opa), melhor que sejam os Sonics do que a cena artsy nova-iorquina, não? E olha que eu gosto bem de algumas coisas dessa cena (Television, por exemplo), mas a pretensão refogada que os Strokes serviam nunca desceu bem. Chatos. Sempre fui mais os Hives.

(Neocharleston, aguardemos. Acredito que virá junto com o pagode progressivo e o pancadão da Orquestra da Rádio Bávara. Um abraço.)

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Comentário por Arnaldo Branco
16 de setembro de 2008 às 8h23

Só pra deixar claro que gosto de Strokes e Hives, Ruy. Não sei, parece que gostar mais de Hives só pq emula um período mais, digamos, primitivo do rock lembra alguns cacoetes da crítica, pra quem “despretensioso” é elogio. ;)

Mas tb já gostei mais de Hives que Strokes, hj acho bobagem comparar pq surgiram na mesma corrida do ouro das gravadoras…

Sei lá – lembro do meu irmão, que nem deve ter nenhum disco de nenhuma dessas duas bandas, não curtia a época do grunge e acha o pós-punk a era de ouro do rock, dizendo que em tese gostava dessas bandas da safra 2000 porque pelo menos dessa vez tinham escolhido um som decente pra imitar. E continuou a admirar à distância, sem se preocupar em ouvir ;)

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Comentário por Robert Snows
16 de setembro de 2008 às 23h06

Como assim onde? Na internet, o refúgio dos entediados! Mas sei lá, no mainstream de vez em quando aparece um System Of A Down ou Muse.

Mas pensando bem, eu menti ali em cima. Eu gosto das cópias de anos 80.

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Comentário por Robert Snows
16 de setembro de 2008 às 23h12

O que me incomoda é que essas cópias de rock tosco deviam ser empolgantes, pra justificar a tosquisse, mas não são. Só o Thee Michelle Gun Elephant consegue. E o TMGE, só na internet.

Tá, desabafei.

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Comentário por olavo r
17 de setembro de 2008 às 12h19

legal a letra do loudon. conhece a música que o filho escreveu pra ele, dinner at eight? foda.

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Comentário por Arnaldo Branco
17 de setembro de 2008 às 13h32

Gosto muito, Olavo.

E ainda vou a São Paulo pra ver um show de vocês.

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Comentário por olavo r
17 de setembro de 2008 às 20h21

classe. quando você vier o gentleman jack é por conta da casa.

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Comentário por Ruy
18 de setembro de 2008 às 20h26

Opa, acho que quem precisa deixar algo mais claro sou eu. Pretensão, sou totalmente a favor -mas quero que me sirvam ao ponto, não refogada. (= E, na verdade, não é que eu goste mais dos Hives “porque” emula o tal período mais primitivo -gosto mais, ponto. Assim como prefiro Franz Ferdinand (que escolheu outras coisas pra chupar, mas é artsy também) a Strokes. Abraço!

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Comentário por The Body Electric
22 de setembro de 2008 às 16h00

independente de ser imitação ou não, o som dos caras (the hives, strokes etc) é bom de qualquer maneira, então das duas uma: ou vc fica blasé em relação ao novo, tipo “de 1988 pra cá é tudo merda, e se vc ouve vc tb é um merda”, ou vc é blasé em relação aos supracitados tipo “de 1998 pra trás todo mundo já morreu, e se vc ainda ouve isso vc tb deveria morrer”… (o gap de 10 anos é intencional)

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