Arquivo: janeiro de 2009 ’
29 de janeiro de 2009 às 9h39
Previously, on Le Expensive
Continuo postando um monte lá no blog da Bavária Premium. Resenhas de bolinho de bacalhau, W.C. Fields, Beer Pong e uma caralhada de tiras do Sr. Gambá & Sr. Peixe. Vão lá.
28 de janeiro de 2009 às 14h36
Mesário
Nunca me chamaram para trabalhar em dia de eleição (não estou reclamando), mas agora fui capturado para um serviço ainda mais difícil: fazer o Allan e o Dahmer se comportarem diante da Clarinha Gomes nesse simpósio em que debateremos o futuro dos debates sobre o futuro dos quadrinhos no Brasil. Acho que tem birita, mas não posso garantir.
Amanhã (29/01) na Travessa do Shopping Leblon, Afrânio de Melo Franco 290, Leblon.

22 de janeiro de 2009 às 22h24
Junte-se a eles
Estarei sábado (24/01) no maior evento booze and sex free da América Latina, a Campus Party, mix de acampamento e lan house que é o xodó do Dahmer. Nessa mesa:
15:20 – O uso do blog para publicar quadrinhos
Cadu Simões (Homem Grilo e Quarto Mundo), Arnaldo Branco (G1 – Mundinho Animal), Clara Gomes (Bichinhos de Jardim), Karlisson Bezerra (Nerdson)
Moderador: Eduardo Nasi (Universo HQ)
Vejo você lá, nerd amigo!
21 de janeiro de 2009 às 18h50
Três cousas
1) Cartum antigo que saiu em um livro:

2) Seja na Terra, Seja no Mar da Semana:
3) Minha coluna Mal Necessário para a Zé Pereira: Tempos difíceis para um stalinista.

14 de janeiro de 2009 às 17h37
Obra em progresso
O texto sobre o Obama saiu depois de uma garrafa de tequila. Are my methods unsound?

Imagem pelo pessoal do Baile Curinga; acabou virando camiseta (tenho uma, claro). Vai vender na La Cucaracha, Teixeira de Melo 31-H, Ipanema. Ou sei lá, perturbem os caras.
Obama é melhor que o Eto’o
O presidente anterior era odiado, o atual herdou uma crise bizarra e sua Potência está ameaçada. Vasco? Estados Unidos – o Vasco já passou da fase da ameaça. É, Obama, eu não queria estar na sua pele. Opa.
A eleição do cara foi a coisa mais importante de 2008, mas a concorrência era fraca, embora a suruba transexual do Ronaldo quase tenha emplacado como notícia sobre tolerância com o dessemelhante do ano. Um negro eleito presidente? Se bem que nos Estados Unidos é fácil, quero ver no Country Club.
Obama serviu pra compensar a derrota do Gabeira no Rio, outro cara em quem a gente votaria por pura simpatia mas sem saber no que ia dar. E falando em compensação, serviu para espíritos de porco ficarem putos com o fato de gente levar mais a sério as eleições americanas – ou darem uma de Cassandras cortando o barato de quem comemorou a vitória do cara dizendo que republicano e democrata é tudo igual. O RLY?
O Tiger Woods, o Lewis Hamilton e a parada de sucessos americana dominada por rap e r&b parecem comprovar a redenção da cultura negra depois de anos de segregação, mas não é bem assim. Sobre os atletas, não dá para dizer que impõem suas personalidades cativantes ao esporte; você quase só percebe que são negros porque, apesar de todo mundo falar que o racismo é tipo pólio, que está controlada mas ainda tem, todo mundo aponta o fato.
E um presidente americano negro agora que a música americana negra é uma droga é bem emblemático. Pra mim o Puff Daddy (inserir novo nome) é mais branco que o Michael Jackson. Conseguiram acabar com o racismo pelo método da camuflagem.
13 de janeiro de 2009 às 15h18
Deus Mercado

Cartum genial do Jaguar para anunciar minha coluna Mal Necessário, toda semana na Zé Pereira. Hoje: Alma do negócio, bunda na janela.
9 de janeiro de 2009 às 14h06
Liga
Último apanhadão que faço por aqui, meio que rolou um recesso de blog. Mas vamos retomar aos poucos. Portanto:
1) Seja na Terra, Seja no Mar, clique.
2) Mundinho Animal reloaded de uma tira antiga (perdi o original e quis redesenhar).
3) Minha coluna para a Zé Pereira: Era mais jogo se eu tentasse fazer charme de intelectual.
8 de janeiro de 2009 às 7h58
Núpcias reais
Minha coluna “Histórias (Inventadas) da Televisão” para a MONET do mês passado. Enjoy.

Ilustração: Fernando de Almeida
Todo mundo na época (1981) acompanhou o casamento do Príncipe Charles com Diana Spencer e lembra que a transmissão durou quase um dia inteiro. Foi provavelmente a tomada mais lenta de uma carruagem percorrendo um trajeto curto desde os filmes de época da nouvelle vague. Mas o que poucos sabem foi o trabalho que deu às equipes de TV da época para evitar mostrar uma série de acontecimentos bizarros, portanto típicos de um casamento.
O atraso de praxe da noiva, por exemplo, aconteceu porque até a última hora os advogados de Diana negociavam cláusulas do acordo pré-nupcial, que estabelecia limites para o uso de fixador no cabelo de Charles e proibia terminantemente que o herdeiro do trono levasse para a banheira sua coleção de barquinhos em homenagem à Frota Real Inglesa. Mas apesar das câmeras terem flagrado a princesa assinando os últimos papéis já na escadaria de sua casa, indo em direção ao coche, uma ordem disparada pelo Palácio de Buckingham fez com que os telejornais descrevessem aqueles homens de terno e pastas 007 como “caçadores de autógrafo”.
Na hora da tradicional e simbólica pergunta do padre “se alguém tiver algo contra essa união, que fale agora ou se cale para sempre”, foi necessário desligar a câmera 23, que captou Camila Parker Bowles, a namorada horrorosa preterida por Charles (por pressão da família e não por bom senso, infelizmente) se levantando para mostrar uma carta em que o Príncipe, naquela época ainda tímido em suas declarações para a baranga, dizia “quero ser o seu descongestionante nasal”.
Mas as emissoras de TV mostraram com ênfase sua retirada da catedral de St. Paul, depois de, fora do alcance das câmeras, ter recebido um golpe de clava de um agente da Scotland Yard. Todos os comentaristas de casamento (na Inglaterra um cargo de importância, graças aos tablóides) falaram sobre o desmaio de uma fã emocionada do casal – mas o enviado especial da Rede Globo, Clóvis Bornay, por dentro dos babados, soltou um “cala-te boca” no ar seguido de risinhos abafados.
Durante os cumprimentos, um cavalariço que tinha conseguido se passar por Conde (na era Tatcher os títulos de nobreza tinham barateado e era difícil distinguir uma falsificação) beijou demoradamente a Princesa na boca. Não foi possível evitar a filmagem da cena, mas Charles pensou rápido e também beijou o cavalariço, inclusive inclinando o sujeito à maneira dos apaixonados. O narrador oficial da cerimônia disse que se tratava de um costume do condado e todo mundo caiu nessa. Mais tarde esse trecho da gravação foi confiscado a pedido da Família Real.
Ninguém sabe, mas pelos bons serviços prestados, o diretor de jornalismo da BBC que coordenou a cobertura do evento foi condecorado pela Rainha com a Ordem Secreta do Sigilo Colaboracionista, a honra máxima que pode aspirar um profissional chapa-branca da imprensa.





















